{"id":10863,"date":"2012-06-13T14:20:47","date_gmt":"2012-06-13T17:20:47","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/?p=10863"},"modified":"2013-02-04T18:33:19","modified_gmt":"2013-02-04T20:33:19","slug":"orientacoes-dos-papas-aos-casais-de-segunda-uniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2012\/06\/13\/orientacoes-dos-papas-aos-casais-de-segunda-uniao\/","title":{"rendered":"Orienta\u00e7\u00f5es da Igreja aos casais de segunda uni\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2012\/06\/segunda_uniao.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-10864\" style=\"margin-left: 5px;margin-right: 5px\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2012\/06\/segunda_uniao-300x135.png\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"176\" \/><\/a><strong>O que a Igreja diz aos casais que vivem nesta situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Encontro Mundial das Fam\u00edlias,\u00a0 em Mil\u00e3o,\u00a0 em 2 junho de 2012, foi feita uma pergunta ao Papa, na \u201cFesta dos Testemunhos\u201d, no Parque Bresso de Mil\u00e3o, It\u00e1lia.\u00a0 Manoel Angelo, um brasileiro lhe perguntou o seguinte: \u201cAlguns desses casais que se casam novamente gostariam de se reaproximar da Igreja, mas veem negados os Sacramentos a eles e a desilus\u00e3o \u00e9 grande. Se sentem exclu\u00eddos, marcados por uma senten\u00e7a definitiva (\u2026).\u00a0\u00a0 Sabemos que estas situa\u00e7\u00f5es e que estas pessoas est\u00e3o muito no cora\u00e7\u00e3o da Igreja: quais palavras e quais sinais de esperan\u00e7a podemos dar a eles?\u201d<!--moreVeja o v\u00eddeo...--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Papa respondeu o seguinte: \u201cNa realidade, este problema dos casais em segunda uni\u00e3o \u00e9 um dos grandes sofrimentos da Igreja hoje. E n\u00e3o temos receitas simples. O sofrimento \u00e9 grande e podem somente ajudar as par\u00f3quias, os indiv\u00edduos, ajudando estas pessoas a suportar o sofrimento deste div\u00f3rcio. Eu diria que \u00e9 muito importante saber, naturalmente, a preven\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, aprofundar desde o in\u00edcio, no namoro, numa decis\u00e3o profunda, madura. Al\u00e9m disso, o acompanhamento durante o matrim\u00f4nio, afim que as fam\u00edlias n\u00e3o estejam nunca sozinhas, mas realmente acompanhadas em seu caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E depois, quanto a essas pessoas, devemos dizer (\u2026) que a Igreja as ama, mas eles devem ver e sentir este amor. Parece-me um grande desafio para uma par\u00f3quia, uma comunidade cat\u00f3lica, fazer realmente o poss\u00edvel para que eles se sintam amados, aceitos, que n\u00e3o se sintam \u201cfora\u201d, mesmo que n\u00e3o possam receber a absolvi\u00e7\u00e3o e a Eucaristia. Eles devem ver que mesmo assim vivem plenamente na Igreja. Talvez, se n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a absolvi\u00e7\u00e3o na Confiss\u00e3o, todavia, um contato permanente com um sacerdote, com um guia espiritual, \u00e9 muito importante para que possam ver que est\u00e3o sendo acompanhados, guiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nulidade de casamento\" width=\"600\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bk-_x0UFBVg?feature=oembed&amp;rel=0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois, \u00e9 tamb\u00e9m muito importante que sintam que a Eucaristia \u00e9 verdadeira e participada se realmente entram em comunh\u00e3o com o Corpo de Cristo. Mesmo sem o recebimento \u201ccorporal\u201d do Sacramento, podemos estar espiritualmente unidos a Cristo no Seu Corpo. E fazer entender isso \u00e9 importante, que realmente encontrem a possibilidade de viver uma vida de f\u00e9, com a Palavra de Deus, com a comunh\u00e3o da Igreja e podem ver que o sofrimento deles \u00e9 um dom para a Igreja, porque serve, assim, para defender tamb\u00e9m a estabilidade do amor, do Matrim\u00f4nio; e que este sofrimento n\u00e3o \u00e9 somente um tormento f\u00edsico e ps\u00edquico, mas \u00e9 tamb\u00e9m um sofrimento na comunidade da Igreja, para os grandes valores da nossa f\u00e9. Penso que o sofrimento deles, se realmente interiormente aceito, pode ser um dom para a Igreja. Devem sab\u00ea-lo, que justamente assim servem a Igreja, est\u00e3o no cora\u00e7\u00e3o da Igreja. Obrigado pelo vosso empenho\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">http:\/\/ocatequista.com.br\/?p=5893<\/p>\n<p>Na Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica pos-sinodal \u201cSacramentum Caritatis\u201d (n.29), de 22\/2\/2007, o Papa Bento disse: &#8220;Nos casos em que surjam legitimamente d\u00favidas sobre a validade do Matrim\u00f4nio sacramental contra\u00eddo, deve fazer-se tudo o que for necess\u00e1rio para verificar o fundamento das mesmas. H\u00e1 que assegurar, pois, no pleno respeito do direito can\u00f4nico, a presen\u00e7a no territ\u00f3rio dos tribunais eclesi\u00e1sticos, o seu car\u00e1ter pastoral, a sua atividade correta e pressurosa; \u00e9 necess\u00e1rio haver, em cada diocese, um n\u00famero suficiente de pessoas preparadas para o sol\u00edcito funcionamento dos tribunais eclesi\u00e1sticos. (&#8230;) Enfim, caso n\u00e3o seja reconhecida a nulidade do v\u00ednculo matrimonial e se verifiquem condi\u00e7\u00f5es objetivas que tornam realmente irrevers\u00edvel a conviv\u00eancia, a Igreja encoraja estes fi\u00e9is a esfor\u00e7arem-se por viver a sua rela\u00e7\u00e3o segundo as exig\u00eancias da lei de Deus, como amigos, como irm\u00e3o e irm\u00e3; deste modo poder\u00e3o novamente abeirar-se da mesa eucar\u00edstica, com os cuidados previstos por uma comprovada pr\u00e1tica eclesial.&#8221; (SC, 29)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Papa Beato Jo\u00e3o Paulo II j\u00e1 tinha falado do mesmo assunto em sua Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica p\u00f3s sinodal sobre a fam\u00edlia (Familiaris Cons\u00f3rtio, 1981): \u201cOs Padres Sinodais estudaram-no expressamente (&#8230;) Juntamente com o S\u00ednodo exorto vivamente os pastores e a inteira comunidade dos fi\u00e9is a ajudar os divorciados, promovendo com caridade sol\u00edcita que eles n\u00e3o se considerem separados da Igreja, podendo, e melhor devendo, enquanto batizados, participar na sua vida. Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrif\u00edcio da Missa, a perseverar na ora\u00e7\u00e3o, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justi\u00e7a, a educar os filhos na f\u00e9 crist\u00e3, a cultivar o esp\u00edrito e as obras de penit\u00eancia para assim implorarem, dia a dia, a gra\u00e7a de Deus. Reze por eles a Igreja, encoraje-os, mostre-se m\u00e3e misericordiosa e sustente-os na f\u00e9 e na esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>A Igreja, contudo, reafirma a sua pr\u00e1xis, fundada na Sagrada Escritura, de n\u00e3o admitir \u00e0 comunh\u00e3o eucar\u00edstica os divorciados que contra\u00edram nova uni\u00e3o. N\u00e3o podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condi\u00e7\u00f5es de vida contradizem objetivamente aquela uni\u00e3o de amor entre Cristo e a Igreja, significada e atuada na Eucaristia. H\u00e1, al\u00e9m disso, um outro peculiar motivo pastoral: se se admitissem estas pessoas \u00e0 Eucaristia, os fi\u00e9is seriam induzidos em erro e confus\u00e3o acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrim\u00f4nio.<\/p>\n<p>A reconcilia\u00e7\u00e3o pelo sacramento da penit\u00eancia &#8211; que abriria o caminho ao sacramento eucar\u00edstico &#8211; pode ser concedida s\u00f3 \u00e0queles que, arrependidos de ter violado o sinal da Alian\u00e7a e da fidelidade a Cristo, est\u00e3o sinceramente dispostos a uma forma de vida n\u00e3o mais em contradi\u00e7\u00e3o com a indissolubilidade do matrimonio. Isto tem como consequ\u00eancia, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos s\u00e9rios &#8211; quais, por exemplo, a educa\u00e7\u00e3o dos filhos &#8211; n\u00e3o se podem separar, \u00abassumem a obriga\u00e7\u00e3o de viver em plena contin\u00eancia, isto \u00e9, de abster-se dos actos pr\u00f3prios dos c\u00f4njuges\u00bb.<\/p>\n<p>Igualmente o respeito devido quer ao sacramento do matrim\u00f4nio quer aos pr\u00f3prios c\u00f4njuges e aos seus familiares, quer ainda \u00e0 comunidade dos fi\u00e9is pro\u00edbe os pastores, por qualquer motivo ou pretexto mesmo pastoral, de fazer em favor dos divorciados que contraem uma nova uni\u00e3o, cerim\u00f4nias de qualquer g\u00eanero. Estas dariam a impress\u00e3o de celebra\u00e7\u00e3o de novas n\u00fapcias sacramentais v\u00e1lidas, e consequentemente induziriam em erro sobre a indissolubilidade do matrimonio contra\u00eddo validamente.<\/p>\n<p>Agindo de tal maneira, a Igreja professa a pr\u00f3pria fidelidade a Cristo e \u00e0 sua verdade; ao mesmo tempo comporta-se com esp\u00edrito materno para com estes seus filhos, especialmente para com aqueles que sem culpa, foram abandonados pelo leg\u00edtimo c\u00f4njuge.<\/p>\n<p>Com firme confian\u00e7a ela v\u00ea que, mesmo aqueles que se afastaram do mandamento do Senhor e vivem agora nesse estado, poder\u00e3o obter de Deus a gra\u00e7a da convers\u00e3o e da salva\u00e7\u00e3o, se perseverarem na ora\u00e7\u00e3o, na penit\u00eancia e na caridade\u201d (FC, 84).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Catecismo da Igreja diz o seguinte: \u201cS\u00e3o\u00a0 numerosos hoje, em muitos pa\u00edses, os cat\u00f3licos que recorrem ao div\u00f3rcio segundo as leis civis e que contraem civicamente uma nova uni\u00e3o. A Igreja, por fidelidade \u00e0 palavra de Jesus Cristo (&#8220;Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar outra comete adult\u00e9rio contra a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adult\u00e9rio&#8221;: Mc 10,11-12), afirma que n\u00e3o pode reconhecer como v\u00e1lida uma nova uni\u00e3o, se o primeiro casamento foi v\u00e1lido. Se os divorciados tornam a casar-se no civil, ficam numa situa\u00e7\u00e3o que contraria objetivamente a lei de Deus. Portanto, n\u00e3o podem ter acesso \u00e0 comunh\u00e3o eucar\u00edstica enquanto perdurar esta situa\u00e7\u00e3o. Pela mesma raz\u00e3o n\u00e3o podem exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconcilia\u00e7\u00e3o pelo sacramento da Penit\u00eancia s\u00f3 pode ser concedida aos que se mostram arrependidos por haver violado o sinal da alian\u00e7a e da fidelidade a Cristo e se comprometem a viver numa contin\u00eancia completa. (\u00a71651)<\/p>\n<p>\u201cA respeito dos crist\u00e3os que vivem nesta situa\u00e7\u00e3o e geralmente conservam a f\u00e9 e desejam educar crist\u00e3mente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude atenta, a fim de n\u00e3o se considerarem separados da Igreja, pois, como batizados, podem e devem participar da vida da Igreja:<\/p>\n<p>Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrif\u00edcio da missa, a perseverar na ora\u00e7\u00e3o, a dar sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0s obras de caridade e \u00e0s iniciativas da comunidade em favor da justi\u00e7a, a educar os filhos na f\u00e9 crist\u00e3, a cultivar o esp\u00edrito e as obras de penit\u00eancia para assim implorar, dia a dia, a gra\u00e7a de Deus. (\u00a71652)<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que a Igreja diz aos casais que vivem nesta situa\u00e7\u00e3o? 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