{"id":1451,"date":"2007-04-18T15:13:45","date_gmt":"2007-04-18T12:13:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/04\/18\/o-que-e-a-libertacao-crista\/"},"modified":"2007-04-18T15:13:45","modified_gmt":"2007-04-18T12:13:45","slug":"o-que-e-a-libertacao-crista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/04\/18\/o-que-e-a-libertacao-crista\/","title":{"rendered":"O QUE \u00c9 A LIBERTA\u00c7\u00c3O CRIST\u00c3?"},"content":{"rendered":"<p><strong><span>Papa Paulo VI<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Para um correto entendimento do que seja a liberta\u00e7\u00e3o que Cristo veio trazer ao homem, apenas transcrevo aqui o que o Papa Paulo VI escreveu sobre liberta\u00e7\u00e3o em sua exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cEvangelii Nuntiandi\u201d, em 1974.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Uma mensagem de liberta\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>30. S\u00e3o conhecidos os termos em que falaram de tudo isto, no recente S\u00ednodo, numerosos Bispos de todas as partes da terra, sobretudo os do chamado &#8220;Terceiro Mundo&#8221;, com uma acentua\u00e7\u00e3o pastoral em que se repercutia a voz de milh\u00f5es de filhos da Igreja que formam esses povos, Povos comprometidos, como bem sabemos, com toda a sua energia no esfor\u00e7o e na luta por superar tudo aquilo que os condena a ficarem \u00e0 margem da vida: carestias, doen\u00e7as cr\u00f4nicas e end\u00eamicas, analfabetismo, pauperismo, injusti\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es internacionais e especialmente nos interc\u00e2mbios comerciais, situa\u00e7\u00f5es de neo-colonialismo econ\u00f4mico e cultural, por vezes t\u00e3o cruel como o velho colonialismo pol\u00edtico. A Igreja, repetiram-no os Bispos, tem o dever de anunciar a liberta\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de seres humanos, sendo muitos destes seus filhos espirituais; o dever de ajudar uma tal liberta\u00e7\u00e3o nos seus come\u00e7os, de dar testemunho em favor dela e de envidar esfor\u00e7os para que ela chegue a ser total. Isso n\u00e3o \u00e9 alheio \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Necess\u00e1ria liga\u00e7\u00e3o com a promo\u00e7\u00e3o humana<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>31. Entre evangeliza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o humana, desenvolvimento, liberta\u00e7\u00e3o, existem de fato la\u00e7os profundos: la\u00e7os de ordem antropol\u00f3gica, dado que o homem que h\u00e1 de ser evangelizado n\u00e3o \u00e9 um ser abstrato, mas \u00e9 sim um ser condicionado pelo conjunto dos problemas sociais e econ\u00f4micos; la\u00e7os de ordem teol\u00f3gica, porque n\u00e3o se pode nunca dissociar o plano da cria\u00e7\u00e3o do plano da reden\u00e7\u00e3o, um e outro a abrangerem as situa\u00e7\u00f5es bem concretas da injusti\u00e7a que h\u00e1 de ser combatida e da justi\u00e7a a ser restaurada; la\u00e7os daquela ordem eminentemente evang\u00e9lica, qual \u00e9 a ordem da caridade: como se poderia, realmente, proclamar o mandamento novo sem promover na justi\u00e7a e na paz o verdadeiro e o aut\u00eantico progresso do homem? N\u00f3s pr\u00f3prios tivemos o cuidado de salientar isto mesmo, ao recordar que \u00e9 imposs\u00edvel aceitar &#8220;que a obra da evangeliza\u00e7\u00e3o possa ou deva negligenciar os problemas extremamente graves, agitados sobremaneira hoje em dia, no que se refere \u00e0 justi\u00e7a, \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o, ao desenvolvimento e \u00e0 paz no mundo. Se isso porventura acontecesse, seria ignorar a doutrina do Evangelho sobre o amor para com o pr\u00f3ximo que sofre ou se encontra em necessidade&#8221;.(61)<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Pois bem: aquelas mesmas vozes que, com zelo, intelig\u00eancia e coragem, ventilaram este tema candente, no decorrer do referido S\u00ednodo, com grande alegria nossa forneceram os princ\u00edpios iluminadores para bem se captar o alcance e o sentido profundo da liberta\u00e7\u00e3o, conforme ela foi anunciada e realizada por Jesus de Nazar\u00e9 e conforme a Igreja a apregoa.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Sem confus\u00e3o nem ambig\u00fcidade<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>32. N\u00e3o devemos esconder, entretanto, que numerosos crist\u00e3os, generosos e sens\u00edveis perante os problemas dram\u00e1ticos que se apresentam quanto a este ponto da liberta\u00e7\u00e3o, ao quererem atuar o empenho da Igreja no esfor\u00e7o de liberta\u00e7\u00e3o, t\u00eam freq\u00fcentemente a tenta\u00e7\u00e3o de reduzir a sua miss\u00e3o \u00e0s dimens\u00f5es de um projeto simplesmente temporal; os seus objetivos a uma vis\u00e3o antropoc\u00eantrica; a salva\u00e7\u00e3o, de que ela \u00e9 mensageira e sacramento, a um bem-estar material; a sua atividade, a iniciativas de ordem pol\u00edtica ou social esquecendo todas as preocupa\u00e7\u00f5es espirituais e religiosas. No entanto, se fosse assim, a Igreja perderia o seu significado pr\u00f3prio. A sua mensagem de liberta\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o teria originalidade alguma e ficaria prestes a ser monopolizada e manipulada por sistemas ideol\u00f3gicos e por partidos pol\u00edticos. Ela j\u00e1 n\u00e3o teria autoridade para anunciar a liberta\u00e7\u00e3o, como sendo da parte de Deus. Foi por tudo isso que n\u00f3s quisemos acentuar bem na mesma alocu\u00e7\u00e3o, quando da abertura da terceira Assembl\u00e9ia Geral do S\u00ednodo, &#8220;a necessidade de ser reafirmada claramente a finalidade especificamente religiosa da evangeliza\u00e7\u00e3o. Esta \u00faltima perderia a sua raz\u00e3o de ser se se apartasse do eixo religioso que a rege: o reino de Deus, antes de toda e qualquer outra coisa, no seu sentido plenamente teol\u00f3gico&#8221;.(62)<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>A liberta\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>33. Acerca da liberta\u00e7\u00e3o que a evangeliza\u00e7\u00e3o anuncia e se esfor\u00e7a por atuar, \u00e9 necess\u00e1rio dizer antes o seguinte: ela n\u00e3o pode ser limitada \u00e0 simples e restrita dimens\u00e3o econ\u00f4mica, pol\u00edtica, social e cultural; mas deve ter em vista o homem todo, integralmente, com todas as suas dimens\u00f5es, incluindo a sua abertura para o absoluto, mesmo o absoluto de Deus; ela anda portanto coligada a uma determinada concep\u00e7\u00e3o do homem, a uma antropologia que ela jamais pode sacrificar \u00e0s exig\u00eancias de uma estrat\u00e9gia qualquer, ou de uma &#8220;pr\u00e1xis&#8221; ou, ainda, de uma efiic\u00e1cia a curto prazo.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Liberta\u00e7\u00e3o baseada no reino de Deus<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>34. Assim, ao pregar a liberta\u00e7\u00e3o e ao associar-se \u00e0queles que operam e sofrem com o sentido de a favorecer, a Igreja n\u00e3o admite circunscrever a sua miss\u00e3o apenas ao campo religioso, como se se desinteressasse dos problemas temporais do homem; mas reafirmando sempre o primado da sua voca\u00e7\u00e3o espiritual, ela recusa-se a substituir o an\u00fancio do reino pela proclama\u00e7\u00e3o das liberta\u00e7\u00f5es puramente humanas e afirma que a sua contribui\u00e7\u00e3o para a liberta\u00e7\u00e3o ficaria incompleta se ela negligenciasse anunciar a salva\u00e7\u00e3o<br \/>\nem Jesus Cristo.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Liberta\u00e7\u00e3o com uma vis\u00e3o evang\u00e9lica do homem<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>35. A<\/span><span> Igreja relaciona, mas nunca identifica a liberta\u00e7\u00e3o humana com a salva\u00e7\u00e3o<br \/>\nem Jesus Cristo, porque ela sabe por revela\u00e7\u00e3o, por experi\u00eancia hist\u00f3rica e por reflex\u00e3o de f\u00e9 que nem todas as no\u00e7\u00f5es de liberta\u00e7\u00e3o s\u00e3o for\u00e7osamente coerentes e compat\u00edveis com uma vis\u00e3o evang\u00e9lica do homem, das coisas e dos acontecimentos; e sabe que n\u00e3o basta instaurar a liberta\u00e7\u00e3o, criar o bem-estar e impulsionar o desenvolvimento, para se poder dizer que o reino de Deus chegou.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Mais ainda: a Igreja tem a firme convic\u00e7\u00e3o de que toda a liberta\u00e7\u00e3o temporal, toda a liberta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mesmo que ela porventura se esfor\u00e7asse por encontrar numa ou noutra p\u00e1gina do Antigo ou do Novo Testamento a pr\u00f3pria justifica\u00e7\u00e3o, mesmo que ela reclamasse para os seus postulados ideol\u00f3gicos e para as suas normas de a\u00e7\u00e3o a autoridade dos dados e das conclus\u00f5es teol\u00f3gicas e mesmo que ela pretendesse ser a teologia para os dias de hoje, encerra em si mesma o g\u00e9rmen da sua pr\u00f3pria nega\u00e7\u00e3o e desvia-se do ideal que se prop\u00f5e, por isso mesmo que as suas motiva\u00e7\u00f5es profundas n\u00e3o s\u00e3o as da justi\u00e7a na caridade, e porque o impulso que a arrasta n\u00e3o tem dimens\u00e3o verdadeiramente espiritual e a sua \u00faltima finalidade n\u00e3o \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o e a beatitude em Deus.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Liberta\u00e7\u00e3o que comporta necessariamente uma convers\u00e3o<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>36. A<\/span><span> Igreja tem certamente como algo importante e urgente que se construam estruturas mais humanas, mais justas, mais respeitadoras dos direitos da pessoa e menos opressivas e menos escravizadoras; mas ela continua a estar consciente de que ainda as melhores estruturas, ou os sistemas melhor idealizados depressa se tornam desumanos, se as tend\u00eancias inumanas do cora\u00e7\u00e3o do homem n\u00e3o se acharem purificadas, se n\u00e3o houver uma convers\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o e do modo de encarar as coisas naqueles que vivem em tais estruturas ou que as comandam.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Liberta\u00e7\u00e3o que exclui a viol\u00eancia<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>37. A<\/span><span> Igreja n\u00e3o pode aceitar a viol\u00eancia, sobretudo a for\u00e7a das armas, de que se perde o dom\u00ednio, uma vez desencadeada, e a morte de pessoas sem discrimina\u00e7\u00e3o, como caminho para a liberta\u00e7\u00e3o; ela sabe, efetivamente, que a viol\u00eancia provoca sempre a viol\u00eancia e gera irresistivelmente novas formas de opress\u00e3o e de escraviza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o raro bem mais pesadas do que aquelas que ela pretendia eliminar. Diz\u00edamos quando da nossa viagem \u00e0 Col\u00f4mbia: &#8220;Exortamo-vos a n\u00e3o p\u00f4r a vossa confian\u00e7a na viol\u00eancia, nem na revolu\u00e7\u00e3o; tal atitude \u00e9 contr\u00e1ria ao esp\u00edrito crist\u00e3o e pode tamb\u00e9m retardar, em vez de favorecer, a eleva\u00e7\u00e3o social pela qual legitimamente aspirais&#8221;, (63) E ainda: &#8220;N\u00f3s devemos reafirmar que a viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 nem crist\u00e3 nem evang\u00e9lica e que as mudan\u00e7as bruscas ou violentas das estruturas seriam falazes e ineficazes em si mesmas e, por certo, n\u00e3o conformes \u00e0 dignidade dos povos&#8221;.(64)<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Contribui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da Igreja<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>38. Dito isto, n\u00f3s regozijamo-nos de que a Igreja tome uma consci\u00eancia cada dia mais viva do modo pr\u00f3prio, genuinamente evang\u00e9lico, que ela tem para colaborar na liberta\u00e7\u00e3o dos homens. E o que faz ela, ent\u00e3o? Ela procura suscitar cada vez mais nos \u00e2nimos de numerosos crist\u00e3os a generosidade para se dedicarem \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o dos outros. Ela d\u00e1 a estes crist\u00e3os &#8220;libertadores&#8221; uma inspira\u00e7\u00e3o de f\u00e9 e uma motiva\u00e7\u00e3o de amor fraterno, uma doutrina social a que o verdadeiro crist\u00e3o n\u00e3o pode deixar de estar atento, mas que deve tomar como base da pr\u00f3pria prud\u00eancia e da pr\u00f3pria experi\u00eancia, a fim de a traduzir concretamente em categorias de a\u00e7\u00e3o, de participa\u00e7\u00e3o e de compromisso. Tudo isto, sem se confundir com atitudes t\u00e1ticas nem com o servi\u00e7o de um sistema pol\u00edtico, deve caraterizar a coragem do crist\u00e3o comprometido. A Igreja esfor\u00e7a-se por inserir sempre a luta crist\u00e3 em favor da liberta\u00e7\u00e3o do des\u00edgnio global da salva\u00e7\u00e3o, que ela pr\u00f3pria anuncia.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>O que acabamos de recordar aqui emerge por mais de uma vez dos debates do S\u00ednodo. N\u00f3s pr\u00f3prios, ali\u00e1s, tamb\u00e9m quisemos dedicar a este mesmo tema algumas palavras de esclarecimento na alocu\u00e7\u00e3o que dirigimos aos Padres sinodais no final da Assembl\u00e9ia.(65)<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Todas estas considera\u00e7\u00f5es deveriam contribuir, ao menos \u00e9 de esperar que assim suceda, para evitar a ambig\u00fcidade de que se reveste freq\u00fcentemente a palavra &#8220;liberta\u00e7\u00e3o&#8221;, nas ideologias, nos sistemas ou nos grupos pol\u00edticos. A liberta\u00e7\u00e3o que a evangeliza\u00e7\u00e3o proclama e prepara \u00e9 aquela mesma que o pr\u00f3prio Jesus Cristo anunciou e proporcionou aos homens pelo seu sacrif\u00edcio.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Papa Paulo VI\u00a0 Para um correto entendimento do que seja a liberta\u00e7\u00e3o que Cristo veio trazer ao homem, apenas transcrevo aqui o que o Papa Paulo VI escreveu sobre liberta\u00e7\u00e3o em sua exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cEvangelii Nuntiandi\u201d, em 1974.\u00a0 Uma mensagem&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[56],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1451"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1451"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1451\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1451"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1451"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1451"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}