{"id":16015,"date":"2014-09-08T10:43:20","date_gmt":"2014-09-08T13:43:20","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/?p=16015"},"modified":"2014-09-08T10:43:20","modified_gmt":"2014-09-08T13:43:20","slug":"santo-antonio-e-a-natividade-da-virgem-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2014\/09\/08\/santo-antonio-e-a-natividade-da-virgem-maria\/","title":{"rendered":"Santo Ant\u00f4nio e a Natividade da Virgem Maria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2014\/09\/sc3a3o-joaquim-e-ana-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-16016 alignleft\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2014\/09\/sc3a3o-joaquim-e-ana-1-228x300.jpg\" alt=\"sc3a3o-joaquim-e-ana-1\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2014\/09\/sc3a3o-joaquim-e-ana-1-228x300.jpg 228w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2014\/09\/sc3a3o-joaquim-e-ana-1.jpg 945w\" sizes=\"(max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><\/a>Santo Ant\u00f4nio de P\u00e1dua, doutor da Igreja, pronunciou um Serm\u00e3o no dia do nascimento de Nossa Senhora (8 de setembro). Segue o texto:<\/p>\n<p><strong>1. <\/strong>Digamos: A gloriosa Virgem Maria foi como a estrela da manh\u00e3 entre as nuvens.<\/p>\n<p>Escreve o Eclesi\u00e1stico: A beleza do c\u00e9u \u00e9 a gl\u00f3ria das estrelas, que ilumina o mundo (Eclo 43, 10). Nestas tr\u00eas palavras observam-se os tr\u00eas fatos que resplandeceram admiravelmente na Natividade de Maria Sant\u00edssima. Primeiramente, a exulta\u00e7\u00e3o dos Anjos, quando se diz: A beleza do c\u00e9u. Conta-se que um homem santo, mergulhado em devota ora\u00e7\u00e3o, ouviu a doce melodia dum canto ang\u00e9lico no c\u00e9u. Passado um ano, no mesmo dia, voltou a ouvi-lo e perguntou ao Senhor que lhe revelasse o que vinha a ser aquilo.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Foi-lhe respondido que nesse dia nascera Maria Sant\u00edssima. Por esse motivo, os Anjos no c\u00e9u cantavam louvores ao Senhor. Esta a raz\u00e3o de se celebrar nesse dia a Natividade da gloriosa Virgem. Na segunda palavra observa-se o segundo fato, a pureza da sua Natividade, quando se afirma: A gl\u00f3ria das estrelas. Assim como uma estrela difere de outra estrela em claridade (1Cor\u00edntios 15,41), assim a Natividade da Virgem Maria difere da natividade de todos os santos. Na terceira palavra observa-se o terceiro fato, a ilumina\u00e7\u00e3o de todo o mundo, quando se diz: Que ilumina o mundo. A natividade da gloriosa Virgem iluminou o mundo, coberto de trevas e da sombra da morte. E por isso diz bem o Eclesi\u00e1stico: Como estrela da manh\u00e3 no meio da n\u00e9voa etc. Maria Sant\u00edssima, mensageira do Salvador e perfeita em tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>2.<\/strong> A estrela da manh\u00e3 precedendo o sol e anunciando a manh\u00e3, com a luz do seu fulgor afasta as trevas da noite. A estrela da manh\u00e3 \u00e9 Maria Sant\u00edssima, que, nascida no meio da n\u00e9voa, afugentou a n\u00e9voa tenebrosa, e na manh\u00e3 da gra\u00e7a anunciou o sol da justi\u00e7a aos que habitavam nas trevas. Dela diz o Senhor a J\u00f3 \u201c\u00c9s tu porventura que fazes aparecer a seu tempo a estrela da manh\u00e3\u201d (J\u00f3 38,32).<\/p>\n<p>Quando chegou o tempo da miseric\u00f3rdia (Salmo 101,14), o tempo de edificar a casa do Senhor, o tempo aceit\u00e1vel e o dia da salva\u00e7\u00e3o, o Senhor fez aparecer a estrela da manh\u00e3, Maria Sant\u00edssima, para luz dos povos. Os povos devem dizer o que disseram a Judite, como se l\u00ea no seu livro: \u201cO Senhor aben\u00e7oou-te com a sua fortaleza, porque ele por ti aniquilou os nossos inimigos&#8230; \u00d3 filha, tu \u00e9s bendita do Senhor Deus alt\u00edssimo, sobre todas as mulheres que h\u00e1 sobre a terra. Bendito seja o Senhor, que criou o c\u00e9u e a terra, que te dirigiu para cortares a cabe\u00e7a ao pr\u00edncipe dos nossos inimigos. Porque hoje engrandeceu o teu nome tanto, que nunca o teu louvor se apartar\u00e1 da boca dos homens\u201d (Judite 13, 22-25).<\/p>\n<p>Foi, portanto, Maria Sant\u00edssima, na sua Natividade, como a estrela da manh\u00e3. Dela diz ainda Isa\u00edas: \u201cSair\u00e1 uma vara do tronco de Jess\u00e9, e uma flor brotar\u00e1 da sua raiz\u201d (Isa\u00edas 11, 1). Repare-se que Maria Sant\u00edssima se chama vara, por causa das cinco propriedades que esta possui: \u00e9 longa, reta, s\u00f3lida, gr\u00e1cil e flex\u00edvel. Maria Sant\u00edssima foi longa na contempla\u00e7\u00e3o, reta na perfei\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a, s\u00f3lida na estabilidade do entendimento, gr\u00e1cil na pobreza, flex\u00edvel na humildade. Esta vara saiu da raiz de Jess\u00e9, pai de Davi, de quem proveio Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo (Mateus 1, 16). Por isso se l\u00ea no Evangelho de hoje: Livro da gera\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, filho de Davi (Mateus 1,1).<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Sair\u00e1 uma vara da raiz de Jess\u00e9 e uma flor sair\u00e1 das suas ra\u00edzes. Vejamos o que significam, no sentido moral, as tr\u00eas palavras: raiz, vara, flor. A raiz significa a humildade de cora\u00e7\u00e3o; a vara, a retid\u00e3o da confiss\u00e3o e a disciplina da satisfa\u00e7\u00e3o; a flor, a esperan\u00e7a da felicidade eterna. Jess\u00e9 interpreta-se ilha ou sacrif\u00edcio, e significa o penitente, cujo esp\u00edrito deve ser uma esp\u00e9cie de ilha. Chama-se ilha, por estar situado no sal, isto \u00e9, no mar. O esp\u00edrito do penitente situa-se no mar, ou seja, na amargura. O penitente \u00e9 batido pelas ondas das tenta\u00e7\u00f5es e, todavia, fica firme. E oferece ao Senhor um sacrif\u00edcio em odor de suavidade. A raiz de Jess\u00e9 \u00e9 a humildade da contri\u00e7\u00e3o, de que sai a vara da confiss\u00e3o reta e a disciplina da discreta mortifica\u00e7\u00e3o. E observe-se que a flor n\u00e3o brota do cimo da vara, mas da raiz. Uma flor brotar\u00e1 da sua raiz, porque a flor, ou a esperan\u00e7a da felicidade eterna, brota, n\u00e3o da mortifica\u00e7\u00e3o do corpo, mas da humildade do esp\u00edrito. Com tudo isto concorda o que se l\u00ea no Evangelho de hoje, em que S\u00e3o Mateus, descrevendo a gera\u00e7\u00e3o de Cristo, primeiro p\u00f5e Abra\u00e3o, em segundo lugar Davi, em terceiro a transmigra\u00e7\u00e3o da Babil\u00f4nia. Abra\u00e3o que disse: \u201cFalarei ao meu Senhor, embora eu seja p\u00f3 e cinza\u201d (G\u00eanesis 18, 27), designa a humildade do cora\u00e7\u00e3o; Davi, cujo cora\u00e7\u00e3o reto esteve com o Senhor: \u201cEncontrei Davi, um homem segundo o meu cora\u00e7\u00e3o\u201d (Atos 13, 22), a retid\u00e3o da confiss\u00e3o; a transmigra\u00e7\u00e3o de Babil\u00f4nia, a disciplina da mortifica\u00e7\u00e3o e a toler\u00e2ncia da tribula\u00e7\u00e3o. Se existirem em ti estas tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es, conseguir\u00e1s a quarta gera\u00e7\u00e3o, a de Jesus Cristo, que nasceu da Virgem Maria, de cuja Natividade se diz hoje: Como a estrela da manh\u00e3 no meio da n\u00e9voa.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> E enfim: E como a lua cheia brilha durante a sua vida. Maria Sant\u00edssima chama-se lua cheia, porque perfeita sob todos os aspectos. A lua \u00e9 imperfeita no quarto crescente ou minguante, porque tem mancha e pontas. Mas a gloriosa Virgem nem na sua Natividade teve mancha, porque foi santificada no ventre materno e guardada pelos Anjos, nem durante a vida possuiu as pontas da soberba, e, por isso, brilha plena e perfeita. Chama-se luz, por diluir as trevas. Rogamos-te, portanto, Senhora nossa, que tu, Estrela da manh\u00e3, afastes com o teu esplendor a n\u00e9voa da sugest\u00e3o diab\u00f3lica, que encobre a terra do nosso esp\u00edrito; tu que \u00e9s a lua cheia, enchas o nosso vazio, diluas as trevas dos nossos pecados, a fim de que mere\u00e7amos chegar \u00e0 plenitude da vida eterna, \u00e0 luz da gl\u00f3ria sem falha. Auxilie-nos o Senhor, que te criou para seres a nossa luz. Para nascer de ti, fez-te nascer hoje. A Ele seja prestada honra e gl\u00f3ria pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos. Am\u00e9m.<\/p>\n<p><strong>Santo Ant\u00f4nio de Lisboa, Obras Completas, Lello &amp; Irm\u00e3o &#8211; Editores, 1987, Volume I, pp. 901-905. Compila\u00e7\u00e3o: Frei Ant\u00f4nio Corniatti, OFM<\/strong><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santo Ant\u00f4nio de P\u00e1dua, doutor da Igreja, pronunciou um Serm\u00e3o no dia do nascimento de Nossa Senhora (8 de setembro). Segue o texto: 1. Digamos: A gloriosa Virgem Maria foi como a estrela da manh\u00e3 entre as nuvens. 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