{"id":1681,"date":"2007-05-16T16:00:43","date_gmt":"2007-05-16T13:00:43","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/05\/16\/o-embriao-ja-e-uma-vida-humana\/"},"modified":"2007-05-16T16:00:43","modified_gmt":"2007-05-16T13:00:43","slug":"o-embriao-ja-e-uma-vida-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/05\/16\/o-embriao-ja-e-uma-vida-humana\/","title":{"rendered":"O EMBRI\u00c3O J\u00c1 \u00c9 UMA VIDA HUMANA"},"content":{"rendered":"<p><span><\/span><span>Neste momento em que se debate quando come\u00e7a a vida, vale a pena ler e meditar o artigo do fil\u00f3sofo e advogado Ogeni Luiz Dal Cin, que com clareza conclui que \u201csomos, desde a concep\u00e7\u00e3o\u201d. Os defensores do aborto pretendem que em algum per\u00edodo, mais ou menos pr\u00f3ximo da fecunda\u00e7\u00e3o n\u00e3o haja vida humana, com o que ficaria justificado o aborto. N\u00e3o havendo vida humana, o abortamento nessa fase n\u00e3o constituiria ofensa contra o direito \u00e0 vida. A viola\u00e7\u00e3o, no entanto, existe, porque desde a concep\u00e7\u00e3o, somos.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>\u00c9 franqueada ampla divulga\u00e7\u00e3o, desde que o texto e o nome de seu autor sejam integralmente preservados.<\/span><\/p>\n<p><span><\/span>\u00a0<span>Colabora\u00e7\u00e3o do Dr. C\u00edcero Harada: <a href=\"&#x6d;a&#x69;&#x6c;t&#x6f;&#x3a;c&#x69;&#x63;e&#x72;&#x6f;.&#x68;&#x61;r&#x61;&#100;a&#x40;&#116;e&#x72;&#114;a&#x2e;&#99;o&#x6d;&#46;b&#x72;\">c&#105;&#x63;&#x65;ro&#46;&#x68;&#x61;r&#97;&#x64;&#x61;&#64;t&#101;&#x72;&#x72;a&#46;&#x63;&#x6f;m.&#98;&#x72;<\/a> .<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><\/strong><strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><\/strong><strong><span>SOMOS, DESDE A CONCEP\u00c7\u00c3O<\/span><\/strong><strong><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><\/strong><strong><span>Ogeni Luiz Dal Cin*<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/span><span>A raz\u00e3o natural afirma que todos os seres contingentes desenvolvem-se a partir de suas pr\u00f3prias virtudes ontol\u00f3gicas internas. Contraria a raz\u00e3o o ter de aceitar que um ser se transforma noutro, de natureza ontol\u00f3gica diversa, durante seu pr\u00f3prio desenvolvimento intr\u00ednseco. No entanto, essa \u00e9 a \u201cl\u00f3gica\u201d do canhestro pensamento dos agentes do aborto de todos os matizes. Ousam chamar a esse ato de morte de um novo direito: o direito de matar.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Os agentes do aborto dizem acreditar, porque lhes falecem as for\u00e7as da ci\u00eancia emp\u00edrica diante da quest\u00e3o do come\u00e7o da vida humana, que n\u00e3o \u00e9ramos \u201cnada\u201d de humanos, desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 um tempo incerto, a ser determinado. O problema que suscitam \u00e9 o de definir cientificamente e com categoria, com seriedade e honestidade intelectual, quando come\u00e7amos a ser humanos e o que \u00e9ramos antes de sermos humanos. Os \u201cachismos\u201d cientificistas e as conseq\u00fc\u00eancias da crise \u00e9tica e axiol\u00f3gica que atravessamos n\u00e3o podem, jamais, ser aceitos como raz\u00f5es para matar pelo aborto, pois isso fere a pr\u00f3pria raz\u00e3o do <em>homo sapiens<\/em>. Afinal, antes de sermos humanos, \u00e9ramos o qu\u00ea? \u2013 Adubo para o acaso produzir a vida? Lixo \u201chumano\u201d para ser jogado fora? Um ser indefinido, em estado indefinido, entre o puramente animal e o in\u00edcio do humano? \u00c9 um material ainda n\u00e3o trabalhado pelo acaso que lhe daria uma vida humana? O que \u00e9ramos entre a concep\u00e7\u00e3o e o momento em que nos transformamos em humanos? \u2013 Com a palavra os \u201cabortistas\u201d. <\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Para justificar o aborto, seus defensores precisam provar que aquele ser ainda n\u00e3o era humano e que era um parasita do corpo da m\u00e3e. J\u00e1 quanto ao primeiro argumento, os pr\u00f3prios \u201cabortistas\u201d chutam v\u00e1rios tempos, confessam que n\u00e3o sabem o tempo verdadeiro, e, por isso, n\u00e3o s\u00e3o un\u00e2nimes, discutindo dias, semanas e meses, sem qualquer certeza da linha divis\u00f3ria entre o humano e o n\u00e3o-humano. Os donos da verdade n\u00e3o encontram sua pr\u00f3pria verdade e n\u00e3o cedem, diante do princ\u00edpio universal da consci\u00eancia humana, o direito da d\u00favida \u00e0 vida.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>O tempo para o in\u00edcio da vida torna-se vari\u00e1vel, de acordo com os interesses casu\u00edsticos do momento, sendo, por isso, convencionado arbitrariamente, mas tendo sempre, como ponto de partida, a fecunda\u00e7\u00e3o.<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Pretende-se, por essa via, diluir o qualitativo do humano no tamanho do ser corp\u00f3reo, fugindo do fundamento ontol\u00f3gico da vida humana. Assim, todas as posi\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas e teol\u00f3gicas s\u00e3o amornadas, relativizadas, \u201ccastradas\u201d, empurradas para\u00a0 o mundo individual e subjetivo, perdendo a for\u00e7a de suporte para os ordenamentos dessa sociedade. E o aborto \u00e9 a decorr\u00eancia dessa l\u00f3gica.<\/span><span>\u00a0<\/span><span>A observa\u00e7\u00e3o racional da realidade, feita por Arist\u00f3teles, que colheu tamb\u00e9m as informa\u00e7\u00f5es do seu passado, ordenou e sistematizou, h\u00e1 mais de 2.300 anos, \u00e0 luz natural da raz\u00e3o, os fundamentos da filosofia propriamente dita, que n\u00e3o pode ser desprezada por aventureiros do pensamento. Essa postura perpassa a hist\u00f3ria, recebendo, por volta de 1.200 d. C., a incompar\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o de Santo Tom\u00e1s de Aquino, chegando, todo esse patrim\u00f4nio espiritual, inc\u00f3lume, at\u00e9 nossos dias. <\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Refiro-me aos princ\u00edpios de ato e pot\u00eancia, constitutivos de todo ser. Ato \u00e9 a parte atualizada do ser, desenvolvida, pronta, aperfei\u00e7oada, que atingiria sua plenitude. Mas, a plenitude do ser \u00e9 transformar em ato puro toda a sua pot\u00eancia, o que n\u00e3o acontece com os seres finitos. Pot\u00eancia \u00e9 a parte do ser que j\u00e1 \u00e9 em si, mas ainda n\u00e3o se atualizou, porque dependente de tempo, circunst\u00e2ncias, motiva\u00e7\u00f5es, maturidade, esfor\u00e7o, vontade. Essencialmente, a pot\u00eancia n\u00e3o ser\u00e1, uma vez que j\u00e1 \u00e9. Em nenhum momento da vida, desde a fecunda\u00e7\u00e3o at\u00e9 a morte natural, o ser humano passa a ser totalmente ato. Em momento algum o ser humano pode ser reduzido exclusivamente a se tornar s\u00f3 ato ou s\u00f3 pot\u00eancia. As caracter\u00edsticas indel\u00e9veis de cada ser humano est\u00e3o dadas em pot\u00eancia, na fecunda\u00e7\u00e3o. Pot\u00eancia, significando a pr\u00f3pria estrutura do ser, sendo j\u00e1 aquilo que se revelar\u00e1 ser mais tarde. <\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Quem ainda n\u00e3o existe, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 pot\u00eancia. N\u00e3o come\u00e7amos a ser mais tarde, por alguma alquimia qualquer, nem por vontade de alguns que cr\u00eaem apenas na ci\u00eancia emp\u00edrica e a ela tudo reduzem. Desde o in\u00edcio na concep\u00e7\u00e3o e at\u00e9 o fim da vida, seremos ato e pot\u00eancia, no todo, sempre um e \u00fanico ser humano, id\u00eantico a si mesmo. <\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>Quem ama a vida humana n\u00e3o quer que ela morra. Quem n\u00e3o ama a vida, seleciona os que devem morrer antes de nascer. Se Mois\u00e9s tivesse sido abortado, segundo as leis eg\u00edpcias de ent\u00e3o, os judeus estariam, qui\u00e7\u00e1, esperando ainda a passagem do mar Vermelho, a sua nova P\u00e1scoa, e a liberdade. <\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><strong><span>* O autor \u00e9 advogado e fil\u00f3sofo<\/span><\/strong><span>\u00a0<\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><span>\u00a0<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste momento em que se debate quando come\u00e7a a vida, vale a pena ler e meditar o artigo do fil\u00f3sofo e advogado Ogeni Luiz Dal Cin, que com clareza conclui que \u201csomos, desde a concep\u00e7\u00e3o\u201d. 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