{"id":18816,"date":"2018-04-24T11:21:48","date_gmt":"2018-04-24T14:21:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/?p=18816"},"modified":"2018-04-24T11:21:48","modified_gmt":"2018-04-24T14:21:48","slug":"a-identidade-e-a-missao-da-universidade-catolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2018\/04\/24\/a-identidade-e-a-missao-da-universidade-catolica\/","title":{"rendered":"A identidade e a miss\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p><em><strong><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2018\/04\/Datas-e-Prazos-de-Candidaturas-ao-Ensino-Superior-2011.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-18817 alignleft\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2018\/04\/Datas-e-Prazos-de-Candidaturas-ao-Ensino-Superior-2011-300x253.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2018\/04\/Datas-e-Prazos-de-Candidaturas-ao-Ensino-Superior-2011-300x253.jpg 300w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2018\/04\/Datas-e-Prazos-de-Candidaturas-ao-Ensino-Superior-2011.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II afirmava que a Universidade cat\u00f3lica tem em vista os \u201cgrandes problemas da sociedade\u201d, estando em causa o \u201csignificado da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e da tecnologia, da conviv\u00eancia social, da cultura. Por\u00e9m, mais profundamente ainda, est\u00e1 em causa o pr\u00f3prio significado do homem\u201d (Alocu\u00e7\u00e3o ao Congresso Internacional sobre as Universidades Cat\u00f3licas, no. 3).<\/strong><\/em><!--more--><\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas da Escola superior cat\u00f3lica<\/strong><\/p>\n<p>A Universidade cat\u00f3lica deve-se deixar guiar por suas caracter\u00edsticas identificadoras que s\u00e3o as que se seguem, conforme alguns pontos do documento sobre as universidades cat\u00f3licas, Ex Corde Ecclesiae, do papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II.<\/p>\n<p>Conforme o documento, na Universidade cat\u00f3lica,<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> a inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3 deve orientar as pessoas e toda a comunidade universit\u00e1ria;<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> a reflex\u00e3o sobre o conhecimento humano ser\u00e1 iluminada pela f\u00e9 cat\u00f3lica;<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> estar\u00e1 presente a fidelidade ao pensamento crist\u00e3o, conforme a Igreja o apresenta;<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> haver\u00e1 a contribui\u00e7\u00e3o institucional \u00e0 comunidade eclesial e \u00e0 humanidade no caminho \u2018rumo ao objetivo transcendente que d\u00e1 significado \u00e0 vida\u201d;<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/loja.cleofas.com.br\/historia-da-igreja-idade-media\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-65261 alignright\" src=\"http:\/\/cleofas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/hitoria_da_igreja_idade_media.png\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"190\"\/><\/a>5.<\/strong> a investiga\u00e7\u00e3o deve objetivar a integra\u00e7\u00e3o do conhecimento, o di\u00e1logo entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o, uma preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9tica e uma perspectiva teol\u00f3gica;<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> os princ\u00edpios, as atitudes e os ideais cat\u00f3licos s\u00e3o impregnadores e modeladores das \u201catividades universit\u00e1rias de acordo com a natureza e a autonomia pr\u00f3prias de tais atividades\u201d;<\/p>\n<p><strong> 7.<\/strong> a teologia e a filosofia guiam os \u201cestudiosos universit\u00e1rios\u201d para a determina\u00e7\u00e3o da \u201crelativa posi\u00e7\u00e3o e o significado de cada uma das diversas disciplinas no quadro de um vis\u00e3o da pessoa humana e do mundo iluminada pelo Evangelho e, portanto, pela f\u00e9 em Cristo, Logos, como centro da cria\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria humana\u201d;<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> o empenho da Universidade cat\u00f3lica, na causa da verdade, \u00e9 a sua forma de servi\u00e7o \u201c\u00e0 dignidade do homem e \u00e0 causa da Igreja\u201d, distinguindo-se por \u201csua livre investiga\u00e7\u00e3o de toda a verdade acerca da natureza, do homem e de Deus\u201d (I, nos. 8, 13, 15, 14, 16, 4, 27);<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> a Universidade cat\u00f3lica tem a obriga\u00e7\u00e3o de ser instrumento cada vez mais eficiente do progresso cultural, contribuindo para o estudo e solu\u00e7\u00e3o dos graves problemas contempor\u00e2neos, \u201creservando especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0s suas dimens\u00f5es \u00e9ticas e religiosas\u201d e dever\u00e1 \u201cter a coragem de proclamar verdades inc\u00f4modas, verdades que n\u00e3o lisonjeiam a opini\u00e3o p\u00fablica, mas que, no entanto s\u00e3o necess\u00e1rias para salvaguardar o aut\u00eantico bem da sociedade\u201d; ela contribuir\u00e1 para \u201co di\u00e1logo ecum\u00eanico\u201d e o \u201cdi\u00e1logo inter-religioso\u201d.<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> A Universidade cat\u00f3lica tem o dever de promover o di\u00e1logo entre \u201co pensamento crist\u00e3o e as ci\u00eancias modernas\u201d, o que exige \u201cpessoas particularmente preparadas em cada uma das disciplinas, que sejam dotadas tamb\u00e9m de adequada forma\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica e capazes de enfrentar as quest\u00f5es epistemol\u00f3gicas no plano das rela\u00e7\u00f5es entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o\u201d;<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> \u201co pesquisador crist\u00e3o deve mostrar como a intelig\u00eancia humana se enriquece da verdade superior, que deriva do Evangelho\u201d, sendo que, segundo a sua especificidade, a Universidade cat\u00f3lica, conforme o papa Paulo VI, \u201ccontribui para manifestar a superioridade do esp\u00edrito, que nunca pode, sem o risco de perder-se, consentir em por-se a servi\u00e7o de outra coisa que n\u00e3o seja a procura da verdade.\u201d (I, nos. 29, 32, 47, 46);<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> os alunos das universidades e faculdades cat\u00f3licas descubram que \u201ca f\u00e9 e a raz\u00e3o colaboram para uma s\u00f3 verdade\u201d e \u201cse formem de fato como homens de grande saber, preparados para enfrentarem tarefas de maior responsabilidade na sociedade e para serem no mundo testemunhas da f\u00e9.\u201d (Gravissimum Educationis, no. 10);<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> a Universidade cat\u00f3lica \u201cgoza de autonomia institucional que \u00e9 necess\u00e1ria para cumprir suas fun\u00e7\u00f5es com efic\u00e1cia, e garante aos seus membros a liberdade acad\u00eamica na salvaguarda do indiv\u00edduo e da comunidade no \u00e2mbito das exig\u00eancias da verdade e do bem comum.\u201d (I, no. 12);<\/p>\n<p><strong>14.<\/strong> \u201cOs Bispos t\u00eam a responsabilidade particular de promover as Universidades Cat\u00f3licas e, especialmente, de segui-las e assisti-las na sustenta\u00e7\u00e3o e na consolida\u00e7\u00e3o da sua identidade cat\u00f3lica tamb\u00e9m no confronto com as autoridades civis. Isto ser\u00e1 obtido mais adequadamente, criando e mantendo rela\u00e7\u00f5es estreitas, pessoais e pastorais, entre a Universidade e as Autoridades eclesi\u00e1sticas, rela\u00e7\u00f5es caracterizadas por confian\u00e7a rec\u00edproca, colabora\u00e7\u00e3o e leal di\u00e1logo cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o entrem diretamente no governo interno da Universidade, os Bispos \u201cn\u00e3o devem ser considerados agentes externos, mas participantes da vida da Universidade Cat\u00f3lica. (I, no. 28).<\/p>\n<p>O C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico prescreve que \u201cCabe \u00e0 autoridade competente, de acordo com os estatutos, o dever de providenciar que nas universidades cat\u00f3licas sejam nomeados professores que sobressaiam, n\u00e3o s\u00f3 pela idoneidade cient\u00edfica e pedag\u00f3gica, como tamb\u00e9m pela integridade da doutrina e probidade da vida, de modo que, faltando-lhe esses requisitos, sejam afastados do cargo, observando-se o modo de proceder determinado nos estatutos. As Confer\u00eancias dos Bispos e os Bispos diocesanos interessados t\u00eam o dever e o direito de supervisionar para que nessas universidades se observem fielmente os princ\u00edpios da doutrina cat\u00f3lica.\u201d (C\u00e2non 810, pars. 1-2).<\/p>\n<p>A Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, por sua vez, afirma \u201cque a natureza da revela\u00e7\u00e3o judeu-crist\u00e3 \u00e9 absolutamente incompat\u00edvel com qualquer relativismo epistemol\u00f3gico, moral ou metaf\u00edsico, com qualquer materialismo, pante\u00edsmo, imanentismo, subjetivismo ou ate\u00edsmo\u201d. (O Ensino da Filosofia nos Semin\u00e1rios, p. 12).<\/p>\n<p>\u00c9 essencial \u00e0 identidade institucional da Universidade cat\u00f3lica o seu v\u00ednculo com a Igreja, originando desta rela\u00e7\u00e3o a sua fidelidade \u00e0 \u201cmensagem crist\u00e3, o reconhecimento e a ades\u00e3o \u00e0 autoridade magisterial da Igreja em mat\u00e9ria de f\u00e9 e moral\u201d.<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong>&nbsp;<a href=\"http:\/\/cleofas.com.br\/igreja-catolica-mae-das-universidades-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Igreja Cat\u00f3lica, m\u00e3e das Universidades<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cleofas.com.br\/qual-foi-a-primeira-universidade-fundada-pela-igreja-catolica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Qual foi a primeira Universidade fundada pela Igreja Cat\u00f3lica?<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cleofas.com.br\/como-surgiram-as-primeiras-universidades-do-ocidente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Como surgiram as primeiras universidades do ocidente?<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cleofas.com.br\/uma-historia-que-nao-e-contada-nas-escolas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uma hist\u00f3ria que n\u00e3o \u00e9 contada nas escolas<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cleofas.com.br\/como-defender-a-fe-na-universidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Como defender a f\u00e9 na universidade?<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/cleofas.com.br\/a-dor-do-coracao-de-um-pai\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A dor do cora\u00e7\u00e3o de um pai<\/a><\/p>\n<p><strong>15.<\/strong> Os membros cat\u00f3licos da comunidade universit\u00e1ria s\u00e3o convocados \u00e0 \u201cfidelidade pessoal \u00e0 Igreja, com tudo quanto isto comporta\u201d e dos \u201cmembros n\u00e3o cat\u00f3licos, enfim, espera-se o respeito do car\u00e1ter cat\u00f3lico da institui\u00e7\u00e3o na qual prestam servi\u00e7o, enquanto a Universidade, por seu lado, respeitar\u00e1 a sua liberdade religiosa.\u201d A Igreja, porque aceita \u201ca leg\u00edtima autonomia da cultura humana e especialmente das ci\u00eancias, reconhece a liberdade acad\u00eamica de cada um dos estudiosos na disciplina da sua compet\u00eancia, de acordo com os princ\u00edpios e os m\u00e9todos da ci\u00eancia, a que ela se refere, segundo as exig\u00eancias da verdade e do bem comum.\u201d (Ex Corde Ecclesiae, I, nos. 4, 27, 29).<\/p>\n<p>A Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil, no documento Diretrizes e normas para as Universidades Cat\u00f3licas segundo a Constitui\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cEx Corde Ecclesiae\u201d (Universidades Cat\u00f3licas), expressa que a Universidade cat\u00f3lica constitui uma comunidade acad\u00eamica que, com a inspira\u00e7\u00e3o na pessoa e na mensagem de Jesus Cristo e na fidelidade \u00e0 Igreja, desenvolve refletida, sistem\u00e1tica e criticamente, o ensino, a pesquisa e a extens\u00e3o e se consagra \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o integral de seus membros \u2013 alunos, professores e funcion\u00e1rios \u2013 bem como ao servi\u00e7o qualificado do povo contribuindo para o aumento da cultura, a afirma\u00e7\u00e3o \u00e9tica da solidariedade, a promo\u00e7\u00e3o da dignidade transcendente da pessoa humana e ajudando a Igreja em seu an\u00fancio e servi\u00e7o ao Reino de Deus. (Art. 4. Ex Corde Ecclesiae, I, nos. 5,12, 14, 15, 22-24, 30-32, 43, 48-49).<\/p>\n<p>O documento da CNBB afirma que a Universidade cat\u00f3lica tem como miss\u00e3o o servi\u00e7o \u00e0 humanidade e \u00e0 Igreja e, para isto,<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> garanta, perene e institucionalmente, a mensagem de Cristo no universo cient\u00edfico e cultural, desenvolvendo o di\u00e1logo entre a raz\u00e3o e a f\u00e9, entre o Evangelho e a cultura;<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> contribua, conforme a pr\u00f3pria identidade, para a solu\u00e7\u00e3o dos graves problemas contempor\u00e2neos;<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> dedique-se, sem limites, \u00e0 luz da intelig\u00eancia e da Revela\u00e7\u00e3o, \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o do universo e da sua rela\u00e7\u00e3o essencial com Deus, verdade Suprema;<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> contribua para o aprofundamento do conhecimento e valor da pessoa humana;<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> esteja a servi\u00e7o e ensino da verdade, fundamento da liberdade, justi\u00e7a e dignidade humana;<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> crie condi\u00e7\u00f5es para o di\u00e1logo ecum\u00eanico e inter-religioso. (Art. 5\u00ba.) As mesmas Diretrizes afirmam, ainda, que as universidades cat\u00f3licas devem;<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> distinguir-se pela excel\u00eancia organizacional e pelo ensino, pesquisa e extens\u00e3o, pela qualifica\u00e7\u00e3o humana, profissional, acad\u00eamica e religiosa da dire\u00e7\u00e3o, professores e de outros cooperadores;<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> desenvolver um ambiente de amor fraterno e solidariedade, de m\u00fatuo respeito e de di\u00e1logo;<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> na sua organiza\u00e7\u00e3o e nas suas normas, garantir os meios para \u201cexpress\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da identidade cat\u00f3lica\u201d (Art. 23.);<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> explicitar a identidade e os seus princ\u00edpios essenciais em seus estatutos e que eles sejam publicados na comunidade universit\u00e1ria;<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> estudar a \u00e9tica crist\u00e3 em todas as \u00e1reas do ensino, em particular na profissional;<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> apresentar a Doutrina social da Igreja e t\u00ea-la como o referencial crist\u00e3o, com os seus valores, para a an\u00e1lise da sociedade e da cultura modernas;<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> ter a Teologia presente, promovendo o di\u00e1logo entre f\u00e9 e raz\u00e3o, e que haja, na Universidade, uma faculdade ou instituto de Teologia, ou, minimamente, disciplinas teol\u00f3gicas\u201d. (CDC, c\u00e2non 811, pars. 1-2);<\/p>\n<p><strong>14.<\/strong> contratar os professores de disciplina teol\u00f3gica e afins com \u201ctitula\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o acad\u00eamicas equivalentes \u00e0s exigidas dos demais professores da Universidade\u201d e que \u201ctenham o mandato do Bispo da diocese na qual est\u00e1 a sede jur\u00eddica da Universidade.\u201d (Art. 37, CDC, c\u00e2non 812);<\/p>\n<p><strong>15.<\/strong> procurar caminhos para o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior dos menos favorecidos e promover a extens\u00e3o universit\u00e1ria;<\/p>\n<p><strong>16.<\/strong> respeitar a liberdade de consci\u00eancia e de religi\u00e3o dos membros da comunidade universit\u00e1ria;<\/p>\n<p><strong>17.<\/strong> exigir deles, entretanto, \u201cque igualmente reconhe\u00e7am e respeitem o car\u00e1ter cat\u00f3lico da Universidade, abstendo-se nela de qualquer atividade ou atitude, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 doutrina, \u00e0 moral e \u00e0s diretrizes da Igreja\u201d e que seja \u201co pessoal adequado e em sua maioria cat\u00f3lico, capaz de garantir e promover a identidade da institui\u00e7\u00e3o.\u201d (Art. 29, 30; Ex Corde Ecclesiae, II, art. 4, par. 4).<\/p>\n<p>O documento da Congrega\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, Decreto de Reforma dos Estudos Eclesi\u00e1sticos, afirma que, \u201cPara chegar ao conhecimento rigoroso e coerente do homem, do mundo e de Deus, tal dimens\u00e3o exige que o ensino da filosofia seja baseado no \u201cpatrim\u00f4nio filos\u00f3fico perenemente v\u00e1lido, que se desenvolve atrav\u00e9s da hist\u00f3ria e, ao mesmo tempo, seja aberto para acolher os contributos que as investiga\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas forneceram e continuam a fornecer. Entre aquelas verdades fundamentais, algumas possuem um car\u00e1ter central e, particularmente atual: a capacidade de alcan\u00e7ar uma verdade objetiva e universal e um v\u00e1lido conhecimento metaf\u00edsico; a unidade corpo-alma no homem; a dignidade da pessoa humana; as rela\u00e7\u00f5es entre a natureza e a liberdade; a import\u00e2ncia da lei natural e das \u201cfontes da moralidade\u201d, em especial do ato moral; a necess\u00e1ria conformidade da lei civil e da lei moral.\u201d (no. 11; CDC, c\u00e2non 251).<\/p>\n<p><strong>O papa Francisco, referindo-se \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e aos educadores cat\u00f3licos, declara:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Valor do di\u00e1logo na educa\u00e7\u00e3o: (&#8230;) \u201cCom efeito, as escolas e as Universidades cat\u00f3licas s\u00e3o frequentadas por numerosos estudantes n\u00e3o crist\u00e3os, ou at\u00e9 n\u00e3o crentes. Os institutos de educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3licos oferecem a todos uma proposta educacional que visa o desenvolvimento integral da pessoa e que corresponde ao direito de todos, de aceder ao saber e ao conhecimento. Mas igualmente s\u00e3o chamados a oferecer a todos \u2013 no pleno respeito pela liberdade de cada um e dos m\u00e9todos pr\u00f3prios do ambiente escolar \u2013 a proposta crist\u00e3, ou seja, Jesus Cristo como sentido da vida, do cosmos e da Hist\u00f3ria.\u201d (&#8230;)<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Prepara\u00e7\u00e3o qualificada dos formadores: \u201cNas escolas cat\u00f3licas, o educador deve ser antes de tudo muito competente, qualificado e, ao mesmo tempo, rico de humanidade, capaz de permanecer no meio dos jovens com um estilo pedag\u00f3gico, para promover o seu crescimento humano e espiritual. Os jovens t\u00eam necessidade de qualidade de ensino e igualmente de valores, n\u00e3o apenas enunciados, mas testemunhados. A coer\u00eancia \u00e9 um fator indispens\u00e1vel na educa\u00e7\u00e3o dos jovens. Coer\u00eancia! N\u00e3o se pode fazer crescer, n\u00e3o se pode educar, sem coer\u00eancia: coer\u00eancia e testemunho. (&#8230;) Portanto, \u00e9 preciso investir a fim de que professores e dirigentes possam manter alto o seu profissionalismo e tamb\u00e9m a sua f\u00e9 e a for\u00e7a das suas motiva\u00e7\u00f5es espirituais. E, ainda nesta forma\u00e7\u00e3o permanente, tomo a liberdade de sugerir a necessidade de retiros e de Exerc\u00edcios espirituais para os educadores. \u00c9 preciso promover cursos sobre esta tem\u00e1tica, mas tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio fazer cursos de Exerc\u00edcios espirituais e retiros para rezar, pois a coer\u00eancia \u00e9 um esfor\u00e7o, mas principalmente uma d\u00e1diva e uma gra\u00e7a. E devemos pedi-la! (&#8230;).\u201d<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/loja.cleofas.com.br\/uma-historia-que-nao-e-contada\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-62705 alignright\" src=\"http:\/\/cleofas.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/uma_historia_que_nao_e_contada.png\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"190\"\/><\/a>3.<\/strong> O are\u00f3pago das culturas atuais: \u201cO cinquenten\u00e1rio da Declara\u00e7\u00e3o conciliar, no 25\u00ba. Anivers\u00e1rio da Ex Corde Ecclesiae e a atualiza\u00e7\u00e3o da Sapientia christiana impelem-nos a meditar seriamente sobre as numerosas institui\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o espalhadas pelo mundo inteiro e sobre a sua responsabilidade de manifestar uma presen\u00e7a viva do Evangelho nos campos da educa\u00e7\u00e3o, da ci\u00eancia e da cultura. \u00c9 necess\u00e1rio que as institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas cat\u00f3licas n\u00e3o se isolem do mundo, mas saibam entrar intrepidamente no are\u00f3pago das culturas contempor\u00e2neas e estabelecer um di\u00e1logo, conscientes do dom que podem oferecer a todos.\u201d (Discurso na Plen\u00e1ria da Congrega\u00e7\u00e3o para a Educa\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica, 13\/2\/2014). O papa Francisco, aos membros do Parlamento europeu de Estrasburgo, afirma que Ao lado da fam\u00edlia, temos as institui\u00e7\u00f5es educativas: escolas e universidades. A educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se pode limitar a fornecer um conjunto de conhecimentos t\u00e9cnicos, mas deve favorecer o processo mais complexo do crescimento da pessoa humana na sua totalidade. Os jovens de hoje pedem para ter uma forma\u00e7\u00e3o adequada e completa, a fim de olharem o futuro com esperan\u00e7a e n\u00e3o com desilus\u00e3o. (Discurso ao Parlamento europeu, 25\/11\/2015).<\/p>\n<p>O Documento de Aparecida afirma que 1. \u201cA Escola cat\u00f3lica \u00e9 chamada a uma profunda renova\u00e7\u00e3o. Devemos resgatar a identidade cat\u00f3lica de nossos centros educativos por meio de um impulso mission\u00e1rio corajoso e audaz, de modo que chegue a ser uma op\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica plasmada em uma pastoral participativa. Tais projetos devem promover a forma\u00e7\u00e3o integral da pessoa, tendo seu fundamento em Cristo, com identidade eclesial e cultural, e com excel\u00eancia acad\u00eamica. Al\u00e9m disso, h\u00e1 de gerar solidariedade e caridade para com os mais pobres. O acompanhamento dos processos educativos, a participa\u00e7\u00e3o dos pais de fam\u00edlia neles e a forma\u00e7\u00e3o de docentes, s\u00e3o tarefas priorit\u00e1rias da pastoral educativa. (no. 337) 2. \u201cAs atividades fundamentais de uma universidade cat\u00f3lica dever\u00e3o vincular-se e harmonizar-se com a miss\u00e3o evangelizadora da Igreja. Elas se realizam atrav\u00e9s de uma pesquisa realizada \u00e0 luz da mensagem crist\u00e3, que colocam os novos descobrimentos humanos a servi\u00e7o das pessoas e da sociedade\u201d; 3. As universidades cat\u00f3licas possuem \u201cresponsabilidades evang\u00e9licas\u201d que s\u00e3o, entre outras, \u201co di\u00e1logo entre f\u00e9 e raz\u00e3o, f\u00e9 e cultura, e a forma\u00e7\u00e3o de professores, alunos e pessoal administrativo atrav\u00e9s da Doutrina Social e Moral da Igreja, para que sejam capazes de compromisso solid\u00e1rio com a dignidade humana, de serem solid\u00e1rios com a comunidade e de mostrarem profeticamente a novidade que representa o cristianismo na vida das sociedades latino-americanas e caribenhas. Para isso, \u00e9 indispens\u00e1vel que se cuide do perfil humano, acad\u00eamico e crist\u00e3o dos que s\u00e3o os principais respons\u00e1veis pela pesquisa e doc\u00eancia.\u201d (no. 342) 4.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1ria uma pastoral universit\u00e1ria que acompanha a vida e o caminhar de todos os membros da comunidade universit\u00e1ria, promovendo um encontro pessoal e comprometido com Jesus Cristo e m\u00faltiplas iniciativas solid\u00e1rias e mission\u00e1rias. Tamb\u00e9m se deve procurar uma presen\u00e7a pr\u00f3xima e dialogante com membros de outras universidades p\u00fablicas e centros de estudo.\u201d (no. 343).<\/p>\n<p>O C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico estabelece que \u201cO Bispo Diocesano tenha grande cuidado pastoral com os estudantes, at\u00e9 mesmo criando uma par\u00f3quia, ou pelo menos mediante sacerdotes estavelmente indicados para isso; providencie que junto \u00e0s universidades, mesmo n\u00e3o-cat\u00f3licas, haja centros universit\u00e1rios cat\u00f3licos que sejam de ajuda, sobretudo espiritual, \u00e0 juventude.\u201d (C\u00e2non 813). O C\u00f3digo estabelece, ainda, que \u201cAs prescri\u00e7\u00f5es estabelecidas para as universidades aplicam-se, com igual raz\u00e3o, aos demais institutos de estudos superiores.\u201d(C\u00e2non 814).<\/p>\n<p>O Departamento de Cultura e Educa\u00e7\u00e3o do Conselho Episcopal Latino-americano apresenta um texto, cujo t\u00edtulo \u00e9 Ide e ensinai\u2026 A identidade e miss\u00e3o da escola cat\u00f3lica diante dos desafios atuais \u00e0 luz do Documento de Aparecida. A publica\u00e7\u00e3o \u00e9 coordenada pelo Secret\u00e1rio Geral da Confer\u00eancia Episcopal colombiana, dom Juan Vicente C\u00f3rdoba Villota, bispo auxiliar de Bucaramanga. Dom Juan C\u00f3rdoba declara que \u201cO livro tem o objetivo de promover nos centros educacionais cat\u00f3licos aut\u00eanticos disc\u00edpulos mission\u00e1rios para refor\u00e7ar e manter a identidade e a miss\u00e3o da escola cat\u00f3lica\u201d.<\/p>\n<p>Observa-se que os documentos, que expressam a identidade e a miss\u00e3o da Universidade cat\u00f3lica, t\u00eam, como pressuposto antropol\u00f3gico, a concep\u00e7\u00e3o do ser humano como pessoa. O conceito de pessoa, fundamentado na f\u00e9 e na raz\u00e3o, exprime, necessariamente, uma concep\u00e7\u00e3o integral, includente e dial\u00f3gica da criatura humana. A compreens\u00e3o do ser humano como pessoa, entre outras refer\u00eancias, \u00e9 essencial para a compreens\u00e3o e a miss\u00e3o das universidades cat\u00f3licas e pode constituir, tamb\u00e9m, um ponto comum e orientador do di\u00e1logo interdisciplinar, dos projetos acad\u00eamicos e administrativos da comunidade educacional.<\/p>\n<p><strong>Sinais de corrup\u00e7\u00e3o da identidade da Escola superior cat\u00f3lica<\/strong><\/p>\n<p>Dado o que identifica, essencialmente, a Escola cat\u00f3lica de n\u00edvel superior, tendo-se em vista o bem para as pessoas vinculadas \u00e0 escola e para a sociedade, deve-se observar alguns sinais, entre outros, que indicam a corrup\u00e7\u00e3o da Universidade, para se prevenir ou para se restaurar a identidade da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1.<\/strong> Pessoas, n\u00e3o qualificadas conforme a identidade e a miss\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o, presentes em fun\u00e7\u00f5es magisteriais, de coordena\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o e administrativas. Estas pessoas, de forma mais ou menos consciente e, por vezes, verdadeiros militantes, transformam a natureza das institui\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas de ensino em instrumentos adversos \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 moral da Igreja. Por outro lado, ao contratado e aos alunos e alunas n\u00e3o se exp\u00f5em qual \u00e9 a miss\u00e3o e a identidade da Escola e o compromisso que elas incidem sobre as pessoas vinculadas \u00e0 institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> Ideologias infiltradas nas aulas, reuni\u00f5es, nos eventos, nos diversos ambientes da escola por agentes travestidos de educadores que s\u00e3o, na verdade, manipuladores de consci\u00eancias a servi\u00e7o de uma causa. S\u00e3o pessoas, por vezes, tamb\u00e9m j\u00e1 instrumentalizadas e conduzidas por uma mentalidade processada no ambiente de que procedem. Propaga\u00e7\u00e3o da ditadura do relativismo, na express\u00e3o do papa Bento XVI. Relativismos, no plural, como o gnosiol\u00f3gico, o \u00e9tico, o religioso com repercuss\u00f5es, especialmente, na consci\u00eancia dos valores da pessoa humana e da pessoa como valor quanto \u00e0 sua constitui\u00e7\u00e3o, dignidade, origem e fim \u00faltimo. Manifestam-se a dissocia\u00e7\u00e3o e o conflito entre \u201cverdade\u201d e \u201cliberdade\u201d. O papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II afirma que, \u201cUma vez que se privou o homem da verdade, \u00e9 pura ilus\u00e3o pretender torn\u00e1-lo livre. Verdade e liberdade, com efeito, ou caminham juntas, ou juntas miseravelmente perecem.\u201d (Fides et ratio, 91). A confus\u00e3o sobre a identidade do ser humano reflete-se, inevitavelmente, nas concep\u00e7\u00f5es dos direitos e deveres humanos. O que \u00e9 \u201chumano\u201d para ser direito e dever? E os direitos de Deus? O papa Francisco, ao membros do Conselho da Europa, declara que Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso ter presente que, sem esta busca da verdade, cada um torna-se a medida de si mesmo e do seu pr\u00f3prio agir, abrindo a estrada \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o subjetivista dos direitos, de tal modo que o conceito de direito humano, que de per si tem val\u00eancia universal, \u00e9 substitu\u00eddo pela ideia de direito individualista.(Discurso ao Conselho da Europa, 25\/11\/2014).<\/p>\n<p><strong>3.<\/strong> Planos, projetos, ementas, refer\u00eancias e eventos conflitam com o projeto educativo da Intitui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica de ensino. As disciplinas e a pr\u00e1tica educativa se op\u00f5em \u00e0 identidade dos respectivos cursos se eles, nos seus objetivos, conte\u00fados e m\u00e9todos, s\u00e3o coerentes com a identidade da institui\u00e7\u00e3o que, por sua vez, corresponde ao que a Igreja convoca quanto \u00e0 educa\u00e7\u00e3o integral da pessoa humana. A educa\u00e7\u00e3o integral compreende a s\u00edntese din\u00e2mica entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o. Esta s\u00edntese conduz \u00e0 reflex\u00e3o sobre f\u00e9 e cultura que abrange, entre outros temas, f\u00e9 e pol\u00edtica, f\u00e9 e ci\u00eancia, f\u00e9 e t\u00e9cnica, f\u00e9 e arte. N\u00e3o basta, entretanto, observar somente o que est\u00e1 expresso em planos e projetos. A experi\u00eancia existencial humana cotidiana \u00e9 que revela, mais profunda e extensamente, a realidade da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Presen\u00e7a de pseudofilosofias e as filo ideologias, disfar\u00e7adas de filosofia, reducionismos deformadores de toda ordem como o imanentismo, o gnosticismo, o fide\u00edsmo, o individualismo, o coletivismo, o tecnicismo, o cientificismo, incluindo o positivismo, o culturalismo, o psicologismo, o historicismo, o sociologismo, o economicismo. O papa Francisco declara que o gnosticismo \u00e9 \u201cuma f\u00e9 fechada no subjetivismo (&#8230;), que enclausura a pessoa na iman\u00eancia da sua pr\u00f3pria raz\u00e3o ou dos seus sentimentos, e o neo pelagianismo autorreferencial e prometeico de quem, no fundo, s\u00f3 confia nas pr\u00f3prias for\u00e7as\u201d de diferentes tipos. (Evangelii Gaudium, 94). Confundem-se autonomia com soberania, seculariza\u00e7\u00e3o com secularismo, pluralidade com pluralismo. N\u00e3o se conhece a diferen\u00e7a entre inovar por aprofundamento e por substitui\u00e7\u00e3o, o que pode levar a trag\u00e9dias pessoais e sociais.<\/p>\n<p><strong>5.<\/strong> H\u00e1 agravantes quando a corrup\u00e7\u00e3o da identidade da escola superior cat\u00f3lica chega aos cursos de filosofia e teologia. A desconsidera\u00e7\u00e3o e, inclusive, a constesta\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es e normas da Igreja, com fundamentos na raz\u00e3o e na f\u00e9, comprometem a qualidade da forma\u00e7\u00e3o do futuro clero e dos discentes n\u00e3o seminaristas. Elementos, entre outros, imanentista, relativista, subjetivista, empirista, agn\u00f3stico, gn\u00f3stico, ateu ou id\u00f3latra e niilista s\u00e3o introduzidos com sofismas e linguagem sedutora. O papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo Paulo II afirma que \u201cO niilismo, antes mesmo de estar em contraste com as exig\u00eancias e os conte\u00fados pr\u00f3prios da palavra de Deus, \u00e9 nega\u00e7\u00e3o da humanidade do homem e tamb\u00e9m de sua identidade. De fato, \u00e9 preciso ter em conta que olvidar o ser implica inevitavelmente a perda de contato com a verdade objetiva e, consequentemente, com o fundamento sobre o qual se ap\u00f3ia a dignidade do homem.\u201d (Fides et ratio, no. 91). No mesmo documento, ele afirma que \u201cEsta (a f\u00e9), enquanto virtude teologal, liberta a raz\u00e3o da presun\u00e7\u00e3o \u2013 uma t\u00edpica tenta\u00e7\u00e3o a que os fil\u00f3sofos facilmente est\u00e3o sujeitos.\u201d (no.76). Confundem-se pensar e conhecer. As quest\u00f5es de sentido \u00faltimo da vida humana e do mundo passam para um segundo plano ou s\u00e3o ignoradas ou negadas. A raz\u00e3o humana se reduz \u00e0 experimenta\u00e7\u00e3o e ao fen\u00f4meno. Ela n\u00e3o vai do parecer ao ser. A filosofia do ser \u00e9 a matriz filos\u00f3fica estabelecida pelo magist\u00e9rio. (Fides et ratio, no. 76).<\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> N\u00e3o se tem consci\u00eancia da intr\u00ednseca rela\u00e7\u00e3o entre a filosofia e a teologia (Fides et ratio, nos.75-8), o que pode resultar no comprometimento das voca\u00e7\u00f5es e, inclusive, na forma\u00e7\u00e3o discente em geral. Propagam-se o fide\u00edsmo, que pode levar para os fundamentalismos de todo tipo, inclusive, o pol\u00edtico, e os relativismos no\u00e9tico e \u00e9tico. N\u00e3o se promovem o discernimento e a consci\u00eancia entre a falsidade e a verdade, na abordagem das diversas correntes do pensamento filos\u00f3fico e de seus representantes, Afinal, conforme o subjetivismo, tudo n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de opini\u00e3o, de ponto de vista?<\/p>\n<p><strong>7.<\/strong> A unidade, a verdade, o bem e a beleza, constituintes e express\u00f5es do ser, n\u00e3o s\u00e3o os fundamentos das decis\u00f5es e procedimentos, particularmente da a\u00e7\u00e3o magisterial. O papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II refere-se, na Fides et ratio, trezentas e cinquenta vezes \u00e0 verdade. S\u00e3o Paulo declara que \u201cvai chegar um tempo em os homens n\u00e3o suportar\u00e3o a s\u00e3 doutrina, mas, sentido c\u00f3cegas nos ouvidos, reunir\u00e3o em volta de si mestres conforme suas paix\u00f5es. Deixando de ouvir a verdade, eles se voltar\u00e3o para f\u00e1bulas.\u201d (2 Tm 4,7).<\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Resist\u00eancias e dificuldades quanto ao di\u00e1logo interdisciplinar. Subestima\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o das disciplinas e iniciativas que refletem sobre os valores fundamentais e de sentido da exist\u00eancia humana, desencaminhando-se para utilitarismos e hedonismos. Os discentes chegam ego\u00edstas por limites e inclina\u00e7\u00e3o pessoais e saem, em geral, egoc\u00eantricos e ego\u00edstas por inclina\u00e7\u00e3o e princ\u00edpio.<\/p>\n<p><strong>9.<\/strong> Procedimentos antipersonalistas, nos processos de ensino e aprendizagem, que contribuem para dificultar o desenvolvimento do ser pessoal dos discentes, da sua consci\u00eancia quanto aos valores da exist\u00eancia, de sua forma de pensar e agir. Os alunos e alunas s\u00e3o conformados a uma sociedade em retrocesso civilizat\u00f3rio, em v\u00e1rios aspectos, e s\u00e3o contestados quanto \u00e0s pr\u00f3prias convic\u00e7\u00f5es verdadeiramente axiol\u00f3gicas e sofrem a perda da consci\u00eancia de valores que trouxeram de sua educa\u00e7\u00e3o, inclusive, familiar.<\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> Forma\u00e7\u00e3o condicionada pelo mercado e reduzida \u00e0 futura profiss\u00e3o. Os alunos e alunas s\u00e3o considerados, ainda que inconscientemente, mais como produtos do que pessoas em processo educacional. O formando n\u00e3o desenvolve uma consci\u00eancia discernidora da realidade e do valor do mundo, do homem e de Deus. Concep\u00e7\u00f5es antropol\u00f3gicas individualista e coletivista, como refer\u00eancias, resultam no obscurecimento e confus\u00e3o da consci\u00eancia quanto aos valores \u00e9ticos, pol\u00edticos que, de fato, visem o bem integral e comum, o que compromete a realiza\u00e7\u00e3o pessoal, social e profissional dos alunos e alunas, inclusive de professores. O papa Francisco afirma que \u201cA crise financeira que atravessamos nos faz esquecer que, na sua origem, h\u00e1 uma crise antropol\u00f3gica profunda: a nega\u00e7\u00e3o da primazia do ser humano. Criamos novos \u00eddolos.\u201d (Evangelii Gaudium, no. 55).<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> Qualidade do ensino e aprendizagem aqu\u00e9m do que deveria e poderia ser. Facilita\u00e7\u00e3o aos discentes para se manter e ampliar a quantidade dos alunos. A qualidade sobrep\u00f5e-se \u00e0 qualidade.<\/p>\n<p><strong>12.<\/strong> Inexist\u00eancia de uma pastoral abrangente e profunda que trabalhe com a f\u00e9 e a raz\u00e3o, inclusive com os docentes, e aus\u00eancia do servi\u00e7o religioso cat\u00f3lico a todos os membros da comunidade educativa, particularmente aos discentes. Aus\u00eancia de sinais da f\u00e9 cat\u00f3lica. Dificuldades e distor\u00e7\u00f5es do verdadeiro di\u00e1logo e an\u00fancio ecum\u00eanicos e inter-religiosos.<\/p>\n<p><strong>13.<\/strong> A verdadeira motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 substitu\u00edda pelo interesse e temor, o que leva \u00e0 dissimula\u00e7\u00e3o, ao fingimento, a narcisismos. Ambiente em que se encontram o carreirismo, a competi\u00e7\u00e3o por cargos e status, amea\u00e7as ostensivas ou veladas, injusti\u00e7as nos relacionamentos e nos procedimentos administrativos, ass\u00e9dio moral, feudos, nepotismo, relacionamentos afetivos e sexuais ontoantropoaxiologicamente impr\u00f3prios entre as pessoas do ambiente escolar. Al\u00e9m de outras consequ\u00eancias, processam-se uma corrup\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia \u00e9tica das pessoas, enfermidades f\u00edsicas e ps\u00edquicas, progressivas frustra\u00e7\u00f5es pessoal e profissional e esteriliza\u00e7\u00e3o do processo educativo verdadeiro e integral.<\/p>\n<p><strong>14.<\/strong> N\u00e3o investimento na forma\u00e7\u00e3o permanente dos agentes pedag\u00f3gicos, especialmente dos docentes, conforme a f\u00e9 e a raz\u00e3o, incluindo o aperfei\u00e7oamento profissional. A raz\u00e3o, entretanto, compreendida de forma integral e, n\u00e3o, setorizada, reducionista, e a f\u00e9 tamb\u00e9m integral, portanto, cat\u00f3lica. Hostilidades, resist\u00eancias expl\u00edcitas ou disfar\u00e7adas dos destinat\u00e1rios dessa forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>15.<\/strong> Contratua\u00e7\u00e3o de docentes com menor titula\u00e7\u00e3o para se reduzirem gastos. Agentes sem lideran\u00e7a e autorit\u00e1rios que se identificam por controle e cobran\u00e7a. Procedimentos de admiss\u00e3o e demiss\u00e3o incompat\u00edveis com as caracter\u00edsticas cat\u00f3licas fundamentais da institui\u00e7\u00e3o. O tempo e o exerc\u00edcio pedag\u00f3gicos prejudicados por autoritarismo e excessos burocr\u00e1ticos. Ao inverso, desleixo administrativo. Estruturas e meios s\u00e3o, indevidamente, reduzidos. Inconsci\u00eancia de que a gest\u00e3o e a administra\u00e7\u00e3o devem estar a servi\u00e7o dos objetivos da identidade da escola cat\u00f3lica. Redu\u00e7\u00e3o de custos a todo custo. O Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para os Consagrados, Cardeal Jo\u00e3o Braz Aviz, declara que \u201c(&#8230;) Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio que determinados crit\u00e9rios de administra\u00e7\u00e3o evoluam dentro da Igreja, porque a gest\u00e3o n\u00e3o pode ser do tipo capitalista, mas evang\u00e9lica.\u201d (Entrevista, L&#8217;osservatore Romano).<\/p>\n<p><strong>16.<\/strong> As pessoas conscientes e que mant\u00eam a fidelidade \u00e0 identidade da institui\u00e7\u00e3o escolar cat\u00f3lica, por vezes j\u00e1 minoria, sofrem variadas formas de procedimentos coativos e, inclusive, ass\u00e9dio moral. O espa\u00e7o para a pessoa crist\u00e3 fica cada vez mais reduzido. \u00c0 t\u00edtulo de \u201cn\u00e3o impor\u201d, contestam-se e at\u00e9 se pro\u00edbem o \u201cexpor\u201d e o \u201cpropor\u201d identificadores da institui\u00e7\u00e3o. Quem pensa e age conforme a identidade e miss\u00e3o da escola \u00e9 acuado e considerado \u201cdiferente\u201d. A sua avalia\u00e7\u00e3o se pauta, priorit\u00e1ria e negativamente, por sua convic\u00e7\u00e3o e ades\u00e3o \u00e0 identidade.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/loja.cleofas.com.br\/a-universidade-catolica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-81008 alignright\" src=\"http:\/\/cleofas.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/A_Universidade_Cat\u00f3lica.png\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"190\"\/><\/a>17.<\/strong> Inconsci\u00eancia, debilidade, omiss\u00e3o, incompet\u00eancia, coniv\u00eancia ou cumplicidade daquelas pessoas, inclusive do minist\u00e9rio ordenado, que deveriam, por princ\u00edpio, direito e obriga\u00e7\u00e3o, garantir e promover a identidade da institui\u00e7\u00e3o escolar cat\u00f3lica.<\/p>\n<p><strong>18.<\/strong> Desconsidera\u00e7\u00e3o e insensibilidade \u00e0s expectativas das fam\u00edlias dos discentes.<br \/>\nQual a realidade atual das escolas cat\u00f3licas, a come\u00e7ar dos anos iniciais? O que corresponde, de fato, aos seus princ\u00edpios e normas? O que fazer? Constituir grupos e associa\u00e7\u00f5es que contribuam para que as nossas Escolas cat\u00f3licas, particularmente as de ensino superior, recuperem, quando for o caso, e aprofundem a consci\u00eancia de sua identidade e realizem a miss\u00e3o para a qual s\u00e3o fundadas?<\/p>\n<p>O agir n\u00e3o se motive pela conven\u00e7\u00e3o, conveni\u00eancia, coer\u00e7\u00e3o e n\u00e3o seja conforme a letra sem esp\u00edrito. As a\u00e7\u00f5es procedam da convic\u00e7\u00e3o com fundamento na f\u00e9 e na raz\u00e3o, \u201ccomo que as duas asas pelas quais o esp\u00edrito humano se eleva para a contempla\u00e7\u00e3o da verdade e, em \u00faltima an\u00e1lise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar tamb\u00e9m \u00e0 verdade sobre si pr\u00f3prio\u201d. (Fides et ratio, Pre\u00e2mbulo). \u00c9 Ele quem doa, aumenta a f\u00e9 e ilumina a raz\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>Cardeal Jo\u00e3o Braz Aviz. L&#8217;osservatore Romano, 7-14\/8\/ 2014, nos. 32-33, p. 6<\/p>\n<p>C\u00d3DIGO DE DIREITO CAN\u00d4NICO, trad. Oficial da Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil, S\u00e3o Paulo: Loyola, 1983<\/p>\n<p>CONFER\u00caNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Diretrizes e Normas para as Universidades Cat\u00f3licas segundo a constitui\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica \u201cEx Corde Ecclesiae\u201d \u2013 Decreto Geral. Documentos da CNBB 64, S\u00e3o Paulo: Ed. Paulinas, 2000<\/p>\n<p>CONGREGA\u00c7\u00c3O PARA A EDUCA\u00c7\u00c3O CAT\u00d3LICA (Dos semin\u00e1rios e dos Institutos de estudos). Decreto de reforma dos estudos eclesi\u00e1sticos de filosofia. Documentos da Igreja. CNBB, 2011<\/p>\n<p>O Ensino da Filosofia nos Semin\u00e1rios, Roma, Typis Polyglotti Vaticanis, 1979.<\/p>\n<p>CONSELHO EPISCOPAL LATINO-AMERICANO. Documento de Aparecida- Texto conclusivo da V Confer\u00eancia Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, 2\u00aa. ed., Bras\u00edlia: CNBB; S\u00e3o Paulo: Paulus, Paulinas, 2007&nbsp;Gravissimum Educationis. Comp\u00eandio do Vaticano II \u2013 Constitui\u00e7\u00f5es, decretos, declara\u00e7\u00f5es, 7\u00aa. ed., Petr\u00f3polis (RJ): Vozes, 1968<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Paulo II. Fides et ratio. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1998<\/p>\n<p>Constitui\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica sobre as Universidades Cat\u00f3licas (Ex Corde Ecclesiae), S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1990<\/p>\n<p>Alocu\u00e7\u00e3o ao Congresso Internacional sobre as Universidades Cat\u00f3licas, 25 de abril de 1989, n. 3 AAS (1989), p. 1218, in Constitui\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica sobre as universidades cat\u00f3licas, I, 7<\/p>\n<p>Papa Francisco. Evangelii Gaudium \u2013 A alegria do Evangelho. Documentos pontif\u00edcios 17, Ed. CNBB, 2013<br \/>\nDiscurso ao Parlamento europeu, L\u2019Osservatore Romano, no. 48, 27\/11\/2015, p. 11<\/p>\n<p>Discurso ao Conselho da Europa, L\u2019Osservatore Romano, no. 48, 27\/11\/2015, p. 12<\/p>\n<p><strong>Prof. Dr. Paulo Cesar da Silva<br \/>\n<\/strong><strong>Gradua\u00e7\u00e3o em Letras, Filosofia, Teologia, mestrado e <\/strong><strong>doutorado em Filosofia. Livros, cap\u00edtulos e artigos publicados. Professor universit\u00e1rio.<\/strong><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II afirmava que a Universidade cat\u00f3lica tem em vista os \u201cgrandes problemas da sociedade\u201d, estando em causa o \u201csignificado da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e da tecnologia, da conviv\u00eancia social, da cultura. Por\u00e9m, mais profundamente ainda, est\u00e1&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[29083,8],"tags":[1861,7941,80,191397],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18816"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18816"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18816\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18818,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18816\/revisions\/18818"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}