{"id":2361,"date":"2007-07-14T03:55:51","date_gmt":"2007-07-14T00:55:51","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/07\/14\/d-redovino-fala-da-missa-em-latim\/"},"modified":"2007-07-14T03:55:51","modified_gmt":"2007-07-14T00:55:51","slug":"d-redovino-fala-da-missa-em-latim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/07\/14\/d-redovino-fala-da-missa-em-latim\/","title":{"rendered":"D. Redovino fala da missa em latim"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\" cellPadding=\"0\" cellSpacing=\"5\">\n<tr>\n<td align=\"left\"><font face=\"Arial\"><\/font><font size=\"5\"><\/font><font>De novo a missa em latim? \u2013 D. Redovino Rizzardo<\/font><br \/>\n<font>\u00a013 de julho de 2007<\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"justify\"><span>No dia 7 de julho, o Vaticano publicou uma Carta Apost\u00f3lica de Bento XVI, destinada a facilitar a celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica segundo o antigo Missal Romano, em vigor at\u00e9 a reforma introduzida por Paulo VI, em 1970. No documento, o Papa tamb\u00e9m lembra que a Missa em latim nunca foi abolida; ela continua sendo rezada em diversas circunst\u00e2ncias, por in\u00fameras pessoas e comunidades \u2013, como qualquer outra l\u00edngua. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>Como se lembra, durante o Conc\u00edlio Vaticano II (1962\/1965), a Igreja sentiu necessidade de rever algumas de suas posi\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mundo e \u00e0 sociedade. Nesse esfor\u00e7o de \u201c<em>aggiornamento<\/em>\u201d \u2013 como ent\u00e3o se falava \u2013, come\u00e7ou-se pela liturgia, na convic\u00e7\u00e3o de que a renova\u00e7\u00e3o parte da ora\u00e7\u00e3o. Foi assim que, em 1962, Jo\u00e3o XXIII fez uma primeira revis\u00e3o do Missal Romano, deixando o latim como l\u00edngua lit\u00fargica. Em 1970, seu sucessor, Paulo VI, avan\u00e7ou bem mais, e a nova reforma \u2013 em vigor at\u00e9 os nossos dias \u2013, entre outras novidades, autorizou o uso do vern\u00e1culo na celebra\u00e7\u00e3o dos sacramentos, sem, contudo, proibir o latim. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\" class=\"MsoBodyTextIndent2\"><span>Por que Bento XVI emanou um decreto que, \u00e0 primeira vista, apresenta todos os sinais de uma volta ao passado? Prevendo as cr\u00edticas e o desgaste que a medida suscitaria em muitos ambientes, ele mesmo d\u00e1 a resposta: \u00ab<em>Trata-se de chegar a uma reconcilia\u00e7\u00e3o interna no seio da Igreja. Olhando para o passado, para as divis\u00f5es que no decurso dos s\u00e9culos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impress\u00e3o de que, em momentos cr\u00edticos, quando a divis\u00e3o estava para nascer, n\u00e3o foi feito o suficiente por parte dos respons\u00e1veis da Igreja para manter ou reconquistar a reconcilia\u00e7\u00e3o e a unidade; fica-se com a impress\u00e3o de que as omiss\u00f5es na Igreja tenham a sua parte de culpa no fato de tais divis\u00f5es se terem consolidado. Esta sensa\u00e7\u00e3o do passado imp\u00f5e-nos hoje uma obriga\u00e7\u00e3o: fazer todos os esfor\u00e7os para que todos aqueles que nutrem o desejo sincero da unidade, tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontr\u00e1-la novamente<\/em>\u00bb. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>Com essas palavras, Bento XVI, como te\u00f3logo e profundo conhecedor da hist\u00f3ria, nos lembra que teria sido suficiente um pouco mais de toler\u00e2ncia e de respeito m\u00fatuo para se evitar as grandes rupturas que abalaram e continuam dividindo a Igreja ainda hoje. \u00c9 prefer\u00edvel o menos perfeito em unidade do que viver se digladiando em busca do que se julga o mais perfeito \u2013 se \u00e9 que existe perfei\u00e7\u00e3o fora da comunh\u00e3o! <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>O <\/span><span>Papa esclarece que o documento \u00e9 fruto de \u00ab<em>longas reflex\u00f5es, m\u00faltiplas consultas e ora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00bb, e n\u00e3o pode ser visto como \u00ab<em>menosprezo ou d\u00favidas contra a autoridade do Conc\u00edlio Vaticano II<\/em>\u00bb: \u00ab<\/span><em><span>A este respeito, \u00e9 preciso antes de tudo afirmar que o Missal publicado por Paulo VI e reeditado em duas sucessivas edi\u00e7\u00f5es por Jo\u00e3o Paulo II, obviamente \u00e9 e permanece a forma normal \u2013 a f<\/span><span>orma ordin\u00e1ria<\/span> \u2013 da Liturgia Eucar\u00edstica. A \u00faltima vers\u00e3o do M<span>issal Romano<\/span> anterior ao Conc\u00edlio, que foi publicada sob a autoridade do Papa Jo\u00e3o XXIII, em 1962, e utilizada durante o Conc\u00edlio, poder\u00e1, por sua vez, ser usada como f<span>orma extraordin\u00e1ria<\/span> da Celebra\u00e7\u00e3o Lit\u00fargica<\/em><span>\u00bb. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>Como comportar-se na pr\u00e1tica do dia-a-dia, em nossas comunidades? Eis a diretriz oferecida pelo pr\u00f3prio Papa: \u00ab<\/span><em><span>Nas par\u00f3quias onde haja um grupo est\u00e1vel de fi\u00e9is aderentes \u00e0 precedente tradi\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, o p\u00e1roco acolher\u00e1 de bom grado seu pedido de celebrar a Santa Missa segundo o rito do Missal Romano editado em 1962. Deve procurar que o bem destes fi\u00e9is se harmonize com a aten\u00e7\u00e3o pastoral ordin\u00e1ria da par\u00f3quia, sob a dire\u00e7\u00e3o do bispo, evitando a disc\u00f3rdia e favorecendo a unidade de toda a Igreja<\/span><\/em><strong><span>\u00bb.<\/span><\/strong><span> <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>Se algu\u00e9m me perguntasse como vejo o novo documento papal, responderia que se trata de mais uma concess\u00e3o de Bento XVI aos fi\u00e9is \u2013 normalmente ligados a movimentos \u201c<em>tradicionalistas<\/em>\u201d \u2013 que t\u00eam problemas de consci\u00eancia em participar de celebra\u00e7\u00f5es eucar\u00edsticas mais vivas e espont\u00e2neas, como se come\u00e7ou a fazer a partir do Conc\u00edlio Vaticano II. Em outras palavras, um novo ato de compreens\u00e3o e de amor para evitar que, por motivos lit\u00fargicos, se perca o que \u00e9 mais importante: a unidade da Igreja. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>Costuma-se dizer que os extremos se tocam. Assim, como rea\u00e7\u00e3o aos \u201c<em>modernistas<\/em>\u201d, que se sentem donos da celebra\u00e7\u00e3o e acima de quaisquer normas lit\u00fargicas, fortificam-se os \u201c<em>conservadores<\/em>\u201d na defesa de um ritualismo vazio e estereotipado. N\u00e3o foi por nada que os antigos latinos cunharam o prov\u00e9rbio: \u201c<em>Virtus in medio: a virtude est\u00e1 no meio<\/em>\u201d, ou seja, no equil\u00edbrio. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>De minha parte, n\u00e3o vejo motivo algum para se retomar, na Igreja que presido, um rito que j\u00e1 teve a sua \u00e9poca \u00e1urea. H\u00e1 assuntos bem mais urgentes com que se preocupar! E n\u00e3o \u00e9 que estou contra o latim: o pouco de portugu\u00eas que aprendi, veio precisamente do latim! <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span><\/span><\/p>\n<p align=\"center\" class=\"MsoNormal\"><span>Dom Redovino Rizzardo, cs <\/span><\/p>\n<p align=\"center\" class=\"MsoNormal\"><span>Bispo de Dourados (MS) <\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span><a href=\"&#x6d;&#97;il&#x74;&#x6f;:d&#x6f;&#x6d;&#114;ed&#x6f;&#118;in&#x6f;&#x40;&#116;e&#x72;&#x72;&#97;.c&#x6f;&#x6d;.b&#x72;\">&#x64;&#111;m&#x72;&#x65;&#100;o&#x76;&#x69;&#110;o&#x40;&#x74;&#101;r&#x72;&#x61;&#46;c&#x6f;&#x6d;&#46;b&#x72;<\/a><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De novo a missa em latim? \u2013 D. 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