{"id":27,"date":"2007-01-14T08:35:53","date_gmt":"2007-01-14T05:35:53","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/01\/14\/cuba-continua-a-mesma\/"},"modified":"2012-04-19T14:20:06","modified_gmt":"2012-04-19T17:20:06","slug":"cuba-continua-a-mesma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/01\/14\/cuba-continua-a-mesma\/","title":{"rendered":"Cuba continua a mesma"},"content":{"rendered":"<p><span>Infelizmente a situa\u00e7\u00e3o de Cuba, sem liberdade, continua a mesma com o irm\u00e3o de Fidel Castro no poder h\u00e1 cinco meses. Sem liberdade o homem perda a identidade e a sua grandeza. \u00c9 o que mostra este artido do jornal Le Monde de Paris.<br \/>\n<\/span><strong><span>Por Paulo A. Paranagu\u00e1<br \/>\nLe Monde \u2013 13 jan 2007<\/span><\/strong><span> <\/span><\/p>\n<p>A principal refer\u00eancia em mat\u00e9ria de defesa dos direitos humanos em Cuba estima que o governo de Raul Castro &#8220;nada fez para melhorar a situa\u00e7\u00e3o dos direitos c\u00edvicos, pol\u00edticos e econ\u00f4micos&#8221;. A Comiss\u00e3o Cubana para os Direitos Humanos e a Reconcilia\u00e7\u00e3o Nacional (n\u00e3o reconhecida pelas autoridades) divulgou, na quarta-feira, 10 de janeiro, em Havana, um relat\u00f3rio que analisa os cinco meses que se passaram desde a transmiss\u00e3o de poderes de Fidel Castro para o seu irm\u00e3o Raul, em 31 de julho de 2006.<\/p>\n<table class=\"MsoNormalTable\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" width=\"440\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><span> <\/span><\/td>\n<td rowspan=\"2\" width=\"10\"><span> <\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\"><span> <\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"MsoNormal\"><span> <\/span><\/p>\n<p>&#8220;O governo cubano segue violando todos os direitos&#8221;, tais como &#8220;as liberdades de associa\u00e7\u00e3o, de opini\u00e3o, de express\u00e3o e de imprensa; a circula\u00e7\u00e3o das pessoas, o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o; o direito de reuni\u00e3o ou de manifesta\u00e7\u00e3o, assim como o direito de trabalhar livremente fora da tutela do Estado (praticamente o \u00fanico empregador) e de organizar sindicatos ou partidos pol\u00edticos&#8221;, constata a comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>O n\u00famero de prisioneiros pol\u00edticos que foi levantado pela Comiss\u00e3o \u00e9 de 283 na data de 31 de dezembro, o que representa uma diminui\u00e7\u00e3o de 50 em rela\u00e7\u00e3o aos 333 detentos recenseados no final de 2005.<\/p>\n<p>&#8220;O governo est\u00e1 substituindo a estrat\u00e9gia de repress\u00e3o pol\u00edtica baseada em condena\u00e7\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o por outras a\u00e7\u00f5es repressivas de &#8216;menor intensidade'&#8221;, sublinha o presidente da comiss\u00e3o, Elizardo Sanchez.<\/p>\n<p>Ele cita, entre outros, &#8220;deten\u00e7\u00f5es curtas, interrogat\u00f3rios, amea\u00e7as, a\u00e7\u00f5es de rep\u00fadio (ataques violentos contra os dissidentes), viola\u00e7\u00f5es de domic\u00edlio, agress\u00f5es f\u00edsicas e verbais, o confisco de publica\u00e7\u00f5es e de ferramentas de trabalho, a vigil\u00e2ncia e espionagem, al\u00e9m de outras formas de intimida\u00e7\u00e3o que atingem tamb\u00e9m as fam\u00edlias dos defensores dos direitos humanos&#8221;.<\/p>\n<p>No decorrer do segundo semestre de 2006, a Comiss\u00e3o registrou &#8220;apenas sete casos de libera\u00e7\u00e3o antecipada, ou seja, um n\u00famero muito reduzido quando se sabe que h\u00e1 uma centena de prisioneiros pol\u00edticos que teriam o direito de obter a liberdade condicional&#8221;, por terem cumprido a metade ou os dois ter\u00e7os da sua pena.<\/p>\n<p>Elizardo Sanchez chama a aten\u00e7\u00e3o para o caso de detentos &#8220;cujo estado de sa\u00fade \u00e9 incompat\u00edvel com o encarceramento&#8221;. Em 6 de dezembro de 2006, Hector Palacios foi libertado por motivo de sa\u00fade. Contudo, existem &#8220;dezenas de prisioneiros pol\u00edticos&#8221; na mesma situa\u00e7\u00e3o. Manuel Vald\u00e9s Tamayo, um dos 75 opositores condenados em 2003, que foi libertado um ano mais tarde em raz\u00e3o da sua sa\u00fade periclitante, morreu na quinta-feira, 11 de janeiro, em Havana, das conseq\u00fc\u00eancias de um enfarte.<\/p>\n<p><strong>Intelectuais preocupados<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, a homenagem que foi prestada pela televis\u00e3o cubana a um dos antigos respons\u00e1veis da repress\u00e3o contra os intelectuais est\u00e1 causando preocupa\u00e7\u00e3o nos meios culturais da Havana. O homenageado, Luis Pavon Tamayo, ocupava a presid\u00eancia do Conselho Nacional da Cultura durante o &#8220;os cinco anos cinzentos&#8221; que foram iniciados com &#8220;a autocr\u00edtica&#8221; staliniana infligida ao poeta Heberto Padilla, em 1971. O &#8220;caso Padilla&#8221; provocou a ruptura de muitos intelectuais ocidentais com o regime castrista.<\/p>\n<p>A homenagem ao antigo inquisidor \u00e9 atribu\u00edda pelos observadores ao retorno ao governo do comandante Ramiro Vald\u00e9s, o fundador da pol\u00edcia pol\u00edtica, que foi nomeado, em 31 de agosto de 2006, ministro da inform\u00e1tica e das comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong><span>Tradu\u00e7\u00e3o:<\/span><\/strong><span> Jean-Yves de Neufville<\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Infelizmente a situa\u00e7\u00e3o de Cuba, sem liberdade, continua a mesma com o irm\u00e3o de Fidel Castro no poder h\u00e1 cinco meses. 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