{"id":2911,"date":"2007-08-17T17:47:57","date_gmt":"2007-08-17T14:47:57","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/08\/17\/perguntas-feitas-ao-papa\/"},"modified":"2007-08-17T17:47:57","modified_gmt":"2007-08-17T14:47:57","slug":"perguntas-feitas-ao-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/08\/17\/perguntas-feitas-ao-papa\/","title":{"rendered":"Perguntas feitas ao Papa"},"content":{"rendered":"<p>O jornal &#8220;O Estado de SP&#8221; fez oito perguntas ao Papa Bento XVI sobre v\u00e1rios assuntos que muitas pessoas fazem tamb\u00e9m. D. Estev\u00e3o Bettencourt, monge beneditino do Mosteiro de S. Bento  no Rio de Janeiro, responde essas perguntas em sua Revista &#8220;Pergunte e Responderemos&#8221;. Pela relev\u00e2ncia da quest\u00e3o, a transcrevemos aqui.<\/p>\n<p>&#8220;O ESTADO DE S\u00c3O PAULO&#8221;<br \/>\nD. Estev\u00e3o Bettencourt,OSB<br \/>\nRevista:  PERGUNTE E RESPONDEREMOS<br \/>\nAno XLVII \u2013 N\u00ba 542 \u2013 Agosto de 2007<\/p>\n<p>Em s\u00edntese: O jornal O ESTADO DE S\u00c3O PAULO, aos 12\/5\/07, publicou&#8217; oito perguntas dirigidas ao Papa Bento XVI, \u00e0s quais se propor\u00e1 resposta nas p\u00e1ginas subseq\u00fcentes.<br \/>\nA visita do Papa ao Brasil suscitou, entre outras coisas, um renova\u00acdo questionamento de cl\u00e1ssicos temas. O ESTADO DE S\u00c3O PAULO fez\u00ac-se porta-voz dessas quest\u00f5es em sua edi\u00e7\u00e3o de 12 de maio dirigindo-se ao Pont\u00edfice Bento XVI. Alto membro da hierarquia cat\u00f3lica pediu a PR que Ihes d\u00ea resposta. Trata-se de oito perguntas formuladas pelo Sr. Mauro Chaves, jornalista, advogado e administrador de empresas. <\/p>\n<p>1\u00aa PERGUNTA<br \/>\nHaver\u00e1 sinceridade em achar que \u00e9 poss\u00edvel aos cat\u00f3licos jovens abster-se de manter rela\u00e7\u00f5es sexuais antes do matrim\u00f4nio?<br \/>\nResposta: A natureza deu ao ser humano duas fun\u00e7\u00f5es vitais: a digestiva, que garante a conserva\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo pela alimenta\u00e7\u00e3o, e a genital, que responde pela procria\u00e7\u00e3o ou perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Cada uma destas duas fun\u00e7\u00f5es tem um prazer anexo, que \u00e9 o est\u00edmulo para que o homem coma e exercite a genitalidade.<br \/>\nFun\u00e7\u00e3o e prazer est\u00e3o intimamente ligados entre si, de modo que, se algu\u00e9m come n\u00e3o para se alimentar, mas unicamente pelo prazer da comida, comete o que se chama &#8220;uma glutoneria&#8221; ou se assemelha a um irracional. Ora algo de semelhante ocorre com a fun\u00e7\u00e3o genital: esta tem por finalidades a uni\u00e3o dos esposos e a prole, quando a natureza n\u00e3o \u00e9\u2022 est\u00e9ril, tendo o prazer em anexo. Se algu\u00e9m impede a poss\u00edvel fecundidade para ficar s\u00f3 com o prazer, est\u00e1 invertendo a ordem dos valores, ferindo a natureza e fazendo concess\u00e3o \u00e0s suas paix\u00f5es cegas &#8211; o que desfigura a personalidade do rapaz e da mo\u00e7a.<br \/>\nMais: o ato sexual, sendo voltado para a procria\u00e7\u00e3o ou a cria\u00e7\u00e3o de novos seres humanos, requer estabilidade dos genitores comprometidos pelo matrim\u00f4nio, ou seja, requer um lar, uma fam\u00edlia. Em conseq\u00fc\u00eancia, sabiamente se diz que o lugar pr\u00f3prio para a c\u00f3pula sexual \u00e9 o lar ou a fam\u00edlia selada pelo matrim\u00f4nio.<br \/>\nDizer isto \u00e0 juventude \u00e9 altamente sincero. \u00c9 obrigat\u00f3rio. H\u00e1 quem siga tais normas talvez ap\u00f3s experi\u00eancias ingratas. Aos outros (maioria) procure-se mostrar o valor de uma vida casta. Em todo caso, por\u00e9m, n\u00e3o se pode silenciar a verdade, ainda que provoque rejei\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>2\u00aa PERGUNTA<br \/>\nQue explica\u00e7\u00f5es dar para a manuten\u00e7\u00e3o do celibato clerical? &#8211; O moti\u00acvo, alegado no passado, de que a miss\u00e3o do Religioso n\u00e3o pode ser dificulta\u00acda por compromissos familiares, n\u00e3o se choca com o observado nas outras religi\u00f5es, cujos ministros s\u00e3o sempre ajudados por sua pr\u00f3pria fam\u00edlia.<br \/>\nResposta: O celibato \u00e9 uma das respostas mais espont\u00e2neas e belas que o crist\u00e3o possa dar ao an\u00fancio da Boa Nova: o Reino de Deus j\u00e1 foi inaugurado pela vinda de Cristo; o Eterno se fez temporal. Por con\u00acseguinte quem puder (por um carisma especial) abster-se de afazeres e v\u00ednculos passageiros, fa\u00e7a-o, abra\u00e7ando a vida uma ou indivisa, toda dedicada ao Reino. A consci\u00eancia desta verdade j\u00e1 era viva em Corinto no ano de 56, como atesta S\u00e3o Paulo em 1 Cor 7,25-35. Os que depreciam o celibato parecem n\u00e3o levar em conta estes dados do Novo Testamento, pois se det\u00eam quase exclusivamente sobre o &#8220;Crescei e multiplicai-vos&#8221; do G\u00eanesis. \u00c9 portanto normal que os sacerdotes abracem o celibato, j\u00e1 que s\u00e3o por Deus chamados a anunciar e construir o Reino de Deus; foi ali\u00e1s o que Cristo fez. De resto, para orientar casais, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio estar casado, como o m\u00e9dico n\u00e3o precisa de ficar doente para tratar dos doentes.<br \/>\n\u00c9 ineg\u00e1vel que um padre casado teria que atender \u00e0 subsist\u00eancia de sua fam\u00edlia antes de atender ao minist\u00e9rio sagrado. <\/p>\n<p>3\u00aa PERGUNTA<br \/>\nMelhor n\u00e3o seria que a Igreja revelasse os verdadeiros motivos para preservar o antinatural celibato &#8230; ? N\u00e3o seria mais digno e respeitoso con\u00acfessar para o seu rebanho que a raz\u00e3o do celibato \u00e9 apenas de sucess\u00e3o heredit\u00e1ria e de ordem previdenci\u00e1ria? Por que n\u00e3o revelar que a Igreja \u00e9 testament\u00e1ria ou legat\u00e1ria de todas as pessoas que entram numa de suas Ordens Religiosas e que, numa sucess\u00e3o heredit\u00e1ria, seria preterida por filhos e c\u00f4njuges, caso n\u00e3o houvesse celibato? <\/p>\n<p>Resposta: O celibato n\u00e3o \u00e9 antinatural. Antinatural \u00e9 n\u00e3o amar. Ora todo sacerdote ama, e ama com grande amplid\u00e3o sem estar obrigado a dar prefe\u00acr\u00eancia \u00e0 sua fam\u00edlia, deixando &#8220;para depois&#8221; os pobres mais necessitados.<br \/>\nA segunda parte da pergunta est\u00e1 equivocada. Quem faz votos per\u00acp\u00e9tuos numa Ordem Religiosa, emite voto de pobreza, dando livremente todos os seus bens a quem queira, de modo que, ao morrer, n\u00e3o deixa coisa alguma de que a Igreja possa dispor. Quanto aos sacerdotes diocesanos, disp\u00f5em de seus bens sem que a Igreja interfira em suas posses (geralmente de pouca monta) ao morrerem.<br \/>\nO verdadeiro motivo do celibato \u00e9 aquele que S\u00e3o Paulo aponta logo no in\u00edcio da Igreja: &#8220;O tempo se fez breve &#8230;&#8230;Passa a figura deste mundo&#8221; (1 Cor 7, 31). O Eterno presente no tempo suscita dedica\u00e7\u00e3o total na vida una ou indivisa. <\/p>\n<p>4\u00aa PERGUNTA<br \/>\nPor que uma pessoa que se separou, &#8230; caso n\u00e3o tenha sofrido a viu\u00acvez, est\u00e1 impedida, se professa o catolicismo, de unir-se a outra pessoa e at\u00e9 de constituir uma nova fam\u00edlia? Por que a exclus\u00e3o dos divorciados? Mesmo que a Igreja n\u00e3o consiga impedir divorciados cat\u00f3licos de formar novas fam\u00ed\u00aclias e os filhos? Ver\u00e3o seus pais portarem crach\u00e1s de excomungados?<br \/>\nResposta: Segundo o Evangelho, o matrim\u00f4nio \u00e9 indissol\u00favel se foi validamente contra\u00eddo e consumado. Da\u00ed a rejei\u00e7\u00e3o de segundas n\u00fap\u00accias de pessoas divorciadas no foro civil. Quando a co-habita\u00e7\u00e3o dos c\u00f4n\u00acjuges se torna intoler\u00e1vel, podem os interessados recorrer a um Tribunal Eclesi\u00e1stico e abrir um processo para averiguar se o seu casamento foi nulo; caso tenha havido algum impedimento, \u00e9 declarado nulo e os inte\u00acressados s\u00e3o considerados solteiros. A Igreja n\u00e3o pode ir contra o Evan\u00acgelho; cf. Mc 10,1-10; Lc 16,18; Mt 5,32; 1Cor 7, 10s. Mas existe uma Pastoral dos divorciados, que procura assistir-Ihes e reconfort\u00e1-Ias, con\u00acvidando-os para trabalhar nas obras sociais da Igreja.<br \/>\nOs filhos dos casais n\u00e3o unidos pelo sacramento do matrim\u00f4nio t\u00eam direito a Batismo e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica; n\u00e3o podem sofrer por causa da situa\u00e7\u00e3o religiosa dos pais. A Pastoral contempor\u00e2nea tem-se esfor\u00e7a\u00acdo por manter viva a f\u00e9 de tais casais, que muitas vezes sem culpa pr\u00f3\u00acpria foram infelizes em suas primeiras n\u00fapcias. <\/p>\n<p>5\u00aa PERGUNTA<br \/>\nQual o verdadeiro motivo pelo qual as mulheres n\u00e3o t\u00eam o mesmo direito de ministrar todos os sacramentos da Igreja &#8230; ? Por que n\u00e3o existem sacerdotisas, Bispas, Religiosas que possam integrar o Conselho de Car\u00acdeais que no Vaticano elege o Papa? Por que n\u00e3o uma papisa? Por acaso, para a Igreja Cat\u00f3lica, a mulher \u00e9 menos capaz de exercer o of\u00edcio religioso? <\/p>\n<p>Resposta: A Igreja responde que esta n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de querer ou n\u00e3o querer, mas se trata de n\u00e3o poder. Com efeito, Jesus n\u00e3o ordenou mulher alguma, embora tenha sido muito independente das tradi\u00e7\u00f5es do seu povo; segundo Jo 4, 27, os disc\u00edpulos ficaram surpresos por v\u00ea-Io a s\u00f3s falando com uma mulher; n\u00e3o hesitou em acolher a pecadora an\u00f4nima de Lc 7, 36-50, e censurou o fariseu altivo &#8230; Ap\u00f3s Jesus vinte s\u00e9culos de tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o praticaram a ordena\u00e7\u00e3o de mulheres. Muitos fi\u00e9is cat\u00f3licos e n\u00e3o cat\u00f3licos pedem \u00e0 Igreja que n\u00e3o empreenda uma novidade que con\u00actraria a praxe da Tradi\u00e7\u00e3o em se tratando de assunto t\u00e3o relevante.<br \/>\nA mulher tem desempenhado valiosas fun\u00e7\u00f5es desde as origens do Cristianismo. O Santo Padre Jo\u00e3o Paulo 11 o reconheceu em bela &#8220;Carta \u00e0s mulheres&#8221; (cf. PR 422\/1997, pp. 333), na qual lembra que o que faz a grandeza de algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o que exerce, mas o que essa pessoa \u00e9 ou a santidade de vida. Pode haver chefes e dirigentes muito honrados por fora, mas podres por dentro.<br \/>\nDe resto, cada sexo tem suas aptid\u00f5es pr\u00f3prias, que devem ser resguardadas; \u00e0 mulher toca uma prerrogativa singular; como m\u00e3e, ela forma ou plasma o homem desde os seus primeiros anos, ao passo que ao homem n\u00e3o toca essa prerrogativa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher. <\/p>\n<p>6\u00aa PERGUNTA<br \/>\nQual o motivo das vestes exuberantes do Papa, dos cardeais, dos bispos? Por que os mantos de tecido precioso, as roupas resplandecen\u00actes, que apenas evocam opul\u00eancia e riqueza, em contraste chocante com a situa\u00e7\u00e3o dos pobres do mundo? Enfim que \u00e9 que tem a ver toda a pompa papal e cardinal\u00edc\u00eda com Jesus Cristo?<br \/>\nResposta: As vestes mais solenes dos prelados da Igreja s\u00e3o he\u00acran\u00e7a de tempos passados, quando todos apreciavam o destaque do ves\u00actu\u00e1rio. \u00c9 certo que nos \u00faltimos tempos tem-se registrado uma simplifica\u00ac\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel desse aparato. Em parte tal exuber\u00e2ncia era devida \u00e0 convic\u00e7\u00e3o, ainda hoje v\u00e1lida, de que a Deus deve ser dado o melhor, principalmente na liturgia; \u00e9 preciso celebrar em beleza; isto significava, para os antigos, o uso dos s\u00edmbolos mais aparatosos.<br \/>\nEm nossos dias, por\u00e9m, entende-se que a beleza da Liturgia pode ser obtida tamb\u00e9m na simplicidade; j\u00e1 n\u00e3o se confeccionam vestes Iit\u00fargicas como as do passado, inspiradas pelo estilo barroco.<br \/>\nQuanto aos pobres, a Igreja muito se tem interessado por eles. To\u00acdos os anos a Santa S\u00e9 publica a presta\u00e7\u00e3o de contas das quantias doa\u00acdas aos povos e institui\u00e7\u00f5es carentes; cf. PR 458\/2000, pp. 297ss; PR 498\/2003, pp. 547; PR 507\/2004, pp. 440ss.<br \/>\nA Igreja est\u00e1 ciente do perigo da riqueza e do valor da simplicidade. <\/p>\n<p>7\u00aa PERGUNTA<br \/>\nOs templos cat\u00f3licos n\u00e3o deveriam estar sempre abertos para quem neles pretendesse entrar e fazer suas ora\u00e7\u00f5es, independentemente de r\u00edgidos hor\u00e1rios, como se fossem reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas?<br \/>\nResposta: O ideal seria realmente manter as igrejas abertas o dia inteiro&#8217;. Acontece, por\u00e9m, que essa praxe propiciou o furto de objetos sa\u00accros e a profana\u00e7\u00e3o dos mesmos. Da\u00ed a conveni\u00eancia de fechar as igrejas em certos hor\u00e1rios. Todo fiel pode rezar em seu \u00edntimo, permanecendo onde est\u00e1. Deus reconhece o profundo clamor dos nossos cora\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>8\u00aa PERGUNTA<br \/>\nQue caridade haver\u00e1 para uma mulher, ao impedi-Ia de interromper uma gravidez gerada por violento estupro ou exigir que passe pelo sofri\u00acmento de preservar em seu ventre um ser sem c\u00e9rebro com nula probabi\u00aclidade de sobreviv\u00eancia?<br \/>\nResposta: No caso n\u00e3o somente os interesses da mulher h\u00e3o de ser levados em conta, mas tamb\u00e9m os da crian\u00e7a, que, desde a fecunda\u00ac\u00e7\u00e3o do \u00f3vulo, \u00e9 verdadeiro ser humano, mesmo que n\u00e3o tenha c\u00e9rebro, dotado do direito \u00e0 vida como dotada \u00e9 a sua m\u00e3e; n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito n\u00e3o somen\u00acte na perspectiva da f\u00e9, mas tamb\u00e9m na da raz\u00e3o, tirar a vida de um inocente, nem quando se trata de beneficiar a m\u00e3e; o fim n\u00e3o justifica os meios, de modo que o aborto \u00e9 sempre um homic\u00eddio &#8230; homic\u00eddio mais cruel do que os do campo de concentra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAl\u00e9m disto, o aborto maltrata n\u00e3o somente a crian\u00e7a, mas tamb\u00e9m a m\u00e3e, suscitando um complexo de culpa que dura muitos anos.<br \/>\nPor conseguinte \u00e9 para desejar que a m\u00e3e n\u00e3o mate seu filho. Dei\u00acxe-o nascer e, quando puder, entregue-o a quem o quiser adotar ou, ao menos, educar. De resto, o anenc\u00e9falo costuma sobreviver pouco tempo ap\u00f3s nascer. <\/p>\n<p>Conclus\u00e3o<br \/>\nS\u00e3o estas as respostas que o pensamento cat\u00f3lico oferece ao Dr. Mauro Chaves. Percebe-se forte press\u00e3o para que a Igreja se adapte aos costumes do mundo contempor\u00e2neo, como se a Moral pudesse variar de \u00e9poca para \u00e9poca, de acordo com as novidades dos modismos, sem ter referencial fixo.<br \/>\nA Igreja se op\u00f5e \u00e0s pr\u00e1ticas apregoadas por Chaves n\u00e3o somente em nome da f\u00e9, mas tamb\u00e9m em nome da s\u00e3 raz\u00e3o. Pode tornar-se uma voz estranha, singular, mas embelezada pela fidelidade incondicional ao seu Senhor e \u00e0 pr\u00f3pria humanidade. \u00c9 preciso n\u00e3o trair o Cristo para agradar a correntes de pensamento que ofendem a dignidade humana e ferem as Leis de Deus. <\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornal &#8220;O Estado de SP&#8221; fez oito perguntas ao Papa Bento XVI sobre v\u00e1rios assuntos que muitas pessoas fazem tamb\u00e9m. D. Estev\u00e3o Bettencourt, monge beneditino do Mosteiro de S. 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