{"id":3591,"date":"2007-10-01T20:33:15","date_gmt":"2007-10-01T17:33:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/10\/01\/avo-dara-a-luz-a-dois-filhos-netos-gemeos\/"},"modified":"2012-11-22T10:10:23","modified_gmt":"2012-11-22T12:10:23","slug":"avo-dara-a-luz-a-dois-filhos-netos-gemeos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/10\/01\/avo-dara-a-luz-a-dois-filhos-netos-gemeos\/","title":{"rendered":"Av\u00f3 dar\u00e1 a luz a dois \"filhos- netos\" g\u00eameos"},"content":{"rendered":"<p>Os jornais e a TV noticiaram que uma m\u00e3e &#8220;emprestou&#8221; seu \u00fatero para que sua filha se tornasse m\u00e3e, j\u00e1 que a mesma n\u00e3o pode engravidar. Em que pese ser este aparentemente um ato de grande caridade, no entanto, a Igreja n\u00e3o o aprova.<\/p>\n<p>Desde 1983 no documento \u201cDonum vitae\u201d (Dom da vida) o Vaticano j\u00e1 se pronunciou claramente contra a insemina\u00e7\u00e3o artificial, mesmo no caso de um casal unido em matrim\u00f4nio, e contra o chamado \u201cempr\u00e9stimo de \u00fatero\u201d.Sobre a insemina\u00e7\u00e3o artificial, o Catecismo da Igreja, citando o documento acima, diz que:<strong> \u201c<\/strong>As t\u00e9cnicas que provocam uma dissocia\u00e7\u00e3o do parentesco, pela interven\u00e7\u00e3o de uma pessoa estranha ao casal (doa\u00e7\u00e3o de esperma ou de \u00f3vulo, empr\u00e9stimo de \u00fatero), s\u00e3o <strong>gravemente desonestas<\/strong>. Estas t\u00e9cnicas (insemina\u00e7\u00e3o e fecunda\u00e7\u00e3o artificiais heter\u00f3logas) lesam o direito da crian\u00e7a de nascer de um pai e uma m\u00e3e conhecidos dela e ligados entre si pelo casamento. Elas traem \u201co direito exclusivo de se tornar pai e m\u00e3e somente um atrav\u00e9s do outro\u201d (Congrega\u00e7\u00e3o da F\u00e9, Instr. DV, 2,1). (Cat. \u00a72376)<\/p>\n<p>O Catecismo ainda esclarece que: \u201cPraticadas entre o casal, essas t\u00e9cnicas (insemina\u00e7\u00e3o e fecunda\u00e7\u00e3o artificiais hom\u00f3logas) s\u00e3o talvez menos claras a um ju\u00edzo imediato, mas continuam <strong>moralmente inaceit\u00e1veis<\/strong>. Dissociam o ato sexual do ato procriador. O ato fundante da exist\u00eancia dos filhos j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um ato pelo qual duas pessoas se doam uma \u00e0 outra, mas um ato que \u201cremete a vida e a identidade do embri\u00e3o para o poder dos m\u00e9dicos e bi\u00f3logos, e instaura um dom\u00ednio da t\u00e9cnica sobre a origem e a destina\u00e7\u00e3o da pessoa humana. Uma tal rela\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o \u00e9 por si contr\u00e1ria \u00e0 dignidade e \u00e0 igualdade que devem ser comuns aos pais e aos filhos\u201d (CDF, instr. DV, II,741,5).<\/p>\n<p>\u201cA procria\u00e7\u00e3o \u00e9 moralmente privada de sua perfei\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria quando n\u00e3o \u00e9 querida como o fruto do ato conjugal, isto \u00e9, do gesto espec\u00edfico da uni\u00e3o dos esposos&#8230; Somente o respeito ao v\u00ednculo que existe entre os significados do ato conjugal e o respeito pela unidade do ser humano permite uma procria\u00e7\u00e3o de acordo com a dignidade da pessoa\u201d (CDF, instr. DV, II,4).(\u00a72377)<\/p>\n<p>O Catecismo da Igreja ainda esclarece que: \u201cO filho n\u00e3o \u00e9 algo devido, mas um dom. O &#8220;dom mais excelente do matrim\u00f4nio&#8221; e uma pessoa humana. O filho n\u00e3o pode ser considerado corno objeto de propriedade, a que conduziria o reconhecimento de um pretenso &#8220;direito ao filho&#8221;. Nesse campo, somente o filho possui verdadeiros direitos: o &#8220;de ser o fruto do ato espec\u00edfico do amor conjugal de seus pais, e tamb\u00e9m o direito de ser respeitado como pessoa desde o momento de sua concep\u00e7\u00e3o&#8221;. (\u00a72378)<\/p>\n<p>A Igreja ensina que \u201ca esterilidade f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 um mal absoluto. Os esposos que, depois de terem esgotado os recursos leg\u00edtimos da medicina, sofrerem de infertilidade unir-se-\u00e3o \u00e0 Cruz do Senhor, fonte de toda fecundidade espiritual. Podem mostrar sua generosidade adotando crian\u00e7as desamparadas ou prestando relevantes servi\u00e7os em favor do pr\u00f3ximo\u201d. (\u00a72379)<\/p>\n<p>Portanto, embora o gesto da av\u00f3 das crian\u00e7as possa parecer de grande caridade, no entanto, contraria a verdade moral; e a Igreja ensina que, segundo S. Tom\u00e1s de Aquino, n\u00e3o se pode fazer o bem por meios maus. Seguindo Santo Agostinho a Igreja ensina que a verdade e a caridade s\u00e3o duas irm\u00e3s que devem acontecer harmoniosamente; n\u00e3o se imponha a verdade sem caridade, mas n\u00e3o se fa\u00e7a caridade contra a verdade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, tal situa\u00e7\u00e3o cria uma realidade constrangedora: quem \u00e9 a m\u00e3e de fato dessas crian\u00e7as; a av\u00f3 ou a m\u00e3e; uma ofereceu os \u00f3vulos e a outra o \u00fatero. Ao mesmo tempo a m\u00e3e seria av\u00f3.<\/p>\n<p>\u00c9 bom lembrar aqui que as crian\u00e7as geradas n\u00e3o t\u00eam qualquer responsabilidade sobre esses fatos e n\u00e3o carregam nenhuma culpa, podendo e devendo receber os sacramentos como uma crian\u00e7a qualquer.<\/p>\n<p>Prof. Felipe Aquino \u2013 <a href=\"http:\/\/www.cleofas.com.br\/\">www.cleofas.com.br<\/a><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jornais e a TV noticiaram que uma m\u00e3e &#8220;emprestou&#8221; seu \u00fatero para que sua filha se tornasse m\u00e3e, j\u00e1 que a mesma n\u00e3o pode engravidar. 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