{"id":4091,"date":"2007-11-03T05:00:39","date_gmt":"2007-11-03T02:00:39","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/11\/03\/6-motivos-para-nao-esquecer-maria\/"},"modified":"2007-11-03T05:00:39","modified_gmt":"2007-11-03T02:00:39","slug":"6-motivos-para-nao-esquecer-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/11\/03\/6-motivos-para-nao-esquecer-maria\/","title":{"rendered":"6 MOTIVOS PARA N\u00c3O ESQUECER MARIA"},"content":{"rendered":"<p><strong><\/p>\n<p><\/strong>\u00a0O ent\u00e3o Cardeal \u00a0Joseph Ratzinger \u2013 Papa Bento XVI \u2013 quando era Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o da F\u00e9, deu uma entrevista ao jornalista cat\u00f3lico Vit\u00f3rio Messori, ( &#8220;Rapporto sulla Fede&#8221;) que foi publicada no Brasil com o t\u00edtulo de \u201cA\u00a0 F\u00e9 em Crise?: o Cardeal Ratzinger se Interroga\u201d (Editora Pedag\u00f3gica e Universit\u00e1ria, EPU, 1985). Entre muitas coisas importantes ensinadas pelo atual Papa, ele coloca seis motivos para n\u00e3o esquecer a Virgem Maria; segundo ele s\u00e3o os pontos nos quais a fun\u00e7\u00e3o da Virgem Maria, de equil\u00edbrio e totalidade se mostra clara para a f\u00e9 cat\u00f3lica; \u00a0\u00e9 o que publicamos a seguir (pg. 77):\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Primeiro Ponto\u00a0<\/p>\n<p>Reconhecer a Maria o lugar que a tradi\u00e7\u00e3o e o dogma lhe atribuem significa permanecer profundamente radicados na cristologia original (Vaticano II: &#8220;A Igreja, pensando nela com piedade filial e contemplando-a \u00e0 luz do Verbo, feito homem, com venera\u00e7\u00e3o penetra mais profundamente no alt\u00edssimo mist\u00e9rio da Encarna\u00e7\u00e3o e vai-se conformando sempre mais ao Seu esposo&#8221;, Lumen Gentium, n\u00ba 65). \u00a0<\/p>\n<p>\u00c9, ali\u00e1s, ao servi\u00e7o direto da f\u00e9 em Cristo, e n\u00e3o, portanto, em primeiro lugar por devo\u00e7\u00e3o \u00e0 M\u00e3e, que a Igreja proclamou os seus dogmas marianos: inicialmente a virgindade perp\u00e9tua e a maternidade divina e, a seguir, ap\u00f3s um longo amadurecimento e reflex\u00e3o, a concei\u00e7\u00e3o sem m\u00e1cula do pecado original e a assun\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u. Esses dogmas servem de amparo \u00e0 f\u00e9 aut\u00eantica em Cristo, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem: duas naturezas em uma s\u00f3 Pessoa. Servem de amparo tamb\u00e9m \u00e0 indispens\u00e1vel tens\u00e3o escatol\u00f3gica, indicando em Maria assunta o destino imortal que a todos n\u00f3s espera. E servem de apoio tamb\u00e9m para a f\u00e9, hoje amea\u00e7ada, em Deus criador que pode livremente intervir tamb\u00e9m sobre a mat\u00e9ria. Este \u00e9, entre outros, um dos significados da hoje e mais do que nunca incompreendida verdade sobre a virgindade perp\u00e9tua de Maria. Numa palavra, como recorda, tamb\u00e9m o Conc\u00edlio: &#8220;Maria, pela Sua participa\u00e7\u00e3o \u00edntima na hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, re\u00fane e reflete, por assim dizer, os dados m\u00e1ximos da f\u00e9&#8221; (Lumen Gentium, n\u00ba 65). \u00a0<\/p>\n<p>Segundo Ponto\u00a0<\/p>\n<p>A mariologia da Igreja sup\u00f5e o justo relacionamento e a necess\u00e1ria integra\u00e7\u00e3o entre B\u00edblia e Tradi\u00e7\u00e3o. Os quatro dogmas marianos t\u00eam o seu claro fundamento na Escritura. Temos aqui como que um germen que cresce e frutifica na vida c\u00e1lida da Tradi\u00e7\u00e3o, assim como se exprime na liturgia, no sentimento do povo fiel e na reflex\u00e3o da teologia guiada pelo Magist\u00e9rio. \u00a0<\/p>\n<p>Terceiro Ponto\u00a0<\/p>\n<p>Precisamente em sua pessoa de jovem hebr\u00e9ia feita M\u00e3e do Messias, Maria une de modo vital e, ao mesmo tempo, insepar\u00e1vel, o antigo e o novo povo de Deus, Israel e o Cristianismo, Sinagoga e Igreja. Ela \u00e9 como que o tra\u00e7o de uni\u00e3o sem o qual a f\u00e9, como acontece hoje, corre o risco de perder o equil\u00edbrio, fazendo com que n\u00f3s recolhamos o Novo Testamento no Antigo, ou que nos desfa\u00e7amos do Antigo. Nela, no entanto, podemos viver a s\u00edntese da Escritura inteira. \u00a0<\/p>\n<p>Quarto Ponto\u00a0<\/p>\n<p>A correta devo\u00e7\u00e3o mariana assegura \u00e0 f\u00e9 a conviv\u00eancia da indispens\u00e1vel &#8220;raz\u00e3o&#8221; com as igualmente indispens\u00e1veis &#8220;raz\u00f5es de cora\u00e7\u00e3o&#8221;, como diria Pascal. Para a Igreja, o homem n\u00e3o \u00e9 apenas nem somente sentimento, [nem s\u00f3 raz\u00e3o] ele \u00e9 a uni\u00e3o dessas duas dimens\u00f5es. A cabe\u00e7a deve refletir com lucidez, mas o cora\u00e7\u00e3o deve poder ser aquecido: a devo\u00e7\u00e3o a Maria &#8220;livre de qualquer falso exagero, mas tamb\u00e9m isenta de uma estreiteza de mente que n\u00e3o considere a singular dignidade da M\u00e3e de Deus&#8221;, como recomenda o Conc\u00edlio, assegura \u00e0 f\u00e9 a sua dimens\u00e3o humana completa. \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Quinto Ponto\u00a0<\/p>\n<p>Para usar exatamente as express\u00f5es do Vaticano II, Maria \u00e9 &#8220;figura&#8221;, &#8220;imagem&#8221; e &#8220;modelo&#8221; da Igreja. Assim, olhando para Ela, a Igreja defende-se daquele modelo machista de que falava antes e que a v\u00ea como instrumento de um programa de a\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-pol\u00edtica. Em Maria, sua figura e modelo, a Igreja reencontra o seu rosto de M\u00e3e, e n\u00e3o pode degenerar em uma involu\u00e7\u00e3o que a transforme em partido, numa organiza\u00e7\u00e3o, num grupo de press\u00e3o ao servi\u00e7o de interesses humanos, ainda que nobil\u00edssimos. Se em certas teologias e eclesiologias Maria n\u00e3o encontra mais lugar, a raz\u00e3o \u00e9 simples: elas reduziram a f\u00e9 a uma abstra\u00e7\u00e3o. E abstra\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem necessidade de M\u00e3e. \u00a0<\/p>\n<p>Sexto Ponto\u00a0<\/p>\n<p>Como seu destino, que \u00e9 ao mesmo tempo de Virgem e M\u00e3e, Maria projeta continuamente luz sobre aquilo que o Criador quis para a mulher de todos os tempos, inclusive o nosso. Ou melhor, sobretudo o nosso, em que, como sabemos, \u00e9 amea\u00e7ada a pr\u00f3pria ess\u00eancia da feminilidade. A Sua Virgindade e a Sua Maternidade enra\u00edzam o mist\u00e9rio da mulher num destino alt\u00edssimo, do qual Ela n\u00e3o pode ser deslocada. Maria \u00e9 a intr\u00e9pida anunciadora do Magnificat, mas \u00e9 tamb\u00e9m aquela que torna fecundo o sil\u00eancio e o escondimento. \u00c9 aquela que n\u00e3o teme ficar ao p\u00e9 da cruz, que, como real\u00e7a v\u00e1rias vezes o evangelista, &#8220;conserva e medita em Seu Cora\u00e7\u00e3o&#8221; o que acontece ao seu redor. Criatura da coragem e da obedi\u00eancia, \u00e9, hoje e sempre, um exemplo para o qual todo o crist\u00e3o, homem e mulher, pode e deve olhar.<br \/>\n<br \/><strong>\u00a0<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p align=\"right\">&nbsp;<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0O ent\u00e3o Cardeal \u00a0Joseph Ratzinger \u2013 Papa Bento XVI \u2013 quando era Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o da F\u00e9, deu uma entrevista ao jornalista cat\u00f3lico Vit\u00f3rio Messori, ( &#8220;Rapporto sulla Fede&#8221;) que foi publicada no Brasil com o t\u00edtulo de \u201cA\u00a0 F\u00e9&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[451],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4091"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4091"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4091\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}