{"id":45,"date":"2007-01-23T08:44:08","date_gmt":"2007-01-23T05:44:08","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/01\/23\/a-perseguicao-religiosa-na-china\/"},"modified":"2007-01-23T08:44:08","modified_gmt":"2007-01-23T05:44:08","slug":"a-perseguicao-religiosa-na-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/01\/23\/a-perseguicao-religiosa-na-china\/","title":{"rendered":"A Persegui\u00e7\u00e3o religiosa na China"},"content":{"rendered":"<p><font face=\"Times New Roman\"><strong><span>O Cardeal Joseph Zen Z\u00e9-kiun, Arcebispo de Hong Kong, narrou em um livro os sofrimentos, mart\u00edrios e persegui\u00e7\u00f5es que a Igreja cat\u00f3lica sofre na China. Aqui voc\u00ea pode ver a introdu\u00e7\u00e3o do livro. \u00c9 lament\u00e1vel que ainda alguns crist\u00e3os tenham a coragem de apoiar os regimes marxistas. <\/span><\/strong><strong><span><\/span><\/strong><\/font><strong><span><br \/>\n<\/span><\/strong><font face=\"Times New Roman\"><span>..<\/span><span><\/span><\/font><span><font face=\"Times New Roman\">Em fevereiro de 2006, quando estava em Roma para ser ordenado Cardeal, celebrei uma missa para os cat\u00f3licos chineses, durante a qual eu disse: \u201cA cor p\u00farpura que estarei usando expressa o desejo do Cardeal espargir o pr\u00f3prio sangue. Mas n\u00e3o \u00e9 o meu pr\u00f3prio sangue que est\u00e1 sendo derramado: \u00e9 o sangue e s\u00e3o as l\u00e1grimas de tantos her\u00f3is an\u00f4nimos que est\u00e3o sofrendo em prol da sua fidelidade \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica\u201d.<br \/>\nDos muitos cat\u00f3licos que foram presos por trinta ou mais anos na China, n\u00e3o foram poucos os que nos deixaram as suas mem\u00f3rias. Muitas dessas mem\u00f3rias foram guardadas por um longo per\u00edodo. Havia motiva\u00e7\u00f5es v\u00e1lidas para se fazer isso: o desejo de n\u00e3o provocar as autoridades pol\u00edticas e colocar nossos irm\u00e3os na f\u00e9 em um perigo ainda maior. Mas deve ser admitido que tamb\u00e9m havia uma esp\u00e9cie de relut\u00e2ncia, inclusive de membros da Igreja Cat\u00f3lica, em denunciarem claramente as persegui\u00e7\u00f5es sofridas sob o regime de Mao. Por muitos anos o Mao\u00edsmo foi exaltado al\u00e9m de todos os limites razo\u00e1veis. Mesmo aqueles que n\u00e3o concordavam com o Mao\u00edsmo n\u00e3o tinham a coragem, ou a liberdade interior, para o denunciarem rompendo os limites ideol\u00f3gicos, talvez para evitar serem contados entre os reacion\u00e1rios.<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">Mas continuar no caminho do sil\u00eancio hoje em dia poderia ser um erro incompreens\u00edvel e imperdo\u00e1vel. Como Jo\u00e3o Paulo II lembrava frequentemente, \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o comemorarmos todos os m\u00e1rtires \u2013 e em particular os m\u00e1rtires do s\u00e9culo vinte \u2013 sob qualquer regime, e sem mais relut\u00e2ncia.<br \/>\nOs confessores e m\u00e1rtires da Igreja da China pertencem ao mundo cat\u00f3lico integral, e \u00e9 nosso dever, bem como nosso direito, apresentar os seus testemunhos de modo que eles possam nutrir a f\u00e9 dos Crist\u00e3os do mundo inteiro.<br \/>\nAcima de tudo, as v\u00edtimas \u2013 ou, talvez melhor, os protagonistas \u2013 daquela \u00e9poca de persegui\u00e7\u00f5es est\u00e3o desaparecendo. N\u00e3o h\u00e1 verdadeiramente nenhuma raz\u00e3o para permanecermos<br \/>\nem sil\u00eancio. Pelo contr\u00e1rio. Eu espero que os jovens sacerdotes e fi\u00e9is chineses recolham dos l\u00e1bios dos anci\u00e3os os relatos de sofrimento e mart\u00edrio que ainda n\u00e3o foram registrados, que est\u00e3o em perigo de desaparecerem para sempre. Acredito que esta \u201ccolheita da mem\u00f3ria\u201d \u00e9 um dos servi\u00e7os que os jovens cat\u00f3licos chineses possam oferecer \u00e0 nossa Igreja, \u00e0 nossa na\u00e7\u00e3o e \u00e0 Igreja Universal.<br \/>\nTemo que este livro, que \u00e9 um dos primeiros do seu tipo, re\u00fana apenas uma fra\u00e7\u00e3o dos testemunhos dispon\u00edveis. Em qualquer caso, a cole\u00e7\u00e3o contida aqui \u00e9 de grande valor humano e espiritual.<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">Como Bispo de Hong Kong, sinto o dever particular de apontar as liga\u00e7\u00f5es entre alguns desses protagonistas e a Igreja de Hong Kong.<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">O Padre Francis Tan Tiande passou 30 anos sob trabalhos for\u00e7ados extremos, marcados pelo frio (a \u2013 40\u00ba Celsius), fome e depress\u00e3o. Ele \u00e9 bem conhecido e amado entre os cat\u00f3licos de Hong Kong, muitos dos quais o visitam na vizinha Cant\u00e3o. Nossa fidelidade \u00e9 continuamente edificada pela sua for\u00e7a e serenidade, que tamb\u00e9m emerge muito claramente do seu di\u00e1rio publicado neste livro.<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">E o Padre John Huang foi sacerdote da diocese de Hong Kong. Passou 25 anos terr\u00edveis em um campo de trabalho no norte da China, sob temperaturas \u00e1rticas. Al\u00e9m de ser padre, sua maior falta era a de ser filho de um pequeno propriet\u00e1rio rural. Durante a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural, a f\u00e1brica para onde foi enviado para trabalhos for\u00e7ados virou um inferno: mais de mil prisioneiros em desespero se assassinaram mutuamente.<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">Os monges do Monast\u00e9rio Trapista de Nossa Senhora da Consola\u00e7\u00e3o (situado em Yangjiping, prov\u00edncia de Hebei) foram os protagonistas da \u201cmarcha da morte\u201d, um extremamente triste calv\u00e1rio.<br \/>\nEm Hong Kong, na Ilha de Lantau, n\u00f3s temos a d\u00e1diva da presen\u00e7a de outros monges do Monast\u00e9rio Trapista de Nossa Senhora de Liesse, tamb\u00e9m na prov\u00edncia de Hebei, que por sua vez tamb\u00e9m foram atingidos pela f\u00faria da persegui\u00e7\u00e3o. O testemunho dos trapistas de Yangjiaping preserva a mem\u00f3ria de um dos mais atrozes atos cometidos pelos comunistas contra a comunidade cat\u00f3lica.<br \/>\nS\u00e3o tamb\u00e9m muito importantes os outros testemunhos inclu\u00eddos nesta cole\u00e7\u00e3o: o do Padre Li Chang, estudante do Semin\u00e1rio de Hong Kong e origin\u00e1rio da prov\u00edncia vizinha de Guangdong, e o de Gertrude Li, cuja autobiografia nos alcan\u00e7ou escondida nos sapatos de um mission\u00e1rio.<br \/>\nO editor tamb\u00e9m me solicitou que acrescentasse a esta introdu\u00e7\u00e3o o meu pr\u00f3prio testemunho direto. Nasci em Shanghai, mas deixei a minha cidade natal em 1948 \u2013 antes do Partido Comunista alcan\u00e7ar o poder \u2013 porque o noviciado dos Salesianos, a ordem a qual perten\u00e7o, era<br \/>\nem Hong Kong. Assim, pessoalmente, gra\u00e7as a Deus, n\u00e3o fui uma v\u00edtima direta do regime. Mas tenho muita familiaridade com os sofrimentos infligidos \u00e0 Igreja na cidade onde nasci.\u00a0\u00a0<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">O epis\u00f3dio mais relevante aconteceu no tr\u00e1gico dia 8 de setembro de 1955, quando a pol\u00edcia efetuou uma gigantesca incurs\u00e3o, aprisionando centenas de cat\u00f3licos \u2013 do Bispo aos sacerdotes, dos catequistas aos fi\u00e9is pertencentes a associa\u00e7\u00f5es religiosas, sobretudo da Legi\u00e3o de Maria. Eles foram levados para o est\u00e1dio de corrida de cachorros, onde o Bispo, o her\u00f3ico Ignatius Gong Pinmei \u2013 nomeado \u201ccardinal in pectore\u201d em 1979 quando ainda estava na pris\u00e3o \u2013 em lugar de renunciar \u00e0 f\u00e9, gritou em meio \u00e0 afli\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos amontoados ali e para o desdenho dos guardas: \u201cVida longa a Cristo Rei! Vida longa ao Papa!\u201d.<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">A Igreja em Shanghai conta d\u00fazias e d\u00fazias de confessores da f\u00e9: padres, religiosos e leigos que morreram na pris\u00e3o por causa dos mau tratos e da fome. Muitos dos padres de Shanghai eram jesu\u00edtas, em virtude da longa presen\u00e7a da Companhia de Jesus na minha cidade. Os atuais Bispos da cidade, Louis Jin e Joseph Fan, tamb\u00e9m s\u00e3o jesu\u00edtas.<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">Havia uma fam\u00edlia de sobrenome Zhu que era particularmente bem conhecida pelos cat\u00f3licos de Shanghai e cuja hist\u00f3ria sensibilizou pessoas ao redor do mundo. A m\u00e3e, chamada Martina, era uma vi\u00fava com oito filhos, dos quais quatro se tornaram padres jesu\u00edtas. Com a exce\u00e7\u00e3o de Michael, que estava em Roma, todos os demais foram aprisionados em 8 de setembro. O filho mais velho, Francis Xavier, j\u00e1 estava havia dois anos preso com trabalhos for\u00e7ados. Martina, chamada pelos cat\u00f3licos de Shanghai de \u201caquela que est\u00e1 aflita\u201d, foi durante quase tr\u00eas anos visitar cada um dos seus filhos nas diferentes pris\u00f5es onde eram mantidos. Ela caminhava a p\u00e9 por quil\u00f4metros para economizar alguns tost\u00f5es que a permitiam levar para eles algumas pequenas lembran\u00e7as. Apesar de ser insultada pelos guardas, encorajava cada um deles para ir em frente, para aceitarem o sofrimento tendo esperan\u00e7a, para preservarem a f\u00e9<br \/>\nem Deus. Finalmente, os seus filhos foram transferidos para campos de trabalho for\u00e7ado em prov\u00edncias distantes. Por mais de vinte anos Martina n\u00e3o os viu. Eles foram libertados apenas no in\u00edcio dos anos 1980 \u2013 mas n\u00e3o Francis Xavier, que morreu na pris\u00e3o em 1983.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">Outra figura de destaque foi o Padre Jesu\u00edta Bede Zhang, uma personalidade bastante conhecida em Shanghai, que foi um dos primeiros a ser preso. O governo esperava convenc\u00ea-lo a persuadir os cat\u00f3licos a se separarem da Igreja e do Papa. Ele sofreu toda sorte de press\u00f5es e, quando ficou claro que ele n\u00e3o seria convencido, passaram para a viol\u00eancia e para a tortura. Os prisioneiros das celas vizinhas frequentemente o ouviam invocar os nomes de Jesus, Maria e Jos\u00e9, e depois ouviam seus gritos de desespero. O Padre Bede faleceu 94 dias depois: foi primeiro m\u00e1rtir da Igreja em Shanghai.<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">Quantas lembran\u00e7as eu tenho dos meus confrades salesianos! Quantos dos salesianos estrangeiros foram expulsos, ainda que n\u00e3o fossem definitivamente \u201cinimigos do povo\u201d, mas, pelo contr\u00e1rio, estavam humilde e generosamente dedicados \u00e0s suas miss\u00f5es. E quantos dos meus confrades chineses foram conduzidos, como ovelhas para o matadouro, para deten\u00e7\u00f5es longas e agonizantes! <\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">\u00c0s vezes eu me pergunto: a Igreja na China ainda \u00e9 perseguida hoje? N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil responder a esta quest\u00e3o com uma resposta curta, porque, como \u00e9 bem sabido, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante complexa. O regime comunista, que \u00e9 o respons\u00e1vel pelos sofrimentos descritos neste livro, ainda est\u00e1 no poder. Apesar de ter rejeitado as pol\u00edticas radicais do Mao\u00edsmo, nunca pediu perd\u00e3o pela viol\u00eancia infligida sobre os crentes, e sobre tantos outros chineses inocentes. <strong>Do ponto de vista pol\u00edtico, a causa determinante da persegui\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os ainda est\u00e1 de p\u00e9: \u00e9 o sistema de partido \u00fanico que tem governado por quase sessenta anos sem interrup\u00e7\u00e3o, sem um mandato ou endosso popular, sem democracia.\u00a0<\/strong><\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">\u00a0 Apesar de certamente n\u00e3o existirem mais persegui\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas e em grande escala como foi no per\u00edodo Mao\u00edsta, de qualquer modo o sofrimento da Igreja Cat\u00f3lica ainda n\u00e3o terminou. As comunidades e bispos da Igreja Oficial, ou \u201caberta\u201d \u2013 a que \u00e9 reconhecida pelo governo \u2013 s\u00e3o submetidos a constantes inspe\u00e7\u00f5es, interfer\u00eancias, abusos e hostilidades. Ent\u00e3o, as comunidades e os l\u00edderes da Igreja Oficial n\u00e3o s\u00e3o enfim livres, como parece a alguns observadores superficiais. Do mesmo modo para as comunidades chamadas de \u201cclandestinas\u201d ou \u201csubterr\u00e2neas\u201d, que se recusam objetivamente a se curvarem \u00e0s pol\u00edticas religiosas do governo, elas est\u00e3o submetidas ao abuso cont\u00ednuo da for\u00e7a e da viol\u00eancia, de forma que n\u00e3o \u00e9 exagerado falar de persegui\u00e7\u00e3o neste caso.<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">Lamentavelmente devo denunciar o fato de que ainda existem algumas d\u00fazias de Bispos, Padres e leigos detidos, sob pris\u00e3o domiciliar ou confinados. H\u00e1 seis irm\u00e3os Bispos dos quais n\u00e3o se ouve falar por alguns anos. Gostaria de mencionar particularmente o Bispo James Su Zhmin, da Diocese de Baoding na prov\u00edncia de Hebei, que desapareceu cerca de dez anos atr\u00e1s. E do seu auxiliar, Francis Na Shuxin, de quem tamb\u00e9m nada se ouve por cerca de nove anos.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">E eu pr\u00f3prio: como os protagonistas deste livro, pergunto a mim mesmo diversas vezes sobre as raz\u00f5es de todo este sofrimento e viol\u00eancia. A nossa f\u00e9 em Deus, apesar d\u2019Ele n\u00e3o nos dar respostas imediatas, permanece a \u00fanica alternativa para preservar a esperan\u00e7a e a for\u00e7a. Enquanto escrevo estas p\u00e1ginas, leio a magn\u00edfica catequese que Bento XVI ofereceu aos fi\u00e9is na quarta-feira, 23 de agosto de 2006. <\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">Comentando o Apocalipse, o Santo Padre nos colocou de frente com a incompar\u00e1vel profundidade do drama das persegui\u00e7\u00f5es contra os disc\u00edpulos de Cristo. Quero concluir esta apresenta\u00e7\u00e3o com as palavras do Papa:<br \/>\n\u201cA hist\u00f3ria permanece indecifr\u00e1vel, incompreens\u00edvel. Ningu\u00e9m a pode ler. Talvez o lamento de Jo\u00e3o perante o mist\u00e9rio de uma hist\u00f3ria t\u00e3o obscura expresse o desencanto das Igrejas da \u00c1sia pelo sil\u00eancio de Deus, na presen\u00e7a das persegui\u00e7\u00f5es a que estavam expostas naquele tempo. \u00c9 um desencanto que claramente reflete a nossa consterna\u00e7\u00e3o perante as s\u00e9rias dificuldade, desentendimentos e hostilidades que a Igreja tamb\u00e9m sofre hoje em v\u00e1rias partes do mundo. Estas s\u00e3o prova\u00e7\u00f5es que decerto a Igreja n\u00e3o merece, assim como Jesus n\u00e3o mereceu a sua tortura. Entretanto, elas revelam tanto a fraqueza do homem, quando ele pr\u00f3prio se abandona \u00e0s tenta\u00e7\u00f5es do dem\u00f4nio, quanto a superior ordena\u00e7\u00e3o dos eventos por parte de Deus. Apesar do Apocalipse de Jo\u00e3o ser impregnado com refer\u00eancias cont\u00ednuas de sofrimento, tribula\u00e7\u00f5es e l\u00e1grimas \u2013 a face escura da hist\u00f3ria \u2013 ele tamb\u00e9m \u00e9 permeado com freq\u00fcentes can\u00e7\u00f5es de ora\u00e7\u00f5es que simbolizam, como s\u00e3o, a face luminosa da hist\u00f3ria. Aqui estamos na presen\u00e7a do t\u00edpico paradoxo crist\u00e3o, de acordo com o qual o sofrimento n\u00e3o \u00e9 nunca visto como a \u00faltima palavra mas, pelo contr\u00e1rio, como uma transi\u00e7\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 felicidade.\u201d<\/font><\/span><font face=\"Times New Roman\"><span>Sim, isto \u00e9 justamente do jeito que \u00e9: as p\u00e1ginas que voc\u00eas v\u00e3o ler n\u00e3o s\u00e3o, em primeiro lugar, p\u00e1ginas de sofrimento e de dor; elas s\u00e3o tamb\u00e9m, e acima de tudo, p\u00e1ginas de alegria. Ao lado de tantos outros, eu tamb\u00e9m posso confirmar as palavras do Santo Padre. Os diversos Bispos, Padres e fi\u00e9is que encontro durante minhas demoradas viagens \u00e0 China s\u00e3o, apesar dos longos e terr\u00edveis per\u00edodos de deten\u00e7\u00e3o, pessoas alegres e serenas. Ningu\u00e9m pode nos tomar a alegria e a beleza de sermos disc\u00edpulos de Jesus.<br \/>\n<\/span><span>.<\/span><\/font><span><br \/>\n<font face=\"Times New Roman\">Hong Kong, 27 de agosto de 2006<\/font><\/span><span><font face=\"Times New Roman\">\u00a0<\/font><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Cardeal Joseph Zen Z\u00e9-kiun, Arcebispo de Hong Kong, narrou em um livro os sofrimentos, mart\u00edrios e persegui\u00e7\u00f5es que a Igreja cat\u00f3lica sofre na China. 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