{"id":49,"date":"2007-01-23T22:37:33","date_gmt":"2007-01-23T19:37:33","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/01\/23\/uniao-sovietica-e-o-atentado-a-joao-paulo-ii\/"},"modified":"2012-05-08T15:55:35","modified_gmt":"2012-05-08T18:55:35","slug":"uniao-sovietica-e-o-atentado-a-joao-paulo-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2007\/01\/23\/uniao-sovietica-e-o-atentado-a-joao-paulo-ii\/","title":{"rendered":"Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e o Atentado a Jo\u00e3o Paulo II"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><span>Mais uma informa\u00e7\u00e3o de peso confirma que o Papa Jo\u00e3o Paulo II foi v\u00edtima de um atentado em 13 de maio de 1981, programado pela extinta (este foi o seu castigo?) Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, comunista. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Quem confirma isto \u00e9 o cardeal polon\u00eas Stanislaw Dziwisz, secret\u00e1rio pessoal do papa durante quase quatro d\u00e9cadas. Esta<\/span><span> <\/span>declara\u00e7\u00e3o consta das mem\u00f3rias do ex-assessor, no seu livro intitulado &#8220;A Life with Karol&#8221; (uma vida com Karol), a ser lan\u00e7ado pela <span> <\/span>editora italiana Rizzoli.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Em um cap\u00edtulo do livro, o Cardeal Dziwisz recorda o 13 de maio de 1981, dia em que o turco Mehmet Ali Agca atirou contra o pont\u00edfice quando este percorria a pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro a bordo de um carro aberto, no in\u00edcio da audi\u00eancia geral realizada semanalmente. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Ele diz que &#8220;Agca era um assassino perfeito&#8221;. O Cardeal estava ao lado do Papa. &#8220;Ele foi enviado pelos que acreditavam que o papa era perigoso, inconveniente, pelos que o temiam.&#8221; <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Na \u00e9poca do ataque, os fatos que se desenrolavam na Pol\u00f4nia, onde nasceu Jo\u00e3o Paulo II, deflagravam um efeito domin\u00f3 que terminaria por levar \u00e0 queda do comunismo no Leste Europeu, em 1989. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O Papa foi um aliado fiel do sindicato polon\u00eas <strong>Solidariedade<\/strong> e, segundo a maior parte dos historiadores, teve um papel fundamental nos eventos que acabaram provocando a queda do Muro de Berlim. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O Cardeal pergunta: &#8220;Como algu\u00e9m n\u00e3o teria pensado no mundo comunista (como estando por tr\u00e1s da tentativa de assassinato)? \u00c9 preciso levar em conta todos os elementos daquele cen\u00e1rio: a elei\u00e7\u00e3o de um papa odiado pelo Kremlin, sua primeira viagem de volta \u00e0 Pol\u00f4nia (como pont\u00edfice, em 1979), o fortalecimento do sindicato Solidariedade (em 1980)&#8221;. &#8220;Tudo n\u00e3o aponta nessa dire\u00e7\u00e3o? Todos os caminhos, mesmo que diferentes, n\u00e3o levam \u00e0 KGB?&#8221;<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span> <\/span><span> <\/span>No ano passado, uma comiss\u00e3o parlamentar de inqu\u00e9rito da It\u00e1lia disse que l\u00edderes da ex-Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica eram os respons\u00e1veis pelo plano e que Agca, um turco que hoje cumpre pena de pris\u00e3o perp\u00e9tua em seu pa\u00eds natal, n\u00e3o agiu sozinho.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O Cardeal Dziwisz tamb\u00e9m descreve como os m\u00e9dicos que operaram o papa estavam convencidos de que ele n\u00e3o resistiria. Jo\u00e3o Paulo considerou que n\u00e3o morreu porque Nossa Senhora de F\u00e1tima o salvou; tanto que no dia 13 de maio do ano seguinte ele foi a F\u00e1tima agradecer pessoalmente a Nossa Senhora e levou a bala do atentado para ser incrustada na Coroa de Nossa Senhora. Ele disse a Michel Frossard: \u201cUm m\u00e3o puxou o gatilho, outra guiou a bala\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span>O Papa Jo\u00e3o Paulo II passar\u00e1 para a hist\u00f3ria como o Pont\u00edfice que contribuiu decisivamente para a queda do comunismo, modelo pol\u00edtico que conheceu pessoalmente porque viveu nele durante mais de tr\u00eas d\u00e9cadas. Desde sua primeira enc\u00edclica, &#8220;Redemptor hominis&#8221;, de 1979, e seu primeiro documento social, o &#8220;Laborem exercens&#8221;, de 1981, ele combateu o comunismo, ao qual criticou por causa do ate\u00edsmo e da persegui\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os, mas tamb\u00e9m pelos aspectos antropol\u00f3gico e sociais, como sistema injusto que alienava a pessoa humana.<\/span><\/p>\n<p><span>A luta do Papa travou-se na sua Pol\u00f4nia, onde o <strong>Sindicato <span> <\/span>Solidariedade<\/strong><\/span><span class=\"noticialink\"> aglutinou o movimento popular contr\u00e1rio ao poder comunista. Os primeiros anos da d\u00e9cada de 80 foram muito dif\u00edceis para a Pol\u00f4nia. O sindicato foi declarado ilegal, seus dirigentes perseguidos e foi proclamada a lei marcial.<\/span><\/p>\n<p><span>O apoio da Igreja e a interven\u00e7\u00e3o direta do Papa foram vitais. Em 1986 acabou a lei marcial e foram libertados os sindicalistas.<\/span><span><br \/>\n<\/span><span class=\"noticialink\">Em 13 de junho de 1987, o ent\u00e3o l\u00edder polon\u00eas, general Wojciech Jaruzelski, foi recebido pelo Papa no Vaticano, e nesse mesmo ano Jo\u00e3o Paulo II voltou, pela terceira vez, \u00e0 sua terra. Em Gdansk, 750.000 pessoas lhe aclamaram. Ali lhes confiou que todos os dias rezava por sua p\u00e1tria e por seus compatriotas e cumprimentou o Solidariedade, no meio da alegria e euforia coletiva.<\/span><\/p>\n<p><span>Segundo os observadores pol\u00edticos, a visita de Jaruzelski ao Vaticano e o ato de Gdansk marcaram o come\u00e7o da derrota do comunismo, primeiro na Pol\u00f4nia e depois em outros pa\u00edses.<\/span><span><br \/>\n<\/span><span class=\"noticialink\">O golpe definitivo viria em janeiro de 1989, quando Solidariedade foi legalizado definitivamente e, em agosto desse mesmo ano, quando o cat\u00f3lico Tadeusz Mazowiecki, que foi assessor do sindicato, chegou ao poder, derrotando os comunistas. <\/span><\/p>\n<p><span>A Pol\u00f4nia foi a primeira pedra do &#8220;efeito domin\u00f3&#8221;. Sua queda arrastou a Hungria, que abriu suas fronteiras e seus cidad\u00e3os fugiram para a \u00c1ustria; depois a Alemanha Oriental, cujos cidad\u00e3os tamb\u00e9m fugiram propiciando em 9 de novembro de 1989 a queda do Muro de Berlim.<\/span><\/p>\n<p><span>Em 1\u00ba de dezembro de 1989, Mikhail Gorbachov cruzou a pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro do Vaticano para o encontro hist\u00f3rico com o Papa. Depois ca\u00edram os regimes da Bulg\u00e1ria, Tchecoslov\u00e1quia, Rom\u00eania e j\u00e1 em agosto de 1991 o da URSS.<\/span><\/p>\n<p><span>Jaruzelski disse do Papa que &#8220;\u00e9 um eslavo que percebeu melhor que outros as realidades de nossa regi\u00e3o, de nossa hist\u00f3ria&#8221;.<\/span><span><br \/>\n<\/span><span> <\/span>Em conversa com o jornalista cat\u00f3lico Vittorio Messori, o Papa Jo\u00e3o Paulo II disse que: <span class=\"noticialink\">&#8220;Seria simplista dizer que a Provid\u00eancia provocou a queda do comunismo. Caiu por si mesmo, como conseq\u00fc\u00eancia de seus pr\u00f3prios erros e abusos. Caiu por si mesmo por causa de sua pr\u00f3pria e inerente fraqueza&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span>O &#8220;triunfo da liberdade&#8221; ficou patente em 1996 durante a viagem que o Papa fez \u00e0 Alemanha unificada. Diante da Porta de Brandeburgo fez um apaixonado chamado, afirmando que n\u00e3o existe liberdade sem verdade, solidariedade e sacrif\u00edcio. <\/span><span>Disse que a porta tinha sido &#8220;pervertida&#8221;, primeiro pelo nazismo, e depois pelo comunismo e acrescentou: &#8220;n\u00e3o apagueis o esp\u00edrito, mantende aberta esta porta para v\u00f3s e todo o mundo&#8221;. <\/span><span>(Fontes: UOL not\u00edcias &#8211; 22.01.2007 \u2013 ROMA, e 02\/04\/2005, <\/span><span class=\"noticialink\">Juan Lara,<\/span><span> <\/span>Cidade do Vaticano, 2 abr (EFE)).<\/p>\n<p class=\"p7\"><span> <\/span>O<strong> <\/strong>jornalista franc\u00eas, Bernard Lecomte, investigou arquivos do Leste europeu e de Paris, e descreveu a hist\u00f3ria da queda do comunismo, pondo em destaque a atividade do Papa Jo\u00e3o Paulo II nessa derrocada. Bernard Lecomte se especializou em assuntos da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e dos pa\u00edses do Leste Europeu. Durante anos fez suas pesquisas em Paris, Moscou, Crac\u00f3via, Praga e Gdansk (Danzig). \u00c9 rep\u00f3rter do<strong> <\/strong>L&#8217;Express e co-autor com Jacques Lesourne, de \u201cLapres \u00adcommunisme de l&#8217;Atlantique a I&#8217;Oural\u201d (O p\u00f3s-comunismo desde o Atl\u00e2ntico at\u00e9 os montes Urais). Escreveu sobre o papel do Papa Jo\u00e3o<sub> <\/sub>Paulo II no combate ao comunismo ateu no livro \u201c<br \/>\nLa Verite&#8217; I\u2019emportera sur le Mensonge\u201d (\u201cA Verdade prevalecer\u00e1 sobre a Mentira\u201d) publicado em 1991 e editado em tradu\u00e7\u00e3o portuguesa em 1993 com o titulo &#8220;O Papa que venceu o Comunismo&#8221; (Editora ASA,<span> <\/span>Lisboa, 358 pp.). \u00c9 obra semelhante a de Bernstein-Pout &#8211; &#8220;Sua Santidade&#8221;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span> <\/span><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma informa\u00e7\u00e3o de peso confirma que o Papa Jo\u00e3o Paulo II foi v\u00edtima de um atentado em 13 de maio de 1981, programado pela extinta (este foi o seu castigo?) Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, comunista. 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