{"id":5251,"date":"2008-02-18T20:20:44","date_gmt":"2008-02-18T17:20:44","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/02\/18\/gravidez-ectopica-ou-tubaria\/"},"modified":"2008-02-18T20:21:55","modified_gmt":"2008-02-18T17:21:55","slug":"gravidez-ectopica-ou-tubaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/02\/18\/gravidez-ectopica-ou-tubaria\/","title":{"rendered":"GRAVIDEZ ECT\u00d3PICA OU TUB\u00c1RIA"},"content":{"rendered":"<h2><\/h2>\n<p><strong>Algumas pessoas t\u00eam me perguntado sobre como\u00a0deve agir o m\u00e9dico no caso de gravidez ect\u00f3pica ou tub\u00e1ria, quando a m\u00e3e corre risco de vida pelo poss\u00edvel rompimento da trompa. Para esclarecer o assunto publicamos abaixo o artigo de D. Estev\u00e3o Bettencourt sobre a quest\u00e3o, publicado em sua Revista\u00a0\u201cPERGUNTE E RESPONDEREMOS\u201d\u00a0(N\u00ba 492 \u2013 Ano 2003 \u2013 P\u00e1g. 279).<\/strong><strong> <\/strong>\u00a0<strong>Prof. Felipe\u00a0Aquino &#8211; <a href=\"http:\/\/www.cleofas.com.br\/\">www.cleofas.com.br<\/a><\/strong><strong> <\/strong><strong><\/p>\n<p align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p><\/strong><strong><\/strong><strong>Em s\u00edntese: <\/strong>A gravidez ect\u00f3pica h\u00e1 de ser tratada \u00e0 luz do princ\u00edpio da causa com duplo efeito: o m\u00e9dico nada faz que mate diretamente a crian\u00e7a, mas extirpa a trompa afetada como extirparia qualquer \u00f3rg\u00e3o afetado, independentemente de estar gr\u00e1vido ou n\u00e3o. Visa \u00e0 sa\u00fade da mulher e tolera a perda da crian\u00e7a \u2013 o que \u00e9 diferente do que se d\u00e1 no caso do aborto (homic\u00eddio direto).\u00a0<\/p>\n<p>A gravidez ect\u00f3pica ou tub\u00e1ria ocorre quando o feto se localiza n\u00e3o no \u00fatero da gestante, mas na trompa de Fal\u00f3pio, causando grave perigo de morte para a mulher.\u00a0<\/p>\n<p>A prop\u00f3sito escreveu a PR um jovem m\u00e9dico rec\u00e9m-formado:\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO problema \u00e9 o seguinte: nos casos em que uma gestante tenha algum problema de sa\u00fade que coloque sua vida em risco, sei que n\u00e3o \u00e9 l\u00edcito provocar aborto. Sei tamb\u00e9m que, por outro lado, \u00e9 l\u00edcito em alguns casos tratar a afec\u00e7\u00e3o da m\u00e3e, mesmo que um efeito colateral n\u00e3o desejado da terapia seja a perda da gesta\u00e7\u00e3o, por exemplo, extirpar um tumor uterino. Chama-se a isto um ato volunt\u00e1rio indireto.\u00a0<\/p>\n<p>Entretanto, n\u00e3o sei o que fazer nos casos em que ocorre gesta\u00e7\u00e3o ect\u00f3pica tub\u00e1ria. Trata-se de uma situa\u00e7\u00e3o em que \u00e9 praticamente imposs\u00edvel a sobreviv\u00eancia do concepto, e em que existe uma chance enorme de rotura da trompa, com morte tanto deste como da m\u00e3e\u201d.\u00a0<\/p>\n<p><strong>QUE DIZER?<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>O missivista distingue sabiamente o aborto propriamente dito e o que alguns autores chamam \u201caborto indireto\u201d.\u00a0<\/p>\n<p><\/strong>O aborto propriamente dito \u00e9 algo que visa a matar diretamente a crian\u00e7a. H\u00e1 v\u00e1rios modos de o fazer, todos conden\u00e1veis, porque s\u00e3o homic\u00eddio. Todavia existem casos em que um\u00a0 procedimento m\u00e9dico destinado a debelar uma mol\u00e9stia da mulher gr\u00e1vida redunda em perda da respectiva prole, \u00c9 o que ocorre com um \u00fatero canceroso e gr\u00e1vido; o m\u00e9dico que deseja tratar da gestante, far\u00e1 o que \u00e9 costume fazer diante de um c\u00e2ncer: extirpar\u00e1 o \u00f3rg\u00e3o canceroso (no caso, o \u00fatero), acelerando o efeito indireto ou a morte da crian\u00e7a. \u2013 Tal opera\u00e7\u00e3o \u00e9 l\u00edcita e justificada pelo princ\u00edpio da causa com duplo efeito, princ\u00edpio que assim se pode enunciar.\u00a0<\/p>\n<p>Existem certas a\u00e7\u00f5es que produzem dois efeitos: um bom e o outro mau. Ora \u00e9 l\u00edcito praticar tais atos desde que se preencham as seguintes condi\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/p>\n<p>1) o efeito bom seja diretamente intencionado; o efeito mau seja apenas tolerado;\u00a0<\/p>\n<p>2) o efeito mau n\u00e3o seja anterior ao efeito bom, pois n\u00e3o se devem cometer males para da\u00ed tirar algum bem. O fim n\u00e3o justifica os meios maus;\u00a0<\/p>\n<p>3) o efeito bom sobrepuje, por seus valores e sua densidade, o efeito mau;\u00a0<\/p>\n<p>4) n\u00e3o haja outro recurso para obter o efeito bom.\u00a0<\/p>\n<p>Tal princ\u00edpio legitima tanto a extra\u00e7\u00e3o do \u00fatero gr\u00e1vido canceroso quanto a extra\u00e7\u00e3o da trompa amea\u00e7ada de fortes hemorragias e ruptura. Em nenhum desses casos o m\u00e9dico realiza algo para matar diretamente a crian\u00e7a, o seu procedimento visa t\u00e3o somente \u00e0 m\u00e3e e \u00e0 terapia que, independentemente da gravidez, lhe deveria ser aplicada.\u00a0<\/p>\n<p>Para maior clareza, notemos bem que este procedimento difere essencialmente daquele outro, em que o m\u00e9dico julga que a presen\u00e7a da crian\u00e7a dificulta o tratamento da m\u00e3e cardiopata, turbeculosa, varicosa&#8230; e, por isto, mata a crian\u00e7a.\u00a0<\/p>\n<p>O missivista tinha, pois, raz\u00e3o ao afirmar a liceidade da extra\u00e7\u00e3o de um tumor no \u00fatero gr\u00e1vido. Estenda seu arrazoado ao caso da gravidez e intervenha de consci\u00eancia tranq\u00fcila, extirpando o mal.\u00a0<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas pessoas t\u00eam me perguntado sobre como\u00a0deve agir o m\u00e9dico no caso de gravidez ect\u00f3pica ou tub\u00e1ria, quando a m\u00e3e corre risco de vida pelo poss\u00edvel rompimento da trompa. Para esclarecer o assunto publicamos abaixo o artigo de D. 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