{"id":6581,"date":"2008-05-19T12:45:57","date_gmt":"2008-05-19T09:45:57","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/05\/19\/o-evangelho-de-felipe\/"},"modified":"2013-08-02T16:51:55","modified_gmt":"2013-08-02T18:51:55","slug":"o-evangelho-de-felipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/05\/19\/o-evangelho-de-felipe\/","title":{"rendered":"O Evangelho de Felipe"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify\">\n<p><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/05\/Manuscrito-do-Evangelho-de-Maria-madalena.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14562\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/05\/Manuscrito-do-Evangelho-de-Maria-madalena.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/a><\/p>\n<div>Em s\u00edntese: O Evangelho de Felipe, ap\u00f3crifo de origem gn\u00f3stica, foi recentemente publicado em portugu\u00eas com os coment\u00e1rios de Jean Yves Leloup. Este autor endossa a tese segundo a qual Jesus se casou com Maria Madalena, n\u00e3o levando em conta o car\u00e1ter n\u00e3o crist\u00e3o do texto gn\u00f3stico; este \u00e9 de data tardia (s\u00e9culo II) e recorre ao pseud\u00f4nimo do Ap\u00f3stolo S\u00e3o Filipe. N\u00e3o h\u00e1 um vest\u00edgio de tal casamento em toda a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u2013 o que j\u00e1 seria suficiente para lan\u00e7ar suspeita sobre a veracidade da hip\u00f3tese apresentada por Leloup.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Foi publicado em portugu\u00eas o texto do ap\u00f3crifo gn\u00f3stico intitulado \u201cO Evangelho de Felipe\u201d1 acompanhado de coment\u00e1rios de Jean-Yves Leloup. Tal ap\u00f3crifo tem sido freq\u00fcentemente citado como portador de not\u00edcias que a Igreja subtraiu ao conhecimento do p\u00fablico, mas que seriam ver\u00eddicas. \u2013 Em vista da import\u00e2ncia de tal escrito no debate teol\u00f3gico, ser\u00e1, a seguir, explanado, levando-se em conta as pondera\u00e7\u00f5es de Leloup.<!--moreContinue lendo...--><\/div>\n<div><\/div>\n<div>1. O Evangelho de Felipe: origem<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na d\u00e9cada de 1940 foi encontrado em nag Hammadi (Egito) um papiro, escrito em l\u00edngua copta e intitulado \u201cO Evangelho de Felipe\u201d. Pertence a um acervo de escritos de origem gn\u00f3stica ou n\u00e3o crist\u00e3. Ter\u00e1 sido escondido este texto num recanto de Nag Hammadi por monges que o queriam salvar da destrui\u00e7\u00e3o que a Igreja oficial lhe infligiria se o tivesse em m\u00e3os; ter\u00e1 sido um escrito proibido, porque d\u00e1 not\u00edcia de um presumido casamento de Jesus com Maria Madalena, not\u00edcia esta envolvida em considera\u00e7\u00f5es \u201cm\u00edsticas\u201d sobre a uni\u00e3o conjugal.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cPode ter acontecido que estes textos se encontrassem amea\u00e7ados n\u00e3o s\u00f3 pela ortodoxia&#8230;, mas talvez tamb\u00e9m pelos monofisitas, chocados por verem certos detalhes lembrar de forma t\u00e3o expl\u00edcita o realismo da encarna\u00e7\u00e3o do Verbo. O corpo que falava era tamb\u00e9m um corpo que amava, e amava n\u00e3o de maneira plat\u00f4nica ou grega, mas com toda a presen\u00e7a sensual e ps\u00edquica do humano b\u00edblico\u201d (ob. Cit., p. 11).<\/div>\n<div>_____________________<\/div>\n<div>1. O Evangelho de Felipe<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Traduzido e comentado por Jean-Yves Leloup. \u2013 Ed. Vozes, Petr\u00f3polis 2006, 183 pp. Comentaremos oportunamente esta tese de Leloup. O manuscrito do Evangelho de Felipe assim descoberto consta de 150 p\u00e1ginas, cada qual com trinta e tr\u00eas e trinta e sete linhas. O texto em pauta deve datar do in\u00edcio do s\u00e9culo IV; \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o copta do original grego, que pode ter sido redigido por volta de 150. Vem a ser uma compila\u00e7\u00e3o de senten\u00e7as atribu\u00eddas a Jesus em estilo sibilino ou obscuro, que se presta a mais de uma interpreta\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2. O Evangelho de Felipe: \u00a0conte\u00fado \u2013 Observa Leloup: \u201cOs temas propostos por esse floril\u00e9gio ou esse colar de p\u00e9rolas, que \u00e9 o Evangelho de Felipe, s\u00e3o numerosos. Cada l\u00f3gion (senten\u00e7a), como cada p\u00e9rola do colar, pode ser uma fonte de luz e exigiria um longo coment\u00e1rio\u201d (ob. cit., p. 21). O comentador real\u00e7a os tr\u00eas seguintes t\u00f3picos:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.1. \u00cdntimo relacionamento de Jesus Cristo com Maria Madalena<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A senten\u00e7a 55 \u00e9 assim concebida: \u201cA companheira do Filho \u00e9 Miryam de Magdala. O Mestre amava Miryam mais que a todos os disc\u00edpulos e beijava-a frequentemente na boca. Os disc\u00edpulos, vendo-o amar dessa forma Miryam, disseram-lhe: \u201cPor que a amas mais que a todos n\u00f3s?\u201d O Mestre lhes respondeu: \u201cPor que pensam que n\u00e3o os amo tanto quanto a ela?\u201d<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O pseudo-Felipe exalta a uni\u00e3o conjugal como algo de sagrado e, por isto, compat\u00edvel com a dignidade do Mestre: \u201cO quarto nupcial \u00e9 o Santo dos Santos&#8230; Esta liberta\u00e7\u00e3o se manifesta no quarto nupcial&#8230; Aqueles que verdadeiramente oram em Jerusal\u00e9m, tu os encontrar\u00e1s somente no Santo dos Santos&#8230; no quarto nupcial\u201d (l\u00f3gion 76). Este \u00e9 o t\u00f3pico que mais interessa aos estudiosos do ap\u00f3crifo em quest\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.2. Ressurrei\u00e7\u00e3o espiritual<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em linguagem obscura Leloup parece negar a realidade da ressurrei\u00e7\u00e3o corporal de Jesus, admitindo apenas a ressurrei\u00e7\u00e3o espiritual. Assim \u00e9 interpretado o l\u00f3gion 21: \u201cAqueles que afirmam que o Senhor morreu primeiro e que depois ressuscitou se enganam pois primeiro Ele ressuscitou e em seguida morreu. Se algu\u00e9m, antes de tudo, n\u00e3o ressuscita, n\u00e3o pode sen\u00e3o morrer. Se j\u00e1 ressuscitou, vive como Deus vivo\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Esta proposi\u00e7\u00e3o condiz com o dualismo gn\u00f3stico, que julga ser a mat\u00e9ria m\u00e1 e o esp\u00edrito bom ontologicamente ou por sua pr\u00f3pria natureza.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>2.3. N\u00e3o-dualidade<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por n\u00e3o-dualidade Leloup entende n\u00e3o haver distin\u00e7\u00e3o n\u00edtida entre o bem e o mal. \u201c\u00c9, sem d\u00favida, imprudente delimitarmos com muita precis\u00e3o os territ\u00f3rios do bem e do mal; um n\u00e3o funciona sem o outro, como o dia n\u00e3o existe sem \u00e0 noite; isto nos conduz tamb\u00e9m \u00e0 par\u00e1bola do joio e do trigo: arrancar um \u00e9 destruir o outro\u201d (ob. cit., p. 21s). Tal afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 depreendida do seguinte l\u00f3gion: \u201cLuz e trevas, vida e morte, direita e esquerda s\u00e3o irm\u00e3os e irm\u00e3s. Se\u00e3o insepar\u00e1veis. Por isto a bondade n\u00e3o \u00e9 apenas boa, a viol\u00eancia violenta, a vida apenas vivificante, a morte apenas mortal\u201d (l\u00f3gion 10).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na verdade, dever-se-ia dizer: o bem e o mal, as trevas e a luz, \u00e0 direita e a esquerda&#8230; s\u00e3o distintos entre si, mas caminham conjuntamente na mesma estrada. Conv\u00e9m recordar a terminologia precisa:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dualismo: dois princ\u00edpios antag\u00f4nicos entre si; o corpo seria mau, o esp\u00edrito seria bom. Tal concep\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 crist\u00e3.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dualidade: dois princ\u00edpios distintos um do outro, mas n\u00e3o antag\u00f4nicos e, sim, complementares; tal \u00e9 o caso de homem e mulher, s\u00e3o distintos um do outro e se complementam mutuamente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Monismo: um s\u00f3 princ\u00edpio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Pergunta-se agora:<\/div>\n<div><\/div>\n<div>3. Que dizer?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O Evangelho de Felipe \u00e9 um texto dif\u00edcil ou obscuro, prestando-se a diversas interpreta\u00e7\u00f5es. O seu comentador Jean-Yves Leloup tamb\u00e9m se ressente da falta de clareza em suas p\u00e1ginas. Como quer que seja, tal ap\u00f3crifo transmite uma n\u00edtida concep\u00e7\u00e3o: Jesus teve relacionamento \u00edntimo com Maria Madalena, ficando insinuado que se casaram. \u00c9 este o ponto que nos interesse considerar mais atentamente: Come\u00e7amos por observar que h\u00e1 dois tipos de ap\u00f3crifos: os de origem crist\u00e3 e os de origem gn\u00f3stica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os de origem crist\u00e3 s\u00e3o o eco daquilo que as comunidades crist\u00e3s pensavam desde os in\u00edcios da hist\u00f3ria da Igreja. Apresentam um Jesus taumaturgo e maravilhoso, completando a seu modo o teor dos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e Jo\u00e3o. N\u00e3o referem especial relacionamento de Jesus com Madalena. Nesses ap\u00f3crifos se encontram dados que a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 aceitou como ver\u00eddicos (ou, ao menos, veross\u00edmeis os nomes dos genitores de Maria SSma. (Joaquim e Ana), a apresenta\u00e7\u00e3o de Maria no Templo aos tr\u00eas anos de idade, o nascimento de Jesus numa gruta entre o boi e o burro, os nomes dos tr\u00eas magos tidos como reis (Gaspar, Belchior e Baltasar), os nomes dos dois ladr\u00f5es (Dimas e Gesta), o nome do soldado que feriu o lado de Jesus com a lan\u00e7a (Longino), o epis\u00f3dio de Ver\u00f4nica, que enxugou o rosto ensanguentado de Jesus&#8230;<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os ap\u00f3crifos de origem gn\u00f3stica n\u00e3o procedem do tronco crist\u00e3o como os anteriores, mas de premissas de escolas dualistas que floresceram nos s\u00e9culos II e III e quiseram apresentar suas concep\u00e7\u00f5es sob a forma de textos b\u00edblicos como se fossem autenticamente crist\u00e3s. Essa literatura \u00e9 muito complexa: assim como ela refere \u00e0 intimidade de Jesus com Madalena, refere tamb\u00e9m a avers\u00e3o \u00e0s mulheres, que se deveriam tornar homens para salvar. Com efeito: em Nag Hammadi, no mesmo lote de manuscritos que continham o \u00a0Evangelho de Felipe, achava-se tamb\u00e9m o Evangelho de Tom\u00e9, que se encerra com o seguinte l\u00f3gion: \u201cSim\u00e3o Pedro disse a eles: \u201cMaria deveria deixar-nos, pois as mulheres n\u00e3o s\u00e3o dignas da vida\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Jesus respondeu: \u201cEu a guiarei para fazer dela um homem, de modo que tamb\u00e9m ela possa tornar-se um esp\u00edrito vivo semelhante a voc\u00eas, homens. Pois toda mulher que se tornar homem entrar\u00e1 no reino do c\u00e9u\u201d. (l\u00f3gion 114).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Percebe-se assim a contradi\u00e7\u00e3o dentro do pr\u00f3prio setor gn\u00f3stico: ora Maria Madalena \u00e9 estimada como mulher \u201ccompanheira\u201d de Jesus, ora \u00e9 rejeitada no que ela tem de feminino e transformada em homem. Tal contradi\u00e7\u00e3o desqualifica a tese do casamento de Jesus.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De resto, em nenhum documento da hist\u00f3ria do Cristianismo aparece vest\u00edgio dessa pretensa uni\u00e3o conjugal do Mestre Divino. Se tal uni\u00e3o fosse uma realidade hist\u00f3rica, n\u00e3o teria permanecido vinte s\u00e9culos oculta pela prepot\u00eancia da Igreja ciosa de dominar, pois \u201ca mentira tem pernas curtas\u201d como se diz em linguagem popular. A Igreja n\u00e3o tem medo da verdade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Notemos outrossim que, ao morrer, Jesus toma provid\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua M\u00e3e, mas n\u00e3o parece estar preocupado com o futuro de Maria Madalena \u2013 o que n\u00e3o seria compreens\u00edvel se houvesse \u00edntimo relacionamento entre o Senhor e Madalena.<\/div>\n<div>Pergunta-se ent\u00e3o: Por que devia Jesus permanecer celibat\u00e1rio?<\/div>\n<div><\/div>\n<div>&#8211; Jesus veio anunciar a entrada do Reino de Deus no tempo dos homens (cf. Mc 1,14). Come\u00e7ou aqui na terra o Definitivo com toda a riqueza de seus dons. A consci\u00eancia disto levou os crist\u00e3os desde a primeira gera\u00e7\u00e3o a abra\u00e7ar a vida uma ou indivisa para se dedicarem totalmente ao Eterno Presente; cf. 1Cor 7, 25-35. O pr\u00f3prio Jesus nos diz que no Reino de Deus consumado n\u00e3o haver\u00e1 casamento, mas ser\u00e3o todos como os anjos de Deus (Mt 22,23-33). Sendo assim, Jesus, como arauto desse Reino, devia ser o primeiro a abra\u00e7ar a vida uma ou indivisa. O celibato \u00e9 o testemunho de que a sede de vida e felicidade do ser humano pode ser satisfeita com bens invis\u00edveis e com a ren\u00fancia aos valores passageiros e, por vezes, ilus\u00f3rios deste mundo. Jesus n\u00e3o foi menos homem pelo fato de n\u00e3o se casar; teve os nobres sentimentos de um cora\u00e7\u00e3o humano; estes, por\u00e9m, eram dirigidos para al\u00e9m dos bens materiais e vis\u00edveis. Muito sabiamente escreveu Saint-Exup\u00e9ry: \u201cO essencial \u00e9 invis\u00edvel\u201d. O celibat\u00e1rio acima, mas ama segundo os par\u00e2metros do Definitivo e Absoluto. \u2013 \u00c9 isto que compete dizer a Jean-Yves Leloup.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Dom Estev\u00e3o Bettencourt, osb<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em s\u00edntese: O Evangelho de Felipe, ap\u00f3crifo de origem gn\u00f3stica, foi recentemente publicado em portugu\u00eas com os coment\u00e1rios de Jean Yves Leloup. 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