{"id":7031,"date":"2014-01-21T11:35:41","date_gmt":"2014-01-21T13:35:41","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/07\/16\/os-martires-do-imperio-romano\/"},"modified":"2014-01-21T14:45:07","modified_gmt":"2014-01-21T16:45:07","slug":"os-martires-do-imperio-romano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2014\/01\/21\/os-martires-do-imperio-romano\/","title":{"rendered":"Os m\u00e1rtires do Imp\u00e9rio Romano"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/07\/inp63.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15210 alignleft\" style=\"margin: 5px\" alt=\"inp63\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/07\/inp63-200x300.jpg\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/07\/inp63-200x300.jpg 200w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/07\/inp63.jpg 264w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a>No Ano de 313 d.C., pelo Edito de Mil\u00e3o, o imperador romano Constantino, convertido ao cristianismo, proibiu a persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os, que come\u00e7ou desde Nero, a partir do ano 67. Os m\u00e1rtires crist\u00e3os sofreram o desterro, deporta\u00e7\u00e3o, trabalhos for\u00e7ados, mortos pela fogueira, feras, lan\u00e7ados ao mar, etc. Isto porque eram considerados como ateus porque n\u00e3o adoravam os deuses do Imp\u00e9rio Romano e n\u00e3o aceitavam queimar incenso a C\u00e9sar, considerado deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No tempo do imperador Maximino Daia, os crist\u00e3os da Palestina, \u00a0em 307, sofreram muitas crueldades: com ferro candente se queimassem os nervos de uma das cochas dos condenados, sofreram golpes que os deixaram mancos e tortos; arrancaram-lhes o<strong> <\/strong>olho direito, cauterizando imediatamente com ferro candente as \u00f3rbitas ensang\u00fcentadas. Em Phaenos esta liberdade redundou em tremendos castigos: os anci\u00e3os, j\u00e1 in\u00fateis, foram decapitados, dois bis\u00adpos, um sacerdote e um leigo que se haviam destacado por sua f\u00e9 foram atirados ao fogo, outros foram enviados para Chipre e para o L\u00edbano; assim desapareceu a pequena igreja da mina de Phaenos (Eus\u00e9bio, De Martyribus Palestinae, 11, 20-23; 23, 1-3.4.9.10). <!--moreContinue lendo...--><strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o Justino, martirizado em 165, diz: &#8220;Cortam-nos a cabe\u00e7a, crucificam-nos, exp\u00f5em-\u00adnos \u00e0s feras, atormentam-nos com cadeias, com o fogo, com os supl\u00edcios mais terr\u00edveis&#8221; (Di\u00e1logo com Trif\u00e3o 110).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tertuliano, falecido em 202, escreve: &#8220;Pendemos da cruz, somos devorados pelas chamas, a espada abre nossas gargantas e as bestas ferozes se lan\u00e7am contra n\u00f3s&#8221; (Apologeticum 31; cf. 12, 50).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o Clemente de Alexandria, falecido em 215, escreveu: &#8220;Diariamente vemos com os nos\u00adsos olhos correr torrentes de sangue de m\u00e1rtires queimados vivos, cruci\u00adficados ou decapitados&#8221; (Stromateis II).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em Roma a morte dos condenados era para o povo um espet\u00e1culo. Dizia o poeta Prud\u00eancio: &#8220;A dor de alguns \u00e9 o prazer de todos&#8221; (Contra Symmachum<strong>\u00a0 <\/strong>II, 11, 26).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Narra o<strong> <\/strong>cronista da morte de S\u00e3o Cipriano, bispo de Cartago, m\u00e1rtir em 258: &#8220;O m\u00e1rtir foi levado ao campo de Sextus, onde ele tirou o manto; colocou-se de joelhos e se prostrou em ora\u00e7\u00e3o a Deus. Depois tirou tamb\u00e9m a dalm\u00e1tica e entregou-a aos seus di\u00e1conos e, revestido de uma t\u00fanica de linho, esperou o carrasco. Ap\u00f3s a chegada deste, Cipriano ordenou aos seus que lhe dessem 25 moedas de ouro. Imediatamente os irm\u00e3os estenderam diante dele pequenas telas e toalhas. A seguir, o mesmo bem-aventurado Cipriano vendou os olhos. Como, por\u00e9m, n\u00e3o pudesse atar as pr\u00f3prias m\u00e3os, um sacerdote e um subdi\u00e1cono lhe prestaram este servi\u00e7o. Assim foi executado o bem-aventurado Cipriano&#8221; (Acta proconsularia S. Cypriani 5).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o Tom\u00e1s Moro (s\u00e9c. XVI), condenado \u00e0 morte por Henrique VIII da Inglaterra, tamb\u00e9m deu ao carrasco 30 moedas de ouro e vendou os pr\u00f3prios olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Morreram decapitados numerosos m\u00e1rtires dos primeiros s\u00e9culos: S\u00e3o Paulo, Fl\u00e1vio Clemente com outros nobres, S\u00e3o Justino e seus dis\u00adc\u00edpulos, o senador Apol\u00f4nio, v\u00e1rios m\u00e1rtires de Li\u00e3o. O Papa Xisto nem sequer foi julgado; surpreendido em flagrante a pregar aos fi\u00e9is na cripta do cemit\u00e9rio de Pretextato, foi decapitado ali mesmo, sentado em sua c\u00e1tedra; quatro di\u00e1conos foram decapitados no mesmo subterr\u00e2neo. Em Lambesa, ap\u00f3s v\u00e1rios dias de execu\u00e7\u00f5es, os carrascos mandaram que os m\u00e1rtires se ajoelhassem em fila e passaram por eles cortando-lhes a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pena do fogo foi aplicada pela primeira vez em 153 ao bispo S\u00e3o Policarpo em Esmirna, Turquia. Era uma pena reservada \u00e0 gente de condi\u00e7\u00e3o inferior; vinha aplica\u00adda sob forma de espet\u00e1culo para o<strong> <\/strong>povo. Acendia-se a fogueira no circo, no est\u00e1dio ou no anfiteatro. O condenado era despojado de suas vestes, que se tornavam propriedade dos seus carrascos. Uma vez despido, era atado a um poste, geralmente com as m\u00e3os levantadas para o<strong> <\/strong>alto, como nos casos de Carpos, Papylos e Agathonice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m da fogueira propriamente dita, havia outros tipos de morte pelo fogo: assim a caldeira de azeite fervente, onde ter\u00e1 sido submerso o<strong> <\/strong>ap\u00f3stolo S. Jo\u00e3o, conforme Tertuliano; tamb\u00e9m a caldeira de betume acesa, na qual morreu Santa Potamiana; a cal viva na qual foram atira\u00addos Ep\u00edmaco e Alexandre sob o<strong> <\/strong>imperador D\u00e9cio; por \u00faltimo, a grelha, que deu morte ao di\u00e1cono S. Louren\u00e7o; este e outros foram assados vivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O supl\u00edcio mais dram\u00e1tico dos m\u00e1rtires crist\u00e3os foi a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s feras perante a multid\u00e3o pag\u00e3. Tal espet\u00e1culo era geralmente reservado para os dias de festa ou alguma solenidade especial. Assim foi atirado \u00e0s feras S. ln\u00e1cio de Antioquia aos 22 de dezembro de 107 por ocasi\u00e3o das festas saturnais, ano em que se celebrou a vit\u00f3ria do imperador Trajano sobre os d\u00e1cios com 123 dias de festa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em Esmirna, o<strong> <\/strong>governador exp\u00f4s \u00e0s feras Germ\u00e2nico e outros dez crist\u00e3os. Os m\u00e1rtires de Li\u00e3o foram expostos no anfiteatro por ocasi\u00e3o das f\u00e9rias de agosto. Provavelmente a proximida\u00adde de alguma celebra\u00e7\u00e3o importante levava os ju\u00edzes a condenar os cris\u00adt\u00e3os \u00e0s feras. \u00c0s vezes, por\u00e9m, era o<strong> <\/strong>pr\u00f3prio povo que gritava: &#8220;Os cris\u00adt\u00e3os aos le\u00f5es!&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quando as feras n\u00e3o chegavam a matar suas v\u00edtimas, os algozes se encarregavam de arrematar o<strong> <\/strong>supl\u00edcio. Tal foi o caso de Perp\u00e9tua, Felicidade e Saturo. Em Cesar\u00e9ia, Adriano, Eubulo e Agapito, depois de passar pelas feras foram degolados (os dois primeiros) e atirado ao mar o terceiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O historiador Eus\u00e9bio foi testemunha ocular de fatos semelhantes. Observa em sua Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica que as feras por vezes pareciam respeitar as testemunhas de Cristo. Assim relata ele a respeito do anfiteatro de Tiro:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Estive presente a este espet\u00e1culo e percebi muito manifesta a assist\u00eancia do Senhor Jesus, de quem os m\u00e1rtires davam testemunho. Os animais vorazes ficavam por muito tempo sem ousar tocar nos corpos dos santos; ao contr\u00e1rio dirigiam toda a sua ira contra os pag\u00e3os que se esfor\u00e7aram por ati\u00e7\u00e1-los. Por vezes lan\u00e7avam-se contra os condenados crist\u00e3os, mas imediatamente recuavam como se fossem recha\u00e7ados por um poder divino. Vi um jovem de vinte anos com os bra\u00e7os em cruz; rezava pela paz sem se mover, aguardando o urso ou o leopardo, que pareciam ferozes, mas que uma for\u00e7a misteriosa detinha. Vi tamb\u00e9m cinco outros crist\u00e3os expostos a um touro bravo; este havia lan\u00e7ado ao ar v\u00e1rios pag\u00e3os; quando ia atirar-se contra os m\u00e1rtires, n\u00e3o podia dar um passo, ainda que provo\u00adcado por um ferro candente. Parecia a m\u00e3o de Deus intervir nestes casos&#8221; (Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica, VIII, 7, 4-6, Ed. Paulus, SP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nunca os m\u00e1rtires lutaram contra as feras. N\u00e3o se conhece caso algum. Deixavam ser atacados sem se defender.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A crucifica\u00e7\u00e3o era considerada pelos romanos como infame, mas foi aplicado com grande freq\u00fc\u00eancia aos crist\u00e3os. Al\u00e9m da crucifix\u00e3o de Jesus, tornou-se famosa a do ap\u00f3stolo S. Pedro; Or\u00edgenes relata que Pedro foi crucificado de cabe\u00e7a para baixo, pois o pr\u00f3prio Pedro pediu, por humildade, que fosse assim fixado \u00e0 cruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Escreve S\u00eaneca, fil\u00f3sofo est\u00f3ico, observando a freq\u00fc\u00eancia deste tipo de morte: &#8220;Vejo cruzes de diversos modos; alguns s\u00e3o levantados na cruz com a cabe\u00e7a para baixo.&#8221; (Consolatio ad Marciam, 20).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/loja.cleofas.com.br\/uma-historia-que-n-o-e-contada.html\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15211\" alt=\"cpa_uma_historia_que_nao_e_ed9\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/07\/cpa_uma_historia_que_nao_e_ed9.jpg\" width=\"168\" height=\"250\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muitos crist\u00e3os sofreram a pena da cruz nos jardins de Nero, como refere T\u00e1cito (Anais XV,<strong> <\/strong>44). Na cruz morreu tamb\u00e9m S\u00e3o Sime\u00e3o, bispo de Jerusal\u00e9m, nos tempos de Trajano. Cem anos mais tarde um pag\u00e3o escrevia ao crist\u00e3o Min\u00facio F\u00e9lix em tom de triunfo: &#8220;Este n\u00e3o \u00e9 o<strong> <\/strong>tempo de adorar a cruz, mas de padec\u00ea-la&#8221; (Jam non sunt adorandae cruces sed subeundae, Octavius 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o Justino, Tertuliano, Clemente de Alexandria falam de crist\u00e3os crucificados, citando os nomes: Cl\u00e1udio, Ast\u00e9rio e Ne\u00f3n, Cal\u00edope, Teodulo, Agr\u00edcola, Tim\u00f3teo e Maura. Eus\u00e9bio refere-se a muitos m\u00e1rtires que morreram crucificados no Egito: &#8220;Foram crucificados como o s\u00e3o os malfeito\u00adres; alguns, com particular crueldade, foram pregados a cruz de cabe\u00e7a para baixo. Assim permaneceram vivos at\u00e9 morrer de fome em seu pat\u00ed\u00adbulo&#8221; (Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica VIII, 8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na Ata do mart\u00edrio dos santos Tim\u00f3teo e Maura, l\u00ea-se que dois c\u00f4njuges crist\u00e3os permaneceram crucifica\u00addos frente a frente e assim ainda viveram nove dias, padecendo, al\u00e9m do mais, o<strong> <\/strong>tormento de uma sede ardent\u00edssima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outro modo de executar os m\u00e1rtires, a partir do final do s\u00e9culo III, era o<strong> <\/strong>afogamento. Eus\u00e9bio narra que em 303, quando foi publicado o primeiro edito de Diocleciano, inumer\u00e1veis crist\u00e3os foram amarrados, levados em bar\u00adcos at\u00e9 alto mar e atirados dentro da \u00e1gua. Em 304 na cidade de Roma dois m\u00e1rtires foram lan\u00e7ados no rio Tibre. Em Cesar\u00e9ia foi afo\u00adgada uma jovem de dezoito anos. Na Pan\u00f4nia o bispo Quirino foi lan\u00e7ado no rio Save com uma pedra de moinho no pesco\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o quase incont\u00e1veis os tipos de supl\u00edcio a que foram submetidos os crist\u00e3os pelo \u00f3dio dos pag\u00e3os. Em Alexandria o<strong> <\/strong>povo enfurecido apedrejou as santas m\u00e1rtires Meta e Quinta e atirou do alto de uma casa o m\u00e1rtir Serapi\u00e3o. Em Roma foram encerrados numa cripta das catacumbas crist\u00e3os que assistiam a MIssa. Em Antioquia cortaram a l\u00edngua do di\u00e1cono Romano; e depois o estrangularam. Dorot\u00e9ia, Gorg\u00f4nio e outros fi\u00e9is foram estrangulados em Nicom\u00e9dia.<strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O historiador Eus\u00e9bio narra que na Ar\u00e1bia mataram v\u00e1rios fi\u00e9is a golpes de machado &#8211; supl\u00edcio este proibido pela lei. Na Capad\u00f3cia, hoje Turquia, mataram crist\u00e3os quebrando-lhes as pernas; em Alexandria cortaram-lhes nariz, orelhas e m\u00e3os. No Ponto enfiaram-lhes espinhos debaixo das unhas e derramaram sobre as v\u00edtimas chumbo derretido. S\u00e3o Cipriano escrevia a um magistrado africano:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">&#8220;Tua ferocidade e tua desumanidade n\u00e3o se contentam com os tormentos habituais; tua maldade \u00e9 engenhosa e inventa novas penas&#8221; (Ad Demetrianum 12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eus\u00e9bio atesta a mesma coisa, referindo-se aos magistrados que inventavam tormentos desconhecidos e pareciam rivalizar entre si pela crueldade. Em certo sentido a lei lhes permitia inventar penas atrozes, pois, segundo um jurista do s\u00e9c. III, a pena capital &#8220;consiste em ser atirado \u00e0s feras, ser decapitado ou padecer outras penas semelhantes&#8221;. Isto significa que qualquer atrocidade inspirada pelo \u00f3dio podia ser aplicada aos crist\u00e3os (ver Marciano, Digesto XLVIII, XIX, 11 \u00a7 3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 impressionante a coragem e a f\u00e9 de mulheres e crian\u00e7as que suportaram heroicamente o mart\u00edrio, quando podiam livrar-se deles com apenas uma pala\u00advra de ren\u00fancia a sua f\u00e9. Deus os assistiu com sua gra\u00e7a. A m\u00e1rtir santa Felicidade, jovem escrava de Cartago, por volta do ano 200, estava no c\u00e1rcere esperando a ,morte; na v\u00e9spera de dar \u00e0 luz, come\u00e7ou a gemer nas dores do parto; ent\u00e3o zombavam dela os carrascos, pondo em d\u00favida que ela fosse capaz de sofrer os ataques das feras. Ao que ela respondeu: &#8216;Agora sou eu que sofro. Em breve por\u00e9m haver\u00e1 em mim um Ou\u00adtro, que padecer\u00e1 por mim, porque eu estarei padecendo por Ele&#8221; (Passio SS. Perpetuae et Felicitatis 15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tertuliano escreveu ao imperador Antonino Pio: \u201cO sangue dos m\u00e1rtires \u00e9 semente de novos crist\u00e3os\u201d. Assim eles venceram o grande Imp\u00e9rio; \u201ca espada curvou-se diante da Cruz de Cristo\u201d. O mundo ocidental se tornou crist\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este artigo foi todo baseado no de D. Estev\u00e3o Bettencurt (Revista PR, N\u00ba 475 &#8211; Ano 2001 &#8211; P\u00e1g. 553), \u201cOs m\u00e1rtires do imp\u00e9rio romano\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Prof. Felipe Aquino<\/strong><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Ano de 313 d.C., pelo Edito de Mil\u00e3o, o imperador romano Constantino, convertido ao cristianismo, proibiu a persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os, que come\u00e7ou desde Nero, a partir do ano 67. 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