{"id":7311,"date":"2008-08-07T14:26:45","date_gmt":"2008-08-07T11:26:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/08\/07\/importante-alerta-do-sr-bispo-de-taubate\/"},"modified":"2008-08-07T14:26:45","modified_gmt":"2008-08-07T11:26:45","slug":"importante-alerta-do-sr-bispo-de-taubate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/08\/07\/importante-alerta-do-sr-bispo-de-taubate\/","title":{"rendered":"IMPORTANTE ALERTA DO SR. BISPO DE TAUBAT\u00c9"},"content":{"rendered":"<p><font face=\"Times New Roman\">MENSAGEM DE DOM CARMO ROHDEN, BISPO DE<br \/>\nTAUBAT\u00c9, \u00c0 PLEN\u00c1RIA DO BRASIL SEM<br \/>\nABORTO &#8211; 29 DE JUNHO DE 2008<\/p>\n<p>Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s em em Cristo,<\/p>\n<p>Estamos aqui reunidos para definir estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o em vista das<br \/>\namea\u00e7as que surgiram contra a vida depois do julgamento da ADIN<br \/>\n3510 pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>Creio que \u00e9 importante contextualizar a magnitude destas amea\u00e7as<br \/>\nantes de definirmos nossas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O que estamos enfrentando n\u00e3o \u00e9 uma tend\u00eancia natural da opini\u00e3o<br \/>\np\u00fablica a favor da cultura da morte, que inclusive no Brasil cresce<br \/>\nvisivelmente em sentido contr\u00e1rio, mas uma nova forma de terrorrismo<br \/>\ninternacional, em que dezenas de milhares de profissionais de alto<br \/>\nn\u00edvel, entre pesquisadores, cientistas sociais, m\u00e9dicos,<br \/>\nadministradores, juristas, politicos e comunicadores executam um<br \/>\ntrabalho coordenado e financiado a n\u00edvel mundial para a execu\u00e7\u00e3o de<br \/>\num meticuloso plano de longo prazo para impor \u00e0 sociedade uma nova<br \/>\nestrutura impregnada pelo que o Santo Padre veio cunhar como a cultura<br \/>\nda morte: o permissivismo sexual, a educa\u00e7\u00e3o sexual liberal, o<br \/>\nhomossexualismo, a introdu\u00e7\u00e3o de modelos aternativos de fam\u00edlia, a<br \/>\ndesagrega\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia tradicional, o aborto, a eutan\u00e1sia, o<br \/>\nsuic\u00eddio assistido e, por \u00faltimo, o pior de todos estes males, a<br \/>\nclonagem humana, de que a experimenta\u00e7\u00e3o com embri\u00f5es \u00e9 apenas o<br \/>\nprimeiro passo para sua introdu\u00e7\u00e3o na sociedade.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento a Am\u00e9rica Latina tem sido um basti\u00e3o de resist\u00eancia<br \/>\ncontra este novo terrorrismo, mais pela sua forma\u00e7\u00e3o<br \/>\npredominantemente crist\u00e3, do que por ter tomado clara consci\u00eancia das<br \/>\ncausas que est\u00e3o patrocinando tais mudan\u00e7as em todo o mundo.<\/p>\n<p>Em todos os pa\u00edses de nosso continente est\u00e3o sendo introduzidos no<br \/>\nsistema escolar novos livros de texto sobre educa\u00e7\u00e3o sexual que<br \/>\nensinam em detalhes todas as t\u00e9cnicas pelas quais os jovens podem<br \/>\nmanter rela\u00e7\u00f5es sexuais entre si mas que, estranhamente, em nenhum<br \/>\nlugar menciona-se sequer a exist\u00eancia do que chamamos de fam\u00edlia e<br \/>\nmatrim\u00f4nio. Estranho que os educadores altamente gabaritados de toda<br \/>\na Am\u00e9rica Latina tenham-se esquecido, quando pretendem ensinar de<br \/>\ncaso pensado sexualidade a toda uma na\u00e7\u00e3o, de mencionar a exist\u00eancia<br \/>\nda fam\u00edlia, \u00e0 qual se ordena a sexualidade. Por\u00e9m o exame das<br \/>\norigens destes textos tem mostrado repetidamente que quando se introduz<br \/>\num livro de um determinado tipo em um pa\u00eds latino americano, logo em<br \/>\nseguida o mesmo tipo de livro \u00e9 introduzido no mesmo ano escolar ou no<br \/>\nseguinte em quase todos os demais pa\u00edses de nosso continente e que<br \/>\nestas obras s\u00e3o elaborados por uma rede de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o<br \/>\ngovernamentais que s\u00e3o financiadas pelas mesmas funda\u00e7\u00f5es americanas<br \/>\nque, com o apoio de nossos governos, financiam a promo\u00e7\u00e3o do aborto<br \/>\nem todo o continente. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel esconder a exist\u00eancia de uma<br \/>\nperversa orquestra\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s destes fatos.<\/p>\n<p>No M\u00e9xico a Suprema Corte local acaba de realizar esta semana a<br \/>\n\u00faltima audi\u00eancia p\u00fablica antes que os ju\u00edzes decidam sobre a<br \/>\nconstitucionalidade da legaliza\u00e7\u00e3o do aborto em todo o pa\u00eds. De<br \/>\nacordo com a decis\u00e3o, o aborto poder\u00e1 tornar-se legal em toda a<br \/>\nna\u00e7\u00e3o, e da\u00ed estender-se a toda a Am\u00e9rica Latina. Os<br \/>\npromotores do aborto, ouvidos na \u00faltima sexta feira, alegaram, tal<br \/>\ncomo j\u00e1 fizeram no Brasil, que o M\u00e9xico assinou compromissos<br \/>\ninternacionais com a ONU pelo qual se obrigou a implantar o aborto em<br \/>\nseu pa\u00eds. O mesmo foi alegado na Col\u00f4mbia pela Suprema Corte<br \/>\nlocal quando legalizou o aborto em 2005 e abriu as portas para a<br \/>\ntotal despenaliza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica. Neste mesmo ano de 2005 nosso<br \/>\ngoverno assinou compromissos similares neste sentido, mas mais<br \/>\nexpl\u00edcitos, com as Na\u00e7\u00f5es Unidas. Desde 1996 a ONU tem<br \/>\nreiterado, praticamente todos os anos, em documentos oficiais, que a<br \/>\ndefesa dos direitos humanos e do direito \u00e0 vida obriga os pa\u00edses da<br \/>\nAm\u00e9rica Latina \u00e0 despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto.<\/p>\n<p>No Uruguay, por orienta\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos brasileiros que trabalham<br \/>\npara as organiza\u00e7\u00f5es Rockefeller, em 2004 o Minist\u00e9rio da<br \/>\nSa\u00fade introduziu um protocolo de aborto seguro, pelo qual os m\u00e9dicos<br \/>\ntanto da rede p\u00fablica como particular s\u00e3o obrigados a ensinar \u00e0s<br \/>\ngestantes que manifestam a inten\u00e7\u00e3o de praticar o aborto sobre como<br \/>\nrealiz\u00e1-lo do modo mais seguro, inclusive receitando-lhe<br \/>\nantibi\u00f3ticos para a fase pr\u00e9 aborto e garantindo-lhe assist\u00eancia<br \/>\nm\u00e9dica para a fase imediatamente p\u00f3s aborto e apontando-lhe atrav\u00e9s<br \/>\nde quais medicamentos poder\u00e3o inici\u00e1-lo em suas pr\u00f3prias<br \/>\nresid\u00eancias do modo mais seguro. J\u00e1 que os m\u00e9dicos n\u00e3o est\u00e3o<br \/>\nfazendo eles mesmos o aborto, o Minist\u00e9rio alega que estes<br \/>\nprofissionais n\u00e3o incorrem no crime de aborto. Poderiam incorrer no<br \/>\nartigo do C\u00f3digo Penal que tipifica a indu\u00e7\u00e3o ao crime, mas neste<br \/>\nponto o Minist\u00e9rio defende-se afirmando que n\u00e3o h\u00e1 indu\u00e7\u00e3o, j\u00e1<br \/>\nque a gestante iria fazer o aborto de qualquer maneira, mas apenas<br \/>\nredu\u00e7\u00e3o de danos, para que pelo menos ela n\u00e3o se mate a si mesma ao<br \/>\npraticar o aborto. Na pr\u00e1tica o protocolo \u00e9 aplicado diversamente<br \/>\nque na teoria. Embora todos os m\u00e9dicos sejam obrigados pelo protocolo<br \/>\na ensinar em detalhes \u00e0s gestantes sobre como abortar, aqueles que<br \/>\nn\u00e3o o querem fazer por enquanto n\u00e3o est\u00e3o sendo molestados. Em<br \/>\ncompensa\u00e7\u00e3o, os que est\u00e3o de acordo est\u00e3o abrindo servi\u00e7os de<br \/>\naconselhamento ao aborto patrocinados pelo poder p\u00fablico. As<br \/>\ngestantes que a\u00ed comparecem e que s\u00e3o ensinadas n\u00e3o s\u00e3o apenas<br \/>\naquelas decididas a fazer um aborto a qualquer custo, mas qualquer<br \/>\npessoa que deseje aprender como praticar um aborto em sua pr\u00f3pria<br \/>\nresid\u00eancia. Tratam-se na verdade de centros de apologia ao crime que<br \/>\nest\u00e3o sendo abertos porque encontrou-se uma brecha no sistema legal.<br \/>\nO sistema est\u00e1 prosperando, no ano passado abriram-se centros em<br \/>\ntodos os principais bairros de Montevid\u00e9u e este ano o sistema est\u00e1<br \/>\nsendo expandido para o interior. Estima-se que cada semana 300<br \/>\nnovas mulheres estejam aprendendo a abortar por meio deste sistema no<br \/>\nUruguay. Como consequencia desta iniciativa, em 2006 o governo<br \/>\ndo Reino Unido instituiu o Fundo de A\u00e7\u00e3o para o Aborto Seguro<br \/>\n(Safe Abortion Action Fund) para expandir a iniciativa uruguaia em<br \/>\ntoda a Am\u00e9rica Latina. A este fundo somaram-se a IPPF e os<br \/>\ngovernos da Su\u00e9cia, Dinamarca, Noruega e Su\u00ed\u00e7a. Em outubro de<br \/>\n2007 foi organizado em Londres um mega congresso para promover a<br \/>\niniciativa a n\u00edvel internacional. Este ano realizou-se em<br \/>\nMontevideu um outro congresso regional com cerca de mil participantes<br \/>\ndos principais pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul para expandir<br \/>\nimediatamente, com o apoio dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e da<br \/>\nIPPF, a iniciativa aos demais pa\u00edses de nosso continente. Cuba,<br \/>\nonde o aborto est\u00e1 legalizado h\u00e1 d\u00e9cadas, foi convencida a<br \/>\nmodificar, at\u00e9 o fim deste ano, os procedimentos de aborto de<br \/>\ncir\u00fargicos para qu\u00edmicos, aparentemente para mostrar tanto Cuba como<br \/>\no Uruguay como vitrines bem sucedidas da nova estrat\u00e9gia aos demais<br \/>\npa\u00edses da Am\u00e9rica Latina. Ao que tudo indica, aproveitando-se de<br \/>\num vazio legal em nossos c\u00f3digos, a redu\u00e7\u00e3o de danos est\u00e1 para<br \/>\ntornar-se a mais nova estrat\u00e9gia das organiza\u00e7\u00f5es transnacionais na<br \/>\ngrande batalha para impor a cultura da morte aos pa\u00edses da Am\u00e9rica<br \/>\nLatina, \u00c1sia e \u00c1frica. Faz-se necess\u00e1rio introduzir o mais<br \/>\nrapidamente poss\u00edvel novas leis que estabele\u00e7am o crime de &#8220;divulgar<br \/>\nou anunciar processo, subst\u00e2ncia ou objeto destinado a provocar<br \/>\naborto, e instruir ou orientar gestante sobre como praticar aborto, ou<br \/>\nprestar-lhe qualquer aux\u00edlio para que o pratique, ainda que sob o<br \/>\npretexto de redu\u00e7\u00e3o de danos&#8221;.<\/p>\n<p>No Equador a Assembl\u00e9ia Constituinte tem feito ouvidos surdos \u00e0<br \/>\npopula\u00e7\u00e3o que tem pedido que a nova Constitui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds reconhe\u00e7a<br \/>\no direito \u00e0 vida desde a concep\u00e7\u00e3o. A Confer\u00eancia Episcopal<br \/>\nEcuatoriana acaba de divulgar uma den\u00fancia segundo a qual, ao<br \/>\ncontr\u00e1rio, os constituintes determinaram no artigo 8 que &#8220;toda<br \/>\npessoa tem direito a decidir quando e quantos filhos ter&#8221;. Este<br \/>\ndireito se oferece como ilimitado e absoluto, sem a cl\u00e1usula<br \/>\ncondicionante do respeito aos direitos estabelecidos nos demais<br \/>\nartigos. A inviolabilidade gen\u00e9rica \u00e0 vida, estabelecida no artigo<br \/>\nprimeiro, d\u00e1 margem ao direito absoluto dos pais, justamente porque<br \/>\nrecusou-se a determinar desde quando \u00e9 inviol\u00e1vel a vida.<br \/>\n&#8220;Qualquer pessoa pode entender&#8221;, concluem os bispos equatorianos,<br \/>\n&#8220;que eleva-se \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de direito a poss\u00edvel decis\u00e3o de<br \/>\nabortar, tomada em qualquer momento da gravidez. O pai e a m\u00e3e do<br \/>\nnascituro, com seu direito a decidir quando querem ter um filho,<br \/>\npoderiam optar por n\u00e3o t\u00ea-lo na v\u00e9spera do parto&#8221;.<\/p>\n<p>No Brasil, v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es, com a coniv\u00eancia do governo<br \/>\nfederal, est\u00e3o preparando o caminho para que seja poss\u00edvel a<br \/>\nlegaliza\u00e7\u00e3o do aborto. Entre elas merece aten\u00e7\u00e3o especial o<br \/>\nIPAS, \u00f3rg\u00e3o documentalmente ligado ao assessoramento e<br \/>\nfinanciamento internacional de cl\u00ednicas de aborto clandestinas, e que<br \/>\nj\u00e1 reconheceu publicamente haver assessorado tecnicamente o<br \/>\nMinist\u00e9rio da Sa\u00fade do Brasil na elabora\u00e7\u00e3o das Normas<br \/>\nT\u00e9cnicas sobre o Aborto Legal publicadas pelo Ministro Humberto<br \/>\nCosta. Al\u00e9m de apoiar o aborto clandestino, fato denunciado<br \/>\nmundialmente pela literatura especializada, o IPAS no Brasil<br \/>\npromove livremente h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada cursos regulares de<br \/>\ncapacita\u00e7\u00e3o em t\u00e9cnicas de aborto provocado em maternidades e<br \/>\nhospitais escolas de praticamente todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o,<br \/>\npara cerca de mil novos m\u00e9dicos por ano.<\/p>\n<p>No Brasil o STF, ao julgar a constitucionalidade das pesquisas com<br \/>\nembri\u00f5es, claramente assentou jurisprud\u00eancia pela qual pode abrir-se<br \/>\no caminho para a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade da<br \/>\ncriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto. V\u00e1rios ministros alegaram que n\u00e3o h\u00e1<br \/>\npersonalidade legal antes do nascimento e que, portanto, embora possa<br \/>\nhaver prote\u00e7\u00e3o \u00e0 vida, n\u00e3o se pode falar em direito \u00e0 vida para o<br \/>\nnascituro. O princ\u00edpio foi aplicado sofisticamente pelos mesmos<br \/>\nministros aos embri\u00f5es congelados n\u00e3o implantados, sob a alega\u00e7\u00e3o<br \/>\nadicional de que estes n\u00e3o seriam vi\u00e1veis e, portanto, n\u00e3o<br \/>\npossuiriam sequer vida em potencial, de onde n\u00e3o faria sentido<br \/>\nproteger uma vida que n\u00e3o existe nem potencialmente. Nossa diocese<br \/>\ndivulgou um extenso documento mostrando que a ci\u00eancia mostra, ao<br \/>\ncontr\u00e1rio, que estes embri\u00f5es s\u00e3o vi\u00e1veis. Estes fatos,<br \/>\nfartamente conhecidos pelo mundo desenvolvido, foram ocultados de tal<br \/>\nmaneira pela imprensa que at\u00e9 mesmo em reuni\u00f5es de m\u00e9dicos, quando<br \/>\nforam comentados os dados deste relat\u00f3rio, a rea\u00e7\u00e3o geral foi de<br \/>\nespanto e assombro. N\u00e3o temos d\u00favida de que est\u00e1 se abrindo no<br \/>\nBrasil, propositalmente, o caminho judicial para a legaliza\u00e7\u00e3o<br \/>\nprogressiva do aborto, como ocorreu nos Estados Unidos e na<br \/>\nCol\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Todos estes ataques somente poder\u00e3o cessar a partir do momento em que<br \/>\nseja reconhecida na Constitui\u00e7\u00e3o a personalidade do nascituro desde o<br \/>\nmomento da fertiliza\u00e7\u00e3o. At\u00e9 que n\u00e3o se defina o nascituro como<br \/>\npessoa, as leis n\u00e3o poder\u00e3o proteg\u00ea-lo. Como poderiam faz\u00ea-lo,<br \/>\nse nem sequer o reconhecem como pessoa?<\/p>\n<p>Pouco adianta, neste sentido que, n\u00e3o se reconhecendo explicitamente<br \/>\na personalidade sen\u00e3o ap\u00f3s o nascimento, reconhe\u00e7a-se a natureza<br \/>\nhumana desde a concep\u00e7\u00e3o, ou que se reconhe\u00e7a a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 vida<br \/>\ndesde a concep\u00e7\u00e3o. Nenhum dos ministros de nosso Supremo<br \/>\nTribunal, inclusive os que durante o julgamento da ADIN 3510<br \/>\nse mostravam a favor do aborto, tiveram dificuldades em reconhecer que<br \/>\na vida se inicia com a fertiliza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o teriam tido tamb\u00e9m<br \/>\ndificuldades em reconhecer que esta vida, que se inicia na<br \/>\nfertiliza\u00e7\u00e3o, seria de natureza humana, j\u00e1 que o que iria nascer do<br \/>\n\u00f3vulo fecundado seria um homem e n\u00e3o uma tartaruga. O problema todo<br \/>\nconsiste em saber se este \u00f3vulo fecundado, j\u00e1 uma vida, e j\u00e1 uma<br \/>\nvida humana, \u00e9 pessoa reconhecida como tal pela lei e pela<br \/>\nConstitui\u00e7\u00e3o. Pois, enquanto a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o reconhecer<br \/>\nexplicitamente a personalidade do nascituro, sua vida poder\u00e1 ser<br \/>\nprotegida como um bem valioso, como poder\u00e1 ser protegida tamb\u00e9m a<br \/>\nvida de um golfinho ou uma tartaruga, mas n\u00e3o como de uma pessoa que<br \/>\ntenha direito inviol\u00e1vel \u00e0 vida.<\/p>\n<p>Pensamos que o movimento a favor da vida deve seriamente estruturar<br \/>\numa estrat\u00e9gia planejada para longo prazo pela qual se possa esclarecer<br \/>\ne preparar o legislativo para reconhecer a personalidade do nascituro<br \/>\ndesde a fertiliza\u00e7\u00e3o. Pensamos tamb\u00e9m que temos uma excelente<br \/>\noportunidade de introduzir, anteriormente a uma emenda constitucional,<br \/>\nestes mesmos conceitos em nossa lei ordin\u00e1ria atrav\u00e9s do recentemente<br \/>\nproposto Estatuto do Nascituro, mais f\u00e1cil de discutir e aprovar do<br \/>\nque uma emenda constitucional, o qual pode declarar, entre outras<br \/>\ncoisas, que a personalidade do nascituro se inicia com a concep\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO trabalho e o reconhecimento de tal disposi\u00e7\u00e3o, ainda que atrav\u00e9s<br \/>\nde uma lei ordin\u00e1ria, representar\u00e1 uma grande parte do caminho j\u00e1<br \/>\naberto e preparado para a finalmente aguardada emenda constitucional.<\/p>\n<p>Deus aben\u00e7oe a todos os aqui presentes. Que o Senhor da vida ilumine<br \/>\nnossos passos nos ajude a defender a vida.<\/p>\n<p>Cordialmente, em Cristo e Maria!<\/p>\n<p>Dom Carmo Jo\u00e3o Rhoden, SCJ<\/p>\n<p>Bispo da Diocese de Taubat\u00e9<\/p>\n<p>Presidente da Comiss\u00e3o Diocesana em Defesa da Vida<\/font><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MENSAGEM DE DOM CARMO ROHDEN, BISPO DE TAUBAT\u00c9, \u00c0 PLEN\u00c1RIA DO BRASIL SEM ABORTO &#8211; 29 DE JUNHO DE 2008 Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s em em Cristo, Estamos aqui reunidos para definir estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o em vista das amea\u00e7as que&#8230;<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":29,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[49],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7311"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/users\/29"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7311"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7311\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}