{"id":7381,"date":"2013-08-15T06:00:29","date_gmt":"2013-08-15T08:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/08\/15\/a-assuncao-de-maria-na-tradicao-da-igreja\/"},"modified":"2013-10-30T09:11:18","modified_gmt":"2013-10-30T11:11:18","slug":"a-assuncao-de-maria-na-tradicao-da-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2013\/08\/15\/a-assuncao-de-maria-na-tradicao-da-igreja\/","title":{"rendered":"A Assun\u00e7\u00e3o de Maria na tradi\u00e7\u00e3o da Igreja"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/08\/180px-Ascens\u00e3o_de_Maria.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13245 alignleft\" style=\"margin: 5px\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/08\/180px-Ascens\u00e3o_de_Maria.jpg\" alt=\"\" width=\"229\" height=\"361\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>1.<\/strong> A perene e coral Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja evidencia o modo como a Assun\u00e7\u00e3o de Maria faz parte do des\u00edgnio divino e est\u00e1 arraigada na singular participa\u00e7\u00e3o de Maria na miss\u00e3o do Filho. J\u00e1 no primeiro mil\u00eanio os autores sagrados se exprimem neste sentido.Testemunhos, na verdade apenas delineados, encontram-se em Santo Ambr\u00f3sio, Santo Epif\u00e2nio e Tim\u00f3teo de Jerusal\u00e9m. S\u00e3o Germano de Constantinopla (733) coloca nos l\u00e1bios de Jesus Cristo, que Se prepara para levar a Sua M\u00e3e para o c\u00e9u, estas palavras: \u201c\u00c9 preciso que onde estou Eu, tamb\u00e9m tu estejas, M\u00e3e insepar\u00e1vel de teu Filho&#8230;\u201d (HomiL 3 in Dormitionem, PG 98, 360).<!--moreContinue lendo...--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m disso, a mesma tradi\u00e7\u00e3o eclesial v\u00ea na maternidade divina a raz\u00e3o fundamental da Assun\u00e7\u00e3o. esta convic\u00e7\u00e3o encontramos um vest\u00edgio interessante em uma narra\u00e7\u00e3o ap\u00f3crifa do s\u00e9culo V, atribu\u00edda ao pseudo-Melit\u00e3o. O autor imagina Cristo que interroga Pedro e os Ap\u00f3stolos sobre a sorte merecida por Maria, e deles obt\u00e9m esta resposta: \u201cSenhor, escolhestes esta Tua serva a fim de que se torne para Ti uma resid\u00eancia imaculada&#8230; Portanto, pareceu-nos justo, a n\u00f3s Teus servos que, assim como Tu reinas na gl\u00f3ria depois de teres vencido a morte, Tu ressuscitas o corpo de Tua M\u00e3e e conduze-a jubilosa contigo ao c\u00e9u\u201d (De transitu V. Mariae, 16 PG 5, 1238). Portanto, pode-se afirmar que a divina maternidade, que tornou o corpo de Maria a resid\u00eancia imaculada do Senhor, se funde com o seu destino glorioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a title=\"Leia tamb\u00e9m o livro: A Sagrada Tradi\u00e7\u00e3o\" href=\"http:\/\/goo.gl\/IVHdt\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13249\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2008\/08\/cpa_escola_da_fe_voli_7ed.jpg\" alt=\"\" width=\"126\" height=\"190\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>2.<\/strong> Num texto rico de poesia, S\u00e3o Germano afirma que \u00e9 o afeto de Jesus pela sua M\u00e3e que exige a presen\u00e7a de Maria no c\u00e9u com o Filho divino: \u201cAssim como uma crian\u00e7a procura e deseja a presen\u00e7a de sua M\u00e3e, e como uma M\u00e3e ama viver em companhia de seu filho, assim tamb\u00e9m para ti, cujo amor materno pelo teu Filho e Deus n\u00e3o deixa d\u00favidas, era conveniente que tu voltasses para Ele. E, em todo o caso, n\u00e3o era por ventura conveniente que este Deus, que provava por ti um amor deveras filial, te tomasse em Sua companhia?(Homil. 1 in Dormitionem, PG 98, 347). Num outro texto, o venerando autor integra o aspecto privado da rela\u00e7\u00e3o entre Cristo e Maria, com a dimens\u00e3o salv\u00edfica da maternidade, afirmando que \u201cera necess\u00e1rio que a M\u00e3e da Vida compartilhasse a habita\u00e7\u00e3o da Vida\u201d (Ibid., PG 98, 348).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>3.<\/strong> Segundo os Padres da Igreja, outro argumento que fundamenta o privil\u00e9gio da Assun\u00e7\u00e3o pode-se deduzir da participa\u00e7\u00e3o de Maria na reden\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Jo\u00e3o Damasceno sublinha a rela\u00e7\u00e3o entre a participa\u00e7\u00e3o na Paix\u00e3o e a sorte gloriosa: \u201cEra necess\u00e1rio que aquela que vira o seu Filho sobre a cruz e recebera em pleno cora\u00e7\u00e3o a espada da dor&#8230; contemplasse este Filho sentado \u00e0 direita do Pai\u201d (Homil. 2, PG 96, 741). \u00c0 luz do Mist\u00e9rio pascal, parece de modo particularmente evidente a oportunidade que, com o Filho, tamb\u00e9m a M\u00e3e fosse glorificada depois da morte. O Conc\u00edlio Vaticano II, recordando na Constitui\u00e7\u00e3o dogm\u00e1tica sobre a Igreja o mist\u00e9rio da Assun\u00e7\u00e3o, chama a aten\u00e7\u00e3o para o privil\u00e9gio da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o: precisamente porque fora \u201cpreservada de toda a mancha de culpa original\u201d (LG, 59), Maria n\u00e3o podia permanecer como os outros homens no estado de morte at\u00e9 ao fim do mundo. A aus\u00eancia do pecado original e a santidade, perfeita desde o primeiro momento da exist\u00eancia, exigiam para a M\u00e3e de Deus a plena glorifica\u00e7\u00e3o da sua alma e do seu corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><a href=\"http:\/\/feedburner.google.com\/fb\/a\/mailverify?uri=ProfFelipeAquino\">Cadastre-se gr\u00e1tis e receba os meus artigos no seu e-mail<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>4.<\/strong> Olhando para o mist\u00e9rio da Assun\u00e7\u00e3o da Virgem \u00e9 poss\u00edvel compreender o plano da Provid\u00eancia divina relativa \u00e0 humanidade: depois de Cristo, Verbo encarnado, Maria \u00e9 a primeira criatura humana que realiza o ideal escatol\u00f3gico, antecipando a plenitude da felicidade, prometida aos eleitos mediante \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o dos corpos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na Assun\u00e7\u00e3o da Virgem, podemos ver tamb\u00e9m a vontade divina de promover a mulher. Em analogia a quanto se verificara na origem do g\u00eanero humano e da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, no projeto de Deus o ideal escatol\u00f3gico devia revelar-se n\u00e3o em um indiv\u00edduo, mas num casal. Por isso, na gl\u00f3ria celeste, ao lado de Cristo ressuscitado h\u00e1 uma mulher ressuscitada, Maria: o novo Ad\u00e3o e a nova Eva, prim\u00edcias da ressurrei\u00e7\u00e3o geral dos corpos da humanidade inteira. Sem d\u00favida, a condi\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica de Cristo e a de Maria n\u00e3o devem ser postas no mesmo plano. Maria, nova Eva, recebeu de Cristo, novo Ad\u00e3o, a plenitude de gra\u00e7a e de gl\u00f3ria celeste, tendo sido ressuscitada pelo poder soberano do Filho mediante o Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>5.<\/strong> Embora sejam sucintas, estas observa\u00e7\u00f5es permitem-nos esclarecer que a Assun\u00e7\u00e3o de Maria revela a nobreza e a dignidade do corpo humano. Diante das profana\u00e7\u00f5es e do aviltamento a que a sociedade moderna n\u00e3o raro submete em particular o corpo feminino, o mist\u00e9rio da Assun\u00e7\u00e3o proclama o destino sobrenatural e a dignidade de cada corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar na Sua gl\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Maria entrou na gl\u00f3ria porque escutou no seu seio virginal e no seu cora\u00e7\u00e3o o Filho de Deus. Olhando para ela, o crist\u00e3o aprende a descobrir o valor do pr\u00f3prio corpo e a preserv\u00e1-lo como templo de Deus, na expectativa da ressurrei\u00e7\u00e3o. A Assun\u00e7\u00e3o, privil\u00e9gio concedido \u00e0 M\u00e3e de Deus, constitui assim um imenso valor para a vida e o destino da humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Papa Jo\u00e3o Paulo II<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>* L&#8217;Osservatore Romano, ed. port.\u00a0 n.28, 12\/07\/1997, pag. 12 (332)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><a title=\"Conhe\u00e7a tamb\u00e9m o livro: A mulher do Apocalipse\" href=\"http:\/\/loja.cleofas.com.br\/a-mulher-do-apocalipse.html\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-14612\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2012\/12\/cpa_mulher_apocalipse_9ed.jpg\" alt=\"\" width=\"169\" height=\"250\" \/><\/a><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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