{"id":7505,"date":"2008-10-08T15:06:25","date_gmt":"2008-10-08T12:06:25","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/10\/08\/a-existencia-do-diabo\/"},"modified":"2012-05-08T15:42:24","modified_gmt":"2012-05-08T18:42:24","slug":"a-existencia-do-diabo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/10\/08\/a-existencia-do-diabo\/","title":{"rendered":"A exist\u00eancia do diabo"},"content":{"rendered":"<p><!--[if gte mso 9]&gt;     Normal   0   21         false   false   false                             MicrosoftInternetExplorer4   --><!--[if gte mso 9]&gt;     --><!--[if !mso]&gt;  st1\\:*{behavior:url(#ieooui) }  --> <!--  \/* Style Definitions *\/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal \t{mso-style-parent:\"\"; \tmargin:0cm; \tmargin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:12.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-fareast-font-family:\"Times New Roman\";} @page Section1 \t{size:595.3pt 841.9pt; \tmargin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; \tmso-header-margin:35.4pt; \tmso-footer-margin:35.4pt; \tmso-paper-source:0;} div.Section1 \t{page:Section1;} --> <!--[if gte mso 10]&gt;   \/* Style Definitions *\/  table.MsoNormalTable \t{mso-style-name:\"Tabela normal\"; \tmso-tstyle-rowband-size:0; \tmso-tstyle-colband-size:0; \tmso-style-noshow:yes; \tmso-style-parent:\"\"; \tmso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; \tmso-para-margin:0cm; \tmso-para-margin-bottom:.0001pt; \tmso-pagination:widow-orphan; \tfont-size:10.0pt; \tfont-family:\"Times New Roman\"; \tmso-ansi-language:#0400; \tmso-fareast-language:#0400; \tmso-bidi-language:#0400;}  --><\/p>\n<p>Audi\u00eancia do Papa Paulo VI do dia 15 de novembro de 1972 &#8211; Alocu\u00e7\u00e3o \u201cLivrai-nos do mal\u201d &#8211; Publicado no L\u2019Osservatore Romano, ed. port. em 24\/11\/1972.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, quais s\u00e3o as maiores necessidades da Igreja?<\/p>\n<p>N\u00e3o deveis considerar a nossa resposta simplista, ou at\u00e9 supersticiosa e irreal: uma das maiores necessidades \u00e9 a defesa daquele mal, a que chamamos Dem\u00f4nio.<\/p>\n<p>Antes de esclarecermos o nosso pensamento, convidamos o vosso a abrir-se \u00e0 luz da f\u00e9 sobre a vis\u00e3o da vida humana, vis\u00e3o que, deste observat\u00f3rio, se alarga imensamente e pene\u00adtra em singulares profundidades. E, para dizer a verdade, o quadro que somos convidados a contemplar com realismo global \u00e9 muito lindo. \u00c9 o quadro da cria\u00e7\u00e3o, a obra de Deus, que o pr\u00f3prio Deus, como espelho exterior da sua sabedoria e do Seu poder, admirou na sua beleza substancial (cf. Gn 1,10 ss.).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 muito interessante o quadro da hist\u00f3ria dram\u00e1tica da humanidade, da qual emerge a da reden\u00e7\u00e3o, a de Cristo, da nossa salva\u00e7\u00e3o, com os seus magn\u00edficos tesou\u00adros de revela\u00e7\u00e3o, de profecia, de santidade, de vida elevada a n\u00edvel sobrenatural, de promessas eternas (cf. Ef 1,10). Se soubermos contemplar este quadro, n\u00e3o poderemos deixar de ficar encantados (Santo Agostinho, Solil\u00f3quios); tudo tem um sentido, tudo tem um fim, tudo tem uma ordem e tudo deixa entrever uma Presen\u00e7a-Transcend\u00eancia, um Pensamento, uma Vida e, finalmente, um Amor, de tal modo que o universo, por aquilo que \u00e9 e por aquilo que n\u00e3o \u00e9, se apresenta como uma prepara\u00e7\u00e3o en\u00adtusiasmante e inebriante para alguma coisa ainda mais bela e mais perfeita (cf. ICor 2,9; Rm 8,19-23). A vis\u00e3o crist\u00e3 do cosmo e da vida \u00e9, portanto, triunfalmente otimista; e esta vis\u00e3o justifica a nossa alegria e o nosso reconhecimento pela vida, motivo por que, celebrando a gl\u00f3ria de Deus, canta\u00admos a nossa felicidade.<\/p>\n<p><strong> Ensinamento B\u00edblico<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Esta vis\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 completa, \u00e9 exata? N\u00e3o nos impor\u00adtamos, porventura com as defici\u00eancias que se encontram no mundo, com o comportamento anormal das coisas em rela\u00ad\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa exist\u00eancia, com a dor, com a morte, com a mal\u00addade, com a crueldade, com o pecado, numa palavra, com o mal? E n\u00e3o vemos quanto mal existe no mundo especialmen\u00adte quanto \u00e0 moral, ou seja, contra o homem e, simultanea\u00admente, embora de modo diverso, contra Deus? N\u00e3o consti\u00adtui isto um triste espet\u00e1culo, um mist\u00e9rio inexplic\u00e1vel? E n\u00e3o somos n\u00f3s, exatamente n\u00f3s, cultores do Verbo, os cantores do Bem, n\u00f3s crentes, os mais sens\u00edveis, os mais perturbados, perante a observa\u00e7\u00e3o e a pr\u00e1tica do mal? Encontramo-lo no reino da natureza, onde muitas das suas manifesta\u00e7\u00f5es, se\u00adgundo nos parece, denunciam a desordem. Depois, encon\u00adtramo-lo no \u00e2mbito humano, onde se manifestam a fraqueza, a fragilidade, a dor, a morte, e ainda coisas piores; observa-se uma dupla lei contrastante, que, por um lado, quereria o bem, e, por outro, se inclina para o mal, tormento este que S\u00e3o Paulo p\u00f5e em humilde evid\u00eancia para demonstrar a necessidade e a felicidade de uma gra\u00e7a salvadora, ou seja, da salva\u00e7\u00e3o trazida por Cristo (Rm 7); j\u00e1 o poeta pag\u00e3o Ovidio tinha denunciado este conflito interior no pr\u00f3prio cora\u00ad\u00e7\u00e3o do homem: \u201cVideo meliora proboque, deteriora sequor\u201d(Ov\u00eddio Met.7, 19). Encontramos o pecado, pervers\u00e3o da liberdade humana e causa profunda da morte, porque \u00e9 um afastamento de Deus, fonte da vida (cf. Rm 5,12) e, tamb\u00e9m, a ocasi\u00e3o e o efeito de uma interven\u00e7\u00e3o, em n\u00f3s e no nosso mundo, de um agente obscuro e inimigo, o Dem\u00f4nio. <em>O mal j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas uma defici\u00eancia, mas uma efici\u00eancia, um ser vivo, espiritual, pervertido e perversor<\/em>. Trata-se de uma realidade terr\u00edvel, misteriosa e medonha.<\/p>\n<p>Sai do \u00e2mbito dos ensinamentos b\u00edblicos e eclesi\u00e1sticos quem se recusa a reconhecer a exist\u00eancia desta realidade; ou melhor, quem faz dela um princ\u00edpio em si mesmo, como se n\u00e3o tivesse, como todas as criaturas, origem em Deus, ou a explica como uma pseudo-realidade, como uma personi\u00adfica\u00e7\u00e3o conceitual e fant\u00e1stica das causas desconhecidas das nossas desgra\u00e7as.<\/p>\n<p>O\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 problema do mal, visto na sua complexidade em rela\u00ad\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa racionalidade, torna-se uma obsess\u00e3o. Constitu\u00ed a maior dificuldade para a nossa compreens\u00e3o religiosa do cosmo. Foi por isso que Santo Agostinho penou durante v\u00e1rios anos: \u201cQuaerebam unde malum, et non erat exitus\u201d, pro\u00adcurava de onde vinha o mal e n\u00e3o encontrava a explica\u00e7\u00e3o. (Confiss\u00f5es, VII,5 ss)<\/p>\n<p>Vejamos, ent\u00e3o, a import\u00e2ncia que adquire a advert\u00eancia do mal para a nossa justa concep\u00e7\u00e3o; \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo quem nos faz sentir esta import\u00e2ncia. Primeiro, no desenvol\u00advimento da hist\u00f3ria, haver\u00e1 quem n\u00e3o recorde a p\u00e1gina, t\u00e3o densa de significado, da tr\u00edplice tenta\u00e7\u00e3o? E ainda, em mui\u00adtos epis\u00f3dios evang\u00e9licos, nos quais o Dem\u00f4nio se encontra com o Senhor e aparece nos seus ensinamentos (cf. Mt 1,43)? E como n\u00e3o haver\u00edamos de recordar que Jesus Cristo, referindo-se tr\u00eas vezes ao Dem\u00f4nio como seu advers\u00e1rio, o qualifica como \u201cpr\u00edncipe deste mundo\u201d (Jo 12,31; 14,30; 16,11)? E a amea\u00e7a desta nociva presen\u00e7a \u00e9 indicada em muitas passagens do Novo Testamento. S\u00e3o Paulo chama-lhe \u201cdeus deste mundo\u201d (2Cor 4,4) e previne-nos contra as lutas ocultas, que n\u00f3s crist\u00e3os devemos travar n\u00e3o s\u00f3 com o Dem\u00f4nio, mas com a sua tremenda pluralidade: \u201cRevesti-vos da armadura de Deus para que possais resistir \u00e0s cila\u00addas do Dem\u00f4nio. Porque n\u00f3s n\u00e3o temos de lutar (s\u00f3) contra a carne e o sangue, mas contra os Principados, contra os Dominadores deste mundo tenebroso, contra os Esp\u00edritos malignos espalhados pelos ares\u201d (Ef 6,11-12).<\/p>\n<p>Diversas passagens do Evangelho dizem-nos que n\u00e3o se trata de um s\u00f3 dem\u00f4nio, mas de muitos (cf. Lc 11,21; Mc 5,9), um dos quais \u00e9 o principal: Satan\u00e1s, que significa o advers\u00e1rio, o inimigo; e, ao lado dele, est\u00e3o muitos outros, todos criaturas de Deus, mas deca\u00eddas, porque rebeldes e condenadas; constituem um mundo misterioso transformado por um drama muito infeliz, do qual conhecemos pouco (cf. DS 800).<\/p>\n<p><strong>O Inimigo Oculto<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>Conhecemos, todavia, muitas coisas deste mundo diab\u00f3\u00adlico, que dizem respeito \u00e0 nossa vida e a toda a hist\u00f3ria humana. O Dem\u00f4nio \u00e9 a origem da primeira desgra\u00e7a da huma\u00adnidade; foi o tentador p\u00e9rfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (cf. Gn 3; Sb 1,24). Com aquela falta de Ad\u00e3o, o Dem\u00f4nio adquiriu um certo poder sobre o homem, do qual s\u00f3 a reden\u00e7\u00e3o de Cristo nos pode libertar.<\/p>\n<p>Trata-se de uma hist\u00f3ria que ainda hoje existe: recorde\u00admos os exorcismo do batismo e as freq\u00fcentes refer\u00eancias da Sagrada Escritura e da Liturgia ao agressivo e opressivo \u201cdom\u00ednio das trevas\u201d (Lc 22,53). Ele \u00e9 o inimigo n\u00famero um, o tentador por excel\u00eancia. Sabemos, portanto, que <em>este ser mesquinho, perturbador, existe realmente<\/em> e que ainda atua com ast\u00facia trai\u00e7oeira; \u00e9 o inimigo oculto que semeia erros e desgra\u00e7as na hist\u00f3ria humana.<\/p>\n<p>Deve-se recordar a significativa par\u00e1bola evang\u00e9lica do trigo e da ciz\u00e2nia, s\u00edntese e explica\u00e7\u00e3o do ilogismo que pare\u00adce presidir \u00e0s nossas contrastantes vicissitudes: \u201cInimicus homo hoc fecit\u201d (Mt 13,2). \u00c9 o assassino desde o princ\u00edpio&#8230; e \u201cpai da mentira\u201d, como o define Cristo (cf. Jo,44-45); \u00e9 o insidiador sofista do equil\u00edbrio moral do homem. Ele \u00e9 o p\u00e9r\u00adfido e astuto encantador, que sabe insinuar-se em n\u00f3s atra\u00adv\u00e9s dos sentidos, da fantasia, da concupisc\u00eancia, da l\u00f3gica ut\u00f3pica, ou de desordenados contatos sociais na realiza\u00e7\u00e3o de nossa obra, para introduzir neles desvios, t\u00e3o nocivos quanto, na apar\u00eancia, conformes \u00e0s nossas estruturas f\u00edsicas ou ps\u00edquicas, ou \u00e0s nossas profundas aspira\u00e7\u00f5es instintivas.<\/p>\n<p>Este cap\u00edtulo, relativo ao Dem\u00f4nio e ao influxo que ele pode exercer sobre cada pessoa, assim como sobre comuni\u00addades, sobre inteiras sociedades, ou sobre acontecimentos, \u00e9 um capitulo muito importante da doutrina cat\u00f3lica, <em>que deve ser estudado novamente<\/em>, dado que hoje o \u00e9 pouco. Algumas pessoas julgam encontrar nos estudos da psican\u00e1\u00adlise ou da psiquiatria, ou em pr\u00e1ticas evang\u00e9licas, no princi\u00adpio da sua vida p\u00fablica, de espiritismo, hoje t\u00e3o difundidas em alguns pa\u00edses, uma compensa\u00e7\u00e3o suficiente. Receia-se cair em velhas teorias manique\u00edstas, ou em divaga\u00e7\u00f5es fan\u00adt\u00e1sticas e supersticiosas. Hoje, algumas pessoas preferem mostrar-se fortes, livres de preconceitos, assumir ares de po\u00adsitivistas, mas depois d\u00e3o cr\u00e9dito a muitas supersti\u00e7\u00f5es de magia ou populares, ou pior, abrem a pr\u00f3pria alma &#8211; a pr\u00f3pria alma batizada, visitada tantas vezes pela presen\u00e7a eu\u00adcar\u00edstica e habitada pelo Esp\u00edrito Santo &#8211; \u00e0s experi\u00eancias licenciosas dos sentidos, \u00e0s experi\u00eancias delet\u00e9rias dos estupefacientes, assim como \u00e0s sedu\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas dos erros na moda, fendas estas por onde o maligno pode facilmente penetrar e alterar a mentalidade humana.<\/p>\n<p>N\u00e3o quer dizer que todo o pecado seja devido diretamente \u00e0 a\u00e7\u00e3o diab\u00f3lica; mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que aquele que n\u00e3o vigia, com certo rigor moral, a si mesmo (cf. Mt 12,45; Ef 6,11), se exp\u00f5e ao influxo do \u201cmysterium iniquita\u00adtis\u201d, ao qual S\u00e3o Paulo se refere (2Ts 2,3-12) e que torna pro\u00adblem\u00e1tica a alternativa da nossa salva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A nossa doutrina torna-se incerta, obscurecida como est\u00e1 pelas pr\u00f3prias trevas que circundam o Dem\u00f4nio. Mas a nossa curiosidade, excitada pela certeza da sua doutrina m\u00faltipla, torna-se legitima com duas perguntas: H\u00e1 sinais da presen\u00e7a da a\u00e7\u00e3o diab\u00f3lica e quais s\u00e3o eles? Quais s\u00e3o os meios de defesa contra um perigo t\u00e3o trai\u00e7oeiro?<\/p>\n<p><strong>A A\u00e7\u00e3o do Dem\u00f4nio<\/strong><\/p>\n<p>A resposta \u00e0 primeira pergunta, requer muito cuidado embora os sinais do Maligno \u00e0s vezes pare\u00e7am tornar-se evi\u00addentes (Tertuliano, Apologia, 23). Podemos admitir a sua atua\u00e7\u00e3o sinistra onde a nega\u00ad\u00e7\u00e3o de Deus se torna radical, sutil ou absurda; onde o engano se revela hip\u00f3crita, contra a evid\u00eancia da verdade; onde o amor \u00e9 anulado por um ego\u00edsmo frio e cruel; onde o nome de Cristo \u00e9 empregado com \u00f3dio consciente e rebel\u00adde (cf. ICor 16,22; 12,3); onde o esp\u00edrito do Evangelho \u00e9 fal\u00adsificado e desmentido; onde o desespero se manifesta como a \u00faltima palavra, etc. Mas \u00e9 um diagn\u00f3stico demasiado amplo e dif\u00edcil, que agora n\u00e3o ousamos aprofundar nem autenticar; que n\u00e3o \u00e9 desprovido de dram\u00e1tico interesse para todos, e ao qual at\u00e9 a literatura moderna dedicou p\u00e1ginas famosas (*). O problema do mal continua a ser um dos maiores e perma\u00adnentes problemas para o esp\u00edrito humano, at\u00e9 depois\u00a0 da res\u00adposta vitoriosa que Jesus Cristo d\u00e1 a respeito dele.<\/p>\n<p>\u201cSabemos &#8211; escreve o evangelista S\u00e3o Jo\u00e3o &#8211; que todo aquele que foi gerado por Deus guarda-o, e o Maligno n\u00e3o o toca\u201d (IJo 5,19).<\/p>\n<p><strong>A Defesa do Crist\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p>A outra pergunta, que defesa, que rem\u00e9dio, h\u00e1 para com\u00adbater a a\u00e7\u00e3o do Dem\u00f4nio, a resposta \u00e9 mais f\u00e1cil de ser for\u00admulada, embora seja dif\u00edcil p\u00f4-la em pr\u00e1tica. Poderemos di\u00adzer que tudo aquilo que nos defende do pecado nos protege, por isso mesmo, contra o inimigo invis\u00edvel. <em>A gra\u00e7a \u00e9 a defesa decisiva<\/em>. A inoc\u00eancia assume um aspecto de fortaleza. E, depois, todos devem recordar o que a pedagogia apost\u00f3li\u00adca simbolizou na armadura de um soldado, ou seja, as virtu\u00addes que podem tornar o crist\u00e3o invulner\u00e1vel (cf. Rm 13,13; Ef 6,11-14-17; lTs 5,8). O crist\u00e3o deve ser militante; deve ser vigilante e forte (lPd 5,8); e algumas vezes, deve recorrer a algum ex\u00e9rcito asc\u00e9tico especial, para afastar determinadas invas\u00f5es diab\u00f3licas; Jesus ensina-o, indicando o rem\u00e9dio \u201cna ora\u00e7\u00e3o e no jejum\u201d (Mc 9,29). E o ap\u00f3stolo indica a linha mestra que se deve seguir: \u201cN\u00e3o te deixes vencer pelo mal; vence o mal com o bem\u201d (Rm 12,21; Mt 13,29).<\/p>\n<p>Conscientes, portanto, das presentes adversidades em que hoje se encontram as almas, a Igreja e o mundo, procurare\u00admos dar sentido e efic\u00e1cia \u00e0 usual invoca\u00e7\u00e3o da nossa ora\u00e7\u00e3o principal: \u201cPai nosso&#8230; livrai-nos do mal\u201d.<\/p>\n<p>Contribua para isso a nossa B\u00ean\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Audi\u00eancia do Papa Paulo VI do dia 15 de novembro de 1972 &#8211; Alocu\u00e7\u00e3o \u201cLivrai-nos do mal\u201d &#8211; Publicado no L\u2019Osservatore Romano, ed. port. em 24\/11\/1972. \u201cAtualmente, quais s\u00e3o as maiores necessidades da Igreja? 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