{"id":7542,"date":"2008-12-02T20:03:40","date_gmt":"2008-12-02T17:03:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/12\/02\/aborto-e-problemas-mentais\/"},"modified":"2008-12-02T20:04:50","modified_gmt":"2008-12-02T17:04:50","slug":"aborto-e-problemas-mentais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2008\/12\/02\/aborto-e-problemas-mentais\/","title":{"rendered":"ABORTO E PROBLEMAS MENTAIS"},"content":{"rendered":"<p>Mais uma pesquisa vem comprovar os males psicol\u00f3gicos que o aborto significa para a mulher que o realiza. V\u00e1rias j\u00e1 mostraram isso.<\/p>\n<p>O jornal \u201cO Estado de S\u00e3o Paulo\u201d publicou (02.dez. 2008) uma noticia dando conta de que \u201cmulheres que fizeram aborto t\u00eam 30% mais chance de terem problemas mentais do que as mulheres que nunca passaram por isso&#8221;. \u00c9 a conclus\u00e3o de uma pesquisa publicada na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica <strong>British Journal of Psychiatry. <\/strong>\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/vidae\/not_vid286567,0.htm\">http:\/\/www.estadao.com.br\/vidae\/not_vid286567,0.htm<\/a><\/p>\n<p>\u00a0\u201cOs pesquisadores, da Universidade de Otago, na Nova Zel\u00e2ndia, dizem que os problemas mentais possivelmente relacionados ao aborto representariam entre 1,5% e 5,5% de todos os problemas mentais verificados nas mulheres\u201d. Eles acompanharam 500 mulheres; e notaram que \u00a0ansiedade e abuso no uso de drogas s\u00e3o os problemas mais comuns verificados em mulheres ap\u00f3s um aborto.<\/p>\n<p>Segundo a publica\u00e7\u00e3o \u201cO estudo n\u00e3o encontrou nenhuma evid\u00eancia de que outros problemas relacionados \u00e0 gravidez possam provocar algum aumento percept\u00edvel de problemas mentais\u201d. O coordenador do estudo foi o Dr. David Fergusson, que acredita que \u201ca conclus\u00e3o da pesquisa pode ter implica\u00e7\u00f5es sobre a decis\u00e3o de se realizar um aborto, j\u00e1 que muitas vezes essa decis\u00e3o se baseia no poss\u00edvel impacto negativo de seguir em frente com uma gravidez indesejada sobre a sa\u00fade mental da mulher\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o dos estudiosos &#8220;claramente estabelece um desafio ao uso de argumentos psiqui\u00e1tricos para justificar o aborto&#8221;, disse ele, em declara\u00e7\u00f5es publicadas pelo di\u00e1rio brit\u00e2nico <strong>The Daily Telegraph<\/strong>.<br \/>\n&#8220;N\u00e3o h\u00e1 nada neste estudo que sugira que a interrup\u00e7\u00e3o de uma gravidez esteja associada com menores riscos de problemas mentais que o nascimento&#8221;, afirmou Fergusson.<\/p>\n<p>Dr. David Fergusson afirma ainda que: &#8220;Para algumas mulheres, o aborto pode ser um evento estressante e traum\u00e1tico que as coloca em um risco modestamente mais elevado de uma s\u00e9rie de problemas mentais comuns.&#8221;\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Outros pesquisadores j\u00e1 chegaram a conclus\u00f5es semelhantes. A <strong>Dra. Wanda Franz<\/strong>, PhD, Professora Associada de Recursos Familiares na <strong>Universidade de West Virginia<\/strong> (USA), no seu trabalho que tem por t\u00edtulo \u201c<strong>What is pos-abortion Syndrome?\u201d, <\/strong>sobre as conseq\u00fc\u00eancias do aborto para a mulher, mostra bem os efeitos psicol\u00f3gicos danosos para a mulher que aborta. Seu trabalho foi traduzido para o portugu\u00eas e foi editado pelos \u201c<strong>Arquivos Brasileiros de Medicina\u201d ( <\/strong>julho de 1995, vol. 69, n\u00ba 7, pp. 359-361).\u00a0<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o os problemas que uma mulher que provocou um aborto deve encarar? Antes de tudo e principalmente, a necessidade de enfrentar a realidade de ter provocado um aborto. A verdade \u00e9 que, quando uma mulher aceita submeter-se a um aborto, ela concorda em <em>assistir \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio filho<\/em>. Esta amarga realidade que ela tem de encarar, \u00e9 exatamente o oposto do que a fam\u00edlia e a sociedade esperam que as mulheres sejam: pacientes, amorosas e maternais. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0<\/p>\n<p>Isso tamb\u00e9m vai contra a realidade biol\u00f3gica da mulher, que \u00e9 preparada especialmente para gerar e cuidar do seu filho ainda n\u00e3o nascido. Assumir o papel de \u201cmatadora\u201d, particularmente de seu pr\u00f3prio filho, sobre o qual ela pr\u00f3pria reconhece a responsabilidade de proteger, \u00e9 extremamente doloroso e dif\u00edcil. O aborto \u00e9 t\u00e3o contr\u00e1rio \u00e0 ordem natural das coisas, que ele automaticamente induz uma sensa\u00e7\u00e3o de culpa na mulher. \u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Os terapeutas t\u00eam observado pavores irracionais e depress\u00f5es ligadas \u00e0s experi\u00eancias abortistas e chamam o problema de\u00a0 <strong>S\u00edndrome p\u00f3s-aborto<\/strong> (SPA). O Dr. Vincent Rue comparou-a \u00e0 <strong>desordem ansiosa p\u00f3s-traum\u00e1tica<\/strong> (DAPT), a qual a comunidade psiqui\u00e1trica reconhece como uma rea\u00e7\u00e3o a longo prazo encontrada nos veteranos da Guerra do Vietnam, que subitamente exibem comportamento patol\u00f3gico anos ap\u00f3s a experi\u00eancia vivida na guerra. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dr. Rue acredita que a SPA \u00e9 uma forma de DAPT. A Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psic\u00f3logos depois de doze anos reconheceu oficialmente a DAPT como uma entidade cl\u00ednica.<\/p>\n<p>\u00a0A terapeuta Terry Selby, americana, \u00a0tamb\u00e9m acredita que cada abordo produz um trauma na mulher. Ela defende que o aborto \u00e9, antes de tudo, um procedimento f\u00edsico, o qual produz um choque no sistema nervoso e que deve provocar um impacto na personalidade da mulher. Al\u00e9m das dimens\u00f5es psicol\u00f3gicas, cada mulher que se submeteu a um aborto deve encarar a morte de seu filho que n\u00e3o nasceu, como uma realidade social, emocional, intelectual e espiritual. \u00a0<\/p>\n<p>Tanto Selby como a Dra. Anne Speckhard trabalharam com mulheres que tentaram ignorar os efeitos do aborto e ambas acreditam que, quanto maior a rejei\u00e7\u00e3o, tanto maior a dor e a dificuldade quando a mulher resolve finalmente enfrentar a realidade da experi\u00eancia abortiva.\u00a0<\/p>\n<p>Como mencionado, Selby acredita que quanto maior a nega\u00e7\u00e3o, mais graves ser\u00e3o as rea\u00e7\u00f5es e mais doloroso ser\u00e1 o tratamento. David Reardon, em seu levantamento de mais 200 mulheres pertencentes ao movimento de <strong>Mulheres Vitimadas pelo Aborto<\/strong> (WEBA), encontra tamb\u00e9m evid\u00eancias, em suas observa\u00e7\u00f5es, de que quanto mais tarde a realidade \u00e9 admitida, mais dif\u00edcil \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o do problema. Assim, a conclus\u00e3o \u00e9 que cada aborto tem efeitos prejudiciais sobre a mulher.\u00a0<\/p>\n<p>Mesmo que a mulher que abortou um filho, venha a ter outros filhos, jamais esquecer\u00e1 aquele que ela n\u00e3o deixou nascer. Isto \u00e9 muito diferente para o pai, o homem, porque ele n\u00e3o gerou este beb\u00ea no seu ventre. N\u00e3o h\u00e1 como a mulher esconder dela este fato; ela sabe; Deus sabe. Cada choro de crian\u00e7a, cada rosto de um beb\u00ea, a faz relembrar o fato triste.\u00a0<\/p>\n<p>Nenhuma criatura \u00e9 t\u00e3o amada nesta terra como o beb\u00ea por parte de sua m\u00e3e; e nenhuma criatura dependente tanto de outra, como o beb\u00ea depende da m\u00e3e. \u00c9 a rela\u00e7\u00e3o humana mais intensa que a humanidade conhece. A m\u00e3e est\u00e1 pronta at\u00e9 a dar a vida por ele. Ali\u00e1s, at\u00e9 com os animais ocorre assim. Se formos brincar com os pintinhos de uma galinha, ela certamente vai defend\u00ea-los, avan\u00e7ando contra n\u00f3s. Nem a cobra mata os seus filhotes&#8230;\u00a0<\/p>\n<p>O Dr. Bernard Nathanson, que chefiou a maior clinica de aborto dos EUA, e que lutou para tornar legal o aborto nos EUA, hoje um defensor da vida, afirma que al\u00e9m das conseq\u00fc\u00eancia psicol\u00f3gicas, h\u00e1 as conseq\u00fc\u00eancias f\u00edsicas do aborto: lacera\u00e7\u00e3o do colo do \u00fatero provocada pelo uso de dilatadores, perfura\u00e7\u00e3o do \u00fatero, hemorragias uterinas, endometrite p\u00f3s-aborto, evacua\u00e7\u00e3o incompleta da cavidade uterina; insufici\u00eancia ou incapacidade do colo uterino, aumento das taxas de cesariana entre outras.\u00a0<\/p>\n<p>Prof. Felipe Aquino \u2013 <a href=\"http:\/\/www.cleofas.com.br\/\">www.cleofas.com.br<\/a>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0<\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma pesquisa vem comprovar os males psicol\u00f3gicos que o aborto significa para a mulher que o realiza. 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