{"id":8101,"date":"2013-01-04T12:09:08","date_gmt":"2013-01-04T14:09:08","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/?p=8101"},"modified":"2013-01-07T12:22:49","modified_gmt":"2013-01-07T14:22:49","slug":"pontos-basicos-da-moral-catolica-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2013\/01\/04\/pontos-basicos-da-moral-catolica-i\/","title":{"rendered":"Pontos b\u00e1sicos da moral cat\u00f3lica - I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2009\/11\/5a38a4eb31d74bf7b8ef68a6b337b4030.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-13324 alignleft\" style=\"margin: 5px\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2009\/11\/5a38a4eb31d74bf7b8ef68a6b337b4030.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"194\" \/><\/a>A Igreja valoriza a ci\u00eancia em todas as suas \u00e1reas, mas n\u00e3o se cansa de afirmar que nem tudo que \u00e9 poss\u00edvel \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 tecnologia realizarem \u00e9 \u00e9tico e moral. O par\u00e2metro de discernimento da Igreja \u00e9 a Lei Natural que Deus colocou de forma permanente e universal nos cora\u00e7\u00f5es e nas consci\u00eancias das pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para a Igreja o que n\u00e3o \u00e9 natural n\u00e3o \u00e9 moral, e deve ser evitado. Especialmente quando a dignidade da vida humana est\u00e1 em jogo, a Igreja levanta a voz, em nome de Deus, para dizer ao homem que tenha prud\u00eancia. O Catecismo da Igreja afirma no \u00a72294, que: \u201c\u00c9 ilus\u00f3rio reivindicar a neutralidade moral da pesquisa cient\u00edfica e de suas aplica\u00e7\u00f5es&#8230;\u201d<!--moreContinue lendo...-->A Igreja sempre estimulou os estudiosos a procurarem pela ci\u00eancia ajudar a vida do homem na terra. Mas o Cristianismo tem uma escala de valores onde o homem, por ser imagem e semelhan\u00e7a de Deus, ocupa um lugar especial, n\u00e3o podendo ser equiparado, em dignidade, a nenhum outro ser vivo. Assim, os resultados da ci\u00eancia devem servir ao homem e respeitar a sua dignidade. Assim, a Igreja defende que a vida humana \u00e9 um dom de Deus, sobre o qual o cientista n\u00e3o t\u00eam dom\u00ednio absoluto; ela deve nascer e desenvolver-se n\u00e3o em laborat\u00f3rio, nem como fruto de recursos t\u00e9cnicos, mas como fruto direto do relacionamento pessoal entre esposo e esposa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2013\/01\/05\/pontos-basicos-da-moral-catolica-ii\/#more-8103\" target=\"_blank\">Clique aqui e leia a continua\u00e7\u00e3o (Pontos b\u00e1sicos da moral cat\u00f3lica &#8211; II)<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O desejo do progresso da ci\u00eancia parece \u00e0s vezes insaci\u00e1vel a alguns homens e mulheres de hoje. Em parte, o orgulho humano, o desejo de ser Prometeu (um rival de Deus) est\u00e1 na base de muitas tentativas da ci\u00eancia sem compromisso com a\u00a0 consci\u00eancia moral. A ci\u00eancia e a t\u00e9cnica n\u00e3o s\u00e3o fins; s\u00e3o meios para engrandecer o homem, para que ele viva melhor, mas a ci\u00eancia e a t\u00e9cnica n\u00e3o podem servir ao orgulho ou deleite do pesquisador, ou mesmo ser fonte de enriquecimento, em preju\u00edzo para a dignidade do homem. A ci\u00eancia deve trabalhar para o homem, e n\u00e3o contra o homem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a title=\"Conhe\u00e7a o livro: A Moral Cat\u00f3lica\" href=\"http:\/\/goo.gl\/2CmtI\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-13325\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/files\/2009\/11\/cpa_a_moral_catolica_4ed.jpg\" alt=\"\" width=\"144\" height=\"220\" \/><\/a>O emprego da ci\u00eancia contra o homem tem sua causa no abandono de Deus. Michel Foucault, conhecido fil\u00f3sofo, observa que a \u201cmorte de Deus\u201d gera a morte do homem: \u201cEm nossos dias&#8230; n\u00e3o \u00e9 tanto a aus\u00eancia ou a morte de Deus que \u00e9 afirmada, mas o fim do homem&#8230;; descobre-se ent\u00e3o que a morte de Deus e o \u00faltimo homem est\u00e3o estreitamente ligados\u201d (Les mots et les choses 1967, p. 369).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um personagem de Dostoiewisky, no livro &#8220;Irm\u00e3os Karamazov&#8221;, declara que &#8220;se Deus n\u00e3o existe, tudo \u00e9 permitido&#8221;, pois a morte p\u00f5e fim a tudo. A sociedade atual, que quer negar Deus, vive, neste triste ambiente, de desconfian\u00e7a, inseguran\u00e7a, ego\u00edsmo e desespero, desembocando, na viol\u00eancia, nas drogas, nos desvios sexuais, na desesperan\u00e7a, e no profundo vazio existencial que leva \u00e0 depress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A ci\u00eancia moderna \u00e9 produto genu\u00edno de uma vis\u00e3o judaico-crist\u00e3 do mundo e tem sua fonte de inspira\u00e7\u00e3o na B\u00edblia.<br \/>\nA vis\u00e3o pag\u00e3 do mundo \u00e9 a de um escravizante ciclo de nascimento-morte-renascimento, sem in\u00edcio nem fim, uma vis\u00e3o c\u00edclica, onde a ci\u00eancia n\u00e3o conseguia fazer progresso. Foi justamente a vis\u00e3o do cosmos, progressiva, derivada da doutrina crist\u00e3, que deu margem ao crescimento da ci\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Paulo VI afirmou que \u201ca ci\u00eancia \u00e9 soberana em seu campo, mas escrava com respeito ao homem\u201d. Por isso, devemos rejeitar a no\u00e7\u00e3o falsa de uma ci\u00eancia livre dos valores morais, ou a neutralidade moral da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e de suas aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para que o leitor conhe\u00e7a alguns posicionamentos da Igreja no campo Moral, apresento em seguida alguns itens do Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica sobre este assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O fil\u00f3sofo romano C\u00edcero j\u00e1 dizia, e sua Rep\u00fablica, que: \u201cExiste sem d\u00favida uma verdadeira lei: \u00e9 a reta raz\u00e3o. Conforme \u00e0 natureza, difundida em todos os homens, ela \u00e9 imut\u00e1vel e eterna; suas ordens chamam ao dever; suas proibi\u00e7\u00f5es afastam do pecado.(&#8230;) \u00c9 um sacril\u00e9gio substitu\u00ed-la por uma lei contr\u00e1ria; \u00e9 proibido n\u00e3o aplicar uma de suas disposi\u00e7\u00f5es; quanto a ab-rog\u00e1-la inteiramente, ningu\u00e9m tem a possibilidade de faz\u00ea-lo\u201d (Rep. 3, 22, 33).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Igreja n\u00e3o tem d\u00favida em afirmara que: \u201cA lei natural \u00e9 imut\u00e1vel, permanece atrav\u00e9s da hist\u00f3ria. As regras que a exprimem s\u00e3o substancialmente sempre v\u00e1lidas. Ela \u00e9 uma base necess\u00e1ria para a edifica\u00e7\u00e3o das regras morais e para a lei civil (\u00a71979). Esta Lei, que de modo especial est\u00e1 retratada nos Dez Mandamentos, exprime o sentido moral original, que permite ao homem discernir, pela raz\u00e3o, o que \u00e9 o bem e o mal, a verdade e a mentira.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><a href=\"http:\/\/feedburner.google.com\/fb\/a\/mailverify?uri=ProfFelipeAquino\">Cadastre-se gr\u00e1tis e receba os meus artigos no seu e-mail<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como disse o Papa Le\u00e3o XIII: \u201cA lei natural se acha escrita e gravada na alma de todos e cada um dos homens porque ela \u00e9 a raz\u00e3o humana ordenando fazer o bem e proibindo pecar. (&#8230;) Mas esta prescri\u00e7\u00e3o da raz\u00e3o n\u00e3o poderia ter for\u00e7a de lei se n\u00e3o fosse a voz e o int\u00e9rprete de uma raz\u00e3o mais alta, a qual nosso esp\u00edrito nossa liberdade devem submeter-se\u201d (Le\u00e3o XIII, enc. Libertas praestantissimum).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino dizia que: \u201cA lei natural outra coisa n\u00e3o \u00e9 sen\u00e3o a luz da intelig\u00eancia posta em n\u00f3s por Deus. Por ela conhecemos o que se deve fazer e o que se deve evitar. Esta luz ou esta lei, deu-a Deus \u00e0 cria\u00e7\u00e3o\u201d (Decem praec. 1). Com base nisso a Igreja ensina que: \u201cPresente no cora\u00e7\u00e3o de cada homem e estabelecida pela raz\u00e3o, a lei natural \u00e9 universal em seus preceitos, e sua autoridade se estende a todos os homens. Ela exprime a dignidade da pessoa e determina a base de seus direitos e de seus deveres fundamentais (Cat. \u00a71956).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Santo Agostinho exclamava: \u201cO roubo \u00e9 certamente punido por vossa lei, Senhor, e pela lei escrita no cora\u00e7\u00e3o do homem e que nem mesmo a iniq\u00fcidade consegue apagar\u201d (Confiss\u00f5es, 2,4,9). Portanto, h\u00e1 uma lei natural imut\u00e1vel (GS,10) e permanente atrav\u00e9s das varia\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria. As regras que a exprimem permanecem substancialmente v\u00e1lidas. Mesmo que algu\u00e9m negue at\u00e9 os seus princ\u00edpios, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel destru\u00ed-la nem arranc\u00e1-la do cora\u00e7\u00e3o do homem; \u00e9 obra do Criador, e que fornece os fundamentos s\u00f3lidos em cima dos quais pode o homem construir o edif\u00edcio das regras morais que orientar\u00e3o suas op\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com base na lei natural S\u00e3o Tom\u00e1s dizia que: \u201cN\u00e3o se pode justificar uma a\u00e7\u00e3o m\u00e1, embora feita com boa inten\u00e7\u00e3o\u201d (Decem. prec. 6). O fim n\u00e3o justifica os meios. O ato moralmente bom sup\u00f5e, ao mesmo tempo, a bondade do objeto, da finalidade e das circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, a Igreja, \u201ccoluna e sustent\u00e1culo da verdade\u201d (1Tm 3,15), recebeu dos Ap\u00f3stolos o mandamento de Cristo de pregar a verdade da salva\u00e7\u00e3o. Por isso, diz o C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico: \u201cCompete \u00e0 Igreja anunciar sempre e por toda parte os princ\u00edpios morais, mesmo referentes \u00e0 ordem social, e pronunciar-se a respeito de qualquer quest\u00e3o humana, enquanto o exigirem os direitos fundamentais da pessoa ou a salva\u00e7\u00e3o das almas\u201d (c\u00e2n. 747,2)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Prof. Felipe Aquino<\/strong><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja valoriza a ci\u00eancia em todas as suas \u00e1reas, mas n\u00e3o se cansa de afirmar que nem tudo que \u00e9 poss\u00edvel \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 tecnologia realizarem \u00e9 \u00e9tico e moral. 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