{"id":9940,"date":"2012-02-15T14:39:48","date_gmt":"2012-02-15T11:39:48","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/?p=9940"},"modified":"2012-10-31T16:26:19","modified_gmt":"2012-10-31T18:26:19","slug":"o-que-e-a-teologia-da-libertacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/felipeaquino\/2012\/02\/15\/o-que-e-a-teologia-da-libertacao\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Em face da condena\u00e7\u00e3o de um livro de Jon Sobrinho, um dos te\u00f3logos l\u00edderes da teologia da liberta\u00e7\u00e3o, pela Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o da Doutrina da F\u00e9, do Vaticano, a discuss\u00e3o sobre esta teologia voltou a campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Um grupo de te\u00f3logos desta linha acaba de publicar um livro contestando a a\u00e7\u00e3o do Vaticano e do Papa. S\u00e3o eles: Marcelo Barros, Leonardo Boff, Te\u00f3filo Cabestrero, Oscar Campana, V\u00edctor Codina, Jos\u00e9 Comblin , Confer de Nicaragua, Lee Cormie, Eduardo de la Serna, Jos\u00e9 Estermann, Benedito Ferraro, Eduardo Frades, Luis Arturo Garcia D\u00e1valos, Ivone Gebara, Eduardo Hoornaert, Diego Irarr\u00e1zavaI, Jung Mo Sung, Paul Kmitter, Jo\u00e3o Batista Lib\u00e2nio, Mar\u00eda y Jos\u00e9 Ignacio L\u00f3pez Vigil, Carlos Mesters, Ricardo Renshaw, Jean Richard, Pablo Richard, Luis Rivera P\u00e1gan, Jos\u00e9 S\u00e1nchez, Stefan Silber, Ezequiel Silva, Afonso M\u00aa Lig\u00f3rio Soares, Jos\u00e9 Sols, Paulo Suess, Luiz Carlos Susin, Faustino Teixeira, Tissa Balasuriya, e Jos\u00e9 Mar\u00eda Vigil.<br \/>\nA Associa\u00e7\u00e3o Ecum\u00eanica de Te\u00f3logos\/as do Terceiro Mundo\u00a0 Mundo publicou o livro \u201cBajar de la cruz a los pobres: cristolog\u00eda de la liberaci\u00f3n\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muitos perguntam, o que \u00e9 afinal, esta teologia da liberta\u00e7\u00e3o? Vou responder esta pergunta com a resposta que deu a ela a autoridade da Igreja Cat\u00f3lica; o Cardeal Joseph Ratzinguer, escolhido pelo Papa Jo\u00e3o Paulo II, em 1981, para ser o Prefeito da Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o da Doutrina da F\u00e9; aquela que est\u00e1 encarregada de cuidar da &#8220;s\u00e3 doutrina&#8221; (1Tm1,10; 4,6; Tt1,9; 2,1;2,7; 2Tm4,3), que com tanta \u00eanfase S\u00e3o Paulo recomendava a Tim\u00f3teo e a Tito. Hoje o ent\u00e3o Cardeal Ratzinger \u00e9 o Papa Bento XVI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A teologia da liberta\u00e7\u00e3o surgiu, mais especificamente, na Am\u00e9rica Latina, na d\u00e9cada de 60, e ganhou adeptos principalmente nas Comunidades Eclesiais de Base. A partir dos anos 80 pudemos sentir mais de perto a sua a\u00e7\u00e3o. Foi ent\u00e3o que o Cardeal Ratzinger, escreveu um importante artigo intitulado \u201cEu vos explico a teologia da liberta\u00e7\u00e3o\u201d (Revista PR,n. 276, set-out, 1984, pp354-365), onde deixou claro todo o seu perigo. Analisando este artigo, D.Estev\u00e3o Bettencourt, afirma: &#8220;O autor\u00a0 mostra\u00a0 que a teologia da liberta\u00e7\u00e3o n\u00e3o trata apenas de desenvolver a \u00e9tica social crist\u00e3 em vista da situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica da Am\u00e9rica Latina, mas revolve todas as concep\u00e7\u00f5es do Cristianismo: doutrina da f\u00e9, constitui\u00e7\u00e3o da Igreja, Liturgia, catequese, op\u00e7\u00f5es morais, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as afirma\u00e7\u00f5es, o ent\u00e3o Cardeal Prefeito diz:<br \/>\n&#8220;A gravidade da teologia da liberta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 avaliada\u00a0 de modo suficiente;\u00a0 n\u00e3o entra em nenhum esquema de heresia at\u00e9 hoje existente; \u00e9 a subvers\u00e3o radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela&#8221;. (os grifos s\u00e3o meus)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA teologia da liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma nova vers\u00e3o do Cristianismo, segundo o racionalismo do te\u00f3logo protestante Rudolf Bultmann, e do marxismo, usando &#8220;a seu modo&#8221;, uma linguagem teol\u00f3gica e at\u00e9 dogm\u00e1tica, pertencente ao patrim\u00f4nio da igreja, revestindo-se at\u00e9 de uma certa m\u00edstica, para\u00a0 disfar\u00e7ar os seus erros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ent\u00e3o Cardeal foi muito claro ao afirmar o perigo:<br \/>\n&#8220;Com a an\u00e1lise do fen\u00f4meno da teologia da liberta\u00e7\u00e3o torna-se manifesto um perigo fundamental para a f\u00e9 da Igreja. Sem d\u00favida, \u00e9 preciso ter presente que um erro n\u00e3o pode existir se n\u00e3o cont\u00e9m um n\u00facleo de verdade. De fato, um erro \u00e9 tanto mais perigoso quanto maior for a propor\u00e7\u00e3o do n\u00facleo de verdade assumida&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E o Cardeal vai explicando esta teologia &#8220;nova&#8221;:<br \/>\n&#8220;Essa teologia n\u00e3o pretende constituir-se como um novo tratado teol\u00f3gico ao lado dos outros j\u00e1 existentes; n\u00e3o pretende, por exemplo, elaborar novos aspectos da \u00e9tica social da Igreja. Ela se concebe, antes, como uma nova hermen\u00eautica da f\u00e9 crist\u00e3, quer dizer, como nova forma de compreens\u00e3o do Cristianismo na sua totalidade. Por isso mesmo muda todas as formas da vida eclesial; a constitui\u00e7\u00e3o eclesi\u00e1stica, a Liturgia, a catequese, as op\u00e7\u00f5es morais&#8230;&#8221;<br \/>\n&#8220;A teologia da liberta\u00e7\u00e3o pretende dar nova interpreta\u00e7\u00e3o global do Cristianismo; explica o Cristianismo como uma pr\u00e1xis de liberta\u00e7\u00e3o e pretende constituir-se, ela mesma, um guia para tal pr\u00e1xis. Mas, assim como, segundo essa teologia, toda realidade \u00e9 pol\u00edtica, tamb\u00e9m a liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 um conceito pol\u00edtico e o guia rumo \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o deve ser um guia para a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A liberta\u00e7\u00e3o, para a teologia da liberta\u00e7\u00e3o, \u00e9 conquistada pela via pol\u00edtica, e n\u00e3o pela Reden\u00e7\u00e3o de Jesus, o &#8220;Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo&#8221; (Jo1,29). Jesus veio para &#8220;salvar o seu povo dos seus pecados&#8221; (Mt 1,21), e disse\u00a0 a Pilatos que \u201co seu Reino n\u00e3o \u00e9 deste mundo\u201d. O pecado, para a teologia da liberta\u00e7\u00e3o, se resume quase que s\u00f3 no &#8220;pecado social&#8221;, mas este, n\u00e3o ser\u00e1 &#8220;arrancado&#8221; com a convers\u00e3o e com os Sacramentos da Igreja, mas com a \u201cliberta\u00e7\u00e3o\u201d do povo, pela luta pol\u00edtica. Da\u00ed o fato de haver um laxismo moral e espiritual em muitos adeptos dessa teologia. Muitos n\u00e3o valorizam a celebra\u00e7\u00e3o da Missa, a n\u00e3o ser como uma &#8220;celebra\u00e7\u00e3o de mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8221; do povo oprimido. N\u00e3o se valoriza suficientemente a ora\u00e7\u00e3o, a Confiss\u00e3o, a Eucaristia, o santo Ros\u00e1rio, a adora\u00e7\u00e3o ao Sant\u00edssimo Sacramento, e a todas as pr\u00e1ticas de espiritualidade tradicionais, que s\u00e3o, ent\u00e3o, consideradas superadas e at\u00e9 alienantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Conhe\u00e7o v\u00e1rios jovens sacerdotes que se formaram em semin\u00e1rios fortemente influenciados pela teologia da liberta\u00e7\u00e3o, e que hoje deixaram o sacerd\u00f3cio, ficaram esvaziados espiritualmente&#8230; Noto que nem se realizaram no campo social e nem no campo religioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ent\u00e3o Cardeal Ratzinguer mostrou que \u00e9 dif\u00edcil enfrentar esse perigo, pois, como afirma:<br \/>\n&#8220;Os te\u00f3logos da liberta\u00e7\u00e3o continuam a usar grande parte da linguagem asc\u00e9tica e dogm\u00e1tica da Igreja em chave nova, de tal modo que aqueles que l\u00eaem e escutam, partindo de outra vis\u00e3o, podem ter a impress\u00e3o de reencontrar o patrim\u00f4nio antigo com o acr\u00e9scimo apenas de algumas afirma\u00e7\u00f5es um pouco estranhas&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ent\u00e3o Cardeal mostrou a invers\u00e3o que se faz no papel da comunidade, povo e hist\u00f3ria, para a vida da Igreja:<br \/>\n&#8220;A comunidade &#8216;interpreta&#8217;, com a sua &#8216;experi\u00eancia&#8217; os acontecimentos e encontra assim a sua pr\u00e1xis&#8221;.<br \/>\n&#8221; &#8216;Povo&#8217; torna-se assim um conceito oposto ao de &#8216;hierarquia&#8217; e ant\u00edtese a todas as institui\u00e7\u00f5es indicadas como for\u00e7as da opress\u00e3o. Afinal, \u00e9 &#8216;povo&#8217;, quem participa da &#8216;luta de classes&#8217;; a &#8216; igreja popular&#8217;, acontece em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0 Igreja hier\u00e1rquica. Por fim, o conceito de &#8216;hist\u00f3ria&#8217;, torna-se inst\u00e2ncia hermen\u00eautica decisiva,&#8230;a hist\u00f3ria \u00e9 a aut\u00eantica revela\u00e7\u00e3o e, portanto, a verdadeira inst\u00e2ncia hermen\u00eautica da\u00a0 interpreta\u00e7\u00e3o b\u00edblica&#8230;Pode-se dizer que o conceito de hist\u00f3ria absorve o conceito de Deus e de revela\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em seguida, o ent\u00e3o Cardeal mostra a deturpa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m naquilo que \u00e9 essencial: o Reino de Deus.<br \/>\n&#8220;Esse conceito encontra-se tamb\u00e9m no centro das teologias da liberta\u00e7\u00e3o, lido por\u00e9m no contexto da hermen\u00eautica marxista. Segundo Jon Sobrino, o reino n\u00e3o deve ser compreendido espiritualmente, nem universalmente, no sentido de uma reserva escatologicamente abstrata. Deve ser compreendido de forma partid\u00e1ria e voltado para a pr\u00e1xis&#8221;.<br \/>\nAqui se entende porque os adeptos da TL militam nos partidos pol\u00edticos que visam a \u201cliberta\u00e7\u00e3o do povo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Papa Paulo VI, na Evangelii Nuntiandi, explicou o que \u00e9 a verdadeira liberta\u00e7\u00e3o:<br \/>\n\u201cAcerca da liberta\u00e7\u00e3o que a evangeliza\u00e7\u00e3o anuncia e se esfor\u00e7a por atuar, \u00e9 necess\u00e1rio dizer antes o seguinte: ela n\u00e3o pode ser limitada \u00e0 simples e restrita dimens\u00e3o econ\u00f4mica, pol\u00edtica, social e cultural; mas deve ter em vista o homem todo, integralmente, com todas as suas dimens\u00f5es, incluindo a sua abertura para o absoluto, mesmo o absoluto de Deus&#8230; Mais ainda: a Igreja tem a firme convic\u00e7\u00e3o de que toda a liberta\u00e7\u00e3o temporal, toda a liberta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mesmo que ela porventura se esfor\u00e7asse por encontrar numa ou noutra p\u00e1gina do Antigo ou do Novo Testamento a pr\u00f3pria justifica\u00e7\u00e3o, &#8230; encerra em si mesma o g\u00e9rmen da sua pr\u00f3pria nega\u00e7\u00e3o e desvia-se do ideal que se prop\u00f5e, por isso mesmo que as suas motiva\u00e7\u00f5es profundas n\u00e3o s\u00e3o as da justi\u00e7a na caridade, e porque o impulso que a arrasta n\u00e3o tem dimens\u00e3o verdadeiramente espiritual e a sua \u00faltima finalidade n\u00e3o \u00e9 a salva\u00e7\u00e3o e a beatitude em Deus.\u201d<br \/>\n\u201cA liberta\u00e7\u00e3o que a evangeliza\u00e7\u00e3o proclama e prepara \u00e9 aquela mesma que o pr\u00f3prio Jesus Cristo anunciou e proporcionou aos homens pelo seu sacrif\u00edcio.\u201d (n.33)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os adeptos da teologia da liberta\u00e7\u00e3o t\u00eam a enganosa mania de pensar que quem n\u00e3o aceita esta teologia n\u00e3o trabalha pelos pobres e oprimidos e n\u00e3o se preocupa com eles; se acham os \u00fanicos defensores dos exclu\u00eddos; \u00e9 um grande erro. A Igreja em seus 2000 anos de vida sempre socorreu os desvalidos e ainda o faz, mas nunca precisou lan\u00e7ar m\u00e3o de ideologias estranhas para isso; sempre agiu pelo puro amor a Jesus Cristo que sofre no doente, no preso, no faminto, etc. A Igreja n\u00e3o precisa que novos te\u00f3logos a ensinem a fazer caridade; ela a faz desde os Ap\u00f3stolos, ela \u00e9 \u201cperita em humanidade\u201d, como disse Paulo VI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Hoje 25% das institui\u00e7\u00f5es que tratam dos aid\u00e9ticos s\u00e3o da Igreja; em toda a Hist\u00f3ria da Igreja os santos e santas viveram a verdadeira caridade; s\u00f3 para citar alguns: Santa Isabel da Hungria, S. Vicente de Paulo, S. Francisco de Assis, S. Camilo de Lelis, S. Jo\u00e3o Bosco, Madre Teresa de Calcut\u00e1, Ira. Dulce, e milhares de outros que nunca precisaram reinterpretar o Evangelho e politizar a f\u00e9 com m\u00e9todos marxistas de luta de classes, invas\u00e3o de propriedades alheias fora,\u00a0 da lei, etc., para promover os pobres. S\u00e3o os verdadeiros bons samaritanos do Evangelho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Papa Jo\u00e3o Paulo II ao menos por duas vezes, falando aos bispos do Brasil, condenou as invas\u00f5es de terras:<br \/>\n1 \u2013 Ao segundo grupo de Bispos do Brasil, do Regional Sul l da CNBB, em visita \u201cad limina Apostolorum\u201d de 13 a 28 de Mar\u00e7o de 1996, o Papa disse:<br \/>\n\u201c&#8230; mas recordo, igualmente, as palavras do meu predecessor Le\u00e3o XIII quando ensina que \u201cnem a justi\u00e7a, nem o bem comum consentem danificar algu\u00e9m ou invadir a sua propriedade sob nenhum pretexto\u201d (RN, 55). A Igreja n\u00e3o pode estimular, inspirar ou apoiar as iniciativas ou movimentos de ocupa\u00e7\u00e3o de terras, quer por invas\u00f5es pelo uso da for\u00e7a, quer pela penetra\u00e7\u00e3o sorrateira das propriedades agr\u00edcolas.\u201d<br \/>\n2 \u2013 Em discurso em 26\/nov\/2002 aos bispos do Brasil, ele voltou a dizer:<br \/>\n\u201cPara alcan\u00e7ar a justi\u00e7a social se requer muito mais do que a simples aplica\u00e7\u00e3o de esquemas ideol\u00f3gicos originados pela luta de classes como, por exemplo, atrav\u00e9s da invas\u00e3o de terras \u2013 j\u00e1 reprovada na minha viagem pastoral em 1991 \u2013 e de edif\u00edcios p\u00fablicos e privados, ou por n\u00e3o citar outros, a ado\u00e7\u00e3o de medidas t\u00e9cnicas extremas, que podem ter conseq\u00fc\u00eancias bem mais graves do que a injusti\u00e7a do que pretendiam resolver\u201d.<br \/>\nN\u00e3o podemos nos fazer de surdos a essas palavras. Concluo com\u00a0 as s\u00e1bias palavras de D. Estev\u00e3o:<br \/>\n&#8220;O crist\u00e3o n\u00e3o pode ser de forma alguma, insens\u00edvel \u00e0 mis\u00e9ria dos povos do Terceiro Mundo. Todavia para acudir crist\u00e3mente a tal situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o lhe \u00e9 necess\u00e1rio adotar um sistema de pensamento que \u00e9 anticrist\u00e3o como a Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o; existe a doutrina social da Igreja, desenvolvida pelos Papas desde Le\u00e3o XIII at\u00e9 Jo\u00e3o Paulo II de maneira cada vez mais incisiva e penetrante. Se fosse posta em pr\u00e1tica, eliminaria graves males de que sofrem os homens, sem disseminar o \u00f3dio e a luta de classes&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Prof. Felipe Aquino<\/strong><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em face da condena\u00e7\u00e3o de um livro de Jon Sobrinho, um dos te\u00f3logos l\u00edderes da teologia da liberta\u00e7\u00e3o, pela Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o da Doutrina da F\u00e9, do Vaticano, a discuss\u00e3o sobre esta teologia voltou a campo. 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