{"id":1770,"date":"2015-05-20T06:16:53","date_gmt":"2015-05-20T09:16:53","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/?p=1770"},"modified":"2015-05-20T06:16:53","modified_gmt":"2015-05-20T09:16:53","slug":"esperanca-e-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/2015\/05\/20\/esperanca-e-vida\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a e Vida"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2012\/10\/Foto0433.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-1403\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2012\/10\/Foto0433-300x225.jpg\" alt=\"Foto0433\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2012\/10\/Foto0433-300x225.jpg 300w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2012\/10\/Foto0433.jpg 320w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Vivemos tempos dif\u00edceis, onde as not\u00edcias s\u00e3o sempre muito carregadas da sensa\u00e7\u00e3o de que tudo est\u00e1 perdido. Quando abrimos os microfones de uma r\u00e1dio, ou sentamos numa bancada para apresentar um telejornal, nunca lembramos de que do outro lado existem pessoas interessadas na informa\u00e7\u00e3o sem exageros. Lembro aqui das not\u00edcias, que apresento no Jornal Can\u00e7\u00e3o Nova, da Rede Can\u00e7\u00e3o Nova de R\u00e1dios (de segunda a sexta, das 6.30 as 7.00 horas). Um fato atr\u00e1s do outro e se n\u00e3o vigiamos, corremos o risco de sermos comunicadores robotizados. Damos as mesmas not\u00edcias em todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o. A maioria sempre com a mesma linha, o mesmo direcionamento. Sem ao menos seguir a velha e boa frase do locutor de futebol, j\u00e1 falecido, Waldir Amaral, que dizia: VOC\u00ca OUVINTE \u00c9 A NOSSA META&#8230; PENSANDO EM VOC\u00ca \u00c9 QUE PROCURAMOS FAZER O MELHOR.!&#8221; Mas como pensar no melhor para o ouvinte, quando se transmite not\u00edcias sem esperan\u00e7a&#8230; sem vida. As vezes tenho a impress\u00e3o de que n\u00f3s comunicadores achamos que quem nos ouve ou nos assiste, quer s\u00f3 saber de desgra\u00e7as. E a pr\u00f3pria palavra diz: des &#8211; gra\u00e7as. E como viver nesse mundo sem a gra\u00e7a? E principalmente sem a gra\u00e7a do Senhor, que nos impulsiona a sermos diferenciados. A pensarmos no pr\u00f3ximo como seres humanos. N\u00e3o esque\u00e7o o dia em que ao fazer minha primeira reportagem policial, l\u00e1 pelos idos de 1992, cheguei ao local de um assassinato e no ch\u00e3o encontrei um amigo de inf\u00e2ncia morto com tr\u00eas tiros. Ali tive a minha primeira li\u00e7\u00e3o de vida profissional. Para os editores, precisava noticiar o caso com a verdade dos fatos e claro com &#8220;recheios&#8221; de sensacionalismo. Mas felizmente venho de uma fam\u00edlia simples, onde meu pai e minha m\u00e3e, me ensinaram a respeitar sentimentos e pessoas. Amar \u00e9 respeitar sempre, mesmo quando n\u00e3o se trata de familiares de um amigo de inf\u00e2ncia. Fiz a reportagem com l\u00e1grimas nos olhos e com todo o cuidado necess\u00e1rio para n\u00e3o ferir ainda mais aquela m\u00e3e e irm\u00e3os do meu falecido amigo Josu\u00e9, que cham\u00e1vamos carinhosamente de &#8220;Zueca&#8221;. S\u00f3 fiz quest\u00e3o de expressar um detalhe importante na reportagem daquele fat\u00eddico dia. &#8220;Zueca&#8221; foi assassinado por engano. Um marido tra\u00eddo o confundiu com o amante de sua esposa, com tra\u00e7os f\u00edsicos bem parecidos com o dele.<\/p>\n<p><strong><em><span style=\"color: #800000\">WALLACE ANDRADE<\/span><\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em><span style=\"color: #800000\">mission\u00e1rio e jornalista <\/span><\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em><span style=\"color: #800000\">Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos tempos dif\u00edceis, onde as not\u00edcias s\u00e3o sempre muito carregadas da sensa\u00e7\u00e3o de que tudo est\u00e1 perdido. Quando abrimos os microfones de uma r\u00e1dio, ou sentamos numa bancada para apresentar um telejornal, nunca lembramos de que do outro lado existem&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4397,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1770"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4397"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1770"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1770\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1771,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1770\/revisions\/1771"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}