{"id":2110,"date":"2020-06-19T19:24:36","date_gmt":"2020-06-19T22:24:36","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/?p=2110"},"modified":"2020-06-19T19:24:36","modified_gmt":"2020-06-19T22:24:36","slug":"buraqueira-no-coracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/2020\/06\/19\/buraqueira-no-coracao\/","title":{"rendered":"Buraqueira no Cora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_2111\" style=\"width: 235px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2020\/06\/WhatsApp-Image-2020-06-15-at-18.03.34.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2111\" class=\"size-medium wp-image-2111\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2020\/06\/WhatsApp-Image-2020-06-15-at-18.03.34-225x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2020\/06\/WhatsApp-Image-2020-06-15-at-18.03.34-225x300.jpeg 225w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2020\/06\/WhatsApp-Image-2020-06-15-at-18.03.34-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2020\/06\/WhatsApp-Image-2020-06-15-at-18.03.34-150x200.jpeg 150w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/folhaseca\/files\/2020\/06\/WhatsApp-Image-2020-06-15-at-18.03.34.jpeg 960w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-2111\" class=\"wp-caption-text\">Foto: B\u00e1rbara Martins&nbsp;<\/p><\/div>\n<p>Existem situa\u00e7\u00f5es intrigantes e tidas como&nbsp; surpreendente em alguns dias de nossas vidas. Acordar cedo para uma caminhada na praia, sempre pode reservar surpresas, no m\u00ednimo inspiradora. E encontrar uma figura como essa no percurso pode ser motivo de ora\u00e7\u00e3o contemplativa. N\u00e3o \u00e9 todo dia que se encontra uma Athene Cunicularia, tamb\u00e9m chamada de coruja &#8220;buraqueira&#8221;, coruja da praia ou urucuri\u00e1, na l\u00edngua ind\u00edgena. Um pouco de hist\u00f3ria dessa bela ave. Ao perceber a&nbsp;chegada da primavera, nossa corujinha a\u00ed se movimenta para cumprir o ritual de acasalamento. O macho escolhe ou escava um buraco, em regi\u00f5es de vegeta\u00e7\u00e3o baixa para facilitar a captura de insetos e pequenos roedores no solo. Depois o&nbsp;casal se reveza no trabalho de alargar o &#8220;doce lar&#8221;, cavando uma galeria horizontal usando os p\u00e9s e o bico. Em seguida eles forram a cavidade do ninho com capim seco.&nbsp;O material mais comum usado por elas para forrar o buraco \u00e9 o estrume, colocado dentro da c\u00e2mara do ninho e em volta da entrada. Parece nojento, mas instintamente inteligente. As corujas usam o material de cheiro ruim para encobrir o cheiro dos ovos e dos filhotes, e com isso proteg\u00ea-los de predadores. Isso sem falar dos insetos gerados nesse ambiente, que servem de alimento para a f\u00eamea, enquanto choca os ovos, e tamb\u00e9m no controle do clima dentro da cova, para que n\u00e3o fique quente demais. O flagrante registro, feito pela advogada, fot\u00f3grafa e minha afilhada, B\u00e1rbara Martins, \u00e9 de uma &#8220;Buraqueira&#8221;, certamente macho. Aparentemente ele est\u00e1 solit\u00e1rio, mas a f\u00eamea deve estar por perto, em uma toca a chocar os ovos ou aquecer seus filhotes. E esse simples retrato da natureza provoca uma bela reflex\u00e3o. Afinal viver em sil\u00eancio e solit\u00e1rio \u00e9 um mart\u00edrio pra muita gente, principalmente em tempos de pandemia, como agora. Viver na simplicidade do improviso, como as corujas ou como Jos\u00e9 e Maria, que foram for\u00e7ados a experimentar numa manjedoura onde nasceu o menino Jesus, porque n\u00e3o encontraram um cora\u00e7\u00e3o solid\u00e1rio para acolh\u00ea-los, s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que algumas pessoas n\u00e3o cogitam e nem admitem viver nos tempos de modernidade como hoje. Tem uma boa fatia da sociedade repleta de pessoas entregues \u00e0s comodidades da tecnologia, da comida refinada e de r\u00e1pido preparo e de luxuosas e espa\u00e7osas mans\u00f5es, onde vivem de forma requintada. E no contraste dessa humanidade, cada vez mais longe de Deus, pessoas em marquises, barracos de papel\u00e3o ou sob os viadutos, como &#8220;buraqueiras&#8221;. As corujas nasceram para viver assim ao relento e cheia de sagacidade para capturar seu farto alimento de cada dia. A humanidade nasceu para viver o amor ao pr\u00f3ximo, mas sua natureza tem recebido muita informa\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo e n\u00e3o sobra espa\u00e7o em seus HDs internos do c\u00e9rebro e do cora\u00e7\u00e3o, instalados caprichosamente pelo Criador, para outras pessoas que n\u00e3o seja o &#8220;eu mesmo&#8221;. E assim a vida passa, sem que muitas vezes percebamos as corujinhas buraqueiras que se tornaram aqueles que Deus nos deu para cuidar e amar.&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong><span style=\"color: #800000\">Deus aben\u00e7oe!<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong><span style=\"color: #800000\">Wallace Andrade<\/span><\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong><span style=\"color: #800000\">Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existem situa\u00e7\u00f5es intrigantes e tidas como&nbsp; surpreendente em alguns dias de nossas vidas. Acordar cedo para uma caminhada na praia, sempre pode reservar surpresas, no m\u00ednimo inspiradora. 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