Dependentes da graça

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Para um crescimento em santidade somos dependemos da graça em nós.

De acordo com a Solene profissão de fé proferida pelo Papa Paulo VI no dia 30 de junho de 1968 e citado no número 827 do Catecismo da Igreja Católica, a Igreja é santa mesmo tendo pecadores em seu meio.É Santa justamente porque não possui outra vida senão a da graça.Dependentes da graça

A Igreja vive da graça. E é vivendo assim que nós, membros pecadores, nos santificamos. Se nos afastamos da graça o pecado ganha força e é aí que entram as desordens. O primeiro passo para viver da graça é reconhecer-se a cada dia dependente de Deus. Todos os dias devíamos, diante de Deus, fazer um exame de consciência sobre o que fizermos com a graça que a cada dia Ele nos confia.

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A Palavra de Deus é apenas o que está escrito na Bíblia?

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Para responder à pergunta em questão devemos considerar o seguinte. A Palavra de Deus é uma realidade que vai para além do que encontramos na Bíblia, ou seja, ela não é apenas o que está escrito.A Palavra de Deus é apenas a Bíblia?
A Bíblia é a Palavra de Deus?

Sim, é Palavra de Deus, mas é Palavra de Deus escrita.

Para melhor exemplificar isso devemos dizer que a Bíblia é também Palavra de Deus.
A Tradição Oral precede à Tradição Escrita, ou seja, a Palavra não é apenas a Bíblia, não é apenas o que está escrito. (Dei Verbum 9).
Louvemos a Deus pelo dom que é a Bíblia para cada um de nós, mas não nos esqueçamos de toda realidade que precedeu seu desenvolvimento, não desconsideremos os elementos da Tradição.

A Bíblia é a Palavra de Deus, mas a Palavra de Deus é mais que a Bíblia.

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Sacerdócio, sinal do amor de Deus

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Qual o primeiro passo que uma pessoa que quer ser Padre deve dar? O que é essencial na vida de um Padre?

São estas perguntas que o Padre José Augusto e o Padre Márcio responderam na Série sobre o Sacerdócio realizada pelo Seminário Canção Nova. Confira:

Padre José Augusto

Padre Márcio Prado

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A sabedoria mística revelada pelo Espírito Santo

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Do  Itinerário da mente para Deus, de São Boaventura.

Cristo é o caminho e a porta. Cristo é a escada e o veículo, o propiciatório colocado sobre a arca de Deus (cf. Ex 26,34) e o mistério A sabedoria mística revelada pelo Espírito Santodesde sempre escondido (Ef 3,9). Quem olha para este propiciatório, como rosto totalmente voltado para ele, contemplando-o suspenso na cruz, com fé, esperança e caridade, com devoção, admiração e alegria, com veneração, louvor e júbilo, realiza com ele a páscoa, isto é, a passagem.

E assim, por meio do lenho da cruz, atravessa o mar Vermelho, saindo do Egito e entrando no deserto, onde saboreia o maná escondido. Descansa também no túmulo com Cristo, parecendo exteriormente morto, mas experimentando, tanto quanto é possível à sua condição de peregrino, aquilo que foi dito pelo próprio Cristo ao ladrão que o reconhecera: Ainda hoje estarás comigo no Paraíso (Lc 23,43).

Nesta passagem, se for perfeita, é preciso deixar todas as operações intelectuais, e que o ápice de todo o afeto seja transferido e transformado em Deus. Estamos diante de uma realidade mística e profundíssima: ninguém a conhece, a não ser quem a recebe; ninguém a recebe, se não a deseja; nem a deseja, se não for inflamado, até à medula, pelo fogo do Espírito Santo, que Cristo enviou ao mundo. Por isso, o Apóstolo diz que essa sabedoria mística é revelada pelo Espírito Santo (cf. 1Cor 2,13). Se, portanto, queres saber como isso acontece,

interroga a graça, e não a ciência;

o desejo, e não a inteligência;

o gemido da oração, e não o estudo dos livros;

o esposo, e não o professor;

Deus, e não o homem;

a escuridão, e não a claridade. More

As duas Colunas da Igreja

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A Solenidade de São Pedro e São Paulo

Hoje a Igreja celebra a solenidade de São Pedro e São Paulo. Nesta ocasião, a liturgia nos apresenta a leitura de At 12, 1-11 como reflexão para a 1ª leitura.

Lá é dito que o rei “Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. E As duas Colunas da Igrejavendo que isso agradava os judeus, mandou também prender a Pedro (v. 1-3)”. Uma realidade se sobressai de maneira magistral neste episódio: “Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele (v. 5)”. A Igreja rezava constantemente por aquele que o Senhor deu a primazia, como podemos ver no Evangelho de hoje – Mt 16, 13-19 – mais especificamente neste trecho: “Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus, tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus (v. 18-19)”.

Sobre São Paulo, a 2ª leitura apresenta sua segunda Carta a Timóteo, num trecho em que ele expressa sua tamanha alegria em servir e ter servido sempre ao Senhor em obediência: “Quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa (2 T. 4, 6-7)”. Na Carta aos Gálatas, São Paulo expressa com clareza que seu chamado foi por graça e vontade do Senhor: “Irmãos: quanto aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue nem subi, logo a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim (1, 15-17a)”. More

Corpus Christi

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A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor

São João Paulo II em sua Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia, escrita em 2003, afirma que “a devota participação dos fiéis na procissão eucarística da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo é uma graça do Senhor que anualmente enche de alegria quantos nela participam (n. 10)”.Corpus Christi

Neste mesmo número da Ecclesia de Eucharistia ele afirma que nos lugares em que há amplo espaço para adoração do Santíssimo Sacramento, este mesmo é fonte inesgotável de santidade. Mas, ainda assim, ciente dos abusos que se é possível verificar no âmbito eclesial, neste mesmo número ele faz uma afirmação enfática de uma realidade que lhe causava tristeza, dizendo:

A par destas luzes, não faltam sombras, infelizmente. De fato, há lugares onde se verifica um abandono quase completo do culto de adoração eucarística. Num contexto eclesial ou outro, existem abusos que contribuem para obscurecer a reta fé e a doutrina católica acerca deste admirável sacramento. Às vezes transparece uma compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrificial, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, que assenta na sucessão apostólica, fica às vezes obscurecida, e a sacramentalidade da Eucaristia é reduzida à simples eficácia do anúncio.

Afirma ainda que “O culto prestado à Eucaristia fora da Missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho (n. 25)”.

Também o hoje Papa emérito Bento XVI falou sobre a necessidade da adoração ao Santíssimo Sacramento na Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis. No número 66 ele afirmou o seguinte:

Um dos momentos mais intensos do Sínodo vivemo-lo quando fomos à Basílica de São Pedro, juntamente com muitos fiéis, fazer adoração eucarística. Com aquele momento de oração, quis a assembleia dos bispos não se limitar às palavras na sua chamada de atenção para a importância da relação intrínseca entre a celebração eucarística e a adoração. Neste significativo aspecto da fé da Igreja, encontra-se um dos elementos decisivos do caminho eclesial que se realizou após a renovação litúrgica querida pelo Concílio Vaticano II. Quando a reforma dava os primeiros passos, aconteceu às vezes não se perceber com suficiente clareza a relação intrínseca entre a Santa Missa e a adoração do Santíssimo Sacramento; uma objeção então em voga, por exemplo, partia da ideia que o pão eucarístico nos fora dado não para ser contemplado, mas comido. Ora, tal contraposição, vista à luz da experiência de oração da Igreja, aparece realmente destituída de qualquer fundamento; já Santo Agostinho dissera: « Nemo autem illam carnem manducat, nisi prius adoraverit; (…) peccemus non adorando – ninguém come esta carne, sem antes a adorar; (…) pecaríamos se não a adorássemos ».(Enarrationes in Psalmos 98, 9: CCL 39, 1835). De fato, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se conosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior ato de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d’Aquele que comungamos. Precisamente assim, e apenas assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica. Com efeito, ‘somente na adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro. Precisamente neste ato pessoal de encontro com o Senhor amadurece depois também a missão social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras não apenas entre o Senhor e nós mesmos, mas também, e sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros’.

Hoje é a Solenidade de Corpus Christi, a Igreja possui um Canto preciosíssimo para expressar o Mistério da Encarnação e a realidade da Transubstanciação do Pão e do Vinho no Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo. Pange Língua é um hino composto por Santo Tomás de Aquino (1225-1274) para a Solenidade de Corpus Christi. Pange língua é um termo em latim que na língua portuguesa significa Canta ó língua. A parte mais conhecida deste hino se encontra nas duas últimas estrofes, o Tantum Ergo, que comumente chamamos Tão Sublime.

Segue abaixo, após o vídeo, o texto em português utilizado na Liturgia das Horas. Por questões de métrica, o texto não é uma tradução exata, mas foi feito de forma que a ideia se aproxime do original. More

O envio do Espírito Santo

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Santo Irineu (130-202) em seu Tratado contra as heresias, Adversus Haereses, refletiu sobre o cumprimento da Promessa do Pai. No texto abaixo ele faz uma ótima reflexo sobre a Vinda do Espírito Santo.

O envio do Espírito Santo

Do Tratado contra as heresias,  Lib. 3,17,1-3: SCh 34,302-306, séc.II.[1]

Ao dar a seus discípulos poder para que fizessem os homens renascer em Deus, o Senhor lhes disse: Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19)O envio do Espírito Santo

Deus prometera, por meio dos profetas, que nos últimos tempos derramaria o seu Espírito sobre os seus servos e servas para que recebessem o dom da profecia. Por isso, o Espírito Santo desceu sobre o Filho de Deus, que se fez Filho do homem, habituando-se com ele a conviver com o gênero humano, a repousar sobre os homens e a morar na criatura de Deus. Assim renovava os homens segundo a vontade do Pai, fazendo-os passar da sua antiga condição para a vida nova em Cristo. More

A Construção da Basílica de São Pedro

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Na segunda metade do primeiro século da era cristã, conforme relatos dos Atos dos Apóstolos,  Simão Pedro, um pescador da Galileia, liderava os seguidores de Jesus. Seu nome, Πέτρος/Petros, em grego, significa “pedra” ou “rocha”. Pedro depois de um ministério com cerca de trinta anos, viajou para Roma e evangelizou grande parte da população romana. Pedro foi martirizado no ano 64 d.C durante o reinado do imperador romano Nero e crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, perto de um Obelisco do Circo de Nero.

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Três formas de conhecer Jesus segundo o Papa Francisco

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Na Missa do dia 16 de maio na Casa Santa Marta o Papa Francisco explicou o que é preciso para conhecer Jesus verdadeiramente. Disse que para tal não bastam o estudo nem as ideias, mas é preciso rezar com o coração, celebrar Jesus e imitá-Lo.Três formas de conhecer Jesus segundo o Papa Francisco

Comentando a afirmação de Jesus – “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” –  observou que o conhecimento de Jesus é o trabalho mais importante da vida, mas o estudo do catecismo, embora necessário, não é o suficiente para que isso aconteça.

As ideias por si só não dão vida e quem percorre o caminho somente das ideais acaba num labirinto e não sai mais!

É por isso que, desde o início da Igreja, existem as heresias. As heresias são isto: tentar entender quem é Jesus somente com a nossa mente e a nossa luz. Um grande escritor inglês dizia que a heresia é uma ideia que enlouqueceu. É assim. Quando as ideais estão sós, enlouquecem… Este não é o caminho! More

Sobre a Encarnação do Verbo

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Segue um texto de Santo Atanásio sobre a Encarnação do Verbo. Santo Atanásio nasceu em Alexandria no ano 295. No Concílio de Nicéia, acompanhou o bispo Alexandre a quem sucedeu no episcopado. Combateu com seus escritos a heresia  dos arianos Sobre a Encarnação do Verboque negavam a eternidade do Filho, logo, negavam sua divindade, ele seria apenas a primeira criatura do Pai,  assim, de alguma maneira, estava em dúvida a Encarnação do Verbo.  

Boa leitura

@edisoncn

A encarnação do Verbo

  O Verbo de Deus, incorpóreo, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, se bem que antes não estivesse ausente. De fato, nenhuma região do mundo jamais esteve privada de sua presença, porque, pela união com seu Pai, ele estava em todas as coisas e em todo lugar.

  Por amor de nós, veio a este mundo, isto é, mostrou-se a nós de modo sensível. Compadecido da fraqueza do gênero humano, comovido pelo nosso estado de corrupção, não suportando ver-nos dominados pela morte, tomou um corpo semelhante ao nosso. Assim fez para que não perecesse o que fora criado nem se tornasse inútil a obra de seu Pai e sua ao criar o homem. Ele não quis apenas habitar num corpo ou somente tornar-se visível. Se quisesse apenas tornar-se visível, teria certamente assumido um corpo mais excelente; mas assumiu o nosso corpo.

  Construiu no seio da Virgem um templo para si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. More

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