A nobreza da Amizade

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Partilhar com os amigos os momentos de alegria é uma das nobrezas da amizade.

No artigo “Amizade como reciprocidade” vimos que a amizade exige reciprocidade, nesse veremos como se dá a amizade nos momentos de dificuldades e nos momentos de alegria.A nobreza da Amizade

Para Aristóteles a amizade na adversidade é mais necessária, mas a amizade na prosperidade é mais nobre. É mais nobre porque nela nós desejamos fazer o bem ao amigo, queremos que ele participe de nossa alegria, enquanto na adversidade nós queremos o amigo por causa da necessidade.

Ele diz: a amizade depende mais de amar que de ser amado[1], e na adversidade nós buscamos os amigos que nos são úteis,[2] queremos ser amados.

Em outras palavras poderíamos dizer que na prosperidade a minha alegria é a alegria do amigo, ou no sentido inverso, é nobre ver o amigo que se alegra com a alegria e prosperidade do outro. A nobreza da amizade está em se alegrar com o que causa alegria ao outro e querer que o outro participe de nossas alegrias quando a temos.

Repare que ele não diz que uma é superior a outra, mas diz da nobreza que é você desejar amar mais que ser amado. Segundo ele os amigos deveriam se preocupar mais em querer o bem do outro, talvez seja daí que surja a reciprocidade. Só aqueles que amam na medida justa são amigos constantes.[3] A nobreza começa também da insistência de amar apesar das situações.

Segundo Aristóteles a presença dos amigos é agradável tanto na adversidade quanto na prosperidade. Ele diz que nosso sofrimento é menor quando o compartilhamos com nossos amigos[4] e que o simples fato de ver os amigos é agradável, eles tendem a nos confortar tanto pela presença quanto pelas palavras.[5]

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Notas


[1] ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução de Pietro Nassetti. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2001, p. 172-215, livro VIII e IX.

[2] Cf. Ibid.

[3] Cf. Ibid.

[4] Cf. Ibid.

[5] Cf. Ibid.

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