A potencialidade da Sexualidade

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Potencialidade é possibilidade, possibilidade de vir a ser. Na possibilidade está presente uma energia que impulsiona e manifesta a capacidade criativa existente na pessoa, inclusive a de criar vínculos de comunhão com os outros.1A potencialidade da Sexualidade

Toda essa energia presente na sexualidade pode e deve ser canalizada para diversas atividades, uma vez que o ato sexual é próprio da união do homem e da mulher no casamento, união que é uma maneira de imitar na carne a generosidade e a fecundidade do Criador.2

Toda potencialidade existente na sexualidade pode ser expressada em atividades como praticar esportes (Futebol, Vôlei, Basquete, Natação, Atletismo, Musculação, dança ou o que você escolher), aprender a tocar violão, teclado, compor músicas, escrever livros… Nesses atos você diz a energia de sua sexualidade sem praticar o ato sexual em si, e ainda contribui para o vínculo de comunhão com outras pessoas.

Alguns poderiam dizer que essa atitude não seria a correta, porque na raiz estaria sempre a busca de uma compensação sexual, por ser a energia da sexualidade. Mas, na verdade, todo homem carrega em si um desejo profundo por algo que o preencha, e não sabendo denominar que esse algo é a sede que ele tem Deus3, acaba por buscar naquilo que nele se apresenta como fonte mais imediata de prazer, que é o ato sexual ou a masturbação, dependendo do caso. Esse desejo que a pessoa carrega não é algo ruim, ela só precisa aprender como e onde dizer toda essa energia. E pra começar, as atividades citadas acima são as que mais ajudam, uma vez que o ato sexual, fora do matrimônio, e a masturbação desfiguram o que a pessoa é: Imagem e semelhança de Deus. Deus é comunhão de Pessoas, a Comunhão da Santíssima Trindade é a fonte e o critério da verdade de toda relação4, o ato sexual fora do casamento e a masturbação não geram comunhão, mas demonstram apenas egoísmo.

Notas

[1] Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2332.

[2] Cf. Ibid, n. 2335.

[3] Cf. Salmos 63, 2.

[4] Cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2845.

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