Amizade como reciprocidade

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A amizade implica reciprocidade de afeiçãoAmizade como reciprocidade

No artigo “Davi e Jônatas, uma amizade não corrompida” vimos um pouco da vivência da amizade no Antigo Testamento bíblico. A partir deste, veremos o que foi dito sobre a amizade antes do nascimento de Jesus Cristo. Começaremos com a visão filosófica de Aristóteles, ele diz que a amizade é uma virtude essencial e necessária à vida.

A condição básica para se formar uma amizade seria o desejo pelo bem do outro por ele mesmo. Os que desejam o bem aos seus amigos por eles mesmos são amigos no sentido mais próprio.

A amizade perfeita é a que existe entre os homens que são bons e semelhantes na virtude, pois tais pessoas desejam o bem um ao outro de modo idêntico. Só é possível amizade entre pessoas que se conhecem mutuamente, amizade implica reciprocidade de afeição, essa acontece à medida que um conhece ao outro. Segundo ele, se eu quero o bem de uma pessoa e essa pessoa não quer o meu bem, a amizade não existe, não existe porque não há reciprocidade.

Para Aristóteles um desejo de amizade pode surgir depressa, mas a amizade não. Ela exige um pouco mais de tempo e intimidade, só assim surge a reciprocidade. Aristóteles nasceu por volta do ano 384 a. C., mas a maneira com que ele definiu amizade continua bem atual.

Sabemos que a amizade não surge de uma hora pra outra, fiquemos atentos para cultivá-la. A descoberta da reciprocidade na amizade a gente só percebe com o tempo, mas isso não nos impede de darmos os passos necessários para uma aproximação dos que ainda não percebemos uma reciprocidade de afeição. Cultivemos a amizade porque ela é essencial à nossa vida.

Deus abençoe você.

Referência

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução de Pietro Nassetti. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2001,

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