Por que sofremos?

Comentários desativados em Por que sofremos?

“Desperta, homem, porque por ti Deus se fez homem”. Por que sofremos?

Com estas palavras de Santo Agostinho Bento XVI, hoje Papa Emérito, iniciou seu discurso à Cúria Romana[1].

Já de início ele menciona o Papa João Paulo II, seu longo caminho de sofrimento e as lições que cada um de nós aprendeu com suas dores. Segundo ele, o Papa João Paulo II falava através da sua dor silenciosa, transformando-a numa grande mensagem.

Ele utilizou as palavras de João Paulo II no livro “Memória e Identidade” sobre o mistério do sofrimento e da presença do mal no mundo.

Para João Paulo II o poder que põe limite ao mal é a misericórdia divina. Para ele, o poder do mal é derrotado pelo sofrimento de Deus, o sofrimento do Filho na Cruz. Cristo sofrendo por todos nós, conferiu um novo sentido ao sofrimento, introduziu-o numa nova dimensão, numa nova ordem: a do amor. More

Deus não se cansa de nos perdoar

Comentários desativados em Deus não se cansa de nos perdoar

Em seu primeiro Angelus o Papa Francisco ressaltou a realidade de que Deus jamais se cansa de nos perdoar.

Durante sua mensagem antes da oração ele contou que em 1992 estava em Buenos Aires e encontrou uma senhora humilde, muito simples, com mais de 80 anos que havia ido se confessar.Deus não se cansa de nos perdoar

Então ele disse para aquela senhora: “Vovó, a senhora quer se confessar?” Diante da surpresa dele e da pergunta, aquela senhora respondeu: “Sim eu quero, todos nós temos pecados, mas Deus perdoa todos.” Então ele perguntou: “Como a senhora pode ter a certeza de que Deus perdoa todos, e se ele não perdoar?” Então aquela senhora respondeu: “Se Deus não perdoasse tudo, o mundo não existiria”.

O Papa Francisco ressaltou que Deus não se cansa de nos perdoar, nós é que nos cansamos de pedir perdão a Deus. Após estas palavras ele invocou a intercessão de Nossa Senhora, aquela que teve em seus braços a misericórdia de Deus em Pessoa, o menino Jesus.

Papa Francisco, uma surpresa de Deus à Igreja e ao Mundo

Comentários desativados em Papa Francisco, uma surpresa de Deus à Igreja e ao Mundo

Todos tinham expectativas e palpites sobre quem seria o novo Papa. Tínhamos especulações e candidatos favoritos. Mas o que aconteceu no dia 13 de Março de 2013 foi algo que deixou-nos surpresos e atônitos.

Quem era o tal cardeal Bergóglio anunciado no Habemus Papam? No ambiente onde eu estava acompanhando aquele momento, aconteceu um silêncio incomum, um silêncio de quem se deparou com o inesperado. Todos nós estávamos surpresos. Quem é este cardeal que não entrou na especulação dos possíveis papáveis?Papa Francisco, uma surpresa de Deus à Igreja e ao Mundo

Foi quando ele apareceu, silencioso, calmo, com um pequeno sorriso que logo conquistou aquela imensidão de pessoas que estavam com os olhos voltados para ele. Bergóglio agora era Francisco, Papa Francisco, Bispo de Roma, sucessor de São Pedro.

O Papa Francisco é o homem querido por Deus para este novo tempo da Igreja e do mundo. Todas as nossas especulações falharam. Falharam porque não éramos os escolhidos por Deus para tal escolha. Os escolhidos eram os homens que estavam reunidos na Capela Sistina para escolher o novo Pontífice, os cardeais. Sim, são os cardeais quem escolhem o novo Papa, escolhem sob a ação do Espírito Santo. More

A excelência do poder sacerdotal

Comentários desativados em A excelência do poder sacerdotal

O Verbo encarnado se obrigou a obedecer o padre.

Transcrevo abaixo um trecho do livro A Selva, de Santo Afonso Maria de Ligório sobre a excelência do poder sacerdotal e volto no último parágrafo.

Mede-se a dignidade do padre pelo poder que ele exerce sobre o corpo real e o corpo místico de Jesus Cristo. Quanto ao corpo real, é de fé que no momento em que o padre consagra, o Verbo encarnado se obrigou a obedecer-lhe, vindo às suas mãos sob as espécies sacramentais. Causou espanto que Deus obedecesse a Josué, e mandasse ao sol que se detivesse à sua voz, quando ele disse: Sol! fica-te imóvel diante de Gabaon…(Jos 10, 12). E o sol deteve-se no meio do Céu.

Mas é muito maior prodígio que Deus, em obediência a poucas palavras do padre, desça sobre o altar, ou a qualquer parte em que o sacerdote o chame, quantas vezes o chamar, e se ponha entre as suas mãos, embora esse sacerdoteA excelência do poder sacerdotal seja seu inimigo! Aí permanece inteiramente à disposição do padre, que pode transportá-lo à sua vontade dum lugar para outro, encerrá-lo no tabernáculo, expô-lo no altar, ou ministrá-lo aos outros. É o que exprime com admiração S. Lourenço Justiniano, falando dos padre: “Bem alto é o poder que lhes é dado! Quando querem, demudam o pão em corpo de Cristo: o Verbo encarnado desce do Céu e desce verdadeiramente à mesa do altar! É-lhes dado um poder que nunca foi outorgado aos anjos. Estes conservam-se junto do trono de Deus; os sacerdotes têm-no nas mãos, dão-no ao povo e eles próprios o comungam”. More

Críticas de Bento XVI à Teologia da libertação são defendidas por Clodovis Boff

1 Comment

Em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, publicada no dia 11 de Março de 2013, Clodovis Boff defende as críticas de Bento XVI à Teologia da Libertação de viés marxista e diz o motivo pelo qual rompeu com o pensamento do Teólogo Karl Rahner.

Confira a entrevista:

Folha – Bento 16 foi o grande inimigo da Teologia da Libertação?

Clodovis Boff Isso é uma caricatura. Nos dois documentos que publicou, Ratzinger defendeu o projeto essencial da Teologia da Libertação: compromisso com os pobres como consequência da fé. Ao mesmo tempo, critica a influência marxista. Aliás, é uma das coisas que eu também critico.

No documento de 1986, ele aponta a primazia da libertação espiritual, perene, sobre a libertação social, que é histórica. As correntes hegemônicas da Teologia da Libertação preferiram não entender essa distinção. Isso fez com que, muitas vezes, a teologia degenerasse em ideologia. More

O amor triunfa sobre o mal

Comentários desativados em O amor triunfa sobre o mal

O amor é a única força capaz de transformar o mundo.

Recordemo-nos dos mártires, pessoas que foram até o fim na Fé em Jesus Cristo e no amor à Igreja, ainda que com isto perdessem a própria vida neste mundo. Eles sofriam na pele, com muitos sofrimentos e flagelos, as consequências da perseguição que os O amor triunfa sobre o malprimeiros cristãos sofreram e que muitos sofrem até hoje.

Foi em meio a essa imensa perseguição e em meio ao testemunho de amor dos mártires que a Igreja começou a crescer e se desenvolver. Certamente o que os perseguidores faziam era o mal, os cristãos teriam todo direito de reclamar e perguntar o motivo pelo qual tudo aquilo estava acontecendo, mas não o faziam. More

Instrução DONUM VERITATIS sobre a vocação do Teólogo

Comentários desativados em Instrução DONUM VERITATIS sobre a vocação do Teólogo

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
INSTRUÇÃO
DONUM VERITATIS
SOBRE A VOCAÇÃO ECLESIAL DO TEÓLOGO

INTRODUÇÃO

1. A verdade que liberta é um dom de Jesus Cristo (cf. Jo 8, 32). A busca da verdade é inerente à natureza do homem, enquanto a ignorância o mantém em uma condição de escravidão. Com efeito, o homem não pode ser verdadeiramente livre se não é iluminado quanto às questões centrais da sua existência, em particular sobre a questão de saber de onde vem e para onde vai. Torna-se livre quando Deus a ele se doa como um Amigo, segundo a palavra do Senhor: « não vos chamo mais de servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz; mas eu vos chamo amigos, porque tudo o que ouvi do Pai eu vos dei a conhecer » (Jo 15, 15). A libertação da alienação do pecado e da morte se realiza para o homem quando Cristo, que é a Verdade, se torna para ele também o « caminho » (cf. Jo 14, 6). More

A verdade sobre o homem

Comentários desativados em A verdade sobre o homem

João Paulo II em sua primeira Encíclica Redemptor Hominis – o Redentor do Homem – dedicou-se a falar sobre a verdade sobre o homem, verdade que nos é revelada em Cristo. Na segunda Encíclica Dives in Misericórdia ele levou-nos a descobrir, em Cristo, o rosto do Pai que é Rico em misericórdia.

Nesse sentido, uma espiritualidade voltada para Cristo nos revela, ao mesmo tempo, a verdade sobre o homem e o rosto de Deus. A verdade sobre o homemCristo revela o rosto do Pai e de sua misericórdia. Lembremo-nos do momento em que o Apóstolo Filipe se dirige a Cristo e diz:

“Senhor mostra-nos o Pai, isso nos basta”. Jesus respondeu-lhe deste modo: “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheces…? Quem me vê, vê o Pai” (Jo, 14, 8s).

More

Newer Entries