Fragmentos de eternidade

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Em outubro de 2010 um amigo meu sofreu um acidente de moto e não sobreviveu.  Quando eu soube do que havia acontecido me senti estranho, atordoado, eu estava longe eu não poderia ir às últimas homenagens, eu não sabia o que fazer, rezei por uns instantesFragmentos de eternidade. Mas algo de positivo aconteceu comigo naqueles instantes, apesar daquela notícia ter abalado meu coração de amigo, fui tomado por uma certeza em meu coração.

Em mim ficou a certeza do amigo vivo, a morte não interrompeu nossa amizade, a morte não interrompeu a vida que permanece para a eternidade. Talvez possa dizer que tem um pouco de mim na eternidade, assim como posso dizer que um pouco dele ainda vive em minha lembrança e em meu coração.

Na última vez que nos vimos aproveitamos o máximo os momentos de convivência, o estar juntos, eu sabia que ele me amava e ele sabia que eu o amava. Nós não fomos mesquinhos, em mim ficou a certeza de uma amizade bem vivida. Não poderíamos imaginar que aqueles seriam os últimos momentos que veríamos um ao outro. Recordo-me desses momentos com alegria, foram momentos reais e verdadeiros, de quem queria bem um ao outro, momentos de uma amizade plena e bem vivida.

Aprendi que cada momento deve ser pleno, que não posso deixar para amanhã o que só pode ser vivido hoje. Com esta reflexão, gostaria de convidar você a ter demonstração de afeto para aquele que, na linguagem bíblica, é um tesouro que foi encontrado,[1] tão valoroso que nada se compara ao bem que ele é.[2] Ame seus amigos, não se negue a eles, eles são fragmentos de eternidade, muito do que você é deve-se a eles, e muito do que eles são é devido ao seu papel na vida deles.

Deus abençoe você.

Notas


[1] Bíblia CNBB, Eclo 6, 14.

[2] Cf. Ibid, 6, 15.

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