Os dois momentos do amor ‘Eros’

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Se Eros não for educado por Ágape ele se converte em erotismo.

O amor Eros inicialmente é ambicioso, fascinado pelo desejo de felicidade. Mas Os dois momentos do amor Erosnum segundo momento ele passa a se preocupar com o bem do outro, é o momento em que ele passa a ser educado por Ágape, o amor oblativo.

Eros é uma dimensão amor humano e deveria ajudar-nos a experimentar o fascínio do outro sexo não como coisa turva, a ser vivida às costas de Deus, mas como um dom a ser vivido na ordem querida por Ele.1

Eros tem sido identificado exclusivamente com a dimensão erótica, como algo que se limita ao sensual, ao querer para si numa busca exclusiva de satisfação. Como um meteoro avassalador, uma atração difícil de resistir. Eros também é isso, mas não só, sua dimensão é mais ampla, ele é mais que isso.

Quando atingido pela concupiscência corrompida pelo pecado, Eros pode se tornar pervertido. A concupiscência pode ser entendida como a inclinação que temos pelas coisas criadas, impulsiona nossos desejos sexuais pelo instinto de preservação da espécie. Mas a concupiscência pode ser corrompida pelo pecado, que é uma espécie de negação ao amor de Deus por nós. É a concupiscência corrompida que corrompe Eros.

Quando nos afastamos do Amor Deus, Eros pode ser corrompido pela concupiscência arrastada pelo pecado. A perversão de Eros gera o erotismo em suas formas mais diversas.

Bem digno do «coração» humano é que a forma daquilo que é «erótico» seja ao mesmo tempo forma […] daquilo que é «ético».2 A dimensão do amor Eros é inseparável da dimensão do amor Ágape. Eros deve constantemente ser educado por Ágape para que não seja corrompido.

Deus abençoe você.

Notas

[1] Raniero CANTALAMESSA. Primeira pregação para a Quaresma 2011.

[2] João Paulo II. «Eros» e «Ethos» encontraram-se e frutificam no coração humano. Audiência do dia 5 de Novembro de 1980.

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