Por que sofremos?

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“Desperta, homem, porque por ti Deus se fez homem”. Por que sofremos?

Com estas palavras de Santo Agostinho Bento XVI, hoje Papa Emérito, iniciou seu discurso à Cúria Romana[1].

Já de início ele menciona o Papa João Paulo II, seu longo caminho de sofrimento e as lições que cada um de nós aprendeu com suas dores. Segundo ele, o Papa João Paulo II falava através da sua dor silenciosa, transformando-a numa grande mensagem.

Ele utilizou as palavras de João Paulo II no livro “Memória e Identidade” sobre o mistério do sofrimento e da presença do mal no mundo.

Para João Paulo II o poder que põe limite ao mal é a misericórdia divina. Para ele, o poder do mal é derrotado pelo sofrimento de Deus, o sofrimento do Filho na Cruz. Cristo sofrendo por todos nós, conferiu um novo sentido ao sofrimento, introduziu-o numa nova dimensão, numa nova ordem: a do amor.

O mal existe no mundo também para despertar em nós o amor que é dom de si. A quem é visitado pelo sofrimento fica a certeza: Cristo é o Redentor do mundo: fomos curados por suas chagas (Is 53, 5).

Citando João Paulo II como exemplo o Papa Bento encerrou a primeira parte do discurso dizendo que o mal não tem a última palavra sobre o mundo.

A primeira parte do discurso ele encerra dizendo o seguinte sobre João Paulo II e suas palavras:

Tudo isto não é simplesmente douta teologia, mas expressão de uma fé vivida e amadurecida no sofrimento. Certamente, nós devemos fazer tudo para atenuar o sofrimento e impedir a injustiça que provoca o sofrimento dos inocentes. Todavia, devemos também fazer tudo para que os homens possam descobrir o sentido do sofrimento, para serem assim capazes de aceitar o próprio sofrimento e de uni-lo ao sofrimento de Cristo.

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Nota

[1] Discurso do papa Bento XVI aos cardeais, arcebispos e prelados da cúria romana na apresentação dos votos de natal quinta-feira, 22 de dezembro de 2005.

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