Qual é a verdadeira fonte da unidade da família?

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Na Carta às Famílias[1], João Paulo II falava do amor como a verdadeira fonte de unidade e força da família. Para isso ele utilizou-se Qual é a verdadeira fonte da unidade da família?do Evangelho de Mateus 5, 27-28 para primeiramente falar da fonte do pecado, lá é dito o seguinte: “Ouvistes que foi dito: não cometerás adultério. Eu, porém, digo-vos que todo aquele que olhar para uma mulher, desejando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração”.

João Paulo II afirma o seguinte:

Jesus vai à fonte do pecado do adultério: essa situa-se no íntimo do homem e manifesta-se num modo de olhar e pensar que é dominado pela concupiscência. Por meio desta, o homem tende a apropriar-se de outro ser humano, que não é seu, mas pertence a Deus. Ao dirigir-se aos seus contemporâneos, Cristo fala aos homens de todos os tempos e de todas as gerações; fala, em particular, à nossa geração que vive sob o signo de uma civilização consumista e hedonista.

E ainda lança a seguinte questão:

Por que motivo Cristo se pronuncia de modo tão forte e exigente no Sermão da Montanha?

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Assimilar-se a Cristo, o sentido da existência

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Quando a existência de um cristão adquire sentido? Como isso acontece?

A vida do cristão adquire sentido a partir do Sacramento do Batismo, nele, o cristão é assimilado a Jesus e entra num mistérioAssimilar-se a Cristo, o sentido da existência de rebaixamento humilde e de arrependimento, desce à água com Jesus para subir novamente com ele, renasce da água e do Espírito para tornar-se, no Filho, filho bem-amado do Pai e “viver em uma vida nova” (Rm 6,4).[1] Bento XVI, hoje Papa emérito, falou o seguinte sobre o Batismo em mensagem para a Quaresma do ano 2011:

O Batismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do batizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo. [2]

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Revelação, o mostrar-se de Deus aos homens

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A teologia é o discurso sobre o discurso que é Deus; só posso discutir sobre o discurso quando o discurso se revela a mim[1]. Com essa premissa, a princípio redundante somos introduzidos num tema fundamental da teologia, a REVELAÇÃO.

Revelação, o mostrar-se de Deus aos homens

Deus Se Revela a Moisés na Sarça Ardente

Etimologicamente a palavra revelação indica ação de tirar o véu. Trata-se do comunicar-se de Deus aos homens ou, em outras palavras, o termo revelação expressa o desejo de Deus de se comunicar aos homens. Tal Revelação se dá desde o mistério da criação até a paixão morte, ressurreição e o dom do Espírito Santo. A constituição dogmática Dei Verbum no artigo dois assim explicita a Revelação: More

Sacramentos, encontrar Deus e ser encontrado por Ele

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Quando falamos de encontro com Deus, os Sacramentos se tornam imprescindíveis justamente pelo fato de serem sinais acessíveis à nossa humanidade.

A partir do Tempo litúrgico especial que vivemos, o Tempo Pascal, gostaríamos de apresentar a forma mais sublime e eficaz que o Ressuscitado vem ao nosso encontro. Trata-se dos Sacramentos da Santa Igreja. Quando falo dos Sacramentos como a forma mais sublime e eficaz de encontro com Deus fundamento-me na própria natureza do que é um Sacramento segundo o Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 1084, que diz:

Os Sacramentos são sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à nossa humanidade atual. Realizam eficazmente a graça que significam em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo.

Nos textos Bíblicos que narram a Ressurreição é notória a característica do encontro: Cristo Ressuscitado é aquele que se encontra Sacramentos, encontrar Deus e ser encontrado por Elecom as mulheres, é Aquele que marca encontro com os Apóstolos na Galiléia, é Aquele que faz do caminho triste de Emaús um encontro de Luz com a Escritura!

Assim, ressurreição é a festa do encontro! Mas tal festa do encontro não vai acontecer em nossa vida se o nosso coração efetiva e afetivamente não se abrir e se deixar encontrar por Cristo que quer encontrar-se conosco, e isso de forma especial pelos Sacramentos da Igreja! More

O nosso Grande Amigo

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Até aqui fizemos um caminho sobre o que foi dito sobre a amizade antes do nascimento de Cristo. Agora chegamos à plenitude dos tempos[1], Jesus nasce, o Verbo se faz carne. Deus pessoalmente entra na história da humanidade, com essa entrada nós temos o grande exemplo do que é ser amigo.O nosso Grande Amigo

Ele disse que tem maior amor àquele que dá a vida por seus amigos, e Ele mesmo fez isso por cada um de nós. Ainda disse que não nos chama de servos, mas de amigos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor.[2] O amigo sabe o que o outro faz, o amigo sabe o que o outro é.

Mais que uma mistura de reciprocidade na virtude, amizade é doação de si para o bem do amigo. More

Solidão e Unidade Original

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A solidão original é a da humanidade em busca de sentido para a própria existência, a unidade original revela a comunhão desejada por Deus desde o início.Solidão e Unidade Original

A unidade original acontece após o relato da criação do ser humano1 que se encontrava só diante das outras criaturas. Ao se perceber, aquele ser humano sentiu a solidão da existência diante das criaturas colocadas a serviço dele, ele não encontrou uma auxiliar que lhe correspondesse. 2

A solidão do homem não é apenas a solidão da falta da mulher, mas simboliza a solidão de toda a humanidade em busca de sentido para sua existência, sentido que não se restringe a encontrar alguém que lhe seja complementar. Mas se amplia à liberdade para se doar a Deus em total dedicação, como é o caso dos que se doam em amor na vida celibatária como um dom aos outros. More

Os dois momentos do amor ‘Eros’

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Se Eros não for educado por Ágape ele se converte em erotismo.

O amor Eros inicialmente é ambicioso, fascinado pelo desejo de felicidade. Mas Os dois momentos do amor Erosnum segundo momento ele passa a se preocupar com o bem do outro, é o momento em que ele passa a ser educado por Ágape, o amor oblativo.

Eros é uma dimensão amor humano e deveria ajudar-nos a experimentar o fascínio do outro sexo não como coisa turva, a ser vivida às costas de Deus, mas como um dom a ser vivido na ordem querida por Ele.1

Eros tem sido identificado exclusivamente com a dimensão erótica, como algo que se limita ao sensual, ao querer para si numa busca exclusiva de satisfação. Como um meteoro avassalador, uma atração difícil de resistir. Eros também é isso, mas não só, sua dimensão é mais ampla, ele é mais que isso. More

A verdade sobre o homem

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João Paulo II em sua primeira Encíclica Redemptor Hominis – o Redentor do Homem – dedicou-se a falar sobre a verdade sobre o homem, verdade que nos é revelada em Cristo. Na segunda Encíclica Dives in Misericórdia ele levou-nos a descobrir, em Cristo, o rosto do Pai que é Rico em misericórdia.

Nesse sentido, uma espiritualidade voltada para Cristo nos revela, ao mesmo tempo, a verdade sobre o homem e o rosto de Deus. A verdade sobre o homemCristo revela o rosto do Pai e de sua misericórdia. Lembremo-nos do momento em que o Apóstolo Filipe se dirige a Cristo e diz:

“Senhor mostra-nos o Pai, isso nos basta”. Jesus respondeu-lhe deste modo: “Há tanto tempo que estou convosco e não me conheces…? Quem me vê, vê o Pai” (Jo, 14, 8s).

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