Carta de Bento XVI ao matemático ateu

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Carta de Bento XVI ao matemático ateu

O papa emérito Bento XVI escreveu respondendo sobre a , a ciência e o mal. Um diálogo à distância sobre o livro ‘Caro papa, ti scrivo’, de autoria de Odifreddi.

‘A franqueza faz parte do diálogo; só assim o conhecimento pode crescer. O senhor foi muito franco e, assim, aceitará que eu também o seja’, disse o papa emérito.

O cientista, por sua vez, relatou emoção e surpresa ao receber em sua casa a “inesperada carta” do papa emérito.  Parte do texto foi publicada originalmente no Jornal italiano La Repubblica no dia 24 de setembro de 2013, confira (grifo nosso): More

Jesus Cristo quis a Igreja?

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Seria a Igreja, enquanto Instituição, fruto da vontade de Jesus?

Diante da indagação que alguém me fez pelo Twitter, dizendo que o homem Jesus não quis fundar a Igreja, mas que ele fundou uma ideologia, e que São Paulo, a quem ele se referiu apenas como Saulo, seria o estruturador da Igreja tal qual ela é hoje após o que ele chama de um incidente.Seria a Igreja, enquanto Instituição, fruto da vontade de Jesus?

Neste artigo eu me limito a responder com dados bíblicos a questão da fundação da Igreja por nosso Senhor Jesus Cristo.  Utilizo os dados bíblicos porque ao mencionar Jesus Cristo e Paulo você foi o primeiro a usá-los. Quanto a ação de São Paulo me limito a responder que o que motivou toda sua empreitada evangelizadora foi o encontro com o Cristo Ressuscitado, como podemos encontrar no relato de Atos dos Apóstolos 9, 1-22. Foi através desse encontro que ele passou a compreender a Boa Nova de Jesus e anunciá-la. Se isso for um “incidente” eu desejo que todas as pessoas neste mundo passem por ele.

Agora – em relação a se nosso Senhor Jesus Cristo quis a Igreja ou não – tenho algumas questões interessantes:

Por que será que o Senhor Jesus Cristo, Verbo Encarnado, quis escolher Doze para segui-lo mais de perto (Mc 3, 13-19)?

E por que será que dentre esses Doze ele escolheu um para apascentar os seus (Mt 16, 13-20)? Não seria isso um indício de que a Igreja enquanto Instituição está totalmente de acordo com a vontade do Senhor?

Que Jesus é Deus não há o que discutir, é só conferir em Jo 1,1.

Deixo aqui o texto em grego para você conferir: More

A Santa Missa

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São João Paulo II afirmou no primeiro número de sua Encíclica Ecclesia de Eucharistia que é no sacrifício eucarístico que se descobre a plena manifestação do amor de Cristo por nós. Amor tornado presente no Sacramento do Altar.

Existem realidades que somente na Santa Missa nós podemos viverSanto sacrifício eucarístico

Na Santa Missa é oferecido o único sacrifício do Cristo ao Pai no Espírito. Sacrifício único e irrepetível, a celebração se repete, o sacrifício não, o sacrifício é aquele que foi oferecido uma vez por todas por Cristo na cruz.

A Santa Missa, como expressa a Sacrosanctum Concilium[1], é a celebração da liturgia da Palavra e da liturgia Eucarística, Palavra e Eucaristia estão tão intimamente ligadas entre si e constituem um só ato de culto.

Na Sagrada Escritura temos os primeiros testemunhos da organização da comunidade cristã primitiva em torno destas duas partes integradas: Palavra e Eucaristia.

A narração catequética do Evangelho de São Lucas 24, 13-35 expressa muito bem esta realidade. Destaco aqui os versículos de 27 a 31:

E, começando por Moisés e passando por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, as passagens que se referiam a ele. Quando chegaram perto do povoado para onde iam, ele fez de conta que ia adiante. Eles, porém, insistiram: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Ele entrou para ficar com eles. Depois que se sentou à mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu a eles. Neste momento, seus olhos se abriram, e eles o reconheceram. Ele, porém, desapareceu da vista deles.

Em Atos 20, 7 encontramos a seguinte descrição: More

Como se deve entender a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?

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A Igreja de Cristo subsiste na Igreja CatólicaComo se deve entender a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?

O que significa esta afirmação?

O Concilio Vaticano II fala sobre eclesiologia na Constituição dogmática Lumen gentium, nos Decretos sobre o Ecumenismo Unitatis redintegratio e sobre as Igrejas Orientais Orientalium Ecclesiarum.

Em Junho de 2007 a Congregação para a Doutrina da Fé respondeu algumas questões sobre alguns aspectos da Doutrina sobre a Igreja[1] por conta de desvios e ambiguidades no que se refere a este tema. Segundo o documento, com o Concílio Vaticano II, não se quis modificar a precedente doutrina sobre a Igreja, recorrendo assim às palavras de Paulo VI na promulgação da Constituição Lumen Gentium:

“Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas a nível de vida, agora também se exprime claramente a nível de doutrina; o que até agora era objeto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura”[2] More

John Henry Newman: “Que me importa ver o horizonte distante? Um único passo me basta”.

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A conversão é um caminho, uma via que dura a vida inteira. importa ver o horizonte distante? Um único passo me basta”

John Henry Newman nasceu no dia 21 de Fevereiro de 1801 em Londres e faleceu em Edgbaston no dia 11 de Agosto de 1890. Foi um sacerdote anglicano convertido a Católico em 1845. Foi nomeado cardeal pelo Papa Leão XIII em 1879. Foi Beatificado no dia 19 de Setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI. More

Bento XVI: um caso de amor com a Verdade

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É espetacular este Documentário, eu o assisti e quero partilhá-lo com você, é ótimo. Eu já amava Bento XVI, agora eu o amo mais ainda. Assista também! Deus abençoe você.

@edisoncn

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A Trindade

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Não podemos abraçar o mistério da Trindade com a nossa mente, mas podemos entrar nele.A Trindade

Neste dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade destaco alguns trechos de uma homilia em que o Padre Raniero Cantalamessa[1] falou sobre a fé na Trindade. Nesta homilia ele falou da importância da teologia de São Gregório Nazianzeno, um dos Padres Capadócios que contribuiu na formulação do Dogma Trinitário. Mas, para nossa reflexão o que interessa é um pequeno trecho em que ele fala da contribuição da teologia latina de Santo Agostinho. Sobre este ele disse o seguinte:

Nunca seremos suficientemente gratos a Agostinho por ter feito o seu discurso da Trindade sobre a palavra de João: “Deus é amor” (1 Jo 4,10). Deus é amor: por isso, conclui Agostinho, ele é Trindade! “O amor supõe um que ama, o que é amado e o mesmo amor” (Agostino, De Trinitate, VIII, 10, 14). O Pai é, na Trindade, aquele que ama, a fonte e o princípio de tudo; o Filho é aquele que é amado, o Espírito Santo é o amor com o qual se amam. More

Vocação, sinal de esperança

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O hoje Papa emérito Bento XVI dedicou uma Mensagem para o 50º dia Mundial de orações pelas vocações[1], desta mensagem, quero recolher as preciosidades escritas pelo Papa sobre a esperança na dimensão da vocação ao sacerdócio e à vida consagrada. Quero iniciar com o convite feito pelo próprio Papa, que disse o seguinte: “Desejo convidar-vos a refletir sobre o tema: As vocações, sinal da esperança fundada na fé.”Vocação, sinal de esperança

Em sua mensagem ele ressalta que “a esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos”. Da História do povo de Israel no Antigo Testamento ele ressalta o valor que eles empregavam na “memória das promessas feitas por Deus, memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão”. Segundo ele, a “verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o homem a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Gn 8,21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Dt 9,7), fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar a nova e eterna aliança com o homem por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação”.

Bento XVI deixa claro que “em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor, verdadeira força motriz da história da salvação, que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida»”. More

Revelação, o mostrar-se de Deus aos homens

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A teologia é o discurso sobre o discurso que é Deus; só posso discutir sobre o discurso quando o discurso se revela a mim[1]. Com essa premissa, a princípio redundante somos introduzidos num tema fundamental da teologia, a REVELAÇÃO.

Revelação, o mostrar-se de Deus aos homens

Deus Se Revela a Moisés na Sarça Ardente

Etimologicamente a palavra revelação indica ação de tirar o véu. Trata-se do comunicar-se de Deus aos homens ou, em outras palavras, o termo revelação expressa o desejo de Deus de se comunicar aos homens. Tal Revelação se dá desde o mistério da criação até a paixão morte, ressurreição e o dom do Espírito Santo. A constituição dogmática Dei Verbum no artigo dois assim explicita a Revelação: More

Por que sofremos?

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“Desperta, homem, porque por ti Deus se fez homem”. Por que sofremos?

Com estas palavras de Santo Agostinho Bento XVI, hoje Papa Emérito, iniciou seu discurso à Cúria Romana[1].

Já de início ele menciona o Papa João Paulo II, seu longo caminho de sofrimento e as lições que cada um de nós aprendeu com suas dores. Segundo ele, o Papa João Paulo II falava através da sua dor silenciosa, transformando-a numa grande mensagem.

Ele utilizou as palavras de João Paulo II no livro “Memória e Identidade” sobre o mistério do sofrimento e da presença do mal no mundo.

Para João Paulo II o poder que põe limite ao mal é a misericórdia divina. Para ele, o poder do mal é derrotado pelo sofrimento de Deus, o sofrimento do Filho na Cruz. Cristo sofrendo por todos nós, conferiu um novo sentido ao sofrimento, introduziu-o numa nova dimensão, numa nova ordem: a do amor. More

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