Sabemos que a Igreja cattólica, a Igreja de Jesus teve seu início em Israel e a religião predominante era obviamente o judaísmo, porém dividido em 3 seitas:

vamos aproveitar a oportunidade para esclarecer o significado da palavra seita.

Seita significa facção ou partido, consequentemente seria o mesmo que dizer que o judaísmo era dividido em 3 facções ou partidos: Fariseus, Saduceus e Essénios.

FARISEUS – (hebraico: perushim)

Muitos de entre os “perushim” tinham a profissão de “sofer” (escriba), ou seja, a pessoa responsável pela transmissão escrita dos manuscritos e da interpretação dos mesmos. Duas escolas de interpretação religiosa desenvolveram-se no seio dos perushim e tornaram-se famosas: a escola de Hillel e a escola de Shammai. A escola de Hillel era considerada mais “liberal” na sua interpretação da Lei, enquanto a de Shamai era mais conservadora.

Aceitavam a Torah escrita e as tradições da Torah oral, na unicidade do Criador, acreditavam na ressurreição dos mortos, em anjos e demónios, no julgamento futuro e na vinda do rei Messias. Eram os principais mestres nas sinagogas, o que os favoreceu como elemento de influência dentro do judaísmo após a destruição do Templo. São precursores através das suas filosofias e ideias do judaísmo rabínico que é o atual judaísmo.

SADUCEUS – (hebraico: bnê Sadôq)

Saduceus (grego: Saddoukaios; hebraico: bnê Sadôq, sadoquitas), é a designação da segunda escola filosófica dos Judeus, ao lado dos fariseus.

Diferiam dos fariseus por não aceitarem a tradição oral e por não acreditarem na ressurreição, tendo até tentado embaraçar Jesus com uma pergunta ardilosa sobre esse conceito.

ESSÉNIOS – (hebraico: Issi’im)

Os Essénios (Issi’im), constituíam um grupo ou seita judaica ascética que teve existência desde mais ou menos o ano 150 a.C. até ao ano 70 d.C. Estavam relacionados com outros grupos religioso-políticos, como os saduceus.
História: O nome essénio provém do termo sírio asaya, e do aramaico essaya ou essenoí, todos com o significado de médico, passa por orum do grego (grego therapeutés), e, finalmente, por esseni do latim. Também se aceita a forma esseniano.

Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essénios foram perseguidos, retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidades e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Na Bíblia não há referência a eles. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo (historiador oficial Judeu) e por Fílon de Alexandria (filósofo Judeu).

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *