Segue abaixo um texto da  Professora Fernanda Palma, ( Professora Catedrática de Direito Penal em Portugal ) que foi publicado no jornal  Português ,  Correio da Manhã na coluna “sentir por diteiro ” no dia 8 de Abril de 2012. neste texto, ela faz uma análise do processo de julgamento de Jesus Cristo :

O Processo de Cristo

O processo de Cristo não foi injusto só por razões intemporais – foi-o também como processo contra um homem do seu tempo, à luz do direito aplicável. As razões da acusação, conduzida por Herodes, revelam um aproveitamento da ocupação romana pelos representantes políticos dos judeus, para impedir qualquer contestação à interpretação oficial da sua lei.

Os “crimes” de Cristo têm caráter religioso. Jesus foi acusado de interpretar a lei num sentido não ritualista, associado à ética, fazer milagres ao sábado, conviver com pessoas de “maus costumes” e se assumir como rei de um reino diferente. A lei do seu povo, que o condenou, tornou-se prepotente e contraditória com o seu sentido último: a salvação. More »

Sabemos que a Igreja cattólica, a Igreja de Jesus teve seu início em Israel e a religião predominante era obviamente o judaísmo, porém dividido em 3 seitas:

vamos aproveitar a oportunidade para esclarecer o significado da palavra seita.

Seita significa facção ou partido, consequentemente seria o mesmo que dizer que o judaísmo era dividido em 3 facções ou partidos: Fariseus, Saduceus e Essénios.

FARISEUS – (hebraico: perushim)

Muitos de entre os “perushim” tinham a profissão de “sofer” (escriba), ou seja, a pessoa responsável pela transmissão escrita dos manuscritos e da interpretação dos mesmos. Duas escolas de interpretação religiosa desenvolveram-se no seio dos perushim e tornaram-se famosas: a escola de Hillel e a escola de Shammai. A escola de Hillel era considerada mais “liberal” na sua interpretação da Lei, enquanto a de Shamai era mais conservadora.

Aceitavam a Torah escrita e as tradições da Torah oral, na unicidade do Criador, acreditavam na ressurreição dos mortos, em anjos e demónios, no julgamento futuro e na vinda do rei Messias. Eram os principais mestres nas sinagogas, o que os favoreceu como elemento de influência dentro do judaísmo após a destruição do Templo. São precursores através das suas filosofias e ideias do judaísmo rabínico que é o atual judaísmo. More »

Para entendermos bem o início da Igreja precisamos nos localizar.

A cidade de Jerusalém tem uma história que data do IV milênio a.C., tornando-a uma das mais antigas do mundo. Jerusalém é a cidade santa dos judeus, cristãos, e muçulmanos. É a capital declarada (mas não reconhecida pela comunidade internacional) de Israel e sua maior cidade, com uma população 732.100. Localizada nas Montanhas Judias, entre o Mar Mediterrâneo e o norte do Mar Morto, a Jerusalém moderna tem crescido aos arredores da cidade Antiga.
Apesar de possuir uma área de apenas 0,9 quilômetros quadrados (0,35 milhas), a cidade antiga hospeda os principais pontos religiosos. A cidade antigamente murada, um patrimônio mundial, tem sido tradicionalmente dividida em quatro quarteirões, ainda que os nomes usados hoje (os bairros armênios, cristãos, judeu e o muçulmano) foram introduzidos por volta do século XIX. A cidade velha foi indicada para inclusão na lista do patrimônio mundial em perigo pela Jordânia em 1982.
No curso da história, Jerusalém foi destruída duas vezes, sitiada 23 vezes, atacada 52 vezes, e capturada e recapturada 44 vezes.
Hoje, o status de jerusalém continua um dos maiores problemas no conflito israelo-palestino. A anexação, por Israel, do leste de Jerusalém, em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, tem sido repetidamente condenada pelas Nações Unidas e órgãos relacionados, e o povo palestino vislumbra o leste de Jerusalém como a capital do seu futuro estado. Após a Resolução 478 do Conselho de Segurança da ONU, oficializou-se a retirada das embaixadas estrangeiras de Jerusalém. More »

Neste documentário você irá conhecer Jerusalém, Uma cidade Santa para três religiões.

Visite locais históricos, seja guiado pelo povo de Jerusalém e sinta a emoção que essa cidade provoca. veja os vídeos :

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Saiba mais sobre a Culinária Bíblica:

A Bíblia, ou melhor, o Antigo Testamento, não é exatamente um livro de receitas, mas o israelense Moshe Basson pensa diferente: “As escrituras falam muito sobre comida”. Iraquiano criado em Jerusalém, ele é especialista na chamada “gastronomia bíblica”. Estudioso das escrituras, o chef faz seus pratos com ingredientes que são usados na região de Israel há 4 mil anos.

Os ingredientes bíblicos utilizados por Basson são sete: trigo, cevada, figos, romã, tâmaras, uvas e azeitonas que, segundo ele, ainda estão presentes na culinária contemporânea de Israel. Ele faz questão de colher pessoalmente alguns de seus temperos. “Um de meus hobbies é passear pelos montes da Judéia e da Samaria para colher ervas bíblicas”, conta. O chef já foi administrador de empresas e criador de ovelhas antes de se dedicar à culinária. “Meus pais tinham uma padaria em Jerusalém, numa região onde a maioria da população era árabe. Não era raro eles usarem o forno de meu pai para cozinhar. Eu era criança, sentia o cheiro dos assados e ficava com água na boca, mas não podia comer”, lembra Basson, que segue as leis judaicas referentes à alimentação. More »