{"id":2041,"date":"2019-07-10T17:20:41","date_gmt":"2019-07-10T17:20:41","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/?p=2041"},"modified":"2019-07-10T20:18:44","modified_gmt":"2019-07-10T20:18:44","slug":"fatima-aparicoes-ou-visoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/2019\/07\/10\/fatima-aparicoes-ou-visoes\/","title":{"rendered":"F\u00e1tima : Apari\u00e7\u00f5es ou\u00a0vis\u00f5es?"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\"><span style=\"color: #1a1a1a\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/07\/DSC00168.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-22\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/07\/DSC00168-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/07\/DSC00168-300x225.jpg 300w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/07\/DSC00168-768x576.jpg 768w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/07\/DSC00168-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/07\/DSC00168.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na Cova da Iria os pastorinhos tiveram vis\u00f5es e n\u00e3o apari\u00e7\u00f5es, mas o valor n\u00e3o \u00e9 menor porque, como notou Bento XVI, vis\u00f5es t\u00eam uma for\u00e7a de presen\u00e7a tal que equivalem \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o externa sens\u00edvel.<\/span> <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Ainda n\u00e3o foi o centen\u00e1rio da primeira apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora em F\u00e1tima e j\u00e1 abundam as alegadas \u2018desmitifica\u00e7\u00f5es\u2019 do fen\u00f4meno ocorrido na Cova da Iria, agora reduzido a uma mera narrativa, que cada qual reinterpreta a seu bel-prazer. Os factos ocorreram de 13 de Maio a 13 de Outubro de 1917, tendo por protagonistas tr\u00eas crian\u00e7as: os irm\u00e3os Francisco e Jacinta Marto, que o Papa Francisco vai muito felizmente canonizar no pr\u00f3ximo dia 13, e a prima deles, L\u00facia dos Santos, que foi a relatora das apari\u00e7\u00f5es.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Para alguns, tudo n\u00e3o passou de um embuste pol\u00edtico-religioso, para que foram aliciadas umas criancinhas analfabetas que, a troco de sabe-se l\u00e1 o qu\u00ea, se prestaram a ser videntes de mirabolantes apari\u00e7\u00f5es celestiais. Para outros, \u00e9 evidente que a manobra teve m\u00e3ozinha clerical e inten\u00e7\u00e3o marcadamente antirrepublicana, em tempos em que a Igreja Cat\u00f3lica era ferozmente perseguida pelos Afonsos Costas deste pa\u00eds. Tamb\u00e9m os h\u00e1 que, embora afirmando-se fi\u00e9is, olham com desd\u00e9m para este tipo de fen\u00f4menos, que reprovam em nome da sua impoluta racionalidade, mais livre-pensadora do que verdadeiramente cat\u00f3lica. \u00c9 caso para perguntar: afinal, em que ficamos?!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Quem ler as Mem\u00f3rias da Irm\u00e3 L\u00facia, a vidente que sobreviveu e relatou os acontecimentos extraordin\u00e1rios ocorridos na Cova da Iria em 1917, percebe de imediato que, se alguma press\u00e3o sofreram aquelas tr\u00eas crian\u00e7as, quer por parte do seu p\u00e1roco, quer ainda por parte das suas fam\u00edlias \u2013 que, para o efeito, at\u00e9 recorreram a vias de facto! \u2013 foi precisamente no sentido de as obrigar a desmentir as apari\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m as zelosas autoridades p\u00fablicas tudo fizeram para obrigar os videntes a se desdizerem ou, pelo menos, revelarem o segredo que lhes tinha sido dito pela sua celestial interlocutora.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">A pr\u00f3pria Igreja portuguesa, de in\u00edcio, n\u00e3o reagiu positivamente \u00e0s apari\u00e7\u00f5es. S\u00f3 a 13 de Maio de 1922 se iniciou a investiga\u00e7\u00e3o can\u00f4nica relativa aos acontecimentos de F\u00e1tima, que concluiu oito anos e meio depois, a 13 de Outubro de 1930, com a aprova\u00e7\u00e3o do culto e das apari\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o constituem, contudo, mat\u00e9ria de f\u00e9.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Neste sentido, o Padre Anselmo Borges, em entrevista ao Expresso, a 16-4-2017, afirmou: \u201cPosso ser um bom cat\u00f3lico e n\u00e3o acreditar em F\u00e1tima, porque n\u00e3o \u00e9 um dogma\u201d. \u00c9 verdade que F\u00e1tima n\u00e3o \u00e9, nem nunca poder\u00e1 ser, um dogma, mas \u00e9 pouco prov\u00e1vel que possa ser um \u201cbom cat\u00f3lico\u201d quem n\u00e3o aceita o veredicto da hierarquia eclesial em rela\u00e7\u00e3o a estas apari\u00e7\u00f5es, at\u00e9 porque a totalidade da mensagem atribu\u00edda \u00e0 \u2018Senhora mais brilhante do que o sol\u2019 \u00e9 de uma total e irrepreens\u00edvel coer\u00eancia evang\u00e9lica. Ali\u00e1s, nenhuma revela\u00e7\u00e3o particular, como \u00e9 o caso, pode ser reconhecida pela Igreja se n\u00e3o for absolutamente coincidente com a f\u00e9 cat\u00f3lica.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">O P. Anselmo Borges igualmente declarou: \u201c\u00c9 preciso tamb\u00e9m distinguir apari\u00e7\u00f5es de vis\u00f5es. \u00c9 evidente que Nossa Senhora n\u00e3o apareceu em F\u00e1tima. Uma apari\u00e7\u00e3o \u00e9 algo objetivo. Uma experi\u00eancia religiosa interior \u00e9 outra realidade, \u00e9 uma vis\u00e3o, o que n\u00e3o significa necessariamente um del\u00edrio, mas \u00e9 subjectivo.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">A distin\u00e7\u00e3o entre apari\u00e7\u00f5es e vis\u00f5es n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade pois, como recordou Bento XVI, quando era cardeal perfeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, \u201ca antropologia teol\u00f3gica distingue, neste \u00e2mbito, tr\u00eas formas de percep\u00e7\u00e3o ou \u00abvis\u00e3o\u00bb: a vis\u00e3o pelos sentidos, ou seja, a percep\u00e7\u00e3o externa corp\u00f3rea; a percep\u00e7\u00e3o interior; e a vis\u00e3o espiritual (<\/span><\/span><\/span><em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\"><i>visio sensibilis<\/i><\/span><\/span><\/span><\/em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">,&nbsp;<\/span><\/span><\/span><em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\"><i>imaginativa<\/i><\/span><\/span><\/span><\/em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">,&nbsp;<\/span><\/span><\/span><em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\"><i>intellectualis<\/i><\/span><\/span><\/span><\/em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">). \u00c9 claro que, nas vis\u00f5es de Lourdes, F\u00e1tima, etc, n\u00e3o se trata da percep\u00e7\u00e3o externa normal dos sentidos: as imagens e as figuras vistas n\u00e3o se encontram fora no espa\u00e7o circundante, como est\u00e1 l\u00e1, por exemplo, uma \u00e1rvore ou uma casa. Isto \u00e9 bem evidente, por exemplo, no caso da vis\u00e3o do inferno (descrita na primeira parte do \u00absegredo\u00bb de F\u00e1tima) ou ent\u00e3o na vis\u00e3o descrita na terceira parte do \u00absegredo\u00bb, mas pode-se facilmente comprovar tamb\u00e9m noutras vis\u00f5es, sobretudo porque n\u00e3o eram captadas por todos os presentes, mas apenas pelos \u00abvidentes\u00bb. De igual modo, \u00e9 claro que n\u00e3o se trata duma \u00abvis\u00e3o\u00bb intelectual sem imagens, como acontece nos altos graus da m\u00edstica. Trata-se, portanto, da categoria interm\u00e9dia, a percep\u00e7\u00e3o interior que, para o vidente, tem uma for\u00e7a de presen\u00e7a tal que equivale \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o externa sens\u00edvel\u201d (Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para a Doutrina da F\u00e9, Coment\u00e1rio teol\u00f3gico, in&nbsp;<\/span><\/span><\/span><em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\"><i>A mensagem de F\u00e1tima<\/i><\/span><\/span><\/span><\/em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">, 26-6-2000).<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Assim sendo, n\u00e3o oferece d\u00favidas que, de facto, Nossa Senhora n\u00e3o apareceu, em sentido t\u00e9cnico, na Cova da Iria. Que se tenha tratado de uma vis\u00e3o e n\u00e3o de uma apari\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite, contudo, afirmar que foi, como disse o P. Anselmo Borges, apenas uma \u201cexperi\u00eancia religiosa interior\u201d dos videntes, nem que, mesmo n\u00e3o sendo \u201cnecessariamente um del\u00edrio\u201d, teria sido contudo algo meramente \u201csubjectivo\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Bento XVI, no seu j\u00e1 citado coment\u00e1rio teol\u00f3gico \u00e0 mensagem de F\u00e1tima, esclarece: \u201cEste ver interiormente n\u00e3o significa que se trata de fantasia, que seria apenas uma express\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o subjectiva. Significa, antes, que a alma recebe o toque suave de algo real mas que est\u00e1 para al\u00e9m do sens\u00edvel, tornando-a capaz de ver o n\u00e3o-sens\u00edvel, o n\u00e3o-vis\u00edvel aos sentidos: uma vis\u00e3o atrav\u00e9s dos \u00absentidos internos\u00bb. Trata-se de verdadeiros \u00abobjetos\u00bb que tocam a alma, embora n\u00e3o perten\u00e7am ao mundo sens\u00edvel que nos \u00e9 habitual\u201d. Atente-se aos termos usados pelo Cardeal Ratzinger para descrever as \u2018apari\u00e7\u00f5es\u2019 de F\u00e1tima: n\u00e3o \u201cse trata de fantasia\u201d, nem de \u201cuma express\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o subjectiva\u201d, mas de \u201calgo real\u201d, de \u201cverdadeiros \u2018objetos\u2019\u201d!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Prossegue Bento XVI, no seu Coment\u00e1rio teol\u00f3gico: \u201cComo dissemos, a \u00abvis\u00e3o interior\u00bb n\u00e3o \u00e9 fantasia\u201d \u2013 ao contr\u00e1rio do que o termo \u2018vis\u00e3o imaginativa\u2019, usado por D. Carlos Azevedo, na sua entrevista ao P\u00fablico, no passado dia 21, poderia levar a crer \u2013 \u201cmas uma verdadeira e pr\u00f3pria maneira de verifica\u00e7\u00e3o. F\u00e1-lo, por\u00e9m, com as limita\u00e7\u00f5es que lhe s\u00e3o pr\u00f3prias. Se, na vis\u00e3o exterior, j\u00e1 interfere o elemento subjectivo, isto \u00e9, n\u00e3o vemos o objeto puro mas este chega-nos atrav\u00e9s do filtro dos nossos sentidos que t\u00eam de operar um processo de tradu\u00e7\u00e3o; na vis\u00e3o interior, isso \u00e9 ainda mais claro, sobretudo quando se trata de realidades que por si mesmas ultrapassam o nosso horizonte\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Nada tem de muito surpreendente este esclarecimento se se tiver em conta que, tamb\u00e9m no Evangelho, se recorre com frequ\u00eancia a met\u00e1foras que facilitam a compreens\u00e3o dos mist\u00e9rios da f\u00e9: \u00e9 \u00f3bvio que o inferno n\u00e3o pode ser fogo, nem o c\u00e9u um banquete e, quando Jesus diz que ele \u00e9 \u201ca videira verdadeira\u201d (Jo 15, 1), n\u00e3o se est\u00e1 a atribuir a si mesmo uma natureza vegetal, mas apenas a sugerir que, da mesma forma como os ramos est\u00e3o unidos ao tronco e dele recebem a vida, assim tamb\u00e9m os crist\u00e3os em gra\u00e7a est\u00e3o enxertados em Cristo, de quem lhes vem a energia que alimenta a sua vida sobrenatural.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #1a1a1a\">\u201c<\/span><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Isto\u201d \u2013 prossegue o Cardeal Ratzinger \u2013 \u201c\u00e9 patente em todas as grandes vis\u00f5es dos Santos; naturalmente vale tamb\u00e9m para as vis\u00f5es dos pastorinhos de F\u00e1tima. As imagens por eles delineadas n\u00e3o s\u00e3o de modo algum mera express\u00e3o da sua fantasia, mas fruto duma percep\u00e7\u00e3o real de origem superior e \u00edntima\u201d. Portanto, se se trata, como explica Bento XVI, de uma \u201cpercep\u00e7\u00e3o real de origem superior e \u00edntima\u201d e \u201cn\u00e3o s\u00e3o de modo algum mera express\u00e3o da sua (deles, pastorinhos) fantasia\u201d, imp\u00f5e-se a conclus\u00e3o \u00f3bvia: o seu valor n\u00e3o \u00e9 menor do que se se tivesse tratado, em sentido t\u00e9cnico, de aut\u00eanticas apari\u00e7\u00f5es, pois \u201ctem uma for\u00e7a de presen\u00e7a tal que equivale \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o externa sens\u00edvel\u201d. Raz\u00e3o que explica tamb\u00e9m que a Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, na sua nota pastoral sobre o centen\u00e1rio de F\u00e1tima (<\/span><\/span><\/span><em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\"><i>F\u00e1tima, Sinal de Esperan\u00e7a para o nosso tempo, Carta pastoral no Centen\u00e1rio das Apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora em F\u00e1tima<\/i><\/span><\/span><\/span><\/em><span style=\"color: #1a1a1a\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">, 2016), mantenha o uso do termo \u201capari\u00e7\u00f5es\u201d, mesmo n\u00e3o sendo o tecnicamente mais preciso. Tamb\u00e9m o inquilino se refere \u00e0 casa em que vive como sendo sua, embora juridicamente n\u00e3o seja o seu propriet\u00e1rio.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Liberation Sans Narrow', sans-serif\"><span style=\"font-size: medium\">Como sintetizou o ent\u00e3o Cardeal Secret\u00e1rio de Estado, \u00c2ngelo Sodano, na celebra\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica da beatifica\u00e7\u00e3o de Jacinta e Francisco Marto, na Cova da Iria, a 13-5-2000, presidida por S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, \u201ca vis\u00e3o de F\u00e1tima refere-se sobretudo \u00e0 luta dos sistemas ateus contra a Igreja e os crist\u00e3os e descreve o sofrimento imane das testemunhas da f\u00e9 do \u00faltimo s\u00e9culo do segundo mil\u00eanio. \u00c9 uma Via Sacra sem fim, guiada pelos Papas do s\u00e9culo vinte.\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Por &#8211; Pe Gon\u00e7alo P. de Almada<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"AS 6 APARI\u00c3\u0087\u00c3\u0095ES DE NOSSA SENHORA DE F\u00c3\u0081TIMA\" width=\"600\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GZppMEgWDDw?feature=oembed&amp;rel=0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Cova da Iria os pastorinhos tiveram vis\u00f5es e n\u00e3o apari\u00e7\u00f5es, mas o valor n\u00e3o \u00e9 menor porque, como notou Bento XVI, vis\u00f5es t\u00eam uma for\u00e7a de presen\u00e7a tal que equivalem \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o externa sens\u00edvel. 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