{"id":548,"date":"2011-10-19T17:36:06","date_gmt":"2011-10-19T17:36:06","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/?p=548"},"modified":"2011-10-19T17:37:09","modified_gmt":"2011-10-19T17:37:09","slug":"a-misericordia-de-maria-perante-a-amargura-da-lucia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/2011\/10\/19\/a-misericordia-de-maria-perante-a-amargura-da-lucia\/","title":{"rendered":"A miseric\u00f3rdia de Maria perante a amargura da L\u00facia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/10\/Lucia3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-554\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/10\/Lucia3-253x300.jpg\" alt=\"\" width=\"177\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/10\/Lucia3-253x300.jpg 253w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/imaculadocoracaodemaria\/files\/2011\/10\/Lucia3.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 177px) 100vw, 177px\" \/><\/a>Na segunda Mem\u00f3ria, a L\u00facia conta a sua despedida de F\u00e1tima e a \u00faltima visita que fez aos diversos lugares \u201conde o bom Deus tinha come\u00e7ado a obra da Sua miseric\u00f3rdia\u201d. N\u00e3o esconde que o fez \u201ccom o cora\u00e7\u00e3o esmagado de saudades\u201d (<em>Memorias, <\/em>96). Foi preciso esperar pela sua morte para conhecermos o que se passou nessa despedida: uma nova visita da M\u00e3e do C\u00e9u. No seu di\u00e1rio, ainda n\u00e3o publicado, dirige-se a Maria, dizendo-lhe:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">\u201cFoste tu a que me tomaste pela m\u00e3o e me conduziste os passos. Sim, mais de uma vez, vieste \u00e0 terra para indicar-me o caminho. Sem ti, teria perdido o norte e desviado a senda. Foi no dia 15 de Junho de 1921, viste a minha luta, a indecis\u00e3o e o arrependimento do sim que antes tinha dado, a incerteza do que iria encontrar, a resolu\u00e7\u00e3o de voltar atr\u00e1s. O conhecimento do que deixava, e saudade a desgarrar-me o cora\u00e7\u00e3o! (&#8230;) Deixar tudo e a casa paterna, por uma incerteza do que iria encontrar, oprimia-me o cora\u00e7\u00e3o e fazia-me pressentir o que nem queria pensar!&#8230; Podia l\u00e1 ser? \u2013 perguntava a mim mesma. N\u00e3o, digo a minha M\u00e3e que n\u00e3o quero ir e com n\u00e3o aparecer amanh\u00e3 em Leiria tudo est\u00e1 resolvido (&#8230;) N\u00e3o mais voltar a pisar esta terra aben\u00e7oada, para ir sabe Deus para onde, sem nem sequer poder escrever diretamente para a minha m\u00e3e! Imposs\u00edvel, n\u00e3o vou!<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">E foi entre esta multid\u00e3o de pensamentos sombrios que percorri o caminho desde a igreja de F\u00e1tima, onde de manh\u00e3zinha cedo fui para assistir \u00e0 Santa Missa e comungar por despedida, at\u00e9 \u00e0 Cova de Iria. A\u00ed ajoelhada e debru\u00e7ada sobre a pequena grade que resguardava a terra que tinha alimentado a feliz carrasqueira onde Nossa Senhora poisou os seus imaculados p\u00e9s, deixei as l\u00e1grimas correr em abund\u00e2ncia enquanto que pedia a Nossa Senhora perd\u00e3o de n\u00e3o ser capaz de lhe oferecer, desta vez, este sacrif\u00edcio que me parecia superior \u00e0s minhas for\u00e7as. (&#8230;)<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Nesse momento, bem longe estava eu de pensar num novo encontro, nem no cumprimento da promessa: \u2018Voltarei aqui, uma s\u00e9tima vez\u201d. Tinhas tantos mais dignos do que eu a quem podias manifestar-Te! Mas n\u00e3o \u00e9 aos filhos mais pequeninos e necessitados que as m\u00e3es socorrem em primeiro lugar? Por certo que, desde o C\u00e9u, o Teu maternal olhar me seguia os passos e no espelho imenso da luz que \u00e9 Deus, viste a luta daquela a quem prometeste especial prote\u00e7\u00e3o. \u2018Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio e o caminho que te conduzir\u00e1 at\u00e9 Deus\u2019.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Assim sol\u00edcita, mais uma vez desceste \u00e0 terra, e foi ent\u00e3o que senti a Tua m\u00e3o amiga e maternal tocar-me no ombro; levantei o olhar e vi-te, eras Tu, a M\u00e3e Bendita a dar-me a M\u00e3o e a indicar-me o caminho; os teus l\u00e1bios descerraram-se e o doce timbre da tua voz restituiu a luz e a paz \u00e0 minha alma: \u2018Aqui estou pela s\u00e9tima vez, vai, segue o caminho por onde o Senhor Bispo te quiser levar, essa \u00e9 a vontade de Deus\u2019.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Repeti ent\u00e3o o meu \u2018sim\u2019, agora bem mais consciente do que o do dia 13 de Maio de 1917 e, enquanto que de novo Te elevavas ao C\u00e9u, como num relance, passou-me pelo esp\u00edrito toda a s\u00e9rie de maravilhas que naquele mesmo lugar, havia apenas 4 anos, ali tinha sido dado contemplar. Recordei a minha querida Nossa Senhora do Carmo e nesse momento senti a gra\u00e7a da voca\u00e7\u00e3o \u00e0 vida religiosa e o atrativo pelo Claustro do Carmelo. (&#8230;)<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">E como se a mim, se me tivesse dito as palavras dirigidas pelo Anjo ao profeta Elias: \u2018Levanta-te que ainda tens um grande caminho a percorrer\u2019. Fui continuar a minha peregrina\u00e7\u00e3o de despedida. (&#8230;) A saudade apertava como um punhal a cravar-se-me no cora\u00e7\u00e3o, mas prometi, \u00e9 preciso ser fiel! Renovo o meu \u2018sim\u2019 e chamo para me ajudar o eu querido Anjo da Guarda e o Anjo de Portugal, precursor da Virgem M\u00e3e.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">No dia seguinte, 16 de Junho de 1921, (&#8230;) na companhia da minha querida m\u00e3e, que estava bem longe de suspeitar a luta que no meu cora\u00e7\u00e3o se tratava, como outro Abra\u00e3o que sobe a montanha para oferecer a Deus o filho Isaac, pomo-nos a caminho passando pela Cova da Iria para a\u00ed rezar o meu ros\u00e1rio, de despedida. Quando este terminou, ao pormo-nos de novo em marcha, fiquei algo para tr\u00e1s, voltei-me para dizer o meu \u00faltimo adeus, e &#8230; vi um vulto de luz \u2013 tive a impress\u00e3o de que era a querida M\u00e3e do C\u00e9u a inspirar-me coragem e a dar-me a sua b\u00ean\u00e7\u00e3o maternal (&#8230;).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">\u00c0s 2 horas da tarde, estava na esta\u00e7\u00e3o de Leiria a dar a minha m\u00e3e o abra\u00e7o de despedida, que, mergulhada em l\u00e1grimas e como sempre torturada pela d\u00favida, me despediu dizendo: \u2018Vai, filha, que, se \u00e9 verdade que viste Nossa Senhora, Ela te guardar\u00e1, mas se tu mentiste, ent\u00e3o vais ser uma desgra\u00e7ada\u2019. E cumpriu-se a profecia da minha querida m\u00e3e, Nossa Senhora tem-me defendido, conduzindo-me os passos\u201d. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Tahoma, sans-serif\"><span style=\"font-size: small\">Neste relato da ajuda materna de Maria vemos claramente uma experi\u00eancia de miseric\u00f3rdia divina que vem ao encontro dos fi\u00e9is nas suas amarguras para os amparar.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na segunda Mem\u00f3ria, a L\u00facia conta a sua despedida de F\u00e1tima e a \u00faltima visita que fez aos diversos lugares \u201conde o bom Deus tinha come\u00e7ado a obra da Sua miseric\u00f3rdia\u201d. 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