{"id":1097,"date":"2011-06-13T14:44:32","date_gmt":"2011-06-13T16:44:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/?p=1097"},"modified":"2011-06-13T14:45:34","modified_gmt":"2011-06-13T16:45:34","slug":"novas-vozes-de-defesa-da-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/2011\/06\/13\/novas-vozes-de-defesa-da-familia\/","title":{"rendered":"Novas vozes de defesa da fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"<p><strong>O desprezo do casamento tem custo alto<\/strong><br \/>\nPor Pe. John Flynn, L.C.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/_CD02SZX1kps\/TL47Gh6kyrI\/AAAAAAAABUs\/WlIl0-h5aZs\/s1600\/familia-lendo-a-biblia.jpg\" alt=\"Fam\u00edlia\" width=\"262\" height=\"196\" \/> A fam\u00edlia \u00e9 a pedra fundamental da sociedade e o melhor instrumento para o bem-estar dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>Estas afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o comuns nas fontes cat\u00f3licas, baseadas na antropologia crist\u00e3. Mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum ouvi-las no mundo laico.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, um relat\u00f3rio recente da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) reproduziu precisamente estas afirma\u00e7\u00f5es.<!--more--><\/p>\n<p>Em nota para a imprensa a prop\u00f3sito do relat\u00f3rio, publicada em 27 de abril, a OCDE afirma que as fam\u00edlias s\u00e3o uma fonte essencial de apoio econ\u00f4mico e social para as pessoas, al\u00e9m de instrumento crucial de solidariedade.<\/p>\n<p>\u201cAs fam\u00edlias proporcionam identidade, amor, cuidado, alimento e desenvolvimento para os seus membros e formam o n\u00facleo de muitas redes sociais\u201d.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio, intitulado \u201cGarantir o Bem-Estar das Fam\u00edlias\u201d, reconhece ainda que a pobreza est\u00e1 aumentando nas fam\u00edlias com filhos em quase todos os pa\u00edses membros da OCDE.<\/p>\n<p>Os pais tamb\u00e9m t\u00eam dificuldades para combinar o trabalho com os compromissos familiares. O relat\u00f3rio pede que os governos adotem pol\u00edticas de apoio \u00e0s fam\u00edlias, dando assist\u00eancia e ajuda econ\u00f4mica mediante iniciativas como mais flexibilidade laboral para os pais. Segundo a OCDE, o gasto p\u00fablico m\u00e9dio em aux\u00edlios familiares representa pouco mais que 2,2% do PIB nesse grupo de pa\u00edses.<\/p>\n<p>Uma das \u00e1reas em que poderia ser feito mais \u00e9 a do incentivo \u00e0 natalidade. Muitas fam\u00edlias querem mais filhos, aponta o relat\u00f3rio, e em v\u00e1rios pa\u00edses as pessoas t\u00eam menos filhos do que gostariam.<\/p>\n<p>As taxas de natalidade dos pa\u00edses da OCDE ca\u00edram significativamente nas \u00faltimas d\u00e9cadas, chegando hoje a 1,7 filhos por mulher.<\/p>\n<p>Pa\u00edses com n\u00edvel mais alto de fertilidade d\u00e3o mais apoio aos nascimentos, tanto atrav\u00e9s de pagamentos em dinheiro quanto por meio de servi\u00e7os para as fam\u00edlias com filhos pequenos. As pol\u00edticas de trabalho de tempo parcial para as m\u00e3es tamb\u00e9m ajudam as fam\u00edlias a harmonizar com mais efic\u00e1cia o emprego e o cuidado dos filhos.<\/p>\n<p>Apoiar as fam\u00edlias n\u00e3o traz resultados bons somente para os pais. \u201cO bem-estar das crian\u00e7as est\u00e1 ligado ao da fam\u00edlia. Quando as fam\u00edlias prosperam, as crian\u00e7as prosperam\u201d.<\/p>\n<p><strong>Pesquisa no Reino Unido<\/strong><\/p>\n<p>Um estudo recente no Reino Unido ressalta a import\u00e2ncia da vida familiar. Foram publicados em fevereiro os resultados de uma pesquisa de 2009, feita em 40.000 domic\u00edlios pelo Institute of Social and Economic Research da Universidade de Essex.<\/p>\n<p>O estudo abrange uma gama ampla de assuntos, mas um dos cap\u00edtulos se concentra na fam\u00edlia. Entre os resultados, os seguintes destaques:<br \/>\n&#8211; Casar torna os casais notavelmente mais felizes do que apenas morar juntos.<br \/>\n&#8211; A satisfa\u00e7\u00e3o dos jovens com sua situa\u00e7\u00e3o familiar \u00e9 claramente ligada \u00e0 qualidade das rela\u00e7\u00f5es dos seus pais. Nas fam\u00edlias em que a m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 feliz no relacionamento, s\u00f3 55% dos jovens se dizem &#8220;completamente satisfeitos&#8221; com sua situa\u00e7\u00e3o familiar, em contraste com 73% dos jovens cujas m\u00e3es s\u00e3o &#8220;muito felizes&#8221; no relacionamento.<br \/>\n&#8211; Filhos de pais solteiros s\u00e3o menos propensos a se considerar plenamente felizes com a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o familiar.<br \/>\n&#8211; Crian\u00e7as que n\u00e3o discutem com nenhum dos pais mais de uma vez por semana t\u00eam um n\u00edvel de felicidade maior do que aquelas que t\u00eam discuss\u00f5es frequentes. A pesquisa tamb\u00e9m descobriu que a felicidade das crian\u00e7as melhora quando elas conversam frequentemente sobre temas importantes com os pais.<br \/>\n&#8211; Tamb\u00e9m \u00e9 importante jantar em fam\u00edlia. As crian\u00e7as que jantam com a fam\u00edlia pelo menos tr\u00eas vezes por semana s\u00e3o mais propensas a se considerar plenamente felizes do que aquelas que vivem essa experi\u00eancia menos de tr\u00eas vezes por semana.<\/p>\n<p><strong>Qualidade<\/strong><\/p>\n<p>Outro estudo recente, feito pela organiza\u00e7\u00e3o Child Trends e publicado nos Estados Unidos em 8 de abril, examina a influ\u00eancia exercida nas crian\u00e7as pela qualidade do relacionamento de seus pais.<\/p>\n<p>Com o t\u00edtulo \u201cQualidade da Rela\u00e7\u00e3o dos Pais e Resultados dos Filhos por Subgrupos\u201d, o estudo analisa as respostas de mais de 64.000 pais com filhos de 6 a 17 anos.<\/p>\n<p>A qualidade da rela\u00e7\u00e3o dos pais \u00e9 \u201cassociada de modo cont\u00ednuo e positivo a uma s\u00e9rie de resultados da crian\u00e7a e da fam\u00edlia\u201d. Esses resultados incluem problemas de comportamento, rendimento escolar e comunica\u00e7\u00e3o pais-filhos.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, as pesquisas dos \u00faltimos anos sugerem que as rela\u00e7\u00f5es de mais qualidade dos pais tendem a propiciar, nos filhos, atitudes mais positivas para com o casamento, o que torna mais prov\u00e1vel que eles pr\u00f3prios venham a ter casamentos de boa qualidade.<\/p>\n<p>Elizabeth Marquardt, diretora do site FamilyScholars.org e autora de um livro sobre os efeitos do div\u00f3rcio nos filhos, lamenta, a respeito deste estudo, a omiss\u00e3o quanto \u00e0 influ\u00eancia do estado marital nas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Marquardt afirma que o aprofundamento das tabelas e das estat\u00edsticas sobre o tipo de rela\u00e7\u00e3o familiar proporciona uma interpreta\u00e7\u00e3o mais adequada dos resultados. Quando detalha o tipo de fam\u00edlia, a enquete mostra que os enteados t\u00eam o dobro de probabilidade de apresentar problemas de comportamento em compara\u00e7\u00e3o com as crian\u00e7as que moram com seus pais casados. Os problemas aumentam para as crian\u00e7as que moram com casais amasiados: eles t\u00eam quase tr\u00eas vezes mais probabilidade de apresentar problemas de comportamento.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as de situa\u00e7\u00e3o marital dos pais repercutem ainda em outros par\u00e2metros, como as rela\u00e7\u00f5es sociais e o comportamento escolar dos filhos.<\/p>\n<p>Marquardt menciona tamb\u00e9m que os resultados do estudo mostram que a qualidade da rela\u00e7\u00e3o entre os adultos depende do fato de estarem casados ou n\u00e3o. A maior estabilidade e durabilidade de um casal casado s\u00e3o de grande ajuda para os filhos.<\/p>\n<p><strong>O casamento \u00e9 bom<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo n\u00e3o sendo nova a not\u00edcia de que o casamento \u00e9 bom tanto para os casais como para os filhos, ela continua sendo confirmada pelas pesquisas. No in\u00edcio do ano, o doutor John Gallacher e David Gallacher, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, publicaram em artigo no BMJ Student.<\/p>\n<p>Uma reportagem publicada no dia 28 de janeiro pelo jornal Independent analisava, partindo dos dados dos pesquisadores, se o casamento \u00e9 bom para a sa\u00fade.<\/p>\n<p>\u201cA conclus\u00e3o \u00e9 que, medicamente falando, o grupo mais longevo \u00e9 o dos casados\u201d, comentou o Dr. Gallacher.<br \/>\nSeu trabalho fazia refer\u00eancia a um estudo que envolvia milh\u00f5es de pessoas em sete pa\u00edses europeus. Mostrava que, em m\u00e9dia, os casais casados vivem em m\u00e9dia 10% a 15% mais.<\/p>\n<p>Quando se trata das crian\u00e7as, Kay S. Hymowitz, em um artigo publicado no Los Angeles Times no dia 11 de novembro, afirma que as rela\u00e7\u00f5es inst\u00e1veis s\u00e3o mais prejudiciais para as crian\u00e7as do que a pobreza.<\/p>\n<p>Hymowitz se baseava no material publicado na edi\u00e7\u00e3o de outono da revista Future of Children. Os artigos da revista eram a conclus\u00e3o de um estudo sobre 5.000 crian\u00e7as nascidas em \u00e1reas urbanas, entre popula\u00e7\u00f5es de minorias.<\/p>\n<p>O estudo acompanhou crian\u00e7as que nasceram no fim dos anos noventa. Ao nascer, a metade dos casais vivia junto, sem estar casado, ainda que declarasse a inten\u00e7\u00e3o de casar. No entanto, cinco anos depois, s\u00f3 15% desses casais tinham se casado. 60% tinham rompido.<\/p>\n<p>Muitas das fam\u00edlias desfeitas tinham problemas econ\u00f4micos, e os filhos tinham pouco contato com seu pai biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>O estudo mostra que as crian\u00e7as com m\u00e3es solteiras tinham mais problemas de comportamento do que aquelas com o pai e a m\u00e3e casados. Os problemas pioram quando h\u00e1 rupturas e novas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os governos responder\u00e3o ao apelo da OCDE pelo aumento do apoio \u00e0s fam\u00edlias? O custo de n\u00e3o fazer isso \u00e9 muito alto.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Zenit<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desprezo do casamento tem custo alto Por Pe. John Flynn, L.C. A fam\u00edlia \u00e9 a pedra fundamental da sociedade e o melhor instrumento para o bem-estar dos indiv\u00edduos. 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