{"id":1553,"date":"2011-10-03T12:55:34","date_gmt":"2011-10-03T14:55:34","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/?p=1553"},"modified":"2012-04-07T14:31:37","modified_gmt":"2012-04-07T16:31:37","slug":"criancas-mais-sadias-mais-ricas-e-com-mais-problemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/2011\/10\/03\/criancas-mais-sadias-mais-ricas-e-com-mais-problemas\/","title":{"rendered":"Crian\u00e7as: mais sadias, mais ricas e com mais problemas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Relat\u00f3rio australiano destaca crescentes desafios para a inf\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>Um estudo publicado neste m\u00eas sobre o bem-estar das crian\u00e7as australianas aponta que, embora a gera\u00e7\u00e3o atual cres\u00e7a mais sadia e mais rica, existem problemas graves que as afetam.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio Reparar o entorno social para as crian\u00e7as e jovens australianos \u00e9 do Australian Christian Lobby. O autor, Patrick Parkinson, \u00e9 professor de direito na Universidade de Sydney e escreveu livros sobre direito de fam\u00edlia e maus tratos contra menores.<!--more--><\/p>\n<p>O texto informa que a Austr\u00e1lia ocupa um lugar destacado no mundo em termos de desenvolvimento social, n\u00edvel educativo e bem-estar econ\u00f4mico. Mesmo assim, esses n\u00edveis gerais escondem problemas cada vez mais graves para muitas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Houve &#8220;um aumento dram\u00e1tico&#8221; de casos de maus tratos e abandono infantil, al\u00e9m de um incremento significativo do n\u00famero de crian\u00e7as sob prote\u00e7\u00e3o do Estado nos \u00faltimos 15 anos. O crescimento demogr\u00e1fico e o aumento da informa\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel sobre maus tratos n\u00e3o s\u00e3o suficientes para explicar o incremento nos casos.<\/p>\n<p>Os altos \u00edndices de maus tratos e abandono infantil atingem todas as classes s\u00f3cio-econ\u00f4micas, mas s\u00e3o especialmente evidentes na popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena.<\/p>\n<p>Os transtornos de sa\u00fade mental nas crian\u00e7as tamb\u00e9m cresceram de modo not\u00e1vel, com grande aumento do n\u00famero de crian\u00e7as com medica\u00e7\u00e3o antidepressiva. &#8220;A velocidade da deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental das crian\u00e7as e dos jovens \u00e9 muito preocupante.&#8221;<\/p>\n<p>Les\u00f5es contra si pr\u00f3prios, abuso do \u00e1lcool, delinqu\u00eancia juvenil, comportamento sexual de risco e gravidez de adolescentes s\u00e3o outras \u00e1reas em que as crian\u00e7as de hoje est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o pior do que as dos anos noventa.<\/p>\n<p><strong>Sa\u00fade mental<\/strong><\/p>\n<p>O informe observa que os problemas n\u00e3o se limitam \u00e0 Austr\u00e1lia e cita um estudo publicado nos Estados Unidos em 2010. O relat\u00f3rio americano retrata os estudantes universit\u00e1rios entre 1938 e 2007. Os pesquisadores descobriram que cada gera\u00e7\u00e3o tem uma sa\u00fade mental pior que a anterior. Em 2007, os estudantes multiplicaram por cinco as possibilidades de sofrer problemas mentais, em compara\u00e7\u00e3o com os de 1938. Segundo o estudo, o reconhecimento mais preciso dos problemas de sa\u00fade mental nos \u00faltimos tempos n\u00e3o \u00e9 uma explica\u00e7\u00e3o suficiente para o dram\u00e1tico aumento de casos.<\/p>\n<p>Como explicar esta deteriora\u00e7\u00e3o do bem-estar infanto-juvenil? O informe reconhece que \u00e9 problem\u00e1tico achar as causas destas situa\u00e7\u00f5es e que a correla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 causal. Outros estudos sobre esta tend\u00eancia apontam mudan\u00e7as nas estruturas familiares, desemprego juvenil e um materialismo e individualismo maiores.<\/p>\n<p>Parkinson, por\u00e9m, destaca um dos fatores, os conflitos e as rupturas familiares, como uma causa especialmente importante. \u00c9 suficientemente documentado que o fato de se viver numa fam\u00edlia diferente daquela dos dois pais biol\u00f3gicos antes dos 16 anos tem liga\u00e7\u00e3o com uma ampla s\u00e9rie de resultados negativos para o bem-estar das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Alguns analistas consideram que isto ocorre porque os adultos com casamentos est\u00e1veis tendem a ser mais equilibrados e ter uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica melhor; portanto, n\u00e3o seria uma quest\u00e3o de estruturas familiares, mas de caracter\u00edsticas pessoais dos pais.<\/p>\n<p>Se at\u00e9 certo ponto isto \u00e9 verdadeiro, o informe cita, por outro lado, pesquisas que afirmam que a ruptura familiar \u00e9 uma causa importante de problemas para as crian\u00e7as, mais do que a qualidade dos adultos.<\/p>\n<p><strong>Impacto negativo<\/strong><\/p>\n<p>Na Esc\u00f3cia, um estudo concluiu que os jovens em 2006 declaravam ter rela\u00e7\u00f5es familiares piores que os de 1987. Esse estudo visava encontrar a causa de um aumento not\u00e1vel de transtornos psicol\u00f3gicos em jovens de quinze anos.<\/p>\n<p>Outro estudo, nos Estados Unidos, acompanhou as experi\u00eancias de 2.000 pessoas casadas durante mais de 15 anos. Confirmou que, em casamentos com altos \u00edndices de conflito, a infelicidade conjugal tinha um impacto negativo no bem-estar das crian\u00e7as. O div\u00f3rcio tamb\u00e9m tinha efeito prejudicial.<\/p>\n<p>Outros estudos mostram que o div\u00f3rcio \u00e9 um not\u00e1vel fator de risco para o estado emocional das crian\u00e7as e para o seu rendimento acad\u00eamico. Um estudo norte-americano tamb\u00e9m aponta uma conex\u00e3o entre o div\u00f3rcio dos pais e a dura\u00e7\u00e3o da vida dos filhos. Pessoas criadas em fam\u00edlias divorciadas morriam quase cinco anos antes que aquelas cujos pais permaneceram unidos.<\/p>\n<p>Parkinson observa ainda que os conflitos e tens\u00f5es dos pais n\u00e3o terminam necessariamente com a separa\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes aumentam com a divis\u00e3o dos bens, os acordos de cust\u00f3dia e o modo de relacionamento com os filhos.<\/p>\n<p>Ao tratar das fam\u00edlias monoparentais, Parkinson faz refer\u00eancia a um estudo australiano que encontrou maior grau de conflito nas fam\u00edlias com padrasto ou madrasta do que nas fam\u00edlias intactas.<\/p>\n<p>Outro estudo australiano analisa as consequ\u00eancias do div\u00f3rcio na vida adulta dos filhos de pais separados. Entre todos os resultados negativos, as crian\u00e7as que sofreram o div\u00f3rcio dos pais obtiveram as piores pontua\u00e7\u00f5es, desde na atividade sexual precoce at\u00e9 o fato de terem filhos antes dos 20 anos, passando pelo impacto negativo no rendimento escolar.<\/p>\n<p>Uma das consequ\u00eancias do div\u00f3rcio \u00e9 a diminui\u00e7\u00e3o do contato dos filhos com o pai. Um estudo de 2001 indica que 36% dos pais n\u00e3o tinham visto os filhos menores nos \u00faltimos 12 meses.<\/p>\n<p>A depress\u00e3o e os maus resultados escolares, por outro lado, se associam aos adolescentes que t\u00eam contato frequente com o pai divorciado, independentemente do quanto as m\u00e3es estejam pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Zenit<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio australiano destaca crescentes desafios para a inf\u00e2ncia Um estudo publicado neste m\u00eas sobre o bem-estar das crian\u00e7as australianas aponta que, embora a gera\u00e7\u00e3o atual cres\u00e7a mais sadia e mais rica, existem problemas graves que as afetam. 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