{"id":1730,"date":"2011-11-28T10:08:19","date_gmt":"2011-11-28T12:08:19","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/?p=1730"},"modified":"2012-03-26T19:42:57","modified_gmt":"2012-03-26T21:42:57","slug":"uma-segunda-chance-para-o-matrimonio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/2011\/11\/28\/uma-segunda-chance-para-o-matrimonio\/","title":{"rendered":"Uma segunda chance para o matrim\u00f4nio"},"content":{"rendered":"<p><strong>Dicas de como reduzir os div\u00f3rcios<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/centrodafamiliacj.files.wordpress.com\/2011\/11\/divorcio.jpg?w=250&amp;h=173\" alt=\"Segunda Chance\" width=\"250\" height=\"173\" \/>As consequ\u00eancias negativas de casamentos destru\u00eddos s\u00e3o bem conhecidas. A recente publica\u00e7\u00e3o do Institute for American Values forneceu algumas sugest\u00f5es de como reduzir este pesado fardo.<br \/>\n***<br \/>\n\u201cSegunda chance: Uma proposta para reduzir div\u00f3rcios desnecess\u00e1rios\u201d, escrito por William J.Doherty, professor da Family Social Science at the Univesity of Minnesota, e Leah Ward Searas, ex-chefe de justi\u00e7a do Supremo Tribunal da Ge\u00f3rgia.<!--more--><\/p>\n<p>Na investiga\u00e7\u00e3o, foi descoberto que existe uma forte evid\u00eancia para a teoria de que muitos casais divorciados s\u00e3o bastante similares \u00e0queles que permanecem juntos. O que contradiz o senso comum de que a maioria dos div\u00f3rcios ocorre somente ap\u00f3s muitos anos de conflito. Eles tamb\u00e9m descobriram que n\u00e3o \u00e9 verdade a id\u00e9ia de que, uma vez feita a peti\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio, os casais desconsiderem a possibilidade de reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os autores citaram algumas pesquisas realizadas nas \u00faltimas d\u00e9cadas, mostrando que, entre 50% e 60% dos div\u00f3rcios ocorrem com casais que eram relativamente felizes e tinham baixo n\u00edvel de conflito no ano precedente ao div\u00f3rcio.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio n\u00e3o se opunha a todos os div\u00f3rcios e admitiu que em alguns casos pudesse at\u00e9 ser necess\u00e1rio.<br \/>\nEm muitas situa\u00e7\u00f5es o n\u00famero de div\u00f3rcios poderia ser reduzido e isso seria um excelente benef\u00edcio para as crian\u00e7as.<br \/>\n&#8211; Existem evid\u00eancias claras de que os pais s\u00e3o menos propensos a ter relacionamentos de alta qualidade com seus filhos.<br \/>\n&#8211; Crian\u00e7as com pais divorciados ou n\u00e3o casados s\u00e3o mais suscept\u00edveis a serem pobres.<br \/>\n&#8211; A mortalidade infantil \u00e9 maior e, em m\u00e9dia, as crian\u00e7as t\u00eam pior estado de sa\u00fade em compara\u00e7\u00e3o aos colegas que t\u00eam pais casados.<br \/>\n&#8211; Adolescentes de fam\u00edlias com pais divorciados s\u00e3o mais propensos ao abuso de drogas ou \u00e1lcool, de entrar em conflito com a lei, e viver uma gravidez na adolesc\u00eancia.<br \/>\n&#8211; Crian\u00e7as que vivem em lares com homens sem la\u00e7os familiares correm maior risco de abuso f\u00edsico ou sexual.<br \/>\n&#8211; Div\u00f3rcios aumentam o risco de fracasso escolar e diminui a possibilidade de obter um bom emprego.<br \/>\n-Filhos de pais divorciados t\u00eam 50% a mais de chance de um dia terem seus casamentos fracassados.<br \/>\n-Nenhuma estabilidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a expectativa de que ap\u00f3s o div\u00f3rcio o ex-c\u00f4njuge ser\u00e1 livre para casar com outra pessoa, com quem ser\u00e1 feliz, proporcionando aos seus filhos maior estabilidade, n\u00e3o \u00e9 um resultado comum, apontou o relat\u00f3rio. A taxa de div\u00f3rcios no primeiro casamento \u00e9 de 40% a 50%, e para a segunda uni\u00e3o \u00e9 de 60%. Isso significa que as crian\u00e7as passam por muitas transi\u00e7\u00f5es familiares, aumentando cada vez mais as consequ\u00eancias negativas.<\/p>\n<p>Os autores tamb\u00e9m demostraram que o matrim\u00f4nio \u00e9 mais do que apenas um assunto privado e que a estabilidade familiar, ou a falta dela, tem importantes consequ\u00eancias econ\u00f4micas. Em recente estudo tendo por base um modelo econ\u00f4mico muito cauteloso, foi estimado que div\u00f3rcios e gravidez fora do casamento custa aos contribuintes dos  Estados Unidos no m\u00ednimo $12 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>Analisando como este imenso dano social e econ\u00f4mico pode ser reduzido, o relat\u00f3rio alegou que \u00e9 errado supor, que uma vez feita a peti\u00e7\u00e3o de div\u00f3rcio pelos casais, n\u00e3o h\u00e1 como voltar atr\u00e1s. Em recente pesquisa foi demonstrado que 40% dos casais americanos j\u00e1 decididos pelo div\u00f3rcio dizem que, um ou ambos, est\u00e3o interessados na possibilidade de uma reconcilia\u00e7\u00e3o.Infelizmente, afirmam os autores, os ju\u00edzes e advogados de div\u00f3rcios, normalmente, n\u00e3o fazem qualquer tentativa para promover a reconcilia\u00e7\u00e3o, concentrando-se em uma resolu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para o processo.<\/p>\n<p>Entre as evid\u00eancias contidas no relat\u00f3rio, estava o resultado de uma amostra de 2.484 pais divorciados. A mesma demonstrava que cerca de um em cada quatro pais acredita que seu casamento ainda poderia ser salvo. O processo de div\u00f3rcio dos pais envolvidos estava quase no final. Para casais que procuram o div\u00f3rcio o percentual de abertura \u00e0 reconcilia\u00e7\u00e3o poderia ser bem maior, adicionaram os autores.<\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio prosseguiu fazendo uma s\u00e9rie de recomenda\u00e7\u00f5es que poderiam ajudar a reduzir o n\u00famero de div\u00f3rcios.<\/p>\n<p>O per\u00edodo de espera para o div\u00f3rcio varia de estado para estado. Nos Estados Unidos, dez estados n\u00e3o tem prazo de espera, 29 tem prazo menor que seis meses, sete estados seis meses, e em cinco estados a espera \u00e9 de um ano ou mais. O relat\u00f3rio sugeriu um per\u00edodo m\u00ednimo de um ano a partir da data de apresenta\u00e7\u00e3o do div\u00f3rcio at\u00e9 que ele entre em vigor.<\/p>\n<p>Este adiamento poderia dar tempo ao casal para reconsiderar a decis\u00e3o de se separar. Afinal de contas, muitos estados t\u00eam um per\u00edodo de espera para se casar, a fim de desencorajar as decis\u00f5es impulsivas. Al\u00e9m disso, \u00e0s vezes, a decis\u00e3o de divorciar \u00e9 feita em um momento de crise emocional, e uma pessoa em tal estado n\u00e3o pode pensar sobre as consequ\u00eancias do div\u00f3rcio a longo prazo.<\/p>\n<p>Junto com um per\u00edodo de espera \u00e9 fundamental oferecer servi\u00e7os para promover a reconcilia\u00e7\u00e3o. Atualmente, afirmaram os autores do relat\u00f3rio, a qualidade dos aconselhamentos matrimoniais dispon\u00edveis em muitas comunidades \u00e9 insuficiente.<\/p>\n<p>Em muitos casos, os conselheiros matrimoniais n\u00e3o s\u00e3o adequadamente formados. Al\u00e9m disso, muitos conselheiros sentem que devem manter a neutralidade quanto \u00e0 possibilidade do casamento terminar em div\u00f3rcio ou n\u00e3o, o que n\u00e3o estimula a esperan\u00e7a para um casal \u00e0 beira do div\u00f3rcio.<\/p>\n<p>Programas de educa\u00e7\u00e3o para o aprimoramento do matrim\u00f4nio, especialmente para aqueles em maior risco de div\u00f3rcio, foi outra recomenda\u00e7\u00e3o. Avalia\u00e7\u00f5es de alguns dos melhores programas t\u00eam mostrado que estes s\u00e3o bastante eficazes.<\/p>\n<p>Estas e outras recomenda\u00e7\u00f5es sugeridas no relat\u00f3rio se forem implementadas, devem ajudar a reduzir o n\u00famero de div\u00f3rcios, um resultado que seria ben\u00e9fico para muitas pessoas e para a sociedade como um todo.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Zenit<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dicas de como reduzir os div\u00f3rcios As consequ\u00eancias negativas de casamentos destru\u00eddos s\u00e3o bem conhecidas. 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