{"id":1754,"date":"2011-12-12T22:27:54","date_gmt":"2011-12-13T00:27:54","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/?p=1754"},"modified":"2012-02-29T07:33:53","modified_gmt":"2012-02-29T09:33:53","slug":"como-nasceu-o-stille-nacht","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/2011\/12\/12\/como-nasceu-o-stille-nacht\/","title":{"rendered":"Como nasceu o \u201cStille Nacht\u201d (\u201cNoite Feliz\u201d)"},"content":{"rendered":"<p>Em 24 de dezembro de 1818, a can\u00e7\u00e3o \u201cStille Nacht\u201d (\u201cNoite Feliz\u201d) foi ouvida pela primeira vez na aldeia de Oberndorf (\u00c1ustria). Foi na Missa de Galo na min\u00fascula capelinha de S\u00e3o Nicolau.<\/p>\n<p>Estavam presentes o p\u00e1roco Pe Jos\u00e9 Mohr, o m\u00fasico e compositor Franz Xaver Gruber com seu viol\u00e3o, e o pequeno coro da esquecida aldeia. No fim de cada estrofe, o coro repetia os dois \u00faltimos versos.<!--more--><\/p>\n<p>Naquela v\u00e9spera de Natal nasceu a m\u00fasica que passou a ser como um hino oficial do Natal no mundo todo. Hoje se canta nas capelas dos Andes e no Tibete, ou nas grandes catedrais da Europa.<\/p>\n<p>H\u00e1 muitas hist\u00f3rias sobre a origem dessa can\u00e7\u00e3o. Entretanto, a verdadeira \u00e9 simples e risonha como a can\u00e7\u00e3o ela pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O Pe. Joseph Mohr, jovem sacerdote, comp\u00f4s a letra em 1816. Ele estava encarregado da igreja rural de Mariapfarr, \u00c1ustria. Seu av\u00f4 morava perto e \u00e9 f\u00e1cil imaginar que ele criou o texto enquanto caminhava para visitar seu anci\u00e3o parente.<\/p>\n<p>Nenhum evento particular inspirou o Pe. Jos\u00e9 para escrever a po\u00e9tica can\u00e7\u00e3o do nascimento de Jesus.<\/p>\n<p>Em 1817 ele foi transferido para Oberndorf.<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera do Natal de 1818 o Pe. Jos\u00e9 visitou seu amigo, o professor de m\u00fasica Franz Gruber, que morava num apartamentinho acima da escolinha da vizinha aldeia de Arnsdorf. Mostrou-lhe o poema e pediu-lhe uma melodia para a Missa de Galo daquela noite.<\/p>\n<p>Quando aqueles dois homens acompanhados pelo coro cantavam por vez primeira em p\u00e9 diante do altarzinho da capela de S\u00e3o Nicolau, o Stille Nacht! Heiligen Nacht! n\u00e3o faziam id\u00e9ia da repercuss\u00e3o que o fato teria no mundo.<\/p>\n<p>Karl Mauracher, mestre construtor e reparador de \u00f3rg\u00e3os viajou v\u00e1rias vezes a Oberndorf para consertar o \u00f3rg\u00e3o. Numa das viagens obteve a partitura e a levou para sua terra. Foi assim, tamb\u00e9m despretensiosamente, que come\u00e7ou a difus\u00e3o.<\/p>\n<p>De in\u00edcio, nem tinha nome e era chamada de \u201ccan\u00e7\u00e3o folcl\u00f3rica tirolesa\u201d.<\/p>\n<p>Duas fam\u00edlias que viajavam cantando can\u00e7\u00f5es populares do vale de Ziller incorporaram a pe\u00e7a a seu repert\u00f3rio e a entoaram em dezembro de 1832 em Leipzig num concerto de m\u00fasica folcl\u00f3rica. A partir de ent\u00e3o a difus\u00e3o progrediu como mancha de azeite.<\/p>\n<p>Por fim, a fam\u00edlia Rainer cantou o Stille Nach na presen\u00e7a do imperador da \u00c1ustria Francisco I e do czar da R\u00fassia Alexandre I. A can\u00e7\u00e3o natalina passou a ser a preferida do rei Frederico Guilherme IV da Pr\u00fassia.<\/p>\n<p>O Pe. Jos\u00e9 morreu pobremente na cidadinha de Wagrain, nos Alpes, como p\u00e1roco. Ele doou todos os seus bens para a educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O inspetor escolar de S\u00e3o Johann, num relat\u00f3rio ao bispo, descreve o Pe. Jos\u00e9 como um amigo dos fi\u00e9is, sempre perto dos pobres e um pai protetor. Seu nome foi esquecido por todos at\u00e9 ser recuperado posteriormente.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia de Franz Xaver Gruber conservou alguns dos humildes m\u00f3veis do m\u00fasico e o viol\u00e3o daquela noite aben\u00e7oada, hoje pe\u00e7a hist\u00f3rica. O t\u00famulo de Franz \u00e9 decorado com uma \u00e1rvore de Natal todos os meses de dezembro.<\/p>\n<p>A imagem dos dois co-autores est\u00e1 nos vitralzinhos da capelinha de S\u00e3o Nicolau.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 a riqueza insond\u00e1vel da Igreja: faz nascer no cora\u00e7\u00e3o dos humildes e despretensiosos frutos de gra\u00e7a, perfei\u00e7\u00e3o e beleza que os g\u00eanios naturalmente mais dotados do mundo jamais conseguem superar.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a causa sobrenatural do insond\u00e1vel mist\u00e9rio que faz da Civiliza\u00e7\u00e3o Crist\u00e3 a obra prima por excel\u00eancia sobre a face da Terra e o bem supremo dos homens logo abaixo, e s\u00f3 abaixo, da Igreja Cat\u00f3lica, Corpo M\u00edstico de Nosso Senhor Jesus Cristo, \u00fanica Igreja verdadeira.<\/p>\n<p><strong>Fonte:<\/strong><\/p>\n<p><strong>http:\/\/cidademedieval.blogspot.com\/2010\/12\/como-nasceu-o-stille-nacht-noite-feliz.html?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Feed%3A+ACidadeMedieval+%28A+cidade+medieval%29<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 24 de dezembro de 1818, a can\u00e7\u00e3o \u201cStille Nacht\u201d (\u201cNoite Feliz\u201d) foi ouvida pela primeira vez na aldeia de Oberndorf (\u00c1ustria). 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