{"id":889,"date":"2011-04-29T18:22:20","date_gmt":"2011-04-29T20:22:20","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/?p=889"},"modified":"2011-04-29T18:22:34","modified_gmt":"2011-04-29T20:22:34","slug":"a-fertilidade-continua-caindo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/junioralves\/2011\/04\/29\/a-fertilidade-continua-caindo\/","title":{"rendered":"A fertilidade continua caindo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o envelhecida e consequ\u00eancias econ\u00f4micas<\/strong><\/p>\n<p>A taxa de natalidade baixa e uma popula\u00e7\u00e3o envelhecida representam um desafio econ\u00f4mico gigante para a Europa. Esta \u00e9 uma das conclus\u00f5es de um estudo publicado pela Comiss\u00e3o Europeia no in\u00edcio do m\u00eas.<\/p>\n<p>O &#8220;Terceiro Informe Demogr\u00e1fico&#8221; apontou que o n\u00famero de filhos por mulher aumentou de 1,45 no \u00faltimo informe, de 2008, para 1,6. Mesmo assim, continua muito abaixo dos 2,1 filhos necess\u00e1rios para manter uma popula\u00e7\u00e3o est\u00e1vel.<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a de vida tamb\u00e9m aumentou, o que acelera o processo de envelhecimento do continente. Em quatro pa\u00edses \u2013 Bulg\u00e1ria, Litu\u00e2nia, Let\u00f4nia e Rom\u00eania \u2013 a popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 diminuindo porque os falecimentos e a emigra\u00e7\u00e3o superam o n\u00famero dos nascimentos.<!--more--><\/p>\n<p>O informe revela ainda que a m\u00e9dia de idade das mulheres no seu primeiro parto aumentou significativamente nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. A idade mais alta para o primeiro parto, em 2009, foi medida na Irlanda: 31,2 anos. A It\u00e1lia est\u00e1 bem pr\u00f3xima do \u00edndice, com 31,1 anos, enquanto a idade mais baixa est\u00e1 na Bulg\u00e1ria, com 26,6, seguida pela Rom\u00eania, com 26,9. Em 13 dos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, as mulheres tendem a ter filhos com 30 anos ou mais.<\/p>\n<p>Segundo o informe, a fertilidade pode continuar aumentando de modo marginal, superando ligeiramente a m\u00e9dia de 1,7 filhos por mulher. Mas o documento observa que, a essa taxa, ainda ser\u00e1 necess\u00e1ria uma grande aflu\u00eancia de imigrantes para evitar que a popula\u00e7\u00e3o se reduza no longo prazo.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que a fertilidade suba o suficiente para atingir o n\u00edvel de substitui\u00e7\u00e3o de 2,1, ou que se reverta o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o da Europa, conclui o estudo.<\/p>\n<p>Cerca de 5 milh\u00f5es de crian\u00e7as nascem por ano nos 27 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, e cerca de 2 milh\u00f5es de pessoas emigram de pa\u00edses estrangeiros para o bloco. Os nascimentos superam o n\u00famero de mortes em poucas centenas de milhares de pessoas por ano. A imigra\u00e7\u00e3o, que supera amplamente o milh\u00e3o por ano, explica a maior parte do crescimento da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As na\u00e7\u00f5es do bloco s\u00e3o hoje o lar de 20 milh\u00f5es de pessoas que n\u00e3o t\u00eam a cidadania europeia. Al\u00e9m disso, cerca de 5 milh\u00f5es de extracomunit\u00e1rios obtiveram a cidadania da Uni\u00e3o Europeia desde 2001. H\u00e1 tamb\u00e9m a migra\u00e7\u00e3o interna, com 10 milh\u00f5es de europeus que moram em pa\u00edses da Uni\u00e3o que n\u00e3o s\u00e3o a sua p\u00e1tria.<\/p>\n<p><strong>Mais idosos<\/strong><\/p>\n<p>Existem diferen\u00e7as significativas entre os estados membros da Uni\u00e3o Europeia. As popula\u00e7\u00f5es atualmente mais velhas, como a da Alemanha e a da It\u00e1lia, continuar\u00e3o envelhecendo rapidamente nos pr\u00f3ximos 20 anos, mas depois se estabilizar\u00e3o. Outros pa\u00edses, com popula\u00e7\u00f5es hoje mais jovens, principalmente no leste da Uni\u00e3o, envelhecer\u00e3o a uma velocidade cada vez maior, a ponto de terem, no ano 2060, as popula\u00e7\u00f5es mais idosas do bloco.<\/p>\n<p>O informe observa que, em 2014, a popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalho, entre os 20 e os 64 anos, come\u00e7ar\u00e1 a diminuir rapidamente, ao se aposentarem os baby-boomers do per\u00edodo posterior \u00e0 Segunda Guerra Mundial.<br \/>\nDe fato, na Uni\u00e3o Europeia, o n\u00famero de pessoas com 60 anos ou mais j\u00e1 est\u00e1 aumentando em mais de dos milh\u00f5es por ano, o que \u00e9 o dobro do observado h\u00e1 tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>A metade da popula\u00e7\u00e3o atual dos 27 estados da Uni\u00e3o tem 40,9 anos ou mais. A idade m\u00e9dia vai dos 34,3 anos na Irlanda aos 44,2 na Alemanha. \u00c9 previsto que a idade m\u00e9dia suba para os 47,9 anos em 2060.<br \/>\nA popula\u00e7\u00e3o de 65 anos ou mais dever\u00e1 aumentar de 17,4% em 2010 para 30% em 2060.<\/p>\n<p>O resultado ser\u00e1 uma carga cada vez maior sobre os cidad\u00e3os em idade de trabalho, que dever\u00e3o pagar os gastos sociais demandados pela popula\u00e7\u00e3o envelhecida.<\/p>\n<p>O fen\u00f4meno fica mais evidente ao se considerarem as previs\u00f5es do n\u00famero de pessoas em idade de trabalho, entre 19 e 65 anos, e ao se compararem tais n\u00fameros com o das pessoas dependentes (as menores de 19 e as maiores de 65).<\/p>\n<p>A Uni\u00e3o Europeia tem hoje tr\u00eas pessoas em idade de trabalho por cada dois dependentes. Em 2060, haver\u00e1 uma pessoa em idade de trabalho para cada pessoa dependente.<\/p>\n<p><strong>Estados Unidos<\/strong><\/p>\n<p>A Europa n\u00e3o est\u00e1 sozinha. Nos Estados Unidos, a taxa de natalidade tamb\u00e9m desceu entre 2007 e 2009, segundo os dados do Centro de Controle de Doen\u00e7as.<\/p>\n<p>De 2007 a 2009, os nascimentos ca\u00edram 4%, para 4.131.019, e os n\u00fameros parciais de nascimentos em junho de 2010 indicavam que a queda continuava.<\/p>\n<p>A taxa de natalidade caiu 9% para as mulheres de 20 a 24 anos, chegando ao \u00edndice mais baixo registrado para essa faixa et\u00e1ria, e 6% para as de 25 a 29. Tamb\u00e9m h\u00e1 queda nas taxas de natalidade entre as mulheres com mais de 30 anos.<\/p>\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o que a taxa de fertilidade tenha ca\u00eddo mais entre as mulheres hispanas do que nos outros grupos da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Population Reference Bureau, organiza\u00e7\u00e3o privada, publicou dados recentes que trazem mais luz aos n\u00fameros populacionais nos Estados Unidos: a quantidade de beb\u00eas nascidos no pa\u00eds em 2009 caiu 2,3%, e continua caindo. Isto significa que a m\u00e9dia de nascimentos por mulher em 2009 foi de 2,01, o n\u00famero mais baixo desde 1998. Com a queda dos nascimentos, o \u00edndice de fertilidade total nos Estados Unidos est\u00e1 abaixo do n\u00edvel de substitui\u00e7\u00e3o, de 2,1 nascimentos por mulher.<\/p>\n<p>Os dados do Population Reference Bureau tamb\u00e9m mostram que, pela primeira vez em muitos anos, os nascimentos entre as mulheres solteiras diminu\u00edram. Mas os nascimentos entre as mulheres casadas ca\u00edram mais ainda, revelando que 41% de todos os nascimentos nos Estados Unidos aconteceram no grupo das mulheres solteiras, o \u00edndice mais alto at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>O \u2018Bureau\u2019 afirma que esta \u00faltima queda se deve \u00e0 atual crise econ\u00f4mica, o que difere do relat\u00f3rio do CDC, que assinala que os dados de nascimento por si s\u00f3 n\u00e3o s\u00e3o suficientes para tirar conclus\u00f5es sobre as raz\u00f5es da queda no \u00edndice de fertilidade.<\/p>\n<p>Ainda assim, o PRB observa, tanto na Grande Depress\u00e3o dos anos trinta como nos dif\u00edceis momentos econ\u00f4micos dos anos setenta, que seguiram \u00e0 \u201ccrise do petr\u00f3leo\u201d, houve tamb\u00e9m per\u00edodos de baixa fertilidade nos EUA.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9, insistia o PRB, se a fertilidade voltar\u00e1 quando a economia melhorar ou esses baixos \u00edndices se converter\u00e3o em norma, como no caso da Europa e Canad\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Custo<\/strong><\/p>\n<p>No Canad\u00e1, a baixa fertilidade foi norma durante muito tempo e, como aponta um artigo de 2 de abril do jornal \u2018National Post\u2019, isso custou caro ao governo. Os \u00faltimos dados or\u00e7ament\u00e1rios calculam que no per\u00edodo 2010-11 a 2015-16, os gastos em aux\u00edlios para os anci\u00e3os aumentar\u00e1 cerca de 30%.<\/p>\n<p>Esta proje\u00e7\u00e3o de aumento anual estar\u00e1 muito acima do crescimento econ\u00f4mico previsto para o Canad\u00e1. De fato, o artigo cita dados segundo os quais o crescimento econ\u00f4mico pode cair at\u00e9 a metade do n\u00edvel das \u00faltimas d\u00e9cadas, devido ao impacto de uma popula\u00e7\u00e3o envelhecida.<\/p>\n<p>Apesar dos graves problemas causados pela baixa taxa de fertilidade e do envelhecimento, a ONU continua firme em seu objetivo de reduzir a fertilidade a todo custo. A 44\u00aa sess\u00e3o da Comiss\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento reuniu-se dos dias 11 a 15 de abril em Nova York.<\/p>\n<p>O comunicado de imprensa que anunciava esta reuni\u00e3o enfatizava a necessidade de ampliar o planejamento familiar para reduzir com rapidez a fertilidade na \u00c1frica e na \u00c1sia. Em lugar disso, talvez seria melhor considerar os graves problemas econ\u00f4micos que tal redu\u00e7\u00e3o causa em muitos pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Zenit<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Popula\u00e7\u00e3o envelhecida e consequ\u00eancias econ\u00f4micas A taxa de natalidade baixa e uma popula\u00e7\u00e3o envelhecida representam um desafio econ\u00f4mico gigante para a Europa. Esta \u00e9 uma das conclus\u00f5es de um estudo publicado pela Comiss\u00e3o Europeia no in\u00edcio do m\u00eas. 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