{"id":218,"date":"2010-09-26T20:43:35","date_gmt":"2010-09-26T23:43:35","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/maranatha\/?p=218"},"modified":"2010-10-01T18:05:58","modified_gmt":"2010-10-01T21:05:58","slug":"dia-do-senhor-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/maranatha\/2010\/09\/26\/dia-do-senhor-parte-1\/","title":{"rendered":"Dia do Senhor (Parte 1)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Partilho com voc\u00ea um pouco do que aprendi na leitura da <a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/apost_letters\/documents\/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html\">Carta Apost\u00f3lica <\/a><em><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/apost_letters\/documents\/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html\">Dies Domini<\/a><\/em><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/apost_letters\/documents\/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html\"> do Sumo Pont\u00edfice Jo\u00e3o Paulo II<\/a>. Ela \u00e9 permeada de uma intensa motiva\u00e7\u00e3o \u00e0 redescoberta do sentido profund\u00edssimo da celebra\u00e7\u00e3o do Dia do Senhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/maranatha\/files\/2010\/09\/calendario1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-219 aligncenter\" title=\"calendario-domingo\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/maranatha\/files\/2010\/09\/calendario1-300x260.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"260\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa inicia a carta apost\u00f3lica assinalando que desde os tempos apost\u00f3licos o domingo possui uma estreita liga\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio n\u00facleo do mist\u00e9rio crist\u00e3o. O Domingo \u00e9 nada menos que a P\u00e1scoa semanal. Dia em que o crist\u00e3o \u00e9 convidado a alegrar-se com a ressurrei\u00e7\u00e3o do seu Senhor, mist\u00e9rio nuclear de toda a f\u00e9 crist\u00e3. Desse modo, o pont\u00edfice acentua a necessidade de recuperar as profundas motiva\u00e7\u00f5es doutrinais que est\u00e3o na base do preceito eclesial, para que apare\u00e7a bem claro a todos os fi\u00e9is o valor imprescind\u00edvel do domingo na vida crist\u00e3<a name=\"_ftnref1\"><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, o pont\u00edfice faz mem\u00f3ria da celebra\u00e7\u00e3o da obra do Criador &#8211; o <em>shabbat<\/em> &#8211; e esclarece a passagem do <em>dies Domine<\/em> ao <em>dies Christi<\/em>. Ressuscitado como prim\u00edcia dos que morreram<a name=\"_ftnref2\"><\/a>, Jesus inaugura a nova cria\u00e7\u00e3o e d\u00e1 in\u00edcio ao processo que ser\u00e1 conclu\u00eddo consigo mesmo no momento de Sua vinda gloriosa. O autor da narra\u00e7\u00e3o sacerdotal do livro do G\u00eanesis, ao narrar a cria\u00e7\u00e3o d\u00e1 ao s\u00e1bado a caracter\u00edstica de sinal da Alian\u00e7a (a primeira) que, de algum modo, prenuncia o dia da nova e definitiva Alian\u00e7a<a name=\"_ftnref3\"><\/a>. A imagem de Deus trabalhador deve ser exemplo para o homem, chamado a colaborar com Deus na constru\u00e7\u00e3o do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O antropomorfismo de um Deus que descansa deve orientar tamb\u00e9m o homem para o seu repouso (sobretudo, um repouso no Senhor<a name=\"_ftnref4\"><\/a>) e n\u00e3o sugere um Deus que se det\u00e9m na inatividade, mas sublinha a plenitude do que foi realizado. Deus ap\u00f3s criar o ser humano &#8211; ponto culminante da cria\u00e7\u00e3o &#8211; para diante da plenitude da obra criada num olhar contemplativo que se satisfaz diante da beleza de tudo quanto foi feito<a name=\"_ftnref5\"><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O preceito do s\u00e1bado da primeira Alian\u00e7a prepara o domingo da nova e eterna Alian\u00e7a. \u00c9 uma observ\u00e2ncia que vai al\u00e9m de conceitos culturais ou de uma simples norma disciplinar religiosa comunit\u00e1ria. Embora Deus ser o Senhor do tempo e a ele pertencer todos os dias, o <em>shabbat<\/em> \u00e9 o dia do repouso por ser o dia aben\u00e7oado e santificado por Deus, dia separado dos demais para lembrar a todos que a Ele pertencem o universo e a hist\u00f3ria. \u00c9 o dia de primordial experi\u00eancia relacional com o Senhor. Mais do que uma interrup\u00e7\u00e3o das atividades comuns, o Dia do Senhor deve ser encarado como um dia de celebra\u00e7\u00e3o das maravilhas por Ele realizadas. Dia de recordar com repleta gratid\u00e3o e louvor que fomos escravos na terra do Egito, e que o Senhor nos fez sair de l\u00e1 com m\u00e3o forte e bra\u00e7o poderoso<a name=\"_ftnref6\"><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aquela alegria com que Deus contempla a cria\u00e7\u00e3o no primeiro s\u00e1bado da humanidade, exprime-se agora com a alegria com que Cristo apareceu aos seus no primeiro domingo de P\u00e1scoa<a name=\"_ftnref7\"><\/a>. O domingo passa a ser o centro de todo o culto crist\u00e3o. Afinal \u00e9 un\u00e2nime o testemunho evang\u00e9lico de que Cristo ressuscitado apareceu aos seus no primeiro dia depois do s\u00e1bado, bem como foi num domingo o dia de Pentecostes &#8211; epifania da Igreja manifestada como povo que congrega na unidade<a name=\"_ftnref8\"><\/a><em>,<\/em> mist\u00e9rio que anima perenemente a Igreja, de modo que a P\u00e1scoa da semana n\u00e3o deixa de ser Pentecostes da semana<a name=\"_ftnref9\"><\/a>, dia do dom do Esp\u00edrito. De igual modo, constatamos que desde os tempos apost\u00f3licos o domingo era o dia em que os crist\u00e3os se reuniam para o partir do p\u00e3o. O dia da nova cria\u00e7\u00e3o \u00e9 o dia em que, mais do que qualquer outro, o crist\u00e3o \u00e9 chamado a lembrar a salva\u00e7\u00e3o que lhe foi oferecida<a name=\"_ftnref10\"><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>Vivamos cada dia na esperan\u00e7a do Dia do Senhor que se aproxima!<\/p>\n<p>Grande abra\u00e7o,<\/p>\n<p>Maranath\u00e1!!<\/p>\n<p><strong>Edmilson Dias<\/strong><\/p>\n<p>Seminarista &#8211;\u00a0Can\u00e7\u00e3o Nova<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<hr style=\"text-align: justify;\" size=\"1\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/apost_letters\/documents\/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html\" target=\"_blank\">JO\u00c3O PAULO II. <\/a><em><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/apost_letters\/documents\/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html\" target=\"_blank\">Carta apost\u00f3lica \u201cDies Domini\u201d do Sumo Pont\u00edfice Jo\u00e3o Paulo II sobre a santifica\u00e7\u00e3o do domingo<\/a><\/em><a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/holy_father\/john_paul_ii\/apost_letters\/documents\/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html\" target=\"_blank\">. <\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partilho com voc\u00ea um pouco do que aprendi na leitura da Carta Apost\u00f3lica Dies Domini do Sumo Pont\u00edfice Jo\u00e3o Paulo II. 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