Olá a Paz!

Você tem coragem de conviver com o diferente?

Normalmente temos o costume de formar nossos círculos de amizade conforme os nossos gostos, nossas preferencias, nossos ideais e crenças, e algumas vezes também pelos nossos interesses. Parece que a nossa natureza criada por Deus para a felicidade eterna, para uma vivência sadia com os outros, para a verdadeira liberdade, acabou sendo seriamente prejudicada pelo pecado original. Nos tornamos pessoas egoístas, seletivas e julgadoras. Por isso Jesus disse: “Quem estiver sem pecado, atire a primeira pedra” (v. Mc 8,1ss). É uma dura realidade, somos pecadores.
Penso que aí está a nossa grande dificuldade de olhar com bons olhos quem é diferente, age diferente, pensa diferente, sente e julga diferente, se expressa diferente. Amar não só quem nos ama, mas também os nossos inimigos. Que desafio!

Estou lendo um livro que se chama “Oração como um encontro” (Preghiera come incontro), de Anselm Grün,OSB, onde ele descreve cada fase da oração como um encontro: encontro consigo mesmo, encontro com Deus e encontro com o outro. Para verdadeiramente nos encontrarmos com alguém, precisamos sair de nós mesmos, acolher esse outro “eu”, que tem as suas riquezas, a sua beleza interior, seus ideais, princípios e o mais importante, sua história! O encontro é uma grande oportunidade para conhecer e amar. Muitas vezes o simples gesto de escutar alguém é amar.

Precisamos dar ouvidos, prestar atenção, abrir mão dos nossos pensamentos, acolhendo a partilha, ou seja, abrir mão de nós mesmos, do que pensamos e necessitamos, ou seja, sair do nosso “eu” para se encontrar com o outro.

Meu pai fundador, Mons. Jonas Abib tem essa marca, todas as vezes que ele cumprimenta alguém, não é só um “bom dia”, um “oi”, ele faz questão de abraçar, saber o nome, de olhar nos olhos e se alegrar por aquele novo encontro. Aprendemos com ele que devemos sempre estar abertos a aprender algo novo, a conhecer pessoas novas, fazer novas amizades, acolher as pessoas como Jesus fazia e como ele aprendeu de Dom Bosco, que dizia assim:  “Não basta que sejais jovens, é preciso saber que vos amo”. Amar com gestos, atitudes, de forma concreta, se esforçando pra que o outro se sinta amado.

Me deparando com a história de Daniel nas Sagradas Escrituras, fiquei impressionado com a capacidade que ele tinha de conviver com o diferente, de estar no meio dos impuros, dos pagãos, com os poderosos, e de não deixar de ser o que ele foi, fiel e temente a Deus.

É preciso coragem e decisão para conviver com o diferente. Precisamos clamar a Força do Espirito Santo, com todos os seus dons, pra fazermos a diferença na vida de quem é diferente. 

Que Deus nos revista com a Força do seu Amor que emana da Cruz de Jesus!

Seu irmão, 
Marcio Todeschini

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MySpace.com/marciotodeschini

2 Comentários

  1. Amar não só quem nos ama, mas também os nossos inimigos. Que desafio!

    E que desafio. Mas Deus nos ensina pouco a pouco a ama-los, só darmos espaço para que Ele aja em nós! Para que isso aconteça!
    Deus te abençoe Márcio! Sou fã seuu! Tamo Junto!

  2. COM O CD DO MÁRCIO NAS MÃAOS! uhuuu LINDOOOOO! TAMO JUNTO MÁRCIO!

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