O aborto nunca é a resposta: a vida é sagrada e a cultura de morte não pode vencer
O aborto nunca é a resposta que as mulheres e as famílias procuram, afirma o Papa Francisco. Há anos, a chamada “Cultura de Morte” vem tentando abraçar o Brasil, promovendo práticas que atentam contra a vida humana, tais como o aborto e a eutanásia, tanto de bebês anencéfalos quanto de idosos em fase terminal.

Foto: David Escala de Almeida – Pexels.com
A Cultura de Morte não pode vencer
A vida humana é um dom sagrado, e só Deus tem a autoridade de decidir a sentença de alguém. Como afirmava o Papa Bento XVI, reforçando o Magistério da Igreja, a vida humana é sagrada e inviolável em cada momento de sua existência, também no seu primeiro instante, que precede o nascimento.
“A vida humana é sagrada e inviolável em cada momento da sua existência, também no inicial, que precede o nascimento” (Bento XVI, 27 de fev. de 2006).
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou um procedimento médico de abortamento conhecido como “assistolia”, que pode ser realizado em fetos de 5 a 9 meses de gestação. Esse método, controverso e doloroso, é considerado lícito para ser aplicado em bebês que já são viáveis fora do útero materno. Essa decisão provoca uma profunda indignação em todos os que defendem o direito à vida desde a concepção.
Do ponto de vista da Filosofia Perene, estamos diante de uma violação do Direito Natural. Se o papel do Estado é proteger o bem comum, como pode ele autorizar a tortura e execução de um ser humano já viável, cujos órgãos já funcionam e cuja alma, como ensina Santo Agostinho, já é iluminada pela presença do Criador? A assistolia não é “saúde”, é o ápice do cinismo humano travestido de direito.
A busca pela verdade e a falsa liberdade
O Papa Francisco, em sua encíclica Laudato Si’, conecta a ecologia humana com a defesa do nascituro. Ele nos recorda que o relativismo moral é o terreno onde floresce o descarte:
“O aborto nunca é a resposta que as mulheres e as famílias procuram. […] Uma vez que tudo está relacionado, também não é compatível a defesa da natureza com a justificação do aborto. Não parece viável um percurso educativo para acolher os seres frágeis que nos rodeiam (…) quando não se dá proteção a um embrião humano” (Laudato Si’, 120).
Santo Tomás de Aquino ensina que a lei humana só é verdadeira lei se estiver em conformidade com a lei eterna. Uma decisão que permite matar um bebê no nono mês não é lei, é corrupção da lei. É a imposição da força sobre o direito, da “potência” da ideologia sobre o “ato” da existência humana.
Doutrina Invariável da Igreja
A Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral.(CIC 2271). A colaboração formal num aborto constitui falta grave. A Igreja pune com a pena canónica da excomunhão este delito contra a vida humana. «Quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito («effectu secuto») incorre em excomunhãolatae sententiae (49), isto é, «pelo fato mesmo de se cometer o delito» (50) e nas condições previstas pelo Direito (50). A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade. (CIC 2272). Com isso, a Igreja manifesta a gravidade do crime cometido e o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade.
O inalienável direito à vida, por parte de todo indivíduo humano inocente, é um elemento constitutivo da sociedade civil e da sua legislação (CIC 2322). Uma vez que deve ser tratado como pessoa desde a concepção, o embrião terá de ser defendido na sua integridade, tratado e curado, na medida do possível, como qualquer outro ser humano (CIC 2273). Devem considerar-se lícitas as intervenções no embrião sempre que respeitem sua vida e não envolvam riscos desproporcionados, tendo em vista sua cura e sobrevivência (CIC 2275).
A voz dos Papas contra o descarte
O Papa Francisco refere-se a essa prática como um sintoma de uma “cultura do descarte”. Na encíclica Laudato Si’, ele escreveu: “Não parece viável um percurso educativo para acolher os seres frágeis que nos rodeiam… quando não se dá proteção a um embrião humano”.
Mais recentemente, em audiência no dia 31 de janeiro com jovens de vários continentes, o Papa Leão XIV trouxe um alerta profético: “Somente quem cuida dos mais pequeninos pode fazer coisas realmente grandes”. Citando Madre Teresa de Calcutá, ele reforçou que o maior destruidor da paz é o aborto e afirmou: “Nenhuma política pode, de fato, colocar-se a serviço dos povos se exclui da vida aqueles que estão prestes a nascer”.
Dignidade Humana e Mobilização
A doutrina sobre a sacralidade da vida está na Humanae Vitae (1968), onde Paulo VI declara que “a vida humana é sagrada, desde o seu alvorecer”. O documento recente Dignitas Infinita (n. 34) reitera que se opõe à dignidade humana tudo o que é contrário à vida, como o homicídio, o genocídio, o aborto e a eutanásia.
Onde querem chegar aqueles que desejam aprovar esse projeto diabólico? Todos já sabem quem são os financiadores da Agenda Pró-Morte no mundo. Enquanto os cristãos e os homens de “boa vontade” se mantêm em silêncio, os filhos das trevas avançam.
É essencial que a sociedade se mobilize! Dê seu apoio ao Projeto de Lei 1904/2024. Essa medida é crucial para proteger os mais vulneráveis – os nascituros – estabelecendo que o aborto entre o 5º e o 9º mês seja punido como homicídio. Não deixe de se manifestar aos seus representantes: senadores, deputados e vereadores.
Juntos, podemos garantir que a vida humana seja sempre respeitada e protegida, conforme a vontade divina.
Referências
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Catecismo da Igreja Católica (Parágrafos 2271, 2272, 2273, 2275 e 2322): Sobre o valor da vida e a gravidade do aborto. Acesse no site do Vaticano
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Declaração Dignitas Infinita (2024): Sobre a dignidade humana. Acesse no site do Vaticano
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Encíclica Laudato Si’ (Papa Francisco): Sobre o cuidado da casa comum . Acesse no site do Vaticano
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Livro Recomendado: “A Educação dos Filhos”, de Monsenhor Álvaro Negromonte.
Adailton Batista é natural de Janaúba (MG) e membro da Comunidade Canção Nova desde 2009. Casado com a missionária Elcka Torres e pai de uma filha. Possui MBA em Digital Business pela USP/ESALQ, graduação em Jornalismo pela Faculdade Canção Nova (FCN), formação em Rádio e TV pelo Instituto Canção Nova e formação técnica em Administração pela Faculdade NetWork. É autor do blog.cancaonova.com/metanoia e colunista do Portal Canção Nova. Apaixonado pela evangelização, ele utiliza todos os meios digitais possíveis para promover uma experiência pessoal com Cristo.





