{"id":5518,"date":"2016-01-06T00:38:37","date_gmt":"2016-01-06T02:38:37","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/?p=5518"},"modified":"2015-01-09T00:04:40","modified_gmt":"2015-01-09T02:04:40","slug":"a-vida-de-jesus-em-nazare","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/a-vida-de-jesus-em-nazare\/","title":{"rendered":"A vida de Jesus em Nazar\u00e9"},"content":{"rendered":"<p class=\"DiaLiturgico\"><strong>Tempo do Natal, depois da Epifania do Senhor.<\/strong><\/p>\n<p class=\"DiaLiturgico\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5522\" src=\"http:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2016\/01\/A-vida-de-Jesus-em-Nazar\u00e9.jpg\" alt=\"A vida de Jesus em Nazar\u00e9\" width=\"640\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2016\/01\/A-vida-de-Jesus-em-Nazar\u00e9.jpg 640w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2016\/01\/A-vida-de-Jesus-em-Nazar\u00e9-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/p>\n<p class=\"Subtitulo\">\u2013 O Senhor, que trabalhou na oficina de S\u00e3o Jos\u00e9, \u00e9 nosso modelo no trabalho.<\/p>\n<p class=\"Subtitulo\">\u2013 Como foi o trabalho de Jesus. Como deve ser o nosso.<\/p>\n<p class=\"Subtitulo\">\u2013 Devemos ganhar o c\u00e9u com o trabalho. Mortifica\u00e7\u00f5es, detalhes de caridade, compet\u00eancia profissional nas nossas tarefas.<\/p>\n<p class=\"Normal\">I.\u00a0<span class=\"Inicio\">QUANDO MEDITAMOS<\/span>\u00a0a vida de Jesus, vemos que o Senhor passou a maior parte dos seus dias na obscuridade de um pequeno povoado, praticamente desconhecido dentro da sua pr\u00f3pria p\u00e1tria. Compreendemos que alguns dos seus vizinhos lhe dissessem:\u00a0<em>Sai daqui para que vejam as obras que fazes; ningu\u00e9m faz estas coisas em segredo se pretende manifestar-se<\/em><sup><span class=\"superindice\">1<\/span><\/sup>. Mas o valor das obras do Senhor foi sempre infinito, e Ele dava a seu Pai a mesma gl\u00f3ria quer quando serrava toros de madeira, quer quando ressuscitava um morto ou quando as multid\u00f5es o seguiam louvando a Deus.<!--more Continue lendo--><\/p>\n<p class=\"Normal\">Durante esses trinta anos da vida de Jesus em Nazar\u00e9, o mundo presenciou muitos acontecimentos. A paz de Augusto chegava ao fim e as legi\u00f5es romanas preparavam-se para conter os invasores b\u00e1rbaros&#8230; Na Jud\u00e9ia, Arquelau era desterrado por causa das suas in\u00fameras arbitrariedades&#8230; Em Roma, o Senado divinizava Ot\u00e1vio Augusto&#8230;<\/p>\n<p class=\"Normal\">Mas o Filho de Deus encontrava-se ent\u00e3o numa pequena aldeia, a 140 quil\u00f4metros de Jerusal\u00e9m. Vivia numa casa modesta, talvez feita de adobe, como as outras, com a sua M\u00e3e, Maria, pois Jos\u00e9 j\u00e1 devia ter falecido. O que fazia ali o Deus-Homem? Trabalhava, como os demais homens da aldeia. N\u00e3o se distinguia deles por nada de chamativo, pois tamb\u00e9m era um deles. Era perfeito Deus e homem perfeito. E n\u00f3s n\u00e3o podemos esquecer que a exist\u00eancia terrena do Filho de Deus se comp\u00f4s n\u00e3o s\u00f3 dos tr\u00eas anos de vida apost\u00f3lica, mas destes trinta anos de vida oculta.<\/p>\n<p class=\"Normal\">Quando, depois de iniciada a vida p\u00fablica, volta um dia a Nazar\u00e9, os seus conterr\u00e2neos admiram-se da sua sabedoria e dos fatos prodigiosos que se contavam a seu respeito. Conheciam-no pelo seu of\u00edcio:\u00a0<em>Que sabedoria \u00e9 esta que lhe foi dada?&#8230; N\u00e3o \u00e9 este o artes\u00e3o, filho de Maria&#8230;?<\/em><sup><span class=\"superindice\">2<\/span><\/sup>\u00a0E S\u00e3o Mateus nos dir\u00e1 tamb\u00e9m, em outro lugar, o que pensavam de Cristo na sua terra:\u00a0<em>N\u00e3o \u00e9 este o filho do carpinteiro? A sua m\u00e3e n\u00e3o se chama Maria?<\/em><sup><span class=\"superindice\">3<\/span><\/sup>\u00a0Tinham-no visto trabalhar durante muitos anos, dia ap\u00f3s dia. Por isso traziam agora \u00e0 baila o seu of\u00edcio. Na sua prega\u00e7\u00e3o, pode-se notar, al\u00e9m disso, que Jesus conhece bem o mundo do trabalho; conhece-o como algu\u00e9m que esteve bem metido nele, e \u00e9 por isso que apresenta muitos exemplos de gente que trabalha.<\/p>\n<p class=\"Normal\">Com estes anos de vida oculta em Nazar\u00e9, o Senhor quis mostrar-nos o valor da vida di\u00e1ria como meio de santifica\u00e7\u00e3o. \u201cPorque a vida comum e normal, aquela que vivemos entre os demais concidad\u00e3os, nossos iguais, n\u00e3o \u00e9 nenhuma coisa sem altura e sem relevo. \u00c9 precisamente nessas circunst\u00e2ncias que o Senhor quer que a imensa maioria dos seus filhos se santifique\u201d<sup><span class=\"superindice\">4<\/span><\/sup>.<\/p>\n<p class=\"Normal\">Os nossos dias podem ser santificados se se assemelharem aos de Jesus nesses seus anos de vida oculta e simples em Nazar\u00e9: se trabalharmos conscienciosamente e nos mantivermos na presen\u00e7a de Deus ao longo das nossas ocupa\u00e7\u00f5es, se vivermos a caridade com os que est\u00e3o ao nosso lado, se soubermos aceitar os contratempos sem nos queixarmos, se as rela\u00e7\u00f5es profissionais e sociais forem para n\u00f3s ocasi\u00e3o de ajudar os outros e aproxim\u00e1-los de Deus.<\/p>\n<p class=\"Normal\">II.\u00a0<span class=\"Inicio\">SE CONTEMPLARMOS<\/span>\u00a0a vida de Jesus ao longo destes anos sem relevo externo, v\u00ea-lo-emos trabalhar bem, sem dar \u201cjeitos\u201d, preenchendo as horas com um trabalho intenso. N\u00e3o nos custa imaginar o Senhor recolhendo os instrumentos de trabalho no fim do dia, deixando as coisas ordenadas, recebendo afavelmente o vizinho que lhe vai encomendar alguma pe\u00e7a, mesmo aquele que \u00e9 menos simp\u00e1tico e aquele outro de conversa pouco grata. Jesus devia ter o prest\u00edgio de quem trabalha bem, pois\u00a0<em>fez tudo bem feito<\/em><sup><span class=\"superindice\">5<\/span><\/sup>, inclu\u00eddas as coisas materiais. E todos os que se relacionaram com Ele sentiram-se sem d\u00favida impelidos a ser melhores e receberam os benef\u00edcios da sua ora\u00e7\u00e3o silenciosa.<\/p>\n<p class=\"Normal\">O of\u00edcio do Senhor n\u00e3o foi brilhante, como tamb\u00e9m n\u00e3o foi\u00a0<em>c\u00f4modo\u00a0<\/em>nem de grandes perspectivas humanas. Mas Jesus amou o seu trabalho di\u00e1rio e ensinou-nos a amar o nosso, sem o que \u00e9 imposs\u00edvel santific\u00e1-lo, \u201cpois quando n\u00e3o se ama o trabalho, \u00e9 imposs\u00edvel encontrar nele qualquer tipo de satisfa\u00e7\u00e3o, por mais que se mude de tarefa\u201d<sup><span class=\"superindice\">6<\/span><\/sup>.<\/p>\n<p class=\"Normal\">Jesus conheceu tamb\u00e9m o cansa\u00e7o e a fadiga da faina di\u00e1ria, e experimentou a monotonia dos dias sem relevo e aparentemente sem hist\u00f3ria. E a\u00ed est\u00e1 outro grande benef\u00edcio para n\u00f3s, pois \u201co suor e a fadiga \u2013 que o trabalho necessariamente comporta na condi\u00e7\u00e3o atual da humanidade \u2013 oferecem ao crist\u00e3o e a cada homem, que foi chamado a seguir a Cristo, a possibilidade de participar no amor \u00e0 obra que Cristo veio realizar. Esta obra de salva\u00e7\u00e3o realizou-se precisamente atrav\u00e9s do sofrimento e da morte na Cruz. Suportando a fadiga do trabalho em uni\u00e3o com Cristo crucificado por n\u00f3s, o homem colabora de certo modo com o Filho de Deus na reden\u00e7\u00e3o da humanidade. Mostra-se verdadeiro disc\u00edpulo de Jesus, levando por sua vez a cruz de cada dia na atividade que foi chamado a realizar\u201d<sup><span class=\"superindice\">7<\/span><\/sup>.<\/p>\n<p class=\"Normal\">Jesus, durante os seus trinta anos de vida oculta, \u00e9 o modelo que devemos imitar na nossa vida de homens comuns que trabalham diariamente. Contemplando a figura do Senhor, compreendemos com maior profundidade a obriga\u00e7\u00e3o que temos de trabalhar bem: n\u00e3o podemos pretender santificar um trabalho mal feito. Devemos aprender a encontrar a Deus nas nossas ocupa\u00e7\u00f5es humanas, a ajudar os nossos concidad\u00e3os e a contribuir para elevar o n\u00edvel de toda a sociedade e da cria\u00e7\u00e3o<sup><span class=\"superindice\">8<\/span><\/sup>. Um mau profissional, um estudante que n\u00e3o estuda, um mau sapateiro&#8230;, se n\u00e3o mudam e melhoram, n\u00e3o podem alcan\u00e7ar a santidade no meio do mundo.<\/p>\n<p class=\"Normal\">III.\u00a0<span class=\"Inicio\">COM O TRABALHO HABITUAL<\/span>, temos que ganhar o c\u00e9u. Para isso devemos procurar imitar Jesus, \u201cque deu ao trabalho uma dignidade enorme, trabalhando com as suas pr\u00f3prias m\u00e3os\u201d<sup><span class=\"superindice\">9<\/span><\/sup>.<\/p>\n<p class=\"Normal\">Devemos, pois, ter presente que \u201ctodo o trabalho humano honesto, intelectual ou manual, deve ser realizado pelo crist\u00e3o com a maior perfei\u00e7\u00e3o poss\u00edvel: com perfei\u00e7\u00e3o humana (compet\u00eancia profissional) e com perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3 (por amor \u00e0 vontade de Deus e a servi\u00e7o dos homens). Porque, feito assim, esse trabalho humano, por mais humilde e insignificante que pare\u00e7a, contribui para a ordena\u00e7\u00e3o crist\u00e3 das realidades temporais \u2013 para a manifesta\u00e7\u00e3o da sua dimens\u00e3o divina \u2013 e \u00e9 assumido e integrado na obra prodigiosa da Cria\u00e7\u00e3o e da Reden\u00e7\u00e3o do mundo: eleva-se assim o trabalho \u00e0 ordem da gra\u00e7a, santifica-se, converte-se em obra de Deus&#8230;\u201d<sup><span class=\"superindice\">10<\/span><\/sup><\/p>\n<p class=\"Normal\"><span style=\"color: #0000ff\">No trabalho santificado \u2013 tal como o de Jesus \u2013 encontramos um campo abundante de pequenos sacrif\u00edcios que se traduzem na aten\u00e7\u00e3o que pomos naquilo que estamos fazendo, no cuidado e na ordem dos instrumentos que utilizamos, na pontualidade, na maneira como tratamos os outros, no cansa\u00e7o que ultrapassamos, nas contrariedades que procuramos enfrentar da melhor maneira poss\u00edvel, sem queixas est\u00e9reis.<\/span><\/p>\n<p class=\"Normal\"><span style=\"color: #0000ff\">Os deveres profissionais abrir-nos-\u00e3o muitas possibilidades de retificar a inten\u00e7\u00e3o para que realmente sejam uma obra oferecida a Deus e n\u00e3o uma ocasi\u00e3o de nos procurarmos a n\u00f3s mesmos. Desta maneira, nem os fracassos nos encher\u00e3o de pessimismo, nem os \u00eaxitos nos afastar\u00e3o de Deus. A retid\u00e3o de inten\u00e7\u00e3o \u2013 que nos leva a executar o trabalho de olhos postos em Deus \u2013 dar-nos-\u00e1 essa estabilidade de \u00e2nimo pr\u00f3pria das pessoas que est\u00e3o habitualmente na presen\u00e7a do Senhor.<\/span><\/p>\n<p class=\"Normal\">Podemos perguntar-nos hoje, na nossa ora\u00e7\u00e3o pessoal, se no nosso trabalho procuramos imitar os anos de vida oculta de Jesus. Sou competente e tenho prest\u00edgio profissional entre as pessoas da minha profiss\u00e3o? Cumpro acabadamente os meus deveres profissionais? Pratico as virtudes humanas e as sobrenaturais na minha tarefa di\u00e1ria? O meu trabalho serve para que os meus amigos se aproximem mais de Deus? Falo-lhes da doutrina da Igreja a prop\u00f3sito das verdades sobre as quais h\u00e1 mais ignor\u00e2ncia ou confus\u00e3o no momento atual?<\/p>\n<p class=\"Normal\">Olhamos para o trabalho de Jesus ao mesmo tempo que examinamos o nosso. E pedimos-lhe: \u201cSenhor, concede-nos a tua gra\u00e7a. Abre-nos a porta da oficina de Nazar\u00e9, para que aprendamos a contemplar-te, com a tua M\u00e3e Santa Maria e com o Santo Patriarca Jos\u00e9 [&#8230;], dedicados os tr\u00eas a uma vida de trabalho santo. Comover-se-\u00e3o os nossos pobres cora\u00e7\u00f5es, iremos \u00e0 tua procura e te encontraremos no trabalho cotidiano, que Tu desejas que convertamos em obra de Deus, em obra de Amor\u201d<sup><span class=\"superindice\">11<\/span><\/sup>.<\/p>\n<p class=\"Cfr\">(1) Jo 7, 3-4; (2) cfr. Mc 6, 2-3; (3) Mt 13, 55; (4) Bem-aventurado Josemar\u00eda Escriv\u00e1,<em>\u00c9 Cristo que passa<\/em>, n. 110; (5) Mc 7, 37; (6) Federico Su\u00e1rez,\u00a0<em>Jos\u00e9, esposo de Maria<\/em>, p\u00e1g. 268; (7) Jo\u00e3o Paulo II, Enc\u00edclica\u00a0<em>Laborem exercens<\/em>, 14-IX-1981, 27; (8) cfr. Conc\u00edlio Vaticano II, Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Lumen gentium<\/em>, 41; (9) Conc\u00edlio Vaticano II, Constitui\u00e7\u00e3o\u00a0<em>Gaudium et spes<\/em>, 67; (10) Bem-aventurado Josemar\u00eda Escriv\u00e1,\u00a0<em>Quest\u00f5es atuais do cristianismo<\/em>, n. 10; (11) Bem-aventurado Josemar\u00eda Escriv\u00e1,\u00a0<em>Amigos de Deus<\/em>, n. 72.<\/p>\n<p class=\"Cfr\"><em>Fonte: livro &#8220;Falar com Deus&#8221;, de Francisco Fern\u00e1ndez Carvajal.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo do Natal, depois da Epifania do Senhor. \u2013 O Senhor, que trabalhou na oficina de S\u00e3o Jos\u00e9, \u00e9 nosso modelo no trabalho. \u2013 Como foi o trabalho de Jesus. 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