{"id":6936,"date":"2018-09-15T08:51:21","date_gmt":"2018-09-15T11:51:21","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/?p=6936"},"modified":"2018-08-24T10:04:33","modified_gmt":"2018-08-24T13:04:33","slug":"na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-definicao-objetiva-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-definicao-objetiva-homem\/","title":{"rendered":"Na primeira narrativa da cria\u00e7\u00e3o encontra-se a defini\u00e7\u00e3o objetiva do homem"},"content":{"rendered":"<h2>Segunda Catequese da Teologia do Corpo | Na primeira narrativa da cria\u00e7\u00e3o encontra-se a defini\u00e7\u00e3o objetiva do homem<\/h2>\n<p>1. <a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/em-coloquio-com-cristo-sobre-os-fundamentos-da-familia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na quarta-feira passada<\/a> iniciamos o ciclo de reflex\u00f5es sobre a resposta dada por Cristo Senhor aos seus interlocutores acerca da pergunta sobre a unidade e indissolubilidade do matrim\u00f4nio. Os interlocutores fariseus, como recordamos, apelaram para a lei de Mois\u00e9s; Cristo, pelo contr\u00e1rio, referiu-se ao \u201cprinc\u00edpio\u201d, citando as palavras do G\u00eanesis.<\/p>\n<p>O&nbsp;<em>\u201cprinc\u00edpio\u201d, neste caso, diz respeito \u00e0quilo de que trata uma das primeiras p\u00e1ginas do Livro do G\u00eanesis<\/em>. Se queremos fazer uma an\u00e1lise desta realidade, devemos sem d\u00favida referir-nos primeiramente ao texto. De fato, as palavras pronunciadas por Cristo na conversa com os fariseus, que nos conservaram o cap\u00edtulo 19 de Mateus e o cap\u00edtulo 10 de Marcos, constituem uma passagem que por sua vez se enquadra num contexto bem definido, sem o qual n\u00e3o podem ser nem entendidas nem exatamente interpretadas. Este contexto \u00e9 dado pelas palavras:&nbsp;<em>N\u00e3o lestes que o Criador, desde o princ\u00edpio, os fez homem e mulher\u2026?<\/em><sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdendnote1sym\" name=\"sdendnote1anc\"><\/a>i<\/sup>, e faz refer\u00eancia \u00e0 chamada primeira narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem, inserida no ciclo dos sete dias da cria\u00e7\u00e3o do mundo<sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdendnote2sym\" name=\"sdendnote2anc\"><\/a>ii<\/sup>. Pelo contr\u00e1rio, o contexto mais pr\u00f3ximo das outras palavras de Cristo, tiradas do&nbsp;<em>G\u00ean<\/em>. 2, 24, \u00e9 a chamada segunda narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem<sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdendnote3sym\" name=\"sdendnote3anc\"><\/a>iii<\/sup>, mas indiretamente \u00e9 todo o terceiro cap\u00edtulo do G\u00eanesis. A segunda narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem forma unidade conceitual e estil\u00edstica com a descri\u00e7\u00e3o da inoc\u00eancia original, da felicidade do homem e tamb\u00e9m da sua primeira queda. Dada a especificidade do conte\u00fado expresso nas palavras de Cristo, tomadas do G\u00eanesis 2, 24, poder-se-ia tamb\u00e9m incluir no contexto pelo menos a primeira frase do cap\u00edtulo quarto do G\u00eanesis, que trata da concep\u00e7\u00e3o e do nascimento do homem por parte dos pais terrestres. Assim pretendemos fazer na presente an\u00e1lise.<\/p>\n<p>2.&nbsp;<em>Do ponto de vista da cr\u00edtica b\u00edblica<\/em>, urge recordar que&nbsp;<em>a primeira narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem \u00e9 cronologicamente posterior \u00e0 segunda<\/em>. A origem desta \u00faltima \u00e9 muito mais remota. Este texto mais antigo define-se como \u201cjavista\u201d, porque para nomear a Deus serve-se do termo \u201cJav\u00e9\u201d. \u00c9 dif\u00edcil n\u00e3o se ficar impressionado com que a imagem de Deus nele apresentada encerre tra\u00e7os antropom\u00f3rficos bastante marcados (entre outros, lemos nele que\u2026&nbsp;<em>o Senhor Deus formou o homem do p\u00f3 da terra e insuflou-lhe pelas narinas o sopro da vida<\/em><sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdendnote4sym\" name=\"sdendnote4anc\"><\/a>iv<\/sup>). Em confronto com esta descri\u00e7\u00e3o, a primeira narrativa, isto \u00e9, exatamente a considerada cronologicamente como mais recente, \u00e9 muito mais amadurecida quer no que diz respeito \u00e0 imagem de Deus, quer na formula\u00e7\u00e3o das verdades essenciais sobre o homem. Prov\u00e9m da tradi\u00e7\u00e3o sacerdotal e ao mesmo tempo \u201celo\u00edsta\u201d: de \u201cEloim\u201d, termo por ela usado para denominar Deus.<\/p>\n<p>3. Dado que nesta narrativa a&nbsp;<em>cria\u00e7\u00e3o do ser inteligente<\/em>&nbsp;como homem e mulher, a que se refere Jesus na sua resposta segundo&nbsp;<em>Mt<\/em>&nbsp;19, est\u00e1 inserida no ritmo dos sete dias da cria\u00e7\u00e3o do mundo, poder-se-lhe-ia atribuir sobretudo car\u00e1ter cosmol\u00f3gico: o homem \u00e9 criado na terra juntamente com o mundo vis\u00edvel. Ao mesmo tempo, por\u00e9m, o Criador ordena-lhe que subjugue e domine a terra<sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdendnote5sym\" name=\"sdendnote5anc\"><\/a>v<\/sup>: ele \u00e9 portanto colocado acima do mundo. Embora o homem esteja t\u00e3o intimamente ligado ao mundo vis\u00edvel, a narrativa b\u00edblica n\u00e3o fala todavia da sua semelhan\u00e7a com o resto das criaturas, mas somente com Deus (<em>Deus criou o homem \u00e0 Sua imagem, criou-o \u00e0 imagem de Deus<\/em>\u2026<sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdendnote6sym\" name=\"sdendnote6anc\"><\/a>vi<\/sup>). No ciclo dos sete dias da cria\u00e7\u00e3o manifesta-se evidentemente uma gradualidade n\u00edtida<sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><\/a>1<\/sup>; o homem, pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 criado segundo uma sucess\u00e3o natural, mas o Criador parece deter-se antes de o chamar \u00e0 exist\u00eancia, como se tornasse a entrar em si mesmo, para tomar decis\u00e3o:&nbsp;<em>Fa\u00e7amos o homem \u00e0 Nossa imagem, \u00e0 Nossa semelhan\u00e7a<\/em>\u2026<sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdendnote7sym\" name=\"sdendnote7anc\"><\/a>vii<\/sup>.<\/p>\n<p>4.&nbsp;<em>O n\u00edvel daquela primeira narrativa<\/em>&nbsp;da cria\u00e7\u00e3o do homem, embora&nbsp;<em>cronologicamente posterior, \u00e9 sobretudo de car\u00e1ter teol\u00f3gico<\/em>. Indica-o principalmente a defini\u00e7\u00e3o do homem baseada na sua rela\u00e7\u00e3o com Deus (\u201c\u00e0 imagem de Deus o criou\u201d), o que encerra ao mesmo tempo a afirma\u00e7\u00e3o da impossibilidade absoluta de reduzir o homem ao \u201cmundo\u201d. J\u00e1 \u00e0 luz das primeiras frases da B\u00edblia, n\u00e3o pode o homem ser compreendido, nem explicado at\u00e9 ao fundo, com as categorias deduzidas do \u201cmundo\u201d, isto \u00e9, do conjunto vis\u00edvel dos corpos. Apesar de tamb\u00e9m o homem ser corpo.&nbsp;<em>Gn<\/em>&nbsp;1, 27 verifica que esta verdade essencial acerca do homem se refere tanto ao homem como \u00e0 mulher:&nbsp;<em>Deus criou o homem \u00e0 sua imagem\u2026 criou-os homem e mulher<\/em><sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\"><\/a>2<\/sup>. \u00c9 preciso reconhecer que a primeira narrativa \u00e9 concisa, livre de qualquer vest\u00edgio de subjetivismo: cont\u00e9m s\u00f3 o fato objetivo e define a realidade objetiva, quer ao falar da cria\u00e7\u00e3o humana, do homem e da mulher, \u00e0 imagem de Deus, quer ao acrescentar pouco depois as palavras da primeira b\u00ean\u00e7\u00e3o:&nbsp;<em>Aben\u00e7oando-os, Deus disse-lhes: \u201ccrescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra\u201d<\/em><sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdendnote8sym\" name=\"sdendnote8anc\"><\/a>viii<\/sup><em>.<\/em><\/p>\n<p>5. A primeira narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem, que, segundo verificamos, \u00e9 de \u00edndole teol\u00f3gica, encerra em si abundante conte\u00fado metaf\u00edsico. N\u00e3o se esque\u00e7a que precisamente este texto do Livro do G\u00eanesis se tornou a fonte das inspira\u00e7\u00f5es mais profundas para os pensadores que t\u00eam procurado compreender o \u201cser\u201d e o \u201cexistir\u201d. (Talvez s\u00f3 o cap\u00edtulo terceiro do Livro do \u00caxodo se possa comparar ao presente texto)<sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\"><\/a>3<\/sup>. N\u00e3o obstante algumas express\u00f5es particularizadas e pl\u00e1sticas do trecho, o homem \u00e9 nele definido primeiramente nas dimens\u00f5es do ser e do existir (\u201c<em>esse<\/em>\u201c). \u00c9 definido de modo mais metaf\u00edsico que f\u00edsico. Ao mist\u00e9rio da sua cria\u00e7\u00e3o (\u201csede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra\u201d), a perspectiva daquele suceder-se no mundo e no tempo, daquele \u201c<em>fieri<\/em>\u201d que est\u00e1 necessariamente ligado \u00e0 situa\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica da cria\u00e7\u00e3o: do ser contingente (<em>contingens<\/em>). Precisamente nesse contexto metaf\u00edsico da descri\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>Gn<\/em>&nbsp;1, \u00e9 necess\u00e1rio entender a entidade do bem, isto \u00e9, o aspecto do valor. De fato, este aspecto repete-se no ritmo de quase todos os dias da cria\u00e7\u00e3o do homem:&nbsp;<em>Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa<\/em><sup><a href=\"http:\/\/www.teologiadocorpo.com.br\/teologiadocorpo\/002-na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-a-definicao-objetiva-do-homem\/#sdendnote9sym\" name=\"sdendnote9anc\"><\/a>ix<\/sup>. Por este motivo \u00e9 l\u00edcito dizer com certeza que o primeiro cap\u00edtulo do G\u00eanesis formou um ponto inexpugn\u00e1vel de refer\u00eancia e a base s\u00f3lida para uma metaf\u00edsica e tamb\u00e9m para uma antropologia e uma \u00e9tica, segundo a qual \u201c<em>ens et bonum convertuntur<\/em>\u201c. Sem d\u00favida, tudo isto tem significado pr\u00f3prio, tamb\u00e9m para a teologia e sobretudo para a teologia do corpo.<\/p>\n<p>6. Nesta altura interrompemos as nossas considera\u00e7\u00f5es. Daqui a uma semana ocupar-nos-emos da segunda narrativa da cria\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, daquilo que, segundo os biblistas, \u00e9 cronologicamente mais antigo. A express\u00e3o \u201cteologia do corpo\u201d, usada recentemente, merece explica\u00e7\u00e3o mais exata, mas deixamo-la para outro encontro. Devemos primeiro procurar aprofundar aquela passagem do Livro do G\u00eanesis, a que se referiu Cristo.<\/p>\n<p>_______________________________________________<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">(1)&nbsp;Falando da mat\u00e9ria n\u00e3o vivificada, o autor b\u00edblico usa diferentes predicados, como \u00abseparou\u00bb, \u00abchamou\u00bb, \u00abfez\u00bb e \u00abp\u00f4s\u00bb. Pelo contr\u00e1rio, falando dos seres dotados de vida, usa os termos \u00abcriou\u00bb e \u00ababen\u00e7oou\u00bb. Deus ordena-lhes: \u00abSede fecundos e multiplicai-vos\u00bb. Esta ordem refere-se tanto aos animais como ao homem, indicando que a corporalidade lhes \u00e9 comum (cfr.&nbsp;<em>G\u00e9n<\/em>. 1, 22.28).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Todavia a cria\u00e7\u00e3o do homem distingue-se essencialmente, na descri\u00e7\u00e3o b\u00edblica, das obras precedentes de Deus. N\u00e3o s\u00f3 \u00e9 precedida por uma introdu\u00e7\u00e3o solene, como se se tratasse duma delibera\u00e7\u00e3o de Deus antes deste acto importante, mas sobretudo \u00e9 posta em relevo a excepcional dignidade do homem pela \u00absemelhan\u00e7a\u00bb com Deus, de quem \u00e9 a imagem.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Criando a mat\u00e9ria n\u00e3o vivificada. Deus \u00abseparava\u00bb; aos animais ordena que sejam fecundos e se multipliquem, mas a diferen\u00e7a de sexo \u00e9 sublinhada apenas a respeito do homem (\u00abmacho e f\u00eamea os criou\u00bb) aben\u00e7oando ao mesmo tempo a fecundidade deles, isto \u00e9, o v\u00ednculo das pessoas (<em>G\u00e9n<\/em>. 1, 27-28).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">(2)&nbsp;O texto original diz: \u00abDeus criou o homem (<em>ha-adam<\/em>&nbsp;\u2014 substantivo coletivo: a \u00abhumanidade\u00bb?); \u00e0 sua semelhan\u00e7a; \u00e0 imagem de Deus o criou; macho (<em>zakar<\/em>&nbsp;&#8211; masculino) e f\u00eamea (<em>unegebah<\/em>&nbsp;&#8211; feminino) os criou\u00bb (<em>G\u00e9n<\/em>. 1, 27).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">(3)&nbsp;\u00ab<em>Haec subtimis ventas<\/em>\u00bb: \u00abEu sou Aquele que sou\u00bb (<em>Ex<\/em>. 3, 14) constitui objecto de reflex\u00e3o para muitos fil\u00f3sofos, a come\u00e7ar por Santo Agostinho, que julgava ter Plat\u00e3o conhecido este texto, t\u00e3o pr\u00f3ximo ele lhe parecia das concep\u00e7\u00f5es do fil\u00f3sofo grego. A doutrina augustiniana da divina \u00abessentialitas\u00bb exerceu, por meio de Santo Anselmo, influxo profundo na teologia de Ricardo de S. V\u00edtor, de Alexandre d&#8217;Hal\u00e8s e de S. Boaventura.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00abPour passer de cette interpr\u00e9tation philosophique du texte de 1&#8217;Exode \u00e0 celle qu&#8217;allait proposer saint Thomas il fallait n\u00e9cessairement franchir Ia distance qui separe &#8216;l&#8217;\u00eatre de 1&#8217;essence&#8217; de &#8216;l&#8217;\u00eatre de 1&#8217;existence&#8217;. Les preuves thomistes de 1&#8217;existence de Dieu 1&#8217;ont franchie\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Diversa \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do Mestre Eckart, que, baseado neste texto, atribui a Deus a \u00abpuritas essendi\u00bb: \u00abest aliquid altius ente &#8230;\u00bb; (cfr. E. Gilson,&nbsp;<em>Le Thomisme<\/em>, Paris 1944, Vrin, p\u00e1gs. 122-127; E. Gilson,&nbsp;<em>History of Christian Philosophy in the Middle Ages<\/em>, London 1955, Sheed and Ward, p\u00e1g. 810).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Jo\u00e3o Paulo II &#8211; Audi\u00eancia Geral &#8211;&nbsp; Quarta-feira, 12 de Setembro de 1979<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/audiences\/1979\/documents\/hf_jp-ii_aud_19790912.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">vatican.va<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"sdfootnote3\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segunda Catequese da Teologia do Corpo | Na primeira narrativa da cria\u00e7\u00e3o encontra-se a defini\u00e7\u00e3o objetiva do homem 1. 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