{"id":6942,"date":"2018-09-17T10:03:47","date_gmt":"2018-09-17T13:03:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/?p=6942"},"modified":"2018-08-24T10:55:37","modified_gmt":"2018-08-24T13:55:37","slug":"relacao-entre-inocencia-original-e-redencao-operada-por-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/relacao-entre-inocencia-original-e-redencao-operada-por-cristo\/","title":{"rendered":"Rela\u00e7\u00e3o entre a inoc\u00eancia original e a reden\u00e7\u00e3o operada por Cristo"},"content":{"rendered":"<h2>Quarta&nbsp;Catequese da Teologia do Corpo |&nbsp;Rela\u00e7\u00e3o entre a inoc\u00eancia original e a reden\u00e7\u00e3o operada por Cristo<\/h2>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\">1. Cristo, respondendo \u00e0 pergunta sobre a unidade e<a href=\"https:\/\/formacao.cancaonova.com\/familia\/divorcio\/razoes-para-entender-a-indissolubilidade-do-matrimonio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> indissolubilidade do matrim\u00f4nio<\/a>, apelou para aquilo que sobre o tema do matrim\u00f4nio foi escrito no Livro do G\u00eanesis. Nas nossas duas precedentes reflex\u00f5es sujeitamos a uma an\u00e1lise tanto o chamado texto elo\u00edsta (<i>Gn<\/i>. 1) como o javista (<i>Gn<\/i>. 2). Desejamos hoje tirar dessas duas an\u00e1lises algumas conclus\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\">Quando Cristo se refere ao \u00abprinc\u00edpio\u00bb, pede aos seus interlocutores que transponham, em certo sentido, o confim que, no Livro do G\u00eanesis, separa o estado de inoc\u00eancia original e o de pecaminosidade, iniciado pela queda original.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\">Simbolicamente pode-se ligar este confim com a \u00e1rvore do conhecimento do bem e do mal, que no texto javista delimita duas situa\u00e7\u00f5es diametralmente opostas: a situa\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia original e a do pecado original. Estas situa\u00e7\u00f5es t\u00eam dimens\u00e3o pr\u00f3pria no homem, no seu \u00edntimo, no seu conhecimento, na sua consci\u00eancia, escolha e decis\u00e3o, tudo isto em rela\u00e7\u00e3o com Deus Criador que no texto javista (<i>Gn<\/i>.2 e 3) \u00e9, ao mesmo tempo, o Deus da Alian\u00e7a, da mais antiga alian\u00e7a do Criador com a sua criatura, isto \u00e9, com o homem. A \u00e1rvore do conhecimento do bem e do mal, como express\u00e3o e s\u00edmbolo da alian\u00e7a com Deus quebrada no cora\u00e7\u00e3o do homem, delimita e contrap\u00f5e duas situa\u00e7\u00f5es e dois estados diametralmente opostos: o da inoc\u00eancia original e o do pecado original, e ao mesmo tempo da pecaminosidade heredit\u00e1ria do homem que do \u00faltimo deriva. Todavia&nbsp;<i>as palavras de Cristo, que se referem ao \u00abprinc\u00edpio\u00bb, permitem-nos encontrar no homem certa continuidade essencial e um la\u00e7o<\/i>&nbsp;entre estes dois estados diversos ou duas dimens\u00f5es do ser humano. O estado de pecado faz parte do \u00abhomem hist\u00f3rico\u00bb, tanto daquele a que se refere Mateus 19, isto \u00e9, do interlocutor de Cristo nessa altura, como tamb\u00e9m de qualquer outro interlocutor, potencial ou atual, de todos os tempos da hist\u00f3ria, e portanto, naturalmente, tamb\u00e9m do homem de hoje. Tal estado por\u00e9m \u2014 o estado \u00abhist\u00f3rico\u00bb precisamente \u2014 em qualquer homem sem nenhuma excep\u00e7\u00e3o, mergulha as ra\u00edzes na sua pr\u00f3pria \u00abpr\u00e9-hist\u00f3ria\u00bb teol\u00f3gica, que \u00e9 o estado da inoc\u00eancia original. que \u00e9 o original.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\">2. N\u00e3o se trata aqui somente de dial\u00e9ctica. As leis do conhecimento correspondem \u00e0s do ser. E imposs\u00edvel compreender o estado de pecaminosidade \u00abhist\u00f3rica\u00bb sem refer\u00eancia ou alus\u00e3o (e Cristo de facto alude) ao estado de original (em certo sentido, \u00abpr\u00e9-hist\u00f3rica\u00bb) e fundamental inoc\u00eancia. Surgir portanto a pecaminosidade como estado, como dimens\u00e3o da exist\u00eancia humana, est\u00e1 desde os princ\u00edpios em rela\u00e7\u00e3o com esta real inoc\u00eancia do homem como estado original e fundamental, como dimens\u00e3o do ser criado \u00ab\u00e0 imagem de Deus\u00bb. E assim acontece n\u00e3o s\u00f3 com o primeiro homem, macho e f\u00eamea, como&nbsp;<i>dr\u00e1matis personae<\/i>&nbsp;e protagonistas dos acontecimentos descritos no texto javista dos cap\u00edtulos 2 e 3 do G\u00eanesis, mas tamb\u00e9m assim acontece com o inteiro percurso hist\u00f3rico da exist\u00eancia humana.&nbsp;<i>O homem hist\u00f3rico est\u00e1 portanto, por assim dizer, radicado na sua pr\u00e9-hist\u00f3ria teol\u00f3gica revelada<\/i>; e por isso cada ponto da sua pecaminosidade hist\u00f3rica explica-se (tanto para a alma como para o corpo) com a refer\u00eancia \u00e0 inoc\u00eancia original. Pode dizer-se que esta refer\u00eancia \u00e9 \u00abco-heran\u00e7a\u00bb do pecado, e precisamente do pecado original. Se este pecado significa, em todos os homens hist\u00f3ricos, um estado de gra\u00e7a perdida, ent\u00e3o ele comporta tamb\u00e9m uma refer\u00eancia \u00e0quela gra\u00e7a, que era precisamente a gra\u00e7a da inoc\u00eancia original.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\">3. Quando Cristo, segundo o cap\u00edtulo 19 de Mateus, apela para o \u00abprinc\u00edpio\u00bb, com esta express\u00e3o n\u00e3o indica s\u00f3 o estado de inoc\u00eancia original como horizonte perdido da exist\u00eancia humana na hist\u00f3ria. As palavras, que Ele pronuncia mesmo com a sua boca, temos o direito de atribuir ao mesmo tempo toda a eloqu\u00eancia do mist\u00e9rio da reden\u00e7\u00e3o. De facto, j\u00e1 no mesmo texto javista de G\u00eanesis 2 e 3, somos testemunhas de o homem, macho e f\u00eamea, depois de ter quebrado a alian\u00e7a original que tinha com o seu Criador, receber a primeira promessa de reden\u00e7\u00e3o nas palavras do chamado Proto-evangelho em G\u00eanesis 3, 15 *, e come\u00e7ar a viver&nbsp;<i>na perspectiva teol\u00f3gica da reden\u00e7\u00e3o<\/i>. Assim portanto o homem \u00abhist\u00f3rico\u00bb \u2014 quer o interlocutor de Cristo naquele tempo de que fala Mt. 19, quer o homem de hoje \u2014 participa desta perspectiva. Participa n\u00e3o s\u00f3 da&nbsp;<i>hist\u00f3ria da pecaminosidade humana<\/i>, como sujeito heredit\u00e1rio e ao mesmo tempo pessoal e n\u00e3o repet\u00edvel desta hist\u00f3ria, mas participa igualmente&nbsp;<i>da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o<\/i>, tamb\u00e9m agora como seu sujeito e concriador. Ele est\u00e1 portanto n\u00e3o s\u00f3 fechado, pela sua pecaminosidade, \u00e0 inoc\u00eancia original, mas ao mesmo tempo aberto para o mist\u00e9rio da reden\u00e7\u00e3o, que se realizou em Cristo e por meio de Cristo. Paulo, autor da carta aos Romanos, exprime esta perspectiva da reden\u00e7\u00e3o em que vive o homem \u00abhist\u00f3rico\u00bb, quando escreve: &#8230;&nbsp;<i>tamb\u00e9m n\u00f3s pr\u00f3prios, que possu\u00edmos as prim\u00edcias do esp\u00edrito, gememos igualmente em n\u00f3s mesmos, aguardando &#8230; a liberta\u00e7\u00e3o do nosso corpo<\/i>&nbsp;(<i>Rom<\/i>. 8, 23). N\u00e3o podemos perder de vista esta perspectiva quando seguimos as palavras de Cristo que, na sua conversa sobre a indissolubilidade do matrim\u00f3nio, recorre ao \u00abprinc\u00edpio\u00bb. Se aquele \u00abprinc\u00edpio\u00bb indicasse s\u00f3 a cria\u00e7\u00e3o do homem como \u00abmacho e f\u00eamea\u00bb, se\u2014 como j\u00e1 insinuamos \u2014 conduzisse os interlocutores s\u00f3 atravessando o confim do estado de pecado do homem at\u00e9 \u00e0 inoc\u00eancia original, e n\u00e3o abrisse ao mesmo tempo a perspectiva duma \u00abreden\u00e7\u00e3o do corpo\u00bb a resposta de Cristo n\u00e3o seria de facto entendida de modo exacto. Precisamente esta&nbsp;<i>perspectiva da reden\u00e7\u00e3o do corpo assegura a continuidade e a unidade<\/i>&nbsp;entre o estado heredit\u00e1rio do pecado do homem e a sua inoc\u00eancia original, se bem que esta inoc\u00eancia tenha sido historicamente perdida por ele, de modo irremedi\u00e1vel. \u00c9 tamb\u00e9m evidente ter Cristo o m\u00e1ximo direito de responder \u00e0 pergunta que Lhe foi feita pelos doutores da Lei e da Alian\u00e7a (como lemos em&nbsp;<i>Mt<\/i>. 19 e em&nbsp;<i>Mc<\/i>. 10), na perspectiva da reden\u00e7\u00e3o sobre que se baseia a Alian\u00e7a mesma.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\">4. Se no contexto substancialmente assim descrito pela teologia do homem-corpo, pensamos no&nbsp;<i>m\u00e9todo<\/i>&nbsp;das an\u00e1lises seguintes a respeito da revela\u00e7\u00e3o do \u00abprinc\u00edpio\u00bb, em que \u00e9 essencial a refer\u00eancia aos primeiros cap\u00edtulos do&nbsp;<i>Livro do&nbsp;G\u00eanesis<\/i>, devemos logo dirigir a nossa aten\u00e7\u00e3o para um fator que \u00e9 especialmente importante para a interpreta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica: importante, pois consiste na rela\u00e7\u00e3o entre revela\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia. Ao interpretarmos a revela\u00e7\u00e3o a respeito do homem, e sobretudo a respeito do corpo, temos por motivos compreens\u00edveis de referir-nos \u00e0 experi\u00eancia, porque o homem-corpo \u00e9 percebido por n\u00f3s sobretudo na experi\u00eancia. A luz das mencionadas considera\u00e7\u00f5es fundamentais, temos pleno direito de alimentar a convic\u00e7\u00e3o de esta nossa experi\u00eancia \u00abhist\u00f3rica\u00bb dever, em certo modo, fazer alto no limiar da inoc\u00eancia original do homem, porque relativamente a ele mant\u00e9m-se inadequada. Todavia, \u00e0 luz das mesmas considera\u00e7\u00f5es introdut\u00f3rias, devemos chegar \u00e0 convic\u00e7\u00e3o de&nbsp;<i>a nossa experi\u00eancia humana ser, neste caso, um meio dalgum modo leg\u00edtimo para a interpreta\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica<\/i>, e ser, em certo sentido, indispens\u00e1vel ponto de refer\u00eancia, para que devemos apelar na interpreta\u00e7\u00e3o do \u00abprinc\u00edpio\u00bb. A an\u00e1lise mais particularizada do texto permitir-nos-\u00e1 chegar a uma vis\u00e3o mais clara.<\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\">5. Parece que as palavras da carta aos Romanos 8, 23, que citamos, indicam do melhor modo a orienta\u00e7\u00e3o das nossas investiga\u00e7\u00f5es centradas na revela\u00e7\u00e3o daquele \u00abprinc\u00edpio\u00bb, a que se referiu Cristo na sua conversa sobre a indissolubilidade do matrim\u00f4nio (<i>Mt<\/i>. 19 e&nbsp;<i>Mc<\/i>. 10). Todas as an\u00e1lises seguintes, que a este prop\u00f3sito ser\u00e3o feitas com base nos primeiros cap\u00edtulos do G\u00eanesis, refletir\u00e3o quase necessariamente a verdade das palavras paulinas:&nbsp;<i>N\u00f3s pr\u00f3prios, que possu\u00edmos as prim\u00edcias do esp\u00edrito, gememos igualmente em n\u00f3s mesmos, aguardando a liberta\u00e7\u00e3o do nosso corpo<\/i>. Se nos colocamos nesta posi\u00e7\u00e3o \u2014 t\u00e3o profundamente concorde com a experi\u00eancia**\u2014 o \u00abprinc\u00edpio\u00bb deve falar-nos com a grande riqueza de luz que prov\u00e9m da revela\u00e7\u00e3o, \u00e0 qual deseja responder sobretudo a teologia. O prosseguimento das an\u00e1lises explicar-nos-\u00e1 porqu\u00ea e em que sentido deve esta <strong>teologia ser teologia do corpo.<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"left\">_____________________________________________<\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\">*&nbsp;<span style=\"font-size: small;\">J\u00e1 a tradu\u00e7\u00e3o grega do Antigo Testamento, a dos Setenta, que remonta a cerca do s\u00e9culo II a.C., interpreta&nbsp;<i>G\u00e9n<\/i>. 3, 15 no sentido messi\u00e2nico, aplicando o pronome masculino&nbsp;<i>aut\u00f3s<\/i>&nbsp;referido ao substantivo neutro grego&nbsp;<i>sperma<\/i>&nbsp;(<i>semen<\/i>&nbsp;na Vulgata). A tradi\u00e7\u00e3o judaica continua esta interpreta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\"><span style=\"font-size: small;\">A exegese crist\u00e3, a come\u00e7ar de Santo Ireneu (<i>Adv. Haer<\/i>. III, 23, 7), v\u00ea este texto como \u00abproto-evangelho\u00bb, que prenuncia a vit\u00f3ria sobre satan\u00e1s, obtida por Jesus Cristo. Embora nos \u00faltimos s\u00e9culos os especialistas em Sagrada Escritura tenham interpretado diversamente esta per\u00edcope e alguns tenham contestado a interpreta\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica, nos \u00faltimos tempos est\u00e1-se a voltar a esta sob um aspecto um pouco diverso. O autor javista une, de facto, a pr\u00e9-hist\u00f3ria com a hist\u00f3ria de Israel, que atinge o seu v\u00e9rtice na dinastia messi\u00e2nica de David, a qual levar\u00e1 ao cumprimento das pro messas de&nbsp;<i>G\u00e9n<\/i>. 3, 15 (cfr. 2&nbsp;<i>Sam<\/i>. 7, 12).<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\"><span style=\"font-size: small;\">O Novo Testamento explicou o cumprimento da promessa na mesma perspectiva messi\u00e2nica; Jesus \u00e9 o Messias, descendente de David (<i>Rom<\/i>. 1, 3; 2<i>Tim<\/i>. 2, 8), nascido de mulher (<i>G\u00e1l<\/i>. 4, 4), novo Ad\u00e3o-David (1&nbsp;<i>Cor<\/i>. 15). que deve reinar \u00abat\u00e9 que ponha todos os inimigos debaixo dos p\u00e9s\u00bb (1&nbsp;<i>Cor<\/i>. 15, 25). E por fim&nbsp;<i>Apoc<\/i>. 12, 1-10 apresenta o cumprimento final da profecia de&nbsp;<i>G\u00e9n<\/i>. 3, 15, que embora n\u00e3o sendo an\u00fancio claro e imediato de Jesus como Messias de Israel, leva todavia a Ele por meio da tradi\u00e7\u00e3o real e messi\u00e2nica que une o Antigo e o Novo Testamento.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\">**&nbsp;<span style=\"font-size: small;\">Falando aqui da rela\u00e7\u00e3o entre a \u00abexperi\u00eancia\u00bb e a \u00abrevela\u00e7\u00e3o\u00bb, mais, duma surpreendente converg\u00eancia entre elas, queremos s\u00f3 fazer notar que o homem, no seu actual estado do existir no corpo, experimenta m\u00faltiplos limites \u2014 sofrimentos, paix\u00f5es, fraquezas e por fim at\u00e9 a morte \u2014, os quais, ao mesmo tempo, referem este seu existir no corpo a outro estado diverso ou outra dimens\u00e3o. Quando S\u00e3o Paulo escreve sobre a \u00abreden\u00e7\u00e3o do corpo\u00bb, fala com a linguagem da revela\u00e7\u00e3o; a experi\u00eancia, na verdade, n\u00e3o \u00e9 capaz de atingir este conte\u00fado, ou antes, esta realidade. Ao mesmo tempo, no total deste conte\u00fado, o autor de&nbsp;<i>Rom<\/i>. 8, 23 retoma tudo quanto, n\u00e3o s\u00f3 a ele mas tamb\u00e9m em certo modo a cada homem (independentemente da sua rela\u00e7\u00e3o com a revela\u00e7\u00e3o), \u00e9 oferecido atrav\u00e9s da experi\u00eancia da exist\u00eancia humana, que \u00e9 exist\u00eancia no corpo.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"left\"><span lang=\"pt\"><span style=\"font-size: small;\">Temos portanto o direito de falar da rela\u00e7\u00e3o entre a experi\u00eancia e a revela\u00e7\u00e3o, mais, temos o direito de apresentar o problema da rela\u00e7\u00e3o rec\u00edproca entre as duas, ainda que para muitos passe entre ambas uma linha de demarca\u00e7\u00e3o que \u00e9 linha de ant\u00edtese total e de antinomia radical. Esta linha, segundo julgam, deve sem mais ser tra\u00e7ada entre a f\u00e9 e a ci\u00eancia, entre a teologia e a filosofia. Ao formular este ponto de vista, s\u00e3o sobretudo tomados em considera\u00e7\u00e3o conceitos abstratos e n\u00e3o o homem como sujeito vivo.<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Jo\u00e3o Paulo II &#8211; Audi\u00eancia Geral &#8211;&nbsp; Quarta-feira, 26 de Setembro de 1979<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/audiences\/1979\/documents\/hf_jp-ii_aud_19790926.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">vatican.va<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quarta&nbsp;Catequese da Teologia do Corpo |&nbsp;Rela\u00e7\u00e3o entre a inoc\u00eancia original e a reden\u00e7\u00e3o operada por Cristo 1. 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