{"id":6944,"date":"2018-09-18T10:22:44","date_gmt":"2018-09-18T13:22:44","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/?p=6944"},"modified":"2018-08-24T10:54:31","modified_gmt":"2018-08-24T13:54:31","slug":"o-significado-da-solidao-original-homem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/o-significado-da-solidao-original-homem\/","title":{"rendered":"O significado da solid\u00e3o original do homem"},"content":{"rendered":"<h2>Quinta Catequese da Teologia do Corpo | O significado da solid\u00e3o original do homem<\/h2>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/relacao-entre-inocencia-original-e-redencao-operada-por-cristo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Na \u00faltima reflex\u00e3o do presente ciclo<\/a>, chegamos a uma conclus\u00e3o introdut\u00f3ria, tirada das palavras do Livro do G\u00eanesis, sobre a cria\u00e7\u00e3o do homem como macho e f\u00eamea. A estas palavras, ou seja, ao \u00abprinc\u00edpio\u00bb, referiu-se o Senhor Jesus na sua conversa sobre a indissolubilidade do matrim\u00f4nio(Cfr.<em>Mt<\/em>. 19, 3-9;&nbsp;<em>Mc<\/em>. 10, 1-12). Mas a conclus\u00e3o, a que chegamos, n\u00e3o termina ainda a s\u00e9rie das nossas an\u00e1lises. Deve-mos, de facto, reler a narra\u00e7\u00e3o do primeiro e do segundo cap\u00edtulo do Livro do G\u00eanesis num contexto mais largo, que nos permitir\u00e1 estabelecer uma s\u00e9rie de significados do texto antigo, a que se referiu Cristo. Hoje refletiremos portanto&nbsp;<em>sobre o significado da solid\u00e3o original do homem<\/em>.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">O ponto de partida para esta reflex\u00e3o vem-nos diretamente das seguintes palavras do Livro do G\u00eanesis.&nbsp;<em>N\u00e3o \u00e9 conveniente que o homem (macho) esteja s\u00f3; vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele&nbsp;<\/em>(<em>Gn<\/em>. 2, 18). Deus-Jav\u00e9 que pronuncia estas palavras. Fazem parte da segunda narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem e prov\u00eam portanto da tradi\u00e7\u00e3o javista. Como j\u00e1 recordamos precedentemente, \u00e9 significativo que no texto javista, a narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem (macho) seja um trecho completo (<em>Gn<\/em>. 2, 7),&nbsp;que precede a narrativa da cria\u00e7\u00e3o da primeira mulher&nbsp;(<em>Gn<\/em>. 2, 21-22), al\u00e9m disso, significativo que o primeiro homem (&#8216;<em>adam<\/em>), criado do \u00abp\u00f3 da terra\u00bb, s\u00f3 depois da cria\u00e7\u00e3o da primeira mulher seja definido como \u00abmacho\u00bb (&#8216;<em>is<\/em>). Assim portanto, quando Deus-Jav\u00e9 pronuncia as palavras a respeito da solid\u00e3o, refere-as \u00e0 solid\u00e3o do \u00abhomem\u00bb enquanto tal, e n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 do macho*.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 dif\u00edcil por\u00e9m, s\u00f3 com base neste facto, chegar muito longe tirando conclus\u00f5es. Apesar disso, o contexto completo daquela solid\u00e3o de que fala o G\u00eanesis 2, 18, pode convencer-nos que se trata aqui da solid\u00e3o do \u00abhomem\u00bb (macho e f\u00eamea) e n\u00e3o apenas da solid\u00e3o do homem-macho, causada pela falta da mulher. Parece, por conseguinte, com base no contexto inteiro, que esta&nbsp;<em>solid\u00e3o tem dois significados: um que deriva da pr\u00f3pria criatura do homem<\/em>, isto \u00e9, da sua humanidade (o que \u00e9 evidente na narrativa de&nbsp;<em>Gn<\/em>. 2), e o&nbsp;<em>outro que deriva da rela\u00e7\u00e3o macho-f\u00eamea<\/em>, o que \u00e9 evidente, em certo modo, com base no primeiro significado. A an\u00e1lise particularizada da descri\u00e7\u00e3o parece confirm\u00e1-lo.<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li style=\"font-weight: 400;\">O problema da solid\u00e3o manifesta-se unicamente no contexto da segunda narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem. A primeira n\u00e3o conhece este problema. Nesta aparece o homem criado num s\u00f3 ato como \u00abmacho e f\u00eamea\u00bb (<em>Deus criou o homem \u00e0 sua imagem &#8230; criou-os homem e mulher&nbsp;<\/em>(<em>Gn<\/em>. 1, 27). A segunda narrativa que, segundo j\u00e1 mencionamos, fala primeiro da cria\u00e7\u00e3o do homem e, s\u00f3 depois, da cria\u00e7\u00e3o da mulher da \u00abcostela\u00bb do macho, concentra a nossa aten\u00e7\u00e3o em o homem \u00abestar s\u00f3\u00bb. Isto apresenta-se como problema antropol\u00f3gico fundamental, anterior, em certo sentido, ao problema apresentado pelo facto de tal homem ser macho e f\u00eamea. Este problema \u00e9 anterior n\u00e3o tanto no sentido cronol\u00f3gico quanto no sentido existencial: \u00e9 anterior \u00abpor sua natureza\u00bb. Tal se revelar\u00e1 tamb\u00e9m o problema da solid\u00e3o do homem do ponto de vista da teologia do corpo, se conseguirmos fazer uma an\u00e1lise profunda da segunda narrativa da cria\u00e7\u00e3o em G\u00eanesis 2.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">A afirma\u00e7\u00e3o de Deus-Jav\u00e9, \u00abn\u00e3o \u00e9 conveniente que o homem esteja s\u00f3\u00bb, aparece, n\u00e3o s\u00f3 no contexto imediato da decis\u00e3o de criar a mulher (\u00abvou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele\u00bb), mas tamb\u00e9m no contexto mais amplo de motivos e circunst\u00e2ncias,<em>que explicam mais profundamente o sentido da solid\u00e3o original do homem<\/em>. O texto javista liga primeiramente a cria\u00e7\u00e3o do homem com a necessidade de&nbsp;<em>cultivar a terra&nbsp;<\/em>(<em>Gn<\/em>. 2, 5), o que, na primeira narrativa, corresponde \u00e0 voca\u00e7\u00e3o de encher e dominar a terra (Cfr.&nbsp;<em>Gn<\/em>. 1, 28). Al\u00e9m disso, a segunda narrativa da cria\u00e7\u00e3o fala de o homem ser colocado no \u00abjardim do \u00c9den\u00bb, e deste modo introduz-nos no estado da sua felicidade original. At\u00e9 este momento o homem \u00e9 objecto da a\u00e7\u00e3o criadora de Deus-Jav\u00e9, que ao mesmo tempo, como legislador, estabelece as condi\u00e7\u00f5es da primeira alian\u00e7a com o homem. J\u00e1 com este recurso \u00e9 sublinhada a subjetividade do homem. Esta encontra nova express\u00e3o quando o Senhor Deus,&nbsp;<em>ap\u00f3s ter formado da terra todos os animais dos campos e todas as aves dos c\u00e9us, os conduziu at\u00e9 junto do homem (macho), a fim de verificar como ele lhes chamaria<\/em>&nbsp;(<em>Gn<\/em>. 2, 19). Logo o primitivo significado da solid\u00e3o original do homem \u00e9 definido em fun\u00e7\u00e3o dum \u00abtest\u00bb espec\u00edfico, ou dum exame a que o homem \u00e9 sujeito diante de Deus (e em certo modo tamb\u00e9m diante de si mesmo). Gra\u00e7as a esse \u00abtest\u00bb, o homem toma consci\u00eancia da pr\u00f3pria superioridade, quer dizer, de n\u00e3o poder colocar-se em igualdade com nenhuma outra esp\u00e9cie de seres vivos sobre a terra.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na verdade, como diz o texto, o homem imp\u00f4s os nomes&nbsp;<em>para que todos os seres vivos fossem conhecidos pelos nomes que o homem lhes desse<\/em>&nbsp;(<em>Ibid<\/em>).&nbsp;<em>O homem designou com nomes todos os animais dom\u00e9sticos, todas as aves dos c\u00e9us e todos os animais ferozes; contudo<\/em>\u2014termina o autor \u2014&nbsp;<em>o homem (macho) n\u00e3o encontrou para si uma auxiliar adequada<\/em>&nbsp;(<em>Gn<\/em>. 2, 20).<\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li style=\"font-weight: 400;\">Toda esta parte do texto \u00e9, sem d\u00favida, preparat\u00f3ria da narrativa da cria\u00e7\u00e3o da mulher. Esta parte do texto possui contudo significado pr\u00f3prio e profundo, mesmo independentemente desta cria\u00e7\u00e3o. \u00c9 o seguinte: o&nbsp;<em>homem criado&nbsp;<\/em>encontra-se, desde o primeiro momento da sua exist\u00eancia,&nbsp;<em>diante de Deus<\/em>&nbsp;quase \u00e0 busca da pr\u00f3pria \u00abentidade\u00bb. A verifica\u00e7\u00e3o de o homem \u00abestar s\u00f3\u00bb no meio do mundo vis\u00edvel e, em especial, entre os seres vivos, tem nesta busca significado negativo, na medida em que exprime o que ele \u00abn\u00e3o \u00e9\u00bb. Apesar disso, a verifica\u00e7\u00e3o de n\u00e3o se poder essencialmente identificar com o mundo vis\u00edvel dos outros seres vivos (<em>animalia<\/em>) tem, ao mesmo tempo, aspecto positivo para esta busca prim\u00e1ria: embora esta verifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja ainda uma defini\u00e7\u00e3o completa, constitui todavia um dos seus elementos. Se aceitamos a tradi\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica, na l\u00f3gica e na antropologia, seria necess\u00e1rio definir este elemento como \u00abg\u00eanero pr\u00f3ximo\u00bb (<em>genus proximum<\/em>)**.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\">O texto javista consente-nos todavia descobrir ainda novos elementos naquele admir\u00e1vel trecho, em que o homem se encontra s\u00f3, diante de Deus, sobretudo para exprimir, atrav\u00e9s duma autodefini\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3pria autoconsci\u00eancia, como primitiva e fundamental manifesta\u00e7\u00e3o de humanidade. O autoconhecimento acompanha o conhecimento do mundo, de todas as criaturas vis\u00edveis, de todos os seres vivos a que o homem deu nomes para afirmar em confronto com eles a pr\u00f3pria diversidade. Assim portanto, a consci\u00eancia revela o homem como o ser que&nbsp;<em>possui a faculdade cognoscitiva&nbsp;<\/em>a respeito do&nbsp;<em>mundo vis\u00edvel<\/em>. Com este conhecimento que o faz sair, em certo modo, fora do pr\u00f3prio ser, ao mesmo tempo&nbsp;<em>o homem revela-se a si mesmo em toda a peculiaridade seu ser<\/em>. Est\u00e1 n\u00e3o apenas essencialmente mas subjetivamente s\u00f3. Solid\u00e3o, de facto, significa tamb\u00e9m subjetividade do homem, a qual se forma atrav\u00e9s do autoconhecimento. O homem est\u00e1 s\u00f3, porque \u00e9 \u00abdiferente\u00bb do mundo vis\u00edvel, do mundo dos seres vivos. Analisando o texto do Livro do G\u00eanesis, tornamo-nos, em certo sentido, testemunhas do modo como o homem \u00abse distingue\u00bb, diante de Deus-Jav\u00e9, de todo o conjunto dos seres vivos (<em>animalia<\/em>) como o primeiro ato de autoconhecimento, e de como, por conseguinte, se revela a si mesmo e ao mesmo tempo se afirma no mundo vis\u00edvel como \u00abpessoa\u00bb. Aquele processo delineado de modo t\u00e3o en\u00e9rgico em G\u00eanesis 2, 19-20, processo de busca duma defini\u00e7\u00e3o de si mesmo, n\u00e3o leva s\u00f3 a indicar \u2014 voltando n\u00f3s \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica \u2014 o&nbsp;<em>genus proximum<\/em>, que no cap\u00edtulo 2.\u00b0 do G\u00eanesis \u00e9 expresso com as a palavras \u00abdeu os nomes\u00bb, a que corresponde espec\u00edfica\u00bb que \u00e9, segundo a defini\u00e7\u00e3o de Arist\u00f3teles,&nbsp;<em>no\u00fbs, zo\u00f3n noetikon<\/em>. Tal processo leva tamb\u00e9m \u00e0&nbsp;<em>primeira delinea\u00e7\u00e3o<\/em>&nbsp;do ser humano como pessoa humana, com a pr\u00f3pria subjetividade sua caracter\u00edstica.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Interrompamos aqui a an\u00e1lise do significado da solid\u00e3o original do homem. Retom\u00e1-la-emos daqui a uma semana.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">* O texto hebraico chama constantemente ao primeiro homem&nbsp;<em>ha-&#8216;adam<\/em>, ao passo que o termo &#8216;<em>is<\/em>&nbsp;(\u00abmacho\u00bb) s\u00f3 \u00e9 usado quando aparece o confronto com a &#8216;<em>issa<\/em>&nbsp;(\u00abf\u00eamea\u00bb).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Solit\u00e1rio estava pois \u00abo homem\u00bb sem refer\u00eancia ao sexo.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Na tradu\u00e7\u00e3o para algumas l\u00ednguas europeias, \u00e9 dif\u00edcil por\u00e9m exprimir este conceito do G\u00eanesis, porque \u00abhomem\u00bb e \u00abmacho\u00bb s\u00e3o definidos ordinariamente com um voc\u00e1bulo \u00fanico: \u00abhomo\u00bb, \u00abuomo\u00bb, \u00abhomme\u00bb. \u00abhombre\u00bb, \u00abman\u00bb.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">** \u00abAn&nbsp;<em>essencial<\/em>&nbsp;(quidditive) definition is a statement which explains&nbsp;<em>the essence or nature<\/em>&nbsp;of things.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">It will be essential when we can define a thing by its&nbsp;<em>proximate genus<\/em>&nbsp;and&nbsp;<em>specific differentia<\/em>.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">The&nbsp;<em>proximate genus<\/em>&nbsp;includes within its comprehension all the essential elements of the genera above it and therefore includes all the beings that are cognate or similar in nature to the thing that is being defined; the&nbsp;<em>specific differentia<\/em>, on the other hand, brings in the distinctive element which separates this thing from all others of a similar nature, by showing in what manner it is different from all others, with which it might be erroneously identified.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u00abMan\u00bb is defined as a \u00abrational animal\u00bb; \u00abanimal\u00bb is his proximate genus, \u00abrational\u00bb is his specific differentia. The proximate genus `animal\u00bb includes within its comprehension all the essential elements of the genera above it, because an animal is a \u00absentient, living, material substance\u00bb (&#8230;). The specific differentia \u00abrational\u00bb is the one distinctive essential element which distinguishes \u00abman\u00bb and every other \u00abanimal\u00bb. It therefore makes him a species of him own and separates him from every genus above animal, including plants, inanimate bodies and substance.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Furthermore, since the specific differentia is the distinctive element in the essence of man, it includes all the characteristic \u00abproperties\u00bb which lie in the nature of man&nbsp;<em>as man<\/em>, namely, power of speech, morality, government, religion, immortality etc. \u2014 realities which are absent in all other beings in this physical world\u00bb (C. N. Bittle,&nbsp;<em>The Science of Correct Thinking<\/em>, Logic, Milwaukee 1947, p\u00e1g. 73-74).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Jo\u00e3o Paulo II &#8211; Audi\u00eancia Geral &#8211;&nbsp; Quarta-feira, 10 de Outubro de 1979<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/audiences\/1979\/documents\/hf_jp-ii_aud_19791010.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">vatican.va<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quinta Catequese da Teologia do Corpo | O significado da solid\u00e3o original do homem Na \u00faltima reflex\u00e3o do presente ciclo, chegamos a uma conclus\u00e3o introdut\u00f3ria, tirada das palavras do Livro do G\u00eanesis, sobre a cria\u00e7\u00e3o do homem como macho e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4719,"featured_media":6932,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5741],"tags":[68,5741],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6944"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4719"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6944"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6944\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6950,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6944\/revisions\/6950"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}