{"id":7036,"date":"2018-09-30T14:14:39","date_gmt":"2018-09-30T17:14:39","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/?p=7036"},"modified":"2018-10-04T11:40:33","modified_gmt":"2018-10-04T14:40:33","slug":"mediante-comunhao-das-pessoas-o-homem-torna-se-imagem-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/mediante-comunhao-das-pessoas-o-homem-torna-se-imagem-de-deus\/","title":{"rendered":"Mediante a comunh\u00e3o das pessoas, o homem se torna imagem de Deus"},"content":{"rendered":"<h2>A Teologia do Corpo, desde o princ\u00edpio, est\u00e1 ligada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do homem \u00e0 imagem de Deus<\/h2>\n<p>Em sua nona Catequese da Teologia do Corpo, S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II, na Audi\u00eancia Geral do dia 14 de novembro de 1979, explica sobre&nbsp;a comunh\u00e3o das pessoas, e o homem que se torna imagem de Deus<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-7079 \" src=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2018\/09\/1600x1200-mediante-comunhao-das-pessoas-o-homem-torna-se-imagem-de-deus.jpg\" alt=\"\" width=\"744\" height=\"558\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2018\/09\/1600x1200-mediante-comunhao-das-pessoas-o-homem-torna-se-imagem-de-deus.jpg 1600w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2018\/09\/1600x1200-mediante-comunhao-das-pessoas-o-homem-torna-se-imagem-de-deus-300x225.jpg 300w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2018\/09\/1600x1200-mediante-comunhao-das-pessoas-o-homem-torna-se-imagem-de-deus-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 744px) 100vw, 744px\" \/><\/p>\n<h3><strong>Natureza humana&nbsp;<\/strong><\/h3>\n<p>1. Seguindo a narrativa do Livro do G\u00eanesis, verificamos que a \u00abdefinitiva\u00bb cria\u00e7\u00e3o do homem consiste na cria\u00e7\u00e3o da unidade de dois seres. A sua&nbsp;<i>unidade denota, sobretudo, a identidade da natureza humana; a dualidade, por\u00e9m, manifesta o que, com base em tal identidade, constitui a masculinidade e a feminilidade<\/i>&nbsp;do homem criado. Essa dimens\u00e3o ontol\u00f3gica da unidade e da dualidade tem, ao mesmo tempo, o significado axiol\u00f3gico do texto de G\u00eanesis 2,23 e resulta, claramente, de todo o contexto que o homem foi criado como especial valor diante de Deus (\u00abDeus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa\u00bb:&nbsp;<i>G\u00ean<\/i>&nbsp;1,31), mas tamb\u00e9m como especial valor para o homem mesmo: primeiro, porque \u00e9 \u00abhomem\u00bb; segundo, porque a \u00abmulher\u00bb \u00e9 para o homem, e vice-versa o \u00abhomem\u00bb \u00e9 para a \u00abmulher\u00bb. Enquanto o cap\u00edtulo primeiro do G\u00eanesis exprime esse valor em forma puramente teol\u00f3gica (e indiretamente metaf\u00edsica), o cap\u00edtulo segundo, pelo contr\u00e1rio,&nbsp;<i>revela por assim dizer o primeiro c\u00edrculo da experi\u00eancia vivida pelo homem como valor<\/i>. Essa experi\u00eancia est\u00e1 inscrita j\u00e1 no significado da solid\u00e3o original, e, depois, em toda a narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem como macho e f\u00eamea. O texto conciso de&nbsp;<i>G\u00ean<\/i>&nbsp;2,23, que encerra as palavras do primeiro homem \u00e0 vista da mulher criada, dele tirada\u00bb, pode ser considerado o prot\u00f3tipo b\u00edblico do C\u00e2ntico dos C\u00e2nticos. E se \u00e9 poss\u00edvel ler impress\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es em palavras t\u00e3o remotas, poder-se-ia tamb\u00e9m correr o risco de dizer que a profundidade e a for\u00e7a desta primeira e \u00aboriginal\u00bb emo\u00e7\u00e3o do homem-macho diante da humanidade da mulher, e, ao mesmo tempo, diante da feminilidade do outro ser humano, parece alguma coisa \u00fanica e imposs\u00edvel de repetir.<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><br \/>\n:: <a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/na-primeira-narrativa-da-criacao-encontra-se-definicao-objetiva-homem\/\">Na primeira narrativa da cria\u00e7\u00e3o encontra-se a defini\u00e7\u00e3o objetiva do homem<\/a><br \/>\n:: <a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/na-segunda-narrativa-da-criacao-encontra-se-definicao-subjetiva-homem\/\">Na segunda narrativa da Cria\u00e7\u00e3o encontra-se a defini\u00e7\u00e3o subjetiva do homem<\/a><br \/>\n:: <a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/relacao-entre-inocencia-original-e-redencao-operada-por-cristo\/\">Rela\u00e7\u00e3o entre a inoc\u00eancia original e a reden\u00e7\u00e3o operada por Cristo<\/a><br \/>\n:: <a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/o-significado-da-solidao-original-homem\/\">O significado da solid\u00e3o original do homem<\/a><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Significado da unidade original do homem&nbsp;<\/strong><\/h3>\n<p>2. Desse modo, o significado da unidade original do homem, atrav\u00e9s da masculinidade e da feminilidade, exprime-se como ultrapassagem do confim da solid\u00e3o, e, ao mesmo tempo, como afirma\u00e7\u00e3o \u2013 quanto a ambos os seres humanos \u2014 de tudo o que na solid\u00e3o \u00e9 constitutivo do \u00abhomem\u00bb. Na narrativa b\u00edblica, a solid\u00e3o \u00e9 caminho que leva \u00e0quela unidade que, seguindo o Vaticano II, podemos definir&nbsp;<i>communio personarum<\/i>&nbsp;(1). Como j\u00e1 precedentemente notamos, o homem, na sua original solid\u00e3o, adquire uma consci\u00eancia pessoal no processo de \u00abdistin\u00e7\u00e3o\u00bb de todos os seres vivos (<i>animalia<\/i>) e, ao mesmo tempo, nesta solid\u00e3o, abre-se para um ser afim a ele, que o G\u00eanesis (2,18 e 20) define como \u00abauxiliar que lhe \u00e9 semelhante\u00bb. Essa abertura decide do homem-pessoa n\u00e3o menos, antes talvez ainda mais, que a mesma \u00abdistin\u00e7\u00e3o\u00bb. A solid\u00e3o do homem, na narrativa javista, apresenta-se-nos n\u00e3o s\u00f3 como o primeiro descobrimento da caracter\u00edstica transcend\u00eancia pr\u00f3pria da pessoa, mas tamb\u00e9m como descobrimento duma adequada rela\u00e7\u00e3o \u00ab\u00e0\u00bb pessoa, e, portanto, como abertura e expectativa duma \u00abcomunh\u00e3o das pessoas\u00bb.<\/p>\n<p>Poder-se-ia tamb\u00e9m aqui usar o termo \u00abcomunidade\u00bb, se n\u00e3o fosse gen\u00e9rico e n\u00e3o tivesse t\u00e3o numerosos significados. \u00ab<i>Communio<\/i>\u00bb diz mais e com maior precis\u00e3o, porque&nbsp;<i>indica exatamente aquele \u00abauxiliar\u00bb que deriva, em certo sentido, do fato mesmo de existir como pessoa \u00abao lado\u00bb duma pessoa<\/i>. Na narrativa b\u00edblica, esse fato torna-se&nbsp;<i>eo ipso<\/i>&nbsp;\u2014 de per si \u2014 exist\u00eancia&nbsp;<i>da pessoa \u00abpara\u00bb a pessoa<\/i>, uma vez que o homem, na sua solid\u00e3o original, estava, em certo modo, j\u00e1 nesta rela\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 confirmado, em sentido negativo, precisamente pela sua solid\u00e3o. Al\u00e9m disso, a comunh\u00e3o das pessoas podia formar-se s\u00f3 em base a uma \u00abdupla solid\u00e3o\u00bb do homem e da mulher, ou seja, como encontro entre a \u00abdistin\u00e7\u00e3o\u00bb deles e o mundo dos seres vivos (<i>animalia<\/i>), que dava a ambos a possibilidade de serem e existirem numa reciprocidade especial. O conceito de \u00abauxiliar\u00bb exprime tamb\u00e9m essa reciprocidade na exist\u00eancia, que nenhum outro ser vivo poderia assegurar. Indispens\u00e1vel para essa reciprocidade era tudo o que de constitutivo fundava a solid\u00e3o de cada um deles, e, portanto, tamb\u00e9m o autoconhecimento e a autodetermina\u00e7\u00e3o, ou seja, a subjetividade e a consci\u00eancia do significado do pr\u00f3prio corpo.<\/p>\n<h3><strong>Comunh\u00e3o Divina&nbsp;<\/strong><\/h3>\n<p>3. A narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem, no cap\u00edtulo primeiro, afirma, desde o princ\u00edpio e diretamente, que o homem foi criado \u00e0 imagem de Deus enquanto macho e f\u00eamea. A narrativa do cap\u00edtulo segundo, pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o fala da \u00abimagem de Deus\u00bb, mas revela, do modo que lhe \u00e9 pr\u00f3prio, que a completa e definitiva cria\u00e7\u00e3o do \u00abhomem\u00bb (submetido, primeiramente, \u00e0 experi\u00eancia da solid\u00e3o original) se exprime em dar vida \u00e0quela \u00ab<i>communio personarum<\/i>\u00bb que o homem e a mulher formam. Desse modo, a narrativa javista adapta-se ao conte\u00fado da primeira narrativa. Se, vice-versa, queremos tirar tamb\u00e9m da narrativa do texto javista o conceito de \u00abimagem de Deus\u00bb, podemos, ent\u00e3o, deduzir que&nbsp;<i>o homem se tornou \u00abimagem e semelhan\u00e7a\u00bb de Deus n\u00e3o s\u00f3 mediante a pr\u00f3pria humanidade, mas ainda mediante a comunh\u00e3o das pessoas<\/i>, que o homem e a mulher formam desde o princ\u00edpio. A fun\u00e7\u00e3o da imagem est\u00e1 em espelhar aquele que \u00e9 o modelo, reproduzir o seu prot\u00f3tipo. O homem torna-se imagem de Deus n\u00e3o tanto no momento da solid\u00e3o quanto no momento da comunh\u00e3o. Ele, de fato, \u00e9, desde \u00abo princ\u00edpio\u00bb, n\u00e3o s\u00f3 imagem em que se espelha a solid\u00e3o duma Pessoa que governa o mundo, mas tamb\u00e9m e, essencialmente, imagem duma imperscrut\u00e1vel comunh\u00e3o divina de pessoas.<\/p>\n<p>Deste modo, a segunda narrativa poderia tamb\u00e9m preparar para se compreender o conceito trinit\u00e1rio da \u00abimagem de Deus\u00bb, embora esta apare\u00e7a apenas na primeira narrativa. Isso, obviamente, n\u00e3o \u00e9 sem significado tamb\u00e9m para a Teologia do Corpo, antes, constitui, mesmo talvez o aspecto teol\u00f3gico mais profundo de tudo o que se pode dizer acerca do homem. No mist\u00e9rio da cria\u00e7\u00e3o \u2014 com base na original e constitutiva \u00absolid\u00e3o\u00bb do seu ser \u2014 o homem foi dotado de profunda unidade entre aquilo que nele, humanamente e mediante o corpo, \u00e9 masculino, e o que nele n\u00e3o menos humanamente e mediante o corpo, \u00e9 feminino. Sobre tudo isso, desde o princ\u00edpio, desceu a b\u00ean\u00e7\u00e3o da fecundidade, unida \u00e0 procria\u00e7\u00e3o humana (2).<\/p>\n<h3><strong>Semelhante a Deus&nbsp;<\/strong><\/h3>\n<p>&nbsp;4. Desse modo, encontramo-nos quase na medula mesma da realidade antropol\u00f3gica que tem por nome \u00abcorpo\u00bb. As palavras de G\u00eanesis 2,23 falam disso, diretamente e, pela primeira vez, nos seguintes termos: \u00ab<i>osso dos meus ossos e carne da minha carne<\/i>\u00bb. O homem-macho pronuncia essas palavras como se apenas \u00e0 vista da mulher pudesse identificar e chamar pelo nome a<i>quilo que, de modo vis\u00edvel, os torna semelhantes um ao outro<\/i>, e, ao mesmo tempo,&nbsp;<i>aquilo em que se manifesta a humanidade<\/i>. A luz da precedente an\u00e1lise de todos os \u00abcorpos\u00bb, com que o homem entrou em contato e definiu, conceptualmente, dando-lhes o nome (\u00ab<i>animalia<\/i>\u00bb), a express\u00e3o \u00abcarne da minha carne\u00bb adquire exatamente este significado: o corpo revela o homem. Essa f\u00f3rmula concisa cont\u00e9m j\u00e1 tudo o que sobre a estrutura do corpo como organismo, sobre a sua vitalidade, sobre a sua particular fisiologia sexual etc., poder\u00e1, algum dia, dizer a ci\u00eancia humana. Nessa primeira express\u00e3o do homem-macho, \u00abcarne da minha carne\u00bb, est\u00e1 tamb\u00e9m inclu\u00edda uma refer\u00eancia \u00e0quilo em virtude de que esse corpo \u00e9 autenticamente humano, e, portanto, \u00e0quilo que determina o homem como pessoa, isto \u00e9, como ser que, mesmo em toda a sua corporeidade, \u00e9 \u00absemelhante\u00bb a Deus (3).<\/p>\n<h3><strong>Antropol\u00f3gica e Teol\u00f3gica&nbsp;<\/strong><\/h3>\n<p>5. Encontramo-nos, portanto, quase na medula mesma da realidade antropol\u00f3gica, cujo nome \u00e9 \u00abcorpo\u00bb, corpo humano. Todavia, como \u00e9 f\u00e1cil observar, essa medula n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 antropol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m essencialmente teol\u00f3gica. A teologia do corpo, que desde o princ\u00edpio est\u00e1 ligada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do homem \u00e0 imagem de Deus, torna-se, em certo modo, tamb\u00e9m teologia do sexo, ou antes teologia da masculinidade e da feminilidade, que aqui, no Livro do G\u00eanesis, encontra o seu ponto de partida. O significado original da unidade, testemunhada pelas palavras de G\u00eanesis 2, 24, ter\u00e1 na revela\u00e7\u00e3o de Deus ampla e long\u00ednqua perspectiva. Essa unidade, atrav\u00e9s do corpo (\u00abe os dois ser\u00e3o uma s\u00f3 carne\u00bb), possui uma dimens\u00e3o m\u00faltipla: dimens\u00e3o \u00e9tica, como \u00e9 confirmado pela resposta de Cristo aos fariseus em&nbsp;<i>Mt<\/i>. 19 (<i>Mc<\/i>. 10), e tamb\u00e9m uma dimens\u00e3o sacramental, estritamente teol\u00f3gica, como \u00e9 comprovado pelas palavras de S\u00e3o Paulo aos Ef\u00e9sios 4, que se referem tamb\u00e9m \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o dos profetas (Oseias, Isa\u00edas e Ezequiel). E \u00e9 assim, porque aquela unidade que se realiza atrav\u00e9s do corpo indica, desde o princ\u00edpio, n\u00e3o s\u00f3 o \u00abcorpo\u00bb, mas tamb\u00e9m a comunh\u00e3o \u00abencarnada\u00bb das pessoas \u2014<i>&nbsp;communio personarum<\/i>&nbsp;\u2014 conforme essa comunh\u00e3o desde o princ\u00edpio requer.<\/p>\n<p>A masculinidade e a feminilidade exprimem o&nbsp;<i>duplo aspecto da constitui\u00e7\u00e3o som\u00e1tica do homem<\/i>&nbsp;(\u00abesta \u00e9 o osso dos meus ossos e a carne da minha carne\u00bb), e&nbsp;<i>indicam<\/i>, al\u00e9m disso, por meio das mesmas palavras de G\u00eanesis 2, 23,&nbsp;<i>a nova consci\u00eancia do sentido do pr\u00f3prio corpo<\/i>: sentido que se pode dizer consistir num&nbsp;<i>enriquecimento rec\u00edproco<\/i>.<\/p>\n<p>Precisamente esta consci\u00eancia, atrav\u00e9s da qual a humanidade se forma de novo como comunh\u00e3o de pessoas, parece constituir o estrato que, na narrativa da cria\u00e7\u00e3o do homem (e na revela\u00e7\u00e3o do corpo nela inclu\u00edda), \u00e9 mais profundo que a sua mesma estrutura som\u00e1tica como macho e f\u00eamea. Em ambos os casos, essa estrutura \u00e9 apresentada desde o princ\u00edpio com profunda consci\u00eancia da corporeidade e sexualidade humana, e isso estabelece uma norma inalien\u00e1vel para a compreens\u00e3o do homem no plano teol\u00f3gico.<\/p>\n<hr \/>\n<h6><sup>Notas<\/sup><br \/>\n<sup> 1. \u00abMas Deus n\u00e3o criou o homem deixando-o s\u00f3, desde o princ\u00edpio &#8216;homem e mulher os criou&#8217; (<i>G\u00ean<\/i>. 1, 27) e a uni\u00e3o deles constitui a primeira forma de comunh\u00e3o de pessoas\u00bb (<a href=\"http:\/\/www.vatican.va\/archive\/hist_councils\/ii_vatican_council\/documents\/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i>Gaudium et Spes<\/i><\/a>, 12).<\/sup><br \/>\n<sup> 2. Cfr.&nbsp;<i>G\u00ean<\/i>. 1, 28.<\/sup><br \/>\n<sup> 3. Na concep\u00e7\u00e3o dos mais antigos livros b\u00edblicos n\u00e3o aparece a contra-posi\u00e7\u00e3o dualista \u00abalma-corpo\u00bb. Como j\u00e1 foi sublinhado (cfr. nota 1 do dia 4 de Novembro), pode-se falar antes duma combina\u00e7\u00e3o complementar \u00abcorpo-vida\u00bb. O corpo \u00e9 express\u00e3o da personalidade do homem, e se n\u00e3o esgota plenamente este conceito, \u00e9 preciso entend\u00ea-lo na linguagem b\u00edblica como \u00abparte pelo todo\u00bb; cfr. por exemplo: \u00abn\u00e3o foram a carne nem o sangue quem to revelou, mas o Meu Pai &#8230;\u00bb (<i>Mt<\/i>. 15, 17), isto \u00e9; n\u00e3o foi o&nbsp;<i>homem<\/i>&nbsp;quem to revelou.<\/sup><br \/>\n<sup> 4. \u00abNingu\u00e9m jamais aborreceu a sua pr\u00f3pria carne; pelo contr\u00e1rio, nutre-a e cuida dela como tamb\u00e9m Cristo o faz \u00e0 sua Igreja, pois somos membros do Seu corpo. Por isso, o homem deixar\u00e1 pai e m\u00e3e, ligar-se-\u00e1 \u00e0 mulher e passar\u00e3o os dois a ser uma s\u00f3 carne. \u00c9 grande este mist\u00e9rio; digo-o por\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o a Cristo e \u00e0 Igreja\u00bb (<i>Ef<\/i>. 5, 29-32).<\/sup><\/h6>\n<h6><sup>Isto ser\u00e1 tema das nossas reflex\u00f5es na parte intitulada \u00abO Sacramento\u00bb.<\/sup><\/h6>\n<p style=\"text-align: center;\">Jo\u00e3o Paulo II &#8211; Audi\u00eancia Geral &#8211;&nbsp; Quarta-feira, 14 de novembro de 1979<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/w2.vatican.va\/content\/john-paul-ii\/pt\/audiences\/1979\/documents\/hf_jp-ii_aud_19791114.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">vatican.va<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nona Catequese da Teologia do Corpo do Papa Jo\u00e3o Paulo II. Mediante a comunh\u00e3o das pessoas, o homem se torna imagem de Deus. Leia e estude <a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/mediante-comunhao-das-pessoas-o-homem-torna-se-imagem-de-deus\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":4719,"featured_media":6932,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7036"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4719"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7036"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7036\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7095,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7036\/revisions\/7095"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7036"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7036"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7036"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}